Geral
Comissão Externa ouviu rede de proteção às mulheres em Canoas

Em Canoas, a sociedade civil, vereadores, bem como entidades e órgãos públicos como Conselho Municipal da Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, Brigada Militar, Delegacia da Mulher e poder Judiciário, tiverem representações que apontaram para as deputadas federais Fernanda Melchionna, Denise Pessôa e Maria do Rosário e para a deputada estadual Luciana Genro, preocupações que reforçam a urgência de ampliar ações de proteção e conscientização no município. As representações do município de Canoas não compareceram ao evento, prejudicando assim, um diagnóstico mais completo da rede.
Apontado como um crime que destrói famílias inteiras, os órgãos públicos e da sociedade civil demonstraram preocupação com os casos de subnotificações e também reincidência, uma vez que muitas vítimas ainda deixam de denunciar por medo, vergonha ou falta de acolhimento adequado.
Para a rede, existem grandes desafios a serem superados no município, entre eles a implantação de uma política de auxílio-moradia ou aluguel social para mulheres vítimas que precisam deixar suas casas com os filhos, a ampliação do número de unidades do CAPSI para saúde mental de crianças e jovens suscetíveis à violência, creches e escolas em turno integral, para que as mulheres possam estudar, trabalhar e conquistar autonomia financeira e reforço de ações nas escolas.
Na avaliação da deputada federal Fernanda Melchionna, a violência contra a mulher é um crime que precisa ser combatido todos os dias, com políticas públicas efetivas e não apenas no papel.
“Concordamos que é preciso ampliar e fortalecer a rede de apoio, garantir auxílio-moradia para que as mulheres possam sair do ciclo da violência, e oferecer creches em turno integral para terem autonomia financeira e social. Também é urgente fortalecer a Patrulha Maria da Penha, ampliar o número de tornozeleiras eletrônicas e investir em educação. Nas escolas, muitas vezes são as próprias crianças que denunciam casos de agressão contra suas mães. Isso mostra a importância da conscientização desde cedo. A luta contra a violência doméstica exige compromisso, recursos e prioridade do poder público”, pontuou. A deputada lamentou a ausência das representações do município: ” Até agora Canoas foi a única cidade que não tivemos a participação de órgãos da prefeitura, infelizmente essa ausência compromete nossa atuação para identificar um diagnóstico mais preciso da rede municipal”.
A audiência pública de Canoas foi a quinta realizada desde a instalação da Comissão. A próxima audiência ocorre em Porto Alegre, na segunda-feira, 1, na Câmara de Vereadores. Na quinta-feira, 5, a comissão fará visitas técnicas em organizações que formam as redes de Passo Fundo e Erechim. O objetivo destas ações é mapear e debater os principais desafios no enfrentamento à violência contra a mulher e propor medidas de fortalecimento às políticas públicas.
Policial
Homem de 34 anos morre após confronto com policiais militares no Guajuviras, em Canoas

Um homem de 34 anos morreu após trocar tiros com policiais militares na tarde de terça-feira, 16, em um condomínio localizado no bairro Guajuviras, em Canoas.
De acordo com informações do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), uma equipe fazia uma abordagem na área comum do condomínio quando determinou que o homem parasse. Segundo a Brigada Militar, ele desobedeceu à ordem e fugiu em direção a um dos apartamentos.
Durante a ocorrência, os policiais identificaram que o homem portava uma arma de fogo. Conforme o relato da BM, ele teria sido novamente orientado a soltar o armamento, mas efetuou disparos contra os agentes. Os policiais responderam aos tiros e, durante o confronto, o homem foi atingido e morreu no local.
No local, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores e porções de drogas que estavam separadas para possível comercialização. Foram encontrados maconha, ecstasy e crack.
Ainda segundo os registros policiais, o homem tinha antecedentes por tráfico de drogas, três registros por porte ilegal de arma de fogo, homicídio doloso e associação ao tráfico.
A área foi isolada até a chegada da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que deverá apurar as circunstâncias do confronto.
Meio Ambiente
Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.
A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.
O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.
O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.
“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”
O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.
“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”
O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.
Geral
Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.
A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.
De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.
Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.
Crise financeira
A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.
Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.
Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.
Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.
Sindicatos que aderiram à greve
A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:
• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo
A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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