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03/03/2026
 

Geral

“Cerveja é coisa de mulher, sim!”, afirma a empresária e sommelier Roberta Pierry

Redação

Publicado

em

Por Simone Dutra

Já que chegou o verão e tomar uma boa cerveja – com moderação – está mais do que liberado, ou que estamos no Rio Grande do Sul, e costumamos usar de bairrismo para nos vangloriarmos das nossas façanhas, aproveitemos a oportunidade para celebrar as cervejas da Sapatista, que além de acumular prêmios desde a sua criação, é resultado da inspiração da gaúcha Roberta Barbosa Pierry, de 33 anos.

Início de tudo

Betinha, como é conhecida nos inúmeros bares da noite e famosas feiras de rua da Capital, começou a fazer cerveja em 2015 para consumo próprio, já que era grande apreciadora da bebida. Em entrevista concedida ao jornal Timoneiro nesta segunda-feira, 11, por videoconferência, ela nos confidenciou que adquiriu os primeiros conhecimentos da forma mais simples: fazendo pesquisa na internet e lendo livros sobre o tema. “Não era o objetivo inicial que virasse um negócio rentável”, pontuou.

Nascimento da Sapatista

Somente no final de 2018, já segura dos resultados apresentados por ela mesma, foi que vislumbrou a possibilidade de vender o produto, oficializado em 2019, no dia 8 de março, não por coincidência o Dia Internacional da Mulher, com a concepção da Sapatista Comércio de Cerveja Artesanal LTDA, que então se lança ao mundo como uma cerveja revolucionária, feita por mulheres, surgindo da paixão por cerveja e culinária. “Nosso objetivo é resgatar a ancestralidade do mundo cervejeiro e reafirmar o papel da mulher nessa história”. E é por isso que cada tipo da cerveja leva o nome de uma mulher marcante na biografia feminina mundial.

De acordo com Roberta, que durante sua jornada de estudos descobriu que foram as mulheres que inventaram a bebida em uma das suas atividades domésticas na culinária, e continuaram à frente da sua produção – o que embasa ainda mais o que afirma ao dizer que cerveja é coisa de mulher, sim – (Leia mais sobre isso no blog: www.sapatista.com.br/invencoes-de-mulheres), ainda faltava representatividade no meio: “Vejo como uma missão resgatar essa ancestralidade no mundo cervejeiro, na luta feminista”, concluiu a empresária.

Roberta (à direita) recebendo um dos prêmios

Produção

Betinha contou à nossa reportagem que atualmente a cervejaria é cigana, ou seja, ela não tem fábrica própria. “Eu elaboro as receitas e encaminho para fábricas parceiras conforme a demanda; faço o controle de qualidade e revendo para diversos locais em Porto Alegre, e, a partir deste ano estaremos presentes também na bastante frequentada London Pub, em Canoas (Rua Dr. Barcelos, 1350 – Centro), já no meio de janeiro”, revelou, para a alegria dos canoenses que são amantes da cerveja.

Hoje a marca conta com seis rótulos: Filipina – Double Ipa, Incendiária – Red Ipa, Pantera Negra – Imperial Stout, Maria da Penha – Saison com butiá, Olga – Pilsen, Candace – Amber Ale com café. A pioneira foi a Incendiária, cujo estilo, conforme nos explicou a sommelier, é Red Ipa, que, para os entendidos em cervejas, significa que é de cor ambar, lupulada e tem um leve sabor de caramelo, o que complementa com o amargor dela, e “é fácil de beber”, pois contém ingredientes bem balanceados  que dão origem a uma cerveja de alta drinkability, termo em inglês que quer dizer que é de simples compreensão e degustação.

Pandemia

O aniversário de um ano da marca, que se encontrava em pleno crescimento, colidiu com a chegada da pandemia, o que alterou a sua comercialização, pois tinha na sua maioria clientes jurídicos. Então, com o fechamento dos bares e eventos, a estratégia de vendas mudou para atender mais a pessoas físicas. Agora, a empresa trabalha com o sistema de Delivery e pela plataforma Ecommerce, e não exige pedido com quantidade mínima ou máxima, podendo ser solicitado através de um link na página www.sapatista.com.br, inclusive para todo o Estado e resto do Brasil.

Dificuldades

A produção ainda carrega o peso do desconhecimento acerca da bebida do tipo artesanal. Pierry frisou a importância das grandes cervejarias, que de certa forma popularizaram e disseminaram mais informações sobre ela. “Existe sim uma barreira por conta de um valor mais elevado, que é justificado pela produção em menor escala e pela alta taxa de impostos que acaba problematizando a sua comercialização”. Além disso, Roberta enfrentou preconceitos por se tratar de uma mulher no mundo cervejeiro, fato amenizado depois do primeiro prêmio recebido, dando a devida credibilidade ao seu trabalho.

Prêmios

– Incendiária – medalha de ouro Copa Sul-America de Cervejas 2019 (categoria Double Hoppy Red Ale);
– Incendiária – medalha de prata Copa Internacional de Cerveja Poa 2019 (categoria Double Hoppy Red Ale);
– Pantera Negra – medalha de prata Copa Internacional de Cerveja Poa (categoria English-Style Imperial Stout);
– Maria da Penha – medalha de bronze Festival Brasileiro da Cerveja 2020 (categoria Belgian-Style Fruit Beer).

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Policial

MPRS prende responsáveis por escola infantil em Alvorada suspeitas de sedar e agredir crianças

Redação

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e com apoio da Brigada Militar, prendeu preventivamente, nesta terça-feira, 3, duas mulheres responsáveis por uma escola de educação infantil em Alvorada. Elas também atuavam como professoras na instituição.

As prisões ocorreram nos municípios de Canoas e Alvorada. As investigadas são suspeitas de sedar crianças sem prescrição médica, além de praticar agressões físicas e psicológicas contra alunos com idades entre dois e cinco anos.

A medida foi solicitada pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, após a conclusão de investigação que reuniu depoimentos, imagens e documentos apontando a gravidade dos fatos. As apurações começaram depois que mães de alunos procuraram a Delegacia de Polícia ao tomarem conhecimento das denúncias.

Segundo o inquérito, as responsáveis administravam medicamentos prescritos a outras crianças para manter os alunos dormindo ou mais “calmos”. A investigação também aponta imposição de castigos, negligência nos cuidados de higiene e alimentação e a adoção de condutas consideradas degradantes. No pedido de prisão, foram anexados depoimentos e imagens que mostram crianças sedadas, compartilhamento inadequado de utensílios e mensagens entre funcionárias sugerindo aumento nas doses de remédios.

Para o MPRS, além dos indícios de autoria e materialidade, ficou evidenciado risco à ordem pública e à instrução criminal. Conforme o órgão, as investigadas teriam influenciado testemunhas durante a investigação. Diante da gravidade dos crimes, que incluem lesão corporal, infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e a apuração do crime de tortura, a promotora requereu a prisão preventiva, que foi acolhida pela Justiça. A ação integra a chamada “Operação Dose de Silêncio”.

De acordo com a promotora Karen Mallmann,

“a gravidade concreta do delito foi um dos principais elementos que tornou necessária a prisão das investigadas. Os crimes foram cometidos contra crianças de tenra idade, cujos pais confiaram os seus cuidados e segurança, e as investigadas, para facilitar o seu trabalho no manejo com os alunos, ministravam-lhes medicamentos com efeito sedativo, além de negligenciar nos cuidados de higiene e agredi-los física e psicologicamente”.

O coordenador estadual do GAECO, promotor Rogério Meirelles Caldas, ressaltou que

“o GAECO também atua para apoiar os promotores de Justiça na atividade-fim criminal, somando expertise para garantir mais efetividade às investigações e operações”. Ele também destacou o apoio da Brigada Militar na operação realizada nesta terça-feira.

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Geral

Governador do Estado oficializa troca de comando do Corpo de Bombeiros no RS

Redação

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O governador Eduardo Leite oficializa, nesta quarta-feira, 4 de março, às 16h, a passagem de comando do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. A cerimônia será realizada na sede do Comando-Geral da corporação, localizada na Av. Silva Só, 300, bairro Santa Cecília, em Porto Alegre.

O coronel Ricardo Mattei Santos assume o cargo de comandante-geral da instituição. Já o coronel Alexandre Sório Nunes passa a ocupar a função de subcomandante-geral.

O ato contará ainda com a presença do secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda.

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Policial

Homem de 42 anos é preso por violência doméstica no bairro Mathias Velho

Redação

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Homem de 42 anos é preso por violência doméstica no bairro Mathias Velho

Um homem de 42 anos foi preso na manhã do domingo, 1, suspeito de violência doméstica, em Canoas. O fato aconteceu no bairro Mathias Velho. de acordo com informações, agentes da Guarda Municipal, que faziam o patrulhamento pela localidade, foram acionados para atender a ocorrência de um homem que estaria ameaçando a companheira com uma arma de fogo. No endereço, os agentes encontraram o suspeito caído na cozinha da residência com um ferimento na cabeça.

Aos guardas, a mulher revelou que teria se defendido das investidas do companheiro, atingindo ele com uma garrafa de vidro. O homem, segundo a Guarda Municipal, possuía extensa ficha criminal, com passagens policiais por homicídio, tráfico e roubo. Ele foi detido, encaminhado para atendimento médico e, em seguida, apresentado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde foi feito o registro da ocorrência. A suposta arma não foi encontrada com o suspeito.

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