Conecte-se conosco

header-top







 

03/04/2026
 

Segurança

Governo do Rio Grande do Sul e Defensoria Pública firmam acordo para identificar órfãos de feminicídio

Redação

Publicado

em

Foto: Iury Rodrigues/ Ascom SDM

Um acordo de cooperação assinado na segunda-feira, 9, entre o Governo do Rio Grande do Sul, por meio das secretarias da Mulher e da Segurança Pública, e a Defensoria Pública do Estado vai permitir o compartilhamento de informações para identificar com mais rapidez crianças e adolescentes que ficaram órfãos após casos de feminicídio. A iniciativa também garante o acionamento imediato da rede de proteção e o acesso à assistência jurídica integral.

A assinatura aconteceu na sede da Defensoria Pública, com a presença da secretária da Mulher, Fábia Richter, e do defensor público-geral, Nilton Leonel Maria. Também participaram do ato a secretária-adjunta da Mulher, Viviane Viegas, a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, a deputada estadual Nadine Anflor, a defensora pública responsável pelo Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente, Paula Simões, e o corregedor-geral da Defensoria, Marcelo Turela de Almeida.

O termo cria um fluxo direto de comunicação entre os órgãos. Assim que uma ocorrência policial for registrada, os dados serão enviados à Defensoria Pública. Isso permitirá localizar os filhos ou dependentes da vítima, garantir atendimento jurídico e articular serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, respeitando as atribuições de cada instituição.

Durante o evento, Fábia Richter destacou que a medida é essencial para chegar rapidamente até essas crianças e adolescentes, oferecendo apoio de forma organizada e em rede. Segundo ela, a ação pode ajudar a reduzir parte das dificuldades enfrentadas por esses órfãos.

“Será possível amenizar, de alguma maneira, o sentimento e as dificuldades que essas crianças e adolescentes possam vir a ter”.

Viviane Viegas reforçou que o compartilhamento de informações, especialmente sobre a localização das famílias, será decisivo para que a Defensoria possa atuar de maneira mais eficiente e garantir que essas crianças tenham acesso aos seus direitos.

“Esse processo vai permitir o encaminhamento correto para que esses órfãos possam ter acesso àquilo que lhes é de direito”.

Pelo acordo, após identificar um caso de feminicídio, a Secretaria da Segurança Pública deverá enviar com agilidade os dados necessários para localizar possíveis dependentes. A pasta também ficará responsável por adotar medidas de proteção das informações e melhorar os canais de comunicação. Além disso, casos registrados desde outubro de 2023 também poderão ser incluídos nesse fluxo.

Já a Secretaria da Mulher ficará encarregada de articular a rede de atendimento, principalmente por meio dos Centros de Referência da Mulher. O objetivo é localizar familiares e responsáveis e repassar ao Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente dados como nome, idade, município de residência e contatos disponíveis dos órfãos.

A Defensoria Pública deverá receber e analisar as informações, prestar atendimento jurídico às crianças e seus responsáveis, regularizar a representação legal e atuar para garantir o acesso à pensão especial prevista em lei, em parceria com a Defensoria Pública da União quando necessário. O órgão também será responsável por encaminhar demandas às políticas públicas e proteger o sigilo dos dados.

O termo terá duração inicial de 12 meses. Durante esse período, os procedimentos serão avaliados e poderão ser ajustados, com possibilidade de renovação ao final.

Segurança

Coletes refletivos para motoboys serão entregue na próxima quarta-feira, 1º

Redação

Publicado

em

Coletes reflexivos serão entregues a motoboys e motofretistas de Canoas a partir da próxima quarta-feira, 1º de abril. A ação contempla profissionais com inscrições homologadas, conforme critérios definidos em chamada pública.

A entrega ocorrerá na próxima quarta-feira, 1º de abril, das 14h às 17h30, na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), localizada na Rua Dr. Barcelos, 969, no Centro.

Os coletes, de alta visibilidade, são destinados a motociclistas de aplicativo e motofretistas que atuam na cidade e têm como objetivo aumentar a segurança no trânsito, especialmente em períodos de baixa luminosidade ou em condições adversas.

A relação dos beneficiários foi publicada no Diário Oficial do Município e inclui os profissionais que atenderam aos requisitos estabelecidos. Os itens serão entregues conforme os tamanhos informados no momento da inscrição.

Lista dos contemplado: AQUI

Continuar a ler

Segurança

Lei que reforça a proteção de crianças e adolescentes na internet entra em vigor nesta terça-feira

Redação

Publicado

em

Passa a valer nesta terça-feira, 17, a lei que amplia a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Conhecida como ECA Digital, a legislação foi sancionada pelo presidente Lula em setembro do ano passado e teve um prazo de seis meses para começar a vigorar.
As regras se aplicam a qualquer produto ou serviço digital que possa ser acessado por menores de idade, independentemente do tipo de plataforma, setor ou modelo de negócio.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a nova legislação estabelece um marco jurídico voltado à segurança de crianças e adolescentes na internet. Entre os objetivos estão ampliar a proteção de dados, reduzir riscos no ambiente online e responsabilizar plataformas em casos de conteúdos ilegais ou práticas consideradas abusivas.
Alguns pontos da lei ainda dependem de regulamentação para detalhar como serão aplicados na prática. O decreto com essas definições deve ser publicado ainda nesta terça-feira.
Com a entrada em vigor da legislação, passam a valer diversas regras para plataformas digitais. Entre elas:
Fica proibida a autodeclaração de idade em sites e serviços restritos para maiores de 18 anos.
Redes sociais deverão disponibilizar versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada para menores e vincular contas de usuários com menos de 16 anos às de seus responsáveis.
Marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos deverão verificar a idade do usuário no cadastro ou no momento da compra, bloqueando automaticamente o acesso de menores a esses itens.
Plataformas de apostas deverão impedir o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes.
Ferramentas de busca terão de ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e exigir verificação de idade para liberar o acesso.
Provedores de conteúdo pornográfico deverão adotar sistemas de verificação de idade, proibir a autodeclaração e excluir contas identificadas como pertencentes a menores.
Jogos eletrônicos que possuam caixas de recompensa deverão impedir o acesso de menores ou oferecer versões sem esse recurso.
Serviços de streaming deverão seguir a classificação indicativa e disponibilizar perfis infantis, além de ferramentas de bloqueio e controle parental.
A lei também determina que plataformas com mais de 1 milhão de crianças e adolescentes cadastrados apresentem relatórios periódicos sobre denúncias recebidas e medidas adotadas para moderação de conteúdo.

Mudanças na estrutura do governo

A legislação também altera a estrutura de fiscalização no país. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi transformada em uma agência reguladora e passará a ter atribuições relacionadas ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
O órgão ainda deverá publicar normas complementares para detalhar pontos da lei, como os procedimentos de verificação de idade e a vinculação de contas de adultos às de menores de 16 anos.

Punições

Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades. As multas podem variar de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, conforme a gravidade da infração. Em alguns casos, também pode haver suspensão temporária ou definitiva das atividades.

Responsabilidade compartilhada

O ECA Digital também estabelece que a proteção de crianças e adolescentes na internet deve ser uma responsabilidade dividida entre o poder público, as famílias e as plataformas digitais.
Para Igor Luna, coordenador do grupo de trabalho de Crianças e Adolescentes da Câmara Brasileira da Economia Digital, a atuação conjunta é essencial para garantir segurança no ambiente online.
“O poder público estabelece regras e coordena políticas de proteção. As plataformas devem aplicar ferramentas e mecanismos de segurança adequados. Já famílias e educadores têm papel importante no acompanhamento do uso da tecnologia e no desenvolvimento do letramento digital”, afirma.
Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana, destaca que a nova legislação reforça no ambiente digital o princípio da prioridade absoluta e da proteção integral de crianças e adolescentes.
“A ANPD agora se torna uma agência. A ideia é que tenha mais autonomia e mais força para acompanhar o processo de adequação das empresas. A fiscalização é fundamental, não apenas por parte da ANPD, mas também do sistema de Justiça”, diz a especialista.
Ela também ressalta a importância do debate sobre o tema no ambiente educacional.
“De forma mais ampla, a comunidade escolar também precisa discutir o tema e se apropriar dessa nova lei, produzindo reflexões e materiais sobre seu conteúdo para gestores, famílias e para as próprias crianças e adolescentes.”
Continuar a ler

Segurança

Canoas lança campanha “Quebre o Silêncio” para combater violência contra a mulher

Redação

Publicado

em

Canoas lança a campanha “Quebre o Silêncio” para incentivar a denúncia de violência contra a mulher e mobilizar a sociedade diante do aumento dos casos de feminicídio no Brasil e no Rio Grande do Sul.

A ação é realizada pela Secretaria de Comunicação (SECOM) em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão (SMMCI). A campanha reforça que combater a violência não é responsabilidade apenas das vítimas, mas também de quem presencia ou tem conhecimento das agressões.

A campanha chama atenção para a violência doméstica, que muitas vezes ocorre dentro de casa e é ignorada por pessoas próximas. Denunciar esses casos pode ser decisivo para interromper o ciclo de agressões e salvar vidas.

Além de estimular denúncias, a iniciativa destaca que Canoas conta com uma rede de acolhimento estruturada, oferecendo suporte desde o momento da denúncia até ações voltadas à reconstrução da autonomia e independência das vítimas.

A campanha “Quebre o Silêncio” é divulgada em diferentes canais e espaços da cidade, ampliando o alcance da mensagem e reforçando que a violência contra a mulher não é um problema privado, mas uma questão que exige a atenção e a responsabilidade de toda a sociedade.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados de forma gratuita e anônima pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país.

Canais de denúncia

Brigada Militar – ligue 190
Guarda Civil Municipal – ligue 153
Central de Atendimento à Mulher – ligue 180
Disque Mulher Canoas – (51) 99275-8146
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) – Plantão (51) 9
9859-0943
Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) – 3425-9000 – atendimento 24 horas, todos os dias.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques