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21/04/2026
 

Política

Vereadores canoenses apresentam projeto de corte de salários de políticos e CCs de Canoas

Redação

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Os vereadores Gilson Oliveira (Avante), Cris Moraes (PV) e Patteta (PSD), apresentaram nesta segunda, 13, um pacote de propostas para fortalecer o sistema de saúde durante a pandemia do Covid-19 e ao mesmo tempo amenizar as consequências econômicas na vida dos empreendedores e trabalhadores de Canoas. O principal projeto reduz em 30% os salários do prefeito, da vice-prefeita e dos vereadores, e em 20% os vencimentos de todos os cargos em comissão da Prefeitura e da Câmara Municipal por 90 dias, com possibilidade prorrogação por mais 90 dias.

Para os parlamentares, é preciso tomar atitudes drásticas para enfrentar a atual crise: “Ao propor para o
Executivo e Legislativo os cortes de salários estamos colaborando para que a nossa cidade possa superar esse grave momento. É impossível retirar recursos de áreas essenciais como a saúde e a educação. Estamos diante de uma situação de calamidade pública, que exige ações fortes e emergenciais. Não é o momento para disputas entre situação, oposição e partidos políticos. É hora de união, é hora da ação”, justificam no Projeto de Lei.

A previsão é de que a medida gere uma economia de R$ 1 milhão por mês. Os recursos financeiros obtidos com as medidas aplicadas por esta Lei serão utilizados exclusivamente em ações no combate ao coronavírus, especificamente na área da saúde e em programas de proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Outros projetos
Além das medidas de redução de custos, o pacote apresentado pelos parlamentares propõe ainda um segundo projeto que busca amenizar a situação do cidadão e do contribuinte com a prorrogação de prazos para pagamento de impostos e dívida ativa, um terceiro com ações para proteção ao servidor público e o quarto com a criação de um programa para auxiliar a população em situação de vulnerabilidade.

– Auxílio aos servidores: Projeto de Lei que determina, no período de 180 dias que o Poder Executivo assuma totalmente os custos do Rancho Básico, que é disponibilizado ao servidor. Hoje esse custo é dividido. O projeto prevê que durantes seis meses os servidores aposentados também receberão o Rancho Básico para garantir a alimentação às pessoas que trabalharam para o Município e que hoje vivem também os efeitos e os riscos desta pandemia.

– Medidas econômicas: Prorrogação das parcelas do IPTU por 90 dias, adiamento da taxa de fiscalização com isenção de juros, prorrogação do pagamento da dívida ativa junto ao Município e suspensão do recolhimento do
ISSQN por 180 dias.

– Programa de proteção alimentar: Distribuição de voucher no valor de R$ 200 por mês para os canoenses beneficiários do Auxílio Emergencial do Governo Federal. Esse crédito poderá ser gasto em alimentação, ração animal, produtos de higiene e limpeza exclusivamente no comércio de Canoas. O objetivo do programa é prestar assistência social às pessoas de baixa renda, autônomos e microempreendedores que estão sofrendo os impactos da crise,além de fomentar a economia local.

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Política

Câmara aprova PL 2083/22 e endurece punições contra agressores de mulheres

Redação

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Com relatoria do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 15, o Projeto de Lei (PL) 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que agrava punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após a condenação.

O texto altera a Lei de Execução Penal (LEP) e passa a definir como falta grave o ato de o preso se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima durante saídas autorizadas ou no cumprimento dos regimes aberto ou semiaberto.

Segundo a legislação, presos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, corte de visitas e perda de até um terço do tempo remido por trabalho ou estudo. Além disso, podem ser transferidos para regime mais rigoroso, como o fechado, e ter reiniciado o prazo para progressão de regime.

De autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), a proposta foi inspirada no caso de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo após sua prisão. Na primeira semana de março, Barbara esteve no Congresso Nacional a convite do deputado Busato.

O projeto também permite a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em casos de novas ameaças ou agressões. O RDD prevê regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura, passando a considerar como tortura a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão.

Só nos três primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 83% dos casos, as vítimas não tinham medidas protetivas, e 75% dos agressores já possuíam antecedentes.

Para o relator, deputado Luiz Carlos Busato, endurecer a lei é proteger quem está em risco.

“Quando a gente olha para esses números, não está falando de estatística. Está falando de vidas interrompidas, de famílias destruídas, de histórias que poderiam ter sido diferentes. A Lei Barbara Penna nasce dessa dor real. Da necessidade de impedir que a violência continue mesmo depois da condenação. Não podemos permitir que uma mulher siga sendo ameaçada por quem já deveria estar impedido de se aproximar”, declara Busato.

Conforme a ativista de proteção dos direitos das mulheres Barbara Penna, a legislação precisa continuar evoluindo para acompanhar a gravidade dos casos.

“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”

O texto agora segue para sanção presidencial.

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ELEIÇÕES

Justiça Eleitoral amplia horário de atendimento em Canoas para regularização do título de eleitor

Redação

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A Justiça Eleitoral do Brasil, em Canoas, vai ampliar o horário de atendimento para facilitar o acesso de eleitoras e eleitores que precisam regularizar a situação cadastral como emitir o primeiro título revisar dados ou solicitar transferência.

Conforme o órgão o atendimento terá horários especiais em diferentes datas. Nos dias 25 de abril, 1º, 2 e 3 de maio o funcionamento será das 12h às 17h. Já nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril, além de 4, 5, e 6 de maio, o atendimento será estendido das 8h às 19h.

Também haverá atendimento descentralizado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No dia 22 de abril, das 9h às 15h, o serviço será realizado no Restaurante Popular do bairro Guajuviras. Já no dia 24 de abril, no mesmo horário, a ação ocorre no Restaurante Popular do bairro Mathias Velho.

Para realizar os procedimentos é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de residência atualizado referente aos meses de fevereiro março ou abril de 2026.

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Política

Audiência pública em Canoas discute proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar

Redação

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Fotos: Bruno Ourique / PMC

Uma audiência pública realizada na segunda-feira, 13, reuniu representantes do Executivo, Judiciário e da rede de proteção para discutir medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes no ambiente escolar, em Canoas. O encontro foi proposto pela vereadora Larissa Rodrigues (PL) e teve como foco a integração entre órgãos públicos e o fortalecimento de estratégias de conscientização e acolhimento.

Participaram do debate o promotor de Justiça João Paulo Fontoura de Medeiros, a juíza do Juizado da Infância e Juventude Paula Yoshino Valério, a secretária municipal de Educação Beth Colombo, o secretário de Comunicação Edson Gandolfi, o coordenador-geral do Conselho Tutelar Alexandre Cunha e a representante da Ação Social Santa Isabel, Mariana Bonatto, entre outros convidados.

Ao abrir a audiência, a vereadora Larissa Rodrigues destacou a importância da articulação entre os diferentes setores envolvidos na proteção da infância.

“O intuito dessa audiência pública é justamente trazer unidade e esclarecimento. Não adianta sermos apenas bem-intencionados, é preciso estar preparado para lidar com situações dessa gravidade”, afirmou. Ela também alertou que casos de abuso podem ocorrer em diversos contextos, inclusive nas escolas, o que exige atenção constante e uma rede de apoio fortalecida.

Durante o encontro, o secretário de Comunicação, Edson Gandolfi, apresentou ações desenvolvidas pelo município para ampliar a conscientização sobre o tema. Segundo ele, dados de denúncias permitiram identificar áreas com maior incidência de casos e orientar campanhas informativas.

“A gente não pode se calar diante de um problema que é global. Precisamos comunicar de forma responsável e ampliar o alcance dessas informações”, disse. Entre as iniciativas citadas estão campanhas nas redes sociais, produção de materiais informativos e ações presenciais nas escolas, em parceria com diferentes secretarias.

A secretária de Educação, Beth Colombo, ressaltou o papel das instituições de ensino na identificação de sinais de violência.

“A escola é o lugar onde conhecemos de verdade as nossas crianças. É ali que comportamentos e mudanças podem indicar situações de violência, seja física, sexual ou psicológica”, afirmou. Ela também defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo dos alunos.

Na mesma linha, a juíza Paula Yoshino Valério destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e reforçou o papel da escola como ponto inicial de muitas denúncias.

“É na escola que o poder público toma conhecimento de muitas dessas violências, que em geral acontecem no ambiente familiar ou em círculos próximos”, explicou. A magistrada também orientou sobre a necessidade de escuta especializada das vítimas, evitando a revitimização.

Além das falas, o encontro abordou a necessidade de capacitação dos profissionais da educação e o fortalecimento dos fluxos de atendimento, com a participação do Conselho Tutelar e demais instituições da rede de proteção. A proposta é ampliar o acesso à informação e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante de situações de risco.

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