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26/08/2026
 

Geral

Pesquisa inédita no Estado sobre coronavírus entrevista e testa 500 canoenses

Redação

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Foto: Vinicius Thormann

Canoas faz parte dos nove municípios mais populosos do Rio Grande do Sul que irão sediar até o fim deste mês uma pesquisa inédita coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Governo do Estado e o Ministério da Saúde. A partir de amostragens epidemiológicas sequenciais, o estudo visa estimar o percentual de gaúchos infectados, o avanço do coronavírus nestas regiões e a incidência de casos mais graves ou letalidade da doença. Em Serão 500 moradores canoenses, escolhidos aleatoriamente por um software que usa sensores censitários como base, são entrevistados e testados em suas próprias residências para a Covid-19.

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), adverte que a colaboração dos sorteados é fundamental para a constatação dos resultados e a continuidade de estratégias de enfrentamento e prevenção à pandemia. Uma equipe composta por pesquisadores, professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), devidamente identificados, chegam nas residências selecionadas atrás de um voluntário. O trabalho ocorre nos bairros Centro, Nossa Senhora das Graças, Harmonia, Niterói, Mathias Velho, Rio Branco, Fátima, São José, Guajuviras, Estância Velha, Mato Grande, Marechal Rondon, Brigadeira, Olaria e Igara.

Morador do centro de Canoas, Laerte Smaniotto foi um dos sorteados e, devido à idade de 64 anos, pertence ao grupo de risco do coronavírus. O resultado negativo para a doença lhe deixou aliviado, mas promete que nem por isso vai abrir mão dos cuidados necessários. O idoso também aproveitou a ocasião para registrar a relevância do estudo no combate à Covid-19. “Ver que as autoridades estão destinando recursos às pesquisas científicas é excelente. Precisamos incentivar os profissionais que estão na linha de frente desta batalha”, disse.

De acordo com a professora da Unisinos, Letícia Ikeda, a resposta que as equipes de saúde buscam com a pesquisa subsidiará as políticas públicas do Rio Grande do Sul de enfrentamento à pandemia. Com o incentivo de iniciativa privada, advindos da Unimed Porto Alegre, Instituto Cultural Floresta e Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro, os participantes receberam treinamento especializado para o uso de EPIs, aplicação dos testes e medidas de higienização.

Segundo a pesquisadora, a medida das universidade surge em um período de difícil compra de qualquer insumo relacionado à doença no exterior e, no qual, estabelecer uma testagem ampla entre todos os brasileiros é, por ora, imensurável. “Países como a Alemanha, que todos observam, só conseguiram controlar o coronavírus com a aplicação massiva de testes e o isolamento social de forma adequada. No entanto, devemos considerar que o Brasil é um país de dimensões continentais, população gigantesca e grande variabilidade entre Estados e municípios, o que reforça ainda mais a importância do nosso diagnóstico”, explica.

Coleta de dados

O Instituto de Pesquisa e Opinião (IPO) é a empresa responsável pelo trabalho da coleta das respostas do questionário sobre sintomas do coronavírus e práticas de isolamento social. O teste rápido, por sua vez, é de fácil execução e semelhante ao que identifica o HIV. Uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo do indivíduo basta para o aparelho de testes analisar por aproximadamente 15 minutos e apontar o resultado logo em seguida. Em caso de resultado positivo, os participantes recebem um informativo com orientações e, em seguida, são contatados pela secretaria de saúde local.

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Exame toxicológico entra na lista de exigências para primeira habilitação nas categorias A e B no RS

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A partir de 1º de setembro, candidatos à primeira habilitação no Rio Grande do Sul deverão realizar exame toxicológico para obter a Permissão para Dirigir (PPD). A exigência vale para quem iniciar formalmente o processo de habilitação no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS), por meio de um Centro de Formação de Condutores (CFC), a partir dessa data.

A medida, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passa a alcançar também os candidatos às categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e automóveis. O exame já é exigido de condutores profissionais das categorias C, D e E em exames periódicos.

A nova regra tem como base a Lei 15.153, de 2025, que acrescentou os parágrafos 10 e 11 ao artigo 148-A do CTB. A legislação determina a apresentação de resultado negativo em exame toxicológico como condição para a obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B.

O teste deverá ser realizado em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e poderá ser feito em qualquer etapa do processo de habilitação. A relação dos laboratórios autorizados está disponível no site da Senatran.

A Permissão para Dirigir somente será emitida após o laboratório registrar no sistema o resultado negativo do exame toxicológico do candidato.

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Pedágios sobem novamente no RS; veja os novos valores

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Entrou em vigor nesta segunda-feira, 24, o reajuste de 4,64% nas tarifas de sete praças de pedágio de rodovias federais do Rio Grande do Sul. Os pontos estão localizados na freeway e nas BR-386 e BR-101, em trechos administrados pela Motiva ViaSul.

Com a atualização aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a tarifa para carros passou de R$ 6,60 para R$ 6,90. Para caminhões de dois eixos, o valor subiu de R$ 13,20 para R$ 13,80. Já as motocicletas passaram de R$ 3,30 para R$ 3,45.

Este é o segundo reajuste aplicado às tarifas em um intervalo de dois meses. A atualização ocorre após um período de dois anos sem alteração nos valores.

O primeiro aumento entrou em vigor em junho e considerou o período de 12 meses iniciado em agosto de 2024. O novo reajuste, aprovado na sexta-feira, 21, corresponde à atualização referente ao último ano.

Dos R$ 0,30 acrescentados à tarifa para carros, R$ 0,11 correspondem à inflação e R$ 0,19 são relacionados ao período em que o reajuste deixou de ser aplicado.

Com as duas atualizações, a tarifa, que era de R$ 5,50 antes do reajuste de junho, chega a R$ 6,90 nesta segunda-feira. A previsão é de que os valores permaneçam sem nova alteração até agosto de 2027.

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Famílias de desaparecidos podem fazer coleta de DNA no RS entre 24 e 28 de agosto

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Entre os dias 24 e 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético em pontos de coleta do Rio Grande do Sul durante a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorre simultaneamente em todo o país e busca ampliar os cruzamentos entre perfis genéticos de familiares e de pessoas não identificadas.

No Estado, todos os Postos Médico-Legais (PMLs) estarão mobilizados para realizar as coletas. Em Porto Alegre, o procedimento também será feito no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), localizado na Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40.

Na quinta-feira, 27, haverá ainda um ponto de coleta junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.

Quem deve participar

A mobilização é destinada principalmente a familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético à perícia oficial. O material coletado será comparado com perfis genéticos de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, que estão cadastrados nos bancos de DNA.

O cruzamento dos dados é realizado continuamente pelas equipes responsáveis pela busca e identificação de pessoas desaparecidas.

O material genético coletado será utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas. Quem já realizou a coleta junto à perícia oficial anteriormente não precisa repetir o procedimento.

Familiares prioritários

A orientação é que a coleta seja feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem:

Pai e/ou mãe biológicos;
Filhos biológicos da pessoa desaparecida e o outro genitor desses filhos;
Irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Em situações nas quais não seja possível seguir essa ordem, a equipe responsável poderá avaliar a coleta de material de outros familiares.

Como é feita a coleta

O material genético pode ser obtido por meio de um pequeno cotonete passado na parte interna da bochecha ou pela coleta de uma pequena gota de sangue da ponta de um dos dedos.

Familiares que não conseguirem comparecer a um dos pontos de atendimento devem entrar em contato por telefone com o local de coleta mais próximo. A equipe poderá avaliar a situação e buscar uma alternativa para viabilizar o procedimento.

Documentos necessários

Para realizar a coleta, é necessário apresentar documento de identidade e informações do boletim de ocorrência referente ao desaparecimento.

Também é recomendado levar, se possível, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente de leite guardado ou cordão umbilical.

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