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01/03/2026
 

Saúde

Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

Redação

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Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), prorrogou até o final de 2025 a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados anteriormente. A medida segue a orientação do Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar o resgate vacinal desse público, oferecendo uma nova oportunidade de proteção contra o vírus e os cânceres a ele associados.

A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de outros tipos como o de ânus, de pênis, de boca e de orofaringe.

No calendário nacional de rotina, o imunizante é ofertado regularmente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A ampliação para a faixa de 15 a 19 anos, iniciada em março deste ano, busca alcançar adolescentes que não foram vacinados na idade recomendada.

Reforço para a faixa etária

Desde o início da estratégia, aproximadamente 6,6 mil adolescentes entre 15 e 19 anos já receberam a vacina no Rio Grande do Sul. No entanto, estima-se que aproximadamente 300 mil jovens da faixa etária ainda não tenham sido imunizados no Estado.

De acordo com a orientação da SES, quando não for possível confirmar o histórico vacinal, o adolescente deve ser considerado como não vacinado e receber a dose de resgate.

Riscos do HPV

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está presente em quase todos os casos de câncer de colo do útero. Em 2023, o Rio Grande do Sul registrou 1.420 casos da doença e 407 óbitos.

A vacina é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus. Os de números 6 e 11 são de baixo risco e associados ao aparecimento de verrugas, ao passo que o 16 e o 18 são de alto risco e podem evoluir para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos que evoluem para a doença.

Cobertura vacinal

Para o público de 9 a 14 anos, a meta de cobertura da vacinação contra o HPV é de 90%. Contudo, esse índice tem ficado abaixo do que é preconizado no RS nos últimos anos.

Perguntas e respostas sobre o HPV e a vacinação

  • O que é HPV?

O HPV (siga em inglês para papilomavírus humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal), podendo causar verrugas nessas regiões e, dependendo do tipo, levar ao desenvolvimento de câncer. A infecção pelo HPV é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).

  • Como o HPV é transmitido?

A principal forma de transmissão é pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectada, especialmente durante relações sexuais – incluindo contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital . O uso de preservativo contribui para a redução da transmissão. Entretanto, a infecção pode ocorrer mesmo sem penetração vaginal ou anal. Também é possível a transmissão durante o parto. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas ainda assim podem transmitir o vírus.

  • Qual é a relação entre HPV e câncer?

Na maioria dos casos, a infecção pelo HPV desaparece espontaneamente. No entanto, quando persiste, pode causar lesões que, se não forem tratadas, podem evoluir para câncer – principalmente no colo do útero, mas também na vagina, na vulva, no ânus, no pênis, na orofaringe e na boca.

  • Quais tipos de HPV podem causar câncer?

Cerca de 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos (com potencial para causar câncer). Os tipos 16 e 18 são os mais perigosos, estando presentes em cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os tipos 6 e 11, embora não causem câncer, são responsáveis por 90% das verrugas genitais e papilomas laríngeos.

  • Qual vacina é usada contra o HPV?

O Ministério da Saúde utiliza a vacina quadrivalente para HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, prevenindo tanto as verrugas genitais quanto os tipos mais associados ao câncer.

  • Como prevenir a infecção pelo HPV?

    • Vacinação: a vacina contra o HPV é gratuita pelo SUS aos públicos elegíveis.
    • Exame preventivo (papanicolau): ajuda a identificar lesões precursoras do câncer de colo do útero.
    • Uso de preservativos: a camisinha masculina ou feminina (interna ou externa)    reduz o risco de transmissão, embora não elimine totalmente, pois o vírus pode estar em áreas não cobertas. A camisinha feminina, que cobre a vulva, oferece proteção mais ampla.
  • Quem pode tomar a vacina?

    • Meninas e meninas de 9 a 14 anos (dose única).
    • Temporariamente, até dezembro de 2025, jovens de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram.
    • Pessoas de 9 a 45 anos com condições especiais, como:
      • pessoas vivendo com HIV;
      • transplantados;
      • pacientes oncológicos;
      • vítimas de violência sexual;
      • usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV);
      • portadores de papilomatose respiratória recorrente (a partir de 2 anos de idade).
  • Quem já teve HPV pode se vacinar?

Sim, desde que esteja dentro da faixa etária indicada. Estudos mostram que a vacina pode ajudar a prevenir reinfecções ou reativações do vírus.

  • Mesmo vacinado, é necessário usar preservativo?

Sim. A vacina protege apenas contra o HPV, não contra outras ISTs. O uso do preservativo continua sendo essencial em todas as relações sexuais.

Adolescentes precisam de autorização dos pais para se vacinar?

Não. Para receber a vacina em uma unidade básica de saúde, o adolescente não precisa de autorização por escrito nem da presença dos pais. Basta apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação, caso tenha.

Saúde

Estado do RS inicia distribuição de 28 mil doses da vacina contra a dengue para profissionais da Atenção Primária

Redação

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Foto: Ascom SES

O governo do Rio Grande do Sul começou, nesta quinta-feira, 26, a entrega do primeiro lote da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A distribuição é coordenada pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde, ligado à Secretaria Estadual da Saúde.

Ao todo, foram encaminhadas 28 mil doses às Coordenadorias Regionais de Saúde e também ao município de Porto Alegre. A quantidade atende cerca de 43% dos 64.681 trabalhadores que atuam na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde no Estado, o que representa quase 28 mil profissionais.

Público-alvo

A escolha do público inicial segue orientação do Ministério da Saúde. Conforme a diretriz federal, a imunização começa pelos trabalhadores da Atenção Primária devido ao número ainda restrito de vacinas disponíveis e à atuação dessas equipes na linha de frente do SUS.

Serão vacinados profissionais que desempenham funções assistenciais e preventivas nas Unidades Básicas de Saúde. Estão incluídos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, odontólogos e integrantes de equipes multiprofissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos.

Também fazem parte do público agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e trabalhadores administrativos e de apoio que atuam nas unidades, como recepcionistas, equipes de limpeza, cozinheiros, motoristas de ambulância e vigilantes.

Divergência em lotes

As vacinas chegaram ao Estado no dia 19 de fevereiro. Durante a separação das doses para envio às regionais, foi identificada diferença entre os números de lote impressos nas embalagens externas e nos frascos. A situação já havia sido registrada em outros Estados.

Após a emissão de nota técnica do Ministério da Saúde esclarecendo a correspondência entre os lotes, a distribuição foi autorizada, com garantia de rastreabilidade e segurança.

Distribuição por Coordenadoria Regional de Saúde – 1ª remessa (26/2)

1ª CRS (sede Porto Alegre) – 6.420 doses

2ª CRS (sede Frederico Westphalen – 757 doses

3ª CRS (sede Pelotas) – 2.000 doses

4ª CRS (sede Santa Maria) – 1.258 doses

5ª CRS (sede Caxias do Sul) – 3.213 doses

6ª CRS (sede Passo Fundo) – 2.272 doses

7ª CRS (sede Bagé) – 390 doses

8ª CRS (sede Cachoeira do Sul) – 423 doses

9ª CRS (sede Cruz Alta) – 555 doses

10ª CRS (sede Alegrete) – 1.043 doses

11ª CRS (sede Erechim) – 895 doses

12ª CRS (sede Santo Ângelo) – 1.106 doses

13ª CRS (sede Santa Cruz do Sul) – 1.045 doses

14ª CRS (sede Santa Rosa) – 781 doses

15ª CRS (sede Palmeira das Missões) – 742 doses

16ª CRS (sede Lajeado) – 1.243 doses

17ª CRS (sede Ijuí) – 822 doses

18ª CRS (sede Osório) – 1.141 doses

Município de Porto Alegre – 1.894 doses

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Saúde

Canoas inaugura nova sede do SAMU e reforça estrutura para atendimentos de urgência

Redação

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Foto: Vinícius Thormann/PMC

Na última quinta-feira, 19, Canoas ganhou uma nova base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), localizada na Avenida Victor Barreto, 1970, no Centro. O espaço foi totalmente revitalizado, com entradas e saídas facilitadas para ambulâncias e acesso rápido às principais vias da cidade, garantindo mais agilidade nos atendimentos e melhores condições de trabalho para as equipes.

Durante a cerimônia de entrega, o prefeito Airton Souza ressaltou a importância da nova estrutura.

“Hoje é um dia marcante para Canoas. Estamos entregando uma base moderna, que vai agilizar o atendimento e oferecer mais dignidade às equipes do SAMU. Depois dos desafios enfrentados, especialmente após a enchente que danificou nossa base anterior, este é um passo fundamental para fortalecer a saúde pública na cidade”, afirmou.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, destacou a localização estratégica e as melhorias para os profissionais.

“A nova base foi planejada para facilitar a circulação das ambulâncias e oferecer conforto aos socorristas. Esse investimento representa um avanço nas condições de trabalho e na qualidade de atendimento à população”, disse.

A secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, lembrou a longa espera dos profissionais de saúde.

“Há mais de 20 anos, os trabalhadores do SAMU aguardavam uma base unificada. Para mim, que atuei mais de 15 anos na área da saúde, entregar esta sede é um momento especial. Precisamos cuidar de quem cuida”, afirmou.

O responsável técnico e enfermeiro Rodrigo Leite explicou os benefícios da nova unidade para a população.

“Com esta base, os atendimentos serão mais rápidos, abrangendo bairros como Mathias Velho e Guajuviras. Além disso, as motolâncias e ambulâncias terão maior agilidade. Antes, nossa estrutura funcionava no Hospital de Pronto Socorro de Canoas e no Hospital Nossa Senhora das Graças, mas a enchente comprometeu a base do HPSC. Agora, temos novas possibilidades e caminhos para o nosso trabalho”, destacou.

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Saúde

Comitiva do Ministério da Saúde visita Hospital Universitário de Canoas, nesta sexta-feira, 20

Redação

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O Secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, cumpre agenda oficial no Rio Grande do Sul entre sexta-feira, 20, até domingo, 22, com visitas técnicas e reuniões em sete municípios: Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Ijuí, Santo Ângelo, Santa Rosa e Palmeira das Missões.

A comitiva conta com os deputados federais Paulo Pimenta e Bohn Gass, o presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, o presidente da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde, André Longo, além de técnicos do ministério.

A agenda é voltada ao fortalecimento da atenção especializada no Estado, ao acompanhamento de investimentos federais em infraestrutura hospitalar, à aquisição de equipamentos de alta complexidade e à implantação do programa Agora Tem Especialistas. Em Canoas, além da visita técnica, Mozart Sales concede entrevista coletiva às 14h30. A passagem pela cidade não tem relação com a interdição anunciada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul, prevista para esta sexta-feira, 20, às 11h.

Cronograma

Porto Alegre e Canoas

Na sexta-feira, 20, a agenda inicia em Porto Alegre, com reunião e visita técnica à Santa Casa de Misericórdia, onde serão discutidos investimentos em transplantes, equipamentos e ações do programa Agora Tem Especialistas. A comitiva também vai passar pelo Hospital Moinhos de Vento na capital gaúcha.

Também está prevista reunião com a Secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, para tratar do Programa Agora Tem Especialistas.

No mesmo dia, a comitiva segue para Canoas, onde realizará uma visita técnica ao Hospital Universitário.

Pelotas

Ainda na sexta-feira, 20, a comitiva segue para Pelotas, onde cumpre agenda voltada ao Pronto Socorro municipal. No sábado, 21, haverá reunião com o prefeito Fernando Marroni, além de visita técnica às obras do novo Pronto Socorro e reunião sobre aquisição de equipamentos.

Ijuí e Santo Ângelo

Em Ijuí, a agenda será no Hospital de Caridade, Hospital de Clínicas de Ijuí, com destaque para investimentos do Ministério da Saúde em equipamentos para o CACON (Centro de Alta Complexidade em Oncologia), incluindo acelerador e braquiterapia.

Na sequência, haverá visita ao Hospital Regional das Missões, em Santo Ângelo, para avaliação da estrutura assistencial.

Santa Rosa

Em Santa Rosa, a agenda contempla visita ao Hospital Vida e Saúde e reunião com lideranças da saúde locais.

Palmeira das Missões

No domingo, 22, a comitiva visita as obras do Hospital Regional de Palmeira das Missões, seguido de encontro com prefeitos e lideranças municipais.

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