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07/03/2026
 

Geral

Feirinha Colabora Bunker, uma feira de ideias e sonhos

Redação

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“A leitura deve ser para todos, quero que tenha mais crianças lendo e mais pais que incentivando filhos” 

A canoense Samantha tem 34 anos, é moradora do bairro Fátima, estudante do último semestre de pedagogia, em estágio de inclusão, e, durante a pandemia, no condomínio onde mora, faz faxina para se manter, comercializa livros, além de fazer pão para vender. Como incentivadores, tem a filha Antonia, de nove anos, e o marido.

A paixão por livros

No começo da pandemia, Samantha começou a vender livros em casa, “eu gosto muito de livros, trabalhei em uma livraria, e queria continuar a vender. Consegui uma distribuidora, só que vendi pouco perto do que eu tinha. Vi que livros infantis as pessoas gostam de ver, de pegar, mas que são de pouca venda”. Assim, começou este ano com muitos livros, sem vender, e como estava tudo quase se normalizando em relação à pandemia, resolveu ampliar os negócios. “Uma feira não é de uma pessoa só, então resolvi engajar outras pessoas para venderem”, conta.

O Bunker

“Imaginei uma feira e que poderia ser no estacionamento do lado do Bunker”

O Bunker é um estabelecimento conceituado, rústico e que vende de açaí a chopes e lanches etc. O local tinha bastante espaço, e Samantha pensou que teria lugar para o que queria. “Pensei em fazer uma feira lá, que tem quatro ou cinco condomínios próximos, que seria legal, e quando vi que dava para fazer, falei como o pessoal do Bunker e eles estavam se mudando, mas gostaram da iniciativa. Expliquei a eles que a ideia era fazer a feira para arrecadar alimento e roupas para quem precisava, pois conhecia pessoas que faziam algum tipo de ação de doações e poderia chamá-las para ajudarem e que a feira seria um lugar que poderia ajudar a fazer isso”.

O início

Quando o Bunker se mudou de fato para outro terreno, Samantha retornou e, sem qualquer parceria, novamente expôs sua ideia da realização da feira. “Depois que eles se mudaram para aquela esquina, eu fui atrás para saber da possibilidade de realizar o evento ali, que de certa forma chamaria também público para eles”.

A Feirinha Colabora Bunker acontece hoje na Rua Joaquim Caetano, o terreno fica na esquina da Rua Buttembender, e o empreendimento fica ao lado do condomínio.

Mãos à obra

“Logo fui atrás de pessoas e conheci algumas que vendiam algo e a ideia era chamar elas para vender suas coisas na feira, mas não sabia que dia seria, se no sábado ou domingo. Então o Bunker fez uma festa julina de inauguração do novo espaço e teve um dia todo de almoço e festa, e foi neste dia a primeira feira. As pessoas compraram minha ideia, porque foi assim, um convite com bastante empolgação, então tinha umas 10 ou 12 pessoas expondo, incluindo eu, que só vendo livros”.

Oportunidade

A feira surgiu como oportunidade para maior número de vendas dos seus livros. “E aí conversando com outras pessoas aqui do meu condomínio, conheci várias que também vendiam outras coisas. E eu achei muita dificuldade de vender pela internet, talvez seja porque não prestem muita atenção ou pelo jeito de eu divulgar”.

Foi com a falta de sucesso com as vendas pela internet que surgiu a ideia da feira. “Fiz um grupo de whats com quem estava expondo. Começou com poucas pessoas e hoje estamos com 50 ou mais”. E ao longo do tempo, muita gente foi pedindo para participar. A primeira e a segunda edições da Feirinha foram em sábados e não obtiveram movimento. Logo a ideia era testar nos domingos, aproveitando o movimento do Bunker, pois se tratava de um bar e de um dia mais agitado nas ruas.

“A ideia principal era chamar os vizinhos, quem eu conhecesse, os mais próximos. Na segunda edição, veio muita gente daqui e também muitas pessoas de outros bairros, Rio Branco, Niterói, Mathias. Do brick da Inconfidência veio muita gente e então, para ter lugar para todos, fiz um mapeamento do terreno, pois sou a organizadora do evento. A feira é um pouco sobre mim, mas muito sobre as pessoas se ajudarem. Queria que desse certo para nos ajudarmos, assim como o pessoal do Bunker está ajudando ao ceder o local para nós, então quero o sucesso para todos. Tenho muitas ideias para seguir com a Feirinha, que era para ser uma vez por mês, e com muita gente se interessando, e como o grupo cresceu, então estamos pensando em realizar todos os domingos”.

Outros projetos

“Quero fazer outras ações, consegui contato com uma pessoa que tem um projeto que faz comida para pessoas em situação de rua, então quero ver a possibilidade de essas pessoas que participarem da feira como expositores doarem um quilo de alimento para ajudar também essas outras.

Livros

“Eu estava na internet e vi um anúncio de um canal chamado Caixa Literária. Eles estavam chamando os embaixadores literários (eles são do interior do Estado). E com a pandemia, antes eles vendiam os livros para as escolas. Eles estavam chamando pessoas para venderem os livros com eles, então ganhamos um lucro. Mas fui muito mais pela paixão pelos livros do que pelo ganho, porque não se ganha tão bem assim para isso. Então os livros são desta distribuidora, de várias editoras. Mas procurei também, além de vender livros deles, ir atrás de outras livrarias que achei na internet, que tinham livros muito baratos, com margem melhor para eu vender, diferenciados, de pintar, de atividades, e comprei deles também”.

Novas ideias

Para melhorar as vendas (quando tiver dinheiro), Samantha quer fazer bonecas de panos, que dê para pintar, e que terão formas de bichinhos que poderão ser lavados. “Então eu mesma farei, costurar, montar um kit e vender junto o livro (de uma fazendinha, por exemplo) com as canetinhas, para a criança poder curtir a história e pintar também.

A Feirinha

Foto: Divulgação

“A feira conta minha história, pois ela está por trás da minha paixão. Porém não quero ser protagonista em relação a esse projeto. Quero que a feira seja uma integração entre os expositores, as pessoas que vão a ela”, finaliza Samantha.

A feira conta com pinturas, pessoas que revendem produtos naturais, velas, sabonetes, temperos, bolos, costuras, artesanatos diversos, uma diversidade imensa de produtos que valem a pena serem visitados.

A próxima Feirinha vai ser no domingo, 29 de agosto, e a partir de setembro aos sábados e domingos, das 15h às 19h. Vale a pena conferir (a feira e a Samantha)!

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Prêmio Picucha Milanez será entregue nesta terça-feira, dia 10; saiba quem são as homenageadas

Redação

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A Câmara Municipal de Canoas realiza, nesta terça-feira, 10, a cerimônia de entrega do Prêmio Picucha Milanez. A homenagem reconhece dez mulheres com trajetórias de destaque em diferentes áreas de atuação e pelo trabalho desenvolvido junto à comunidade.

A premiação é concedida anualmente pelo Legislativo municipal e tem como objetivo valorizar iniciativas e histórias de mulheres que contribuem para o desenvolvimento social, cultural e comunitário da cidade.

Criado em 1997 por meio de decreto legislativo, o prêmio leva o nome de Maria Filomena Rumi Milanez, conhecida como “Vó Picucha”. Nascida em Rivera, no Uruguai, em 1888, ela se mudou ainda criança para a região onde hoje está localizada Canoas.

Picucha ficou conhecida pela forte atuação comunitária, especialmente na mobilização de moradores e no incentivo a ações sociais. Entre suas contribuições está a participação na mobilização que ajudou na construção do Hospital Nossa Senhora das Graças, além do trabalho voltado ao cuidado e apoio de crianças em situação de vulnerabilidade.

Homenageadas

Mara Lúcia Togni Pereira construiu sua trajetória profissional na área da saúde, atuando como Técnica e Instrumentadora Cirúrgica, profissão da qual hoje está aposentada. Há mais de duas décadas também trabalha como podóloga, mantendo o cuidado com a saúde e o bem-estar das pessoas. Inspirada pelos pais, fundadores do Lions Clube Canoas Santa Rita, desenvolveu forte atuação voluntária e há 19 anos participa de ações sociais promovidas pelo Lions, com iniciativas voltadas à saúde, educação e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade – indicação da bancada do PSD.

Edna Aparecida Alegro é auditora fiscal aposentada da Receita Federal, com mais de 34 anos de atuação no serviço público federal. Especialista nas áreas de assistência social e certificação de entidades beneficentes, tornou-se referência nacional no fortalecimento de políticas públicas e organizações da sociedade civil. Desde 2015 atua em Canoas, onde liderou a reestruturação da Associação Pestalozzi, garantindo a continuidade do atendimento a pessoas com deficiência e implantando programas de inclusão e aprendizagem profissionalizante – indicação da bancada do PL.

Priscila Rosa dos Santos recebe a homenagem em reconhecimento à sua luta por justiça após a morte de sua irmã, a enfermeira Patrícia Rosa dos Santos, vítima de feminicídio em 2024. Desde então, transformou o luto em mobilização social, dando visibilidade ao caso e reforçando a importância do enfrentamento à violência contra a mulher. Sua atuação tornou-se símbolo de resistência e defesa da memória da irmã e de tantas outras vítimas – indicação da bancada do PV.

Angélica Giovanella Marques é delegada da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e atualmente responde pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Canoas. Formada em Direito pela PUCRS e pós-graduada em Processo Civil, ingressou na Polícia Civil em 2019 e assumiu o cargo de delegada em 2022. Seu trabalho é voltado ao acolhimento das vítimas e ao combate à violência de gênero, contribuindo para a proteção e garantia de direitos das mulheres – indicação da bancada do Progressistas.

Shirley Dilecta Panizzi Fernandes é advogada com atuação na área de Direito do Trabalho Empresarial desde 1992, prestando assessoria jurídica a empresas de diversos segmentos. Também atua como professora convidada em cursos de pós-graduação da Universidade Feevale, nas áreas de Direito do Trabalho e Engenharia de Segurança do Trabalho, contribuindo para a formação de novos profissionais – indicação da bancada do NOVO.

Claci Lutz Allenbrandt, conhecida como Gladis, reside em Canoas há mais de três décadas e tem forte atuação comunitária no bairro Guajuviras. Desde 2003 dedica-se a atividades de apoio à comunidade e à defesa dos direitos dos usuários do sistema de saúde, participando de conselhos locais e auxiliando moradores em demandas relacionadas ao acesso aos serviços públicos – indicação da bancada do PSDB.

Fernanda Gonçalves Bassôa é jornalista formada pela Unisinos e atua há mais de duas décadas na comunicação. Trabalhou por nove anos como repórter policial no Grupo Editorial Sinos e atualmente é repórter correspondente do jornal Correio do Povo em Canoas, função que exerce há mais de uma década. Seu trabalho é marcado pelo compromisso com a informação e pela cobertura de temas relevantes para a sociedade – indicação da bancada do Republicanos.

Isabel Ferrari é jornalista e comunicadora reconhecida nacionalmente por sua atuação na defesa da inclusão e da neurodiversidade. Mãe de uma criança autista, transformou sua experiência pessoal em trabalho de conscientização social, promovendo debates sobre maternidade atípica, direitos das pessoas com deficiência e políticas públicas de inclusão – indicação da bancada do PDT.

Priscila Pereira é fisioterapeuta e atua há duas décadas em ações sociais em Canoas. Atualmente é gerente geral da Ação Social Santa Isabel, instituição com mais de 60 anos de atuação no município, além de coordenar iniciativas em abrigos e projetos voltados ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Seu trabalho é marcado pela dedicação ao cuidado e à assistência social – indicação da bancada do União Brasil.

Miriam Ribeiro Cabreira é engenheira mecânica e servidora da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) desde 2007. Com trajetória marcada pela atuação sindical, tornou-se em 2022 a primeira mulher eleita presidenta do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS). Sua liderança representa um marco na ampliação da participação feminina em espaços de representação da classe trabalhadora – indicação da bancada do PT.

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Comunidade

Prefeitura na Tua Casa leva serviços públicos ao bairro Rio Branco neste sábado

Redação

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A Prefeitura de Canoas promove neste sábado, 7, mais uma edição do programa Prefeitura na Tua Casa, com oferta de diversos serviços públicos para moradores do bairro Rio Branco.  

A atividade ocorre das 9h às 12h, na EMEF Nelson Paim Terra, localizada na Rua Primavera, 1676.  

Durante a ação, a população poderá acessar atendimentos em áreas como saúde, assistência social, emprego e habitação. Também estarão disponíveis serviços relacionados ao bem-estar animal, orientações do Procon e emissão de documentos de identidade. Além disso, a programação inclui a doação de mudas de plantas e atividades voltadas para crianças.  

A iniciativa busca aproximar os serviços da administração municipal da comunidade e facilitar o acesso da população a atendimentos públicos. De acordo com a prefeitura, o evento será cancelado em caso de chuva. 

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Policial

Polícia Civil cumpre 16 ordens judiciais durante Operação Mulher Segura na Região Metropolitana do RS

Redação

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A Polícia Civil participou, na quarta-feira, 4, da Operação Mulher Segura 2026, uma ação voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres. A iniciativa foi conduzida pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, ligada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis.

Durante a operação, foram cumpridas 16 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão de armas de fogo e de prisão de suspeitos de violência doméstica. Também foram verificadas 20 denúncias anônimas.

As ações ocorreram nas cidades de Porto Alegre, Gravataí, Alvorada e Viamão. Até o momento, duas pessoas foram presas.

A operação integra uma mobilização nacional voltada à prevenção e ao combate da violência contra mulheres e meninas. No Rio Grande do Sul, mais de 60 policiais civis do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis e de outros setores da Polícia Civil participaram da ação.

A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica podem ser denunciados por diferentes canais. As denúncias podem ser feitas pelo site da Delegacia Online, pelo e-mail dpgv-dipam@pc.rs.gov.br ou pelo telefone 180, que atende gratuitamente em todo o Brasil.

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