Geral
Feirinha Colabora Bunker, uma feira de ideias e sonhos

“A leitura deve ser para todos, quero que tenha mais crianças lendo e mais pais que incentivando filhos”
A canoense Samantha tem 34 anos, é moradora do bairro Fátima, estudante do último semestre de pedagogia, em estágio de inclusão, e, durante a pandemia, no condomínio onde mora, faz faxina para se manter, comercializa livros, além de fazer pão para vender. Como incentivadores, tem a filha Antonia, de nove anos, e o marido.
A paixão por livros
No começo da pandemia, Samantha começou a vender livros em casa, “eu gosto muito de livros, trabalhei em uma livraria, e queria continuar a vender. Consegui uma distribuidora, só que vendi pouco perto do que eu tinha. Vi que livros infantis as pessoas gostam de ver, de pegar, mas que são de pouca venda”. Assim, começou este ano com muitos livros, sem vender, e como estava tudo quase se normalizando em relação à pandemia, resolveu ampliar os negócios. “Uma feira não é de uma pessoa só, então resolvi engajar outras pessoas para venderem”, conta.
O Bunker
“Imaginei uma feira e que poderia ser no estacionamento do lado do Bunker”
O Bunker é um estabelecimento conceituado, rústico e que vende de açaí a chopes e lanches etc. O local tinha bastante espaço, e Samantha pensou que teria lugar para o que queria. “Pensei em fazer uma feira lá, que tem quatro ou cinco condomínios próximos, que seria legal, e quando vi que dava para fazer, falei como o pessoal do Bunker e eles estavam se mudando, mas gostaram da iniciativa. Expliquei a eles que a ideia era fazer a feira para arrecadar alimento e roupas para quem precisava, pois conhecia pessoas que faziam algum tipo de ação de doações e poderia chamá-las para ajudarem e que a feira seria um lugar que poderia ajudar a fazer isso”.
O início
Quando o Bunker se mudou de fato para outro terreno, Samantha retornou e, sem qualquer parceria, novamente expôs sua ideia da realização da feira. “Depois que eles se mudaram para aquela esquina, eu fui atrás para saber da possibilidade de realizar o evento ali, que de certa forma chamaria também público para eles”.
A Feirinha Colabora Bunker acontece hoje na Rua Joaquim Caetano, o terreno fica na esquina da Rua Buttembender, e o empreendimento fica ao lado do condomínio.
Mãos à obra
“Logo fui atrás de pessoas e conheci algumas que vendiam algo e a ideia era chamar elas para vender suas coisas na feira, mas não sabia que dia seria, se no sábado ou domingo. Então o Bunker fez uma festa julina de inauguração do novo espaço e teve um dia todo de almoço e festa, e foi neste dia a primeira feira. As pessoas compraram minha ideia, porque foi assim, um convite com bastante empolgação, então tinha umas 10 ou 12 pessoas expondo, incluindo eu, que só vendo livros”.
Oportunidade
A feira surgiu como oportunidade para maior número de vendas dos seus livros. “E aí conversando com outras pessoas aqui do meu condomínio, conheci várias que também vendiam outras coisas. E eu achei muita dificuldade de vender pela internet, talvez seja porque não prestem muita atenção ou pelo jeito de eu divulgar”.
Foi com a falta de sucesso com as vendas pela internet que surgiu a ideia da feira. “Fiz um grupo de whats com quem estava expondo. Começou com poucas pessoas e hoje estamos com 50 ou mais”. E ao longo do tempo, muita gente foi pedindo para participar. A primeira e a segunda edições da Feirinha foram em sábados e não obtiveram movimento. Logo a ideia era testar nos domingos, aproveitando o movimento do Bunker, pois se tratava de um bar e de um dia mais agitado nas ruas.
“A ideia principal era chamar os vizinhos, quem eu conhecesse, os mais próximos. Na segunda edição, veio muita gente daqui e também muitas pessoas de outros bairros, Rio Branco, Niterói, Mathias. Do brick da Inconfidência veio muita gente e então, para ter lugar para todos, fiz um mapeamento do terreno, pois sou a organizadora do evento. A feira é um pouco sobre mim, mas muito sobre as pessoas se ajudarem. Queria que desse certo para nos ajudarmos, assim como o pessoal do Bunker está ajudando ao ceder o local para nós, então quero o sucesso para todos. Tenho muitas ideias para seguir com a Feirinha, que era para ser uma vez por mês, e com muita gente se interessando, e como o grupo cresceu, então estamos pensando em realizar todos os domingos”.
Outros projetos
“Quero fazer outras ações, consegui contato com uma pessoa que tem um projeto que faz comida para pessoas em situação de rua, então quero ver a possibilidade de essas pessoas que participarem da feira como expositores doarem um quilo de alimento para ajudar também essas outras.
Livros
“Eu estava na internet e vi um anúncio de um canal chamado Caixa Literária. Eles estavam chamando os embaixadores literários (eles são do interior do Estado). E com a pandemia, antes eles vendiam os livros para as escolas. Eles estavam chamando pessoas para venderem os livros com eles, então ganhamos um lucro. Mas fui muito mais pela paixão pelos livros do que pelo ganho, porque não se ganha tão bem assim para isso. Então os livros são desta distribuidora, de várias editoras. Mas procurei também, além de vender livros deles, ir atrás de outras livrarias que achei na internet, que tinham livros muito baratos, com margem melhor para eu vender, diferenciados, de pintar, de atividades, e comprei deles também”.
Novas ideias
Para melhorar as vendas (quando tiver dinheiro), Samantha quer fazer bonecas de panos, que dê para pintar, e que terão formas de bichinhos que poderão ser lavados. “Então eu mesma farei, costurar, montar um kit e vender junto o livro (de uma fazendinha, por exemplo) com as canetinhas, para a criança poder curtir a história e pintar também.
A Feirinha

Foto: Divulgação
“A feira conta minha história, pois ela está por trás da minha paixão. Porém não quero ser protagonista em relação a esse projeto. Quero que a feira seja uma integração entre os expositores, as pessoas que vão a ela”, finaliza Samantha.
A feira conta com pinturas, pessoas que revendem produtos naturais, velas, sabonetes, temperos, bolos, costuras, artesanatos diversos, uma diversidade imensa de produtos que valem a pena serem visitados.
A próxima Feirinha vai ser no domingo, 29 de agosto, e a partir de setembro aos sábados e domingos, das 15h às 19h. Vale a pena conferir (a feira e a Samantha)!
Geral
Canoas realiza mesa temática sobre sistemas de proteção e resiliência na revisão do Plano Diretor

A Prefeitura de Canoas promove, na próxima segunda-feira, 15, mais uma etapa de participação popular no processo de revisão do Plano Diretor do município. Desta vez, será realizada a mesa temática sobre Sistemas de Proteção e Resiliência, com o objetivo de discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta da cidade diante de situações de risco e emergências.
O encontro ocorrerá das 15h às 17h30, na sede da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), localizada na Rua Nerci Pereira Flores, 179, no Centro.
De acordo com a proposta apresentada pela administração municipal, a atividade servirá como espaço para ouvir a população, identificar desafios e debater alternativas relacionadas aos sistemas de proteção e resiliência da cidade. As contribuições apresentadas pelos participantes deverão subsidiar a elaboração da nova versão do Plano Diretor.
Durante a mesa temática, também serão apresentadas ações e diretrizes relacionadas ao tema. O encontro prevê ainda manifestações da sociedade civil e de demais interessados, além de debates sobre oportunidades e propostas para Canoas.
A participação é aberta ao público. Pessoas que necessitarem de recursos de acessibilidade devem informar a necessidade com antecedência pelo e-mail planodiretor@canoas.rs.gov.br.
Geral
CPI da Corsan/Aegea realiza última audiência pública na Liga Canoense de Futebol em Canoas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação da Corsan/Aegea realiza nesta quinta-feira, 11, às 18h, a última audiência pública da série de encontros regionais em Canoas. A atividade será realizada na Liga Canoense de Futebol, localizada na Avenida A. J. Renner, nº 1111, bairro Estância Velha, e está aberta à participação de moradores.
O encontro encerra o ciclo de audiências descentralizadas promovidas pela CPI, instaurada pela Câmara Municipal de Canoas para reunir informações, relatos e documentos relacionados à prestação de serviços da concessionária no município.
Durante a audiência, moradores podem relatar problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e execução de obras. Também são aceitos documentos como contas, fotos, vídeos e registros de atendimento que possam ser utilizados na apuração.
Nos encontros anteriores, foram registrados relatos de consumidores sobre cobranças consideradas elevadas, variações significativas em faturas, ausência de leitura regular de hidrômetros, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação disponível, dificuldades de atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos não resolvidos e impactos de obras em vias públicas, como danos em ruas e calçadas.
A CPI também mantém um canal de comunicação via WhatsApp para recebimento de denúncias e materiais relacionados aos serviços da concessionária. O número informado é (51) 99481-1147.
A investigação parlamentar foi aberta para analisar reclamações sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, execução de obras, esgotamento sanitário e atendimento ao público no município.
Policial
Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.
A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.
Mandados em dois estados e dentro de presídios
Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.
As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.
A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.
Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.
Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha
As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.
Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.
Organização movimentou mais de R$ 21 milhões
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.
As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.
AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6
Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.
Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.
A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

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