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10/02/2026
 

Saúde

Impasse entre funcionários e nova gestão do HNSG

Redação

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A Associação Beneficente São Miguel (ABSM), nova gestora do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), já enfrentou seu primeiro momento de crise à frente da instituição. Com 40 dias de trabalho, uma mudança no setor de segurança do hospital, com a demissão de 27 trabalhadores, gerou protestos entre funcionários. A situação foi acompanhada pelo Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisaúde – RS) e por vereadores.

A mudança

Silvia Regina da Silva Machado, que trabalhou durante 14 anos na instituição como segurança física do turno da noite, contou que não houve aviso sobre as demissões e que teme pelo não pagamento de seus direitos: “Eles não pagam a rescisão. Eu não vou sair daqui enquanto não receber uma garantia de que vão pagar o que me devem”, afirmou. Funcionários ainda relataram que há dois anos recebem o salário atrasado e, ainda, que o fundo de garantia não é depositado. O ato contou com a presença dos vereadores Dario e Quinho, ambos do PDT.

Sindicato

O sindisaúde afirma que os funcionários não irão contestar as demissões, mas que querem a garantia do pagamento das rescisões. O sindicato afirma que o histórico da ABSM é “péssimo no que diz respeito a honrar suas obrigações trabalhistas”.  Na terça-feira, 9, em reunião entre a entidade, trabalhadores, sindicato e vereadores, ficou estabelecido o compromisso da gestora para o pagamento das verbas rescisórias.

São Miguel

Em conversa com a reportagem do jornal Timoneiro, o presidente da ABSM, Rafael França, garantiu que todos os direitos trabalhistas serão pagos aos funcionários demitidos. Ainda, discordou da reivindicação do sindicato e trabalhadores, que pediam informação prévia sobre as demissões. Segundo ele, o ajuste foi necessário para ter maior controle da entrada e saída de pessoas no hospital. Uma empresa foi contratada para prestar esse serviço. Sobre as reivindicações acerca do atraso de salários, Rafael promete que, a partir de agora, com a gestão da ABSM, tudo será pago em dia.

Reclamações

Diante de reclamações que ainda ocorrem na comunidade sobre o funcionamento do hospital, Rafael lembra que a ABSM está no Graças há 40 dias. O que considera um período ainda curto para efetuar melhoras imediatas. Ainda assim, ele garante que já foram ajustados diversos pontos no funcionamento do hospital.

“O HNSG é um hospital viável”, diz novo gestor da instituição

Rafael França afirma que acredita no potencial do Hospital Nossa Senhora das Graças. Em entrevista na última quarta-feira, 10, ele destacou que “o HNSG é um hospital viável, de alta complexidade, e que representa um fluxo de atendimento importante para a cidade”. Com contrato renovável de 24 meses com a ABC, que ainda é a proprietária do Graças, Rafael afirma que serão realizadas reuniões bimestrais de prestação de contas.

“Existe um potencial enorme de crescimento. Os atendimentos via SUS são feitos com relativa excelência. Queremos tirar essa dúvida que paira sobre o HNSG. A população pode ficar tranquila quanto a isso”, garante.

Sobre o recente fim da parceria com o hospital Parque Belém, que repercutiu em Canoas, por conta da participação da ABSM, ele afirma que a situação não depende dele, mas que a relação entre as entidades continua e que ainda há possibilidade de retomada de negociações.

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Saúde

HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS

Redação

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HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS

O Hospital Universitário (HU) de Canoas começou a executar, nesta sexta-feira, 6, as ações do programa federal Agora Tem Especialista, voltado à ampliação do acesso a procedimentos cirúrgicos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê a realização de mais de 1,6 mil cirurgias na instituição, com foco na redução das filas de espera.

A adesão ao programa ocorre por meio de parceria com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e contempla áreas com grande demanda reprimida, como cirurgia geral, vascular, dermatológica, urológica, oftalmológica e ginecológica. A expectativa é acelerar o atendimento de pacientes que aguardam por cirurgias eletivas.

A implantação do programa no HU foi marcada por um ato institucional com a presença de autoridades municipais e representantes das entidades envolvidas. Participaram do evento o prefeito Airton Souza, a secretária municipal de Saúde, Ana Boll, o CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, a superintendente da entidade, Tatiani Pacheco, e o presidente do GHC, Gilberto Barrichello. No primeiro dia de execução, foram realizados cinco procedimentos cirúrgicos.

Segundo informações do GHC, o Hospital Universitário de Canoas é o primeiro hospital da Região Sul a iniciar a segunda modalidade do programa. No Rio Grande do Sul, a previsão é de que mais de 4 mil cirurgias sejam realizadas nos próximos três a quatro meses, considerando todas as unidades participantes.

A Secretaria Municipal de Saúde destacou que o programa amplia a capacidade do hospital para atender pacientes que aguardam cirurgias eletivas, sem comprometer os serviços já prestados, como atendimentos de urgência, centro obstétrico e unidades de terapia intensiva.

De acordo com a Associação Saúde em Movimento, os primeiros procedimentos realizados no HU por meio do programa foram enxertos de pele e cirurgias dermatológicas de média e baixa complexidade. A meta é executar 1.637 procedimentos no prazo de até 180 dias, priorizando moradores de Canoas que aguardam há mais tempo por atendimento.

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Saúde

Ato marcará início de 1,6 mil cirurgias do programa Mais Especialistas no HU

Redação

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A Prefeitura de Canoas, a Associação Saúde em Movimento (ASM) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizam nesta sexta-feira, 6, o ato de início das cirurgias do programa Mais Especialistas no Hospital Universitário.

O programa prevê a realização de mais de 1,6 mil cirurgias em diferentes especialidades, com o objetivo de reduzir as filas de procedimentos no município e no Rio Grande do Sul.

A solenidade está marcada para as 11h, no Hospital Universitário, localizado na Avenida Farroupilha, 8001, no bairro São José. Devem participar do evento o prefeito de Canoas, Airton Souza, o CEO da ASM, Cláudio Vitti, e o presidente do GHC, Gilberto Barrichello, além de outras autoridades.

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Saúde

Ministério da Saúde passa a adotar o CPF como identificador único do Cartão SUS

Redação

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Foto: divulgação/MS

O Ministério da Saúde começou a emitir o Cartão Nacional de Saúde, o Cartão SUS, tendo o CPF como identificador único no Sistema Único de Saúde. A mudança passa a valer gradualmente e faz parte do processo de unificação dos cadastros na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, a alteração tem como objetivo padronizar os registros e concentrar as informações de cada usuário em um único número.

O que muda para o cidadão

O novo Cartão SUS passa a ser emitido com nome e CPF pelo CadSUS Web e está disponível no aplicativo Meu SUS Digital desde outubro de 2025.

Com a adoção do CPF, todos os atendimentos e registros de saúde ficam vinculados a um único identificador, evitando a existência de cadastros duplicados.

Pessoas sem CPF continuam sendo atendidas no SUS. Para populações indígenas, ribeirinhas, nômades, estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua, será permitido manter cadastros sem CPF, desde que haja justificativa registrada no sistema.

Em casos de emergência, pacientes sem documento também serão atendidos. O registro inicial será feito no CadSUS Web e, se o CPF não for informado posteriormente, o cadastro poderá ser inativado.

O que muda para os profissionais de saúde

A orientação do Ministério da Saúde é que o CPF seja utilizado como número principal de identificação do paciente no SUS.

O antigo número do cartão de saúde passa a ser chamado de Cadastro Nacional de Saúde, o CNS, e continuará existindo como identificador secundário.

Com a unificação, os profissionais terão acesso ao histórico de saúde do paciente em qualquer unidade do país.

Mesmo sem CPF, o atendimento deve ser realizado e registrado no CadSUS Web.

O que muda para os gestores

Desde julho de 2025, o Ministério da Saúde afirma ter inativado 54 milhões de registros considerados inconsistentes ou duplicados. A meta é chegar a 229 milhões de cadastros ativos vinculados ao CPF até abril de 2026, número que corresponde aos CPFs válidos na Receita Federal.

O Ministério da Saúde identificou 41 sistemas nacionais que precisam ser ajustados para adotar o CPF como identificador único. A previsão de conclusão desses ajustes é dezembro de 2026.

Os sistemas geridos por estados e municípios deverão ser adaptados pelos próprios gestores, em articulação com o SUS, o Conass e o Conasems.

A partir de outubro de 2025, o Ministério da Saúde passou a oferecer capacitações técnicas para gestores e profissionais, com workshops, manuais, vídeo-aulas e transmissões online sobre o processo de unificação.

Integração com outras bases

Com o CPF como identificador único, o CadSUS passará a operar de forma integrada com bases do governo federal, como IBGE e CadÚnico, seguindo diretrizes da Estratégia Nacional do Governo Digital.

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