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14/09/2026
 

Geral

Trote Solidário Simers: Há 15 anos dizendo SIM à vida e NÃO à violência nas faculdades de Medicina

Redação

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Trote Solidário Simers: Há 15 anos dizendo SIM à vida e NÃO à violência nas faculdades de Medicina

Desde 2008, os alunos de Medicina do Rio Grande do Sul vêm mudando a história da recepção aos calouros.

No lugar de ações violentas ou as humilhações que alguns ainda tentam manter nas instituições que formam futuros médicos, há 15 anos o Trote Solidário já mobilizou mais de 21 mil acadêmicos, deixando para trás uma cultura da vergonha pela consciência e a empatia com o próximo.

Para se ter uma ideia do tamanho da iniciativa do Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (NAS Simers), ao longo da trajetória do Trote Solidário já foram arrecadadas mais de 408 toneladas de itens alimentícios, o que representa comida na mesa para mais de 816 mil pessoas.

“Estamos acompanhando a repercussão dos atos promovidos por estudantes e ficamos entristecidos ao ver como ainda sobrevive a errônea ideia de que um veterano precisa subjugar o colega recém-chegado. Isso não pode mais ocorrer em nossa sociedade. Precisamos de médicos que deem exemplo de como tratar o ser humano e é isso que o Trote Solidário quer levar para todos aqueles que passam ou vão passar por ele. Estamos lidando com pessoas que vão salvar vidas”, reforça o diretor de Políticas Estratégicas do Simers, Vinícius de Souza, que também já passou pela experiência do Trote Solidário.
Para se ter uma ideia do tamanho da ação do NAS Simers, todas as 20 faculdades de Medicina gaúchas participam da atividade, que conta com a parceria do Banco de Alimentos do RS, Lions Clubs International e Rotary Club International.

São essas as entidades responsáveis em direcionar o que foi arrecadado às cidades onde foram realizadas as doações, tanto na Capital como na região Metropolitana e Interior.

Somente na edição 2023 do Trote Solidário, foram arrecadados 48.286,52 quilos de itens alimentícios. O terceiro maior volume de doações da história da iniciativa e que também beneficiou as vítimas das enchentes no Vale do Taquari, a maior tragédia natural vivenciada no estado.

Além de alimentos

E o Trote Solidário também vai além dos alimentos. Ele também movimenta os alunos para a doação de sangue e cadastro para doação de medula óssea, em parceria com os hemocentros de cada cidade onde acontecem as ações de solidariedade.

Já foram 8.185 bolsas de sangue coletadas junto aos hemocentros do RS, sendo que uma bolsa pode salvar até quatro vidas. Sem falar na arrecadação de cerca de 6,5 toneladas de tampinhas plásticas, revertidas para a Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) — o valor de 150 quilos equivale a uma cadeira de rodas ou uma cadeira de banho. Outro exemplo de cidadania foram os 31.233 mil livros doados para cursinhos populares de pré-vestibular em Medicina.

Toda essa movimentação em prol da vida também já foi reconhecida duas vezes com o prêmio TOP Cidadania 2022, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS) e entregue às entidades gaúchas que se destacam por suas práticas de gestão de pessoas, desenvolvimento humano e responsabilidade social.

Além disso, o Trote já acumula diversos prêmios de expressão nacional ao longo de sua trajetória, como o Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia 2014, da ABRH-Nacional, na modalidade Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social/Organização Cidadã.

Meio Ambiente

Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

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Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.

A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.

O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.

O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.

“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”

O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.

“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”

O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.

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Geral

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.

A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.

Crise financeira

A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.

Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.

Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Sindicatos que aderiram à greve

A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:

• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo

A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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