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16/07/2026
 

Saúde

Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

Redação

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Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), prorrogou até o final de 2025 a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados anteriormente. A medida segue a orientação do Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar o resgate vacinal desse público, oferecendo uma nova oportunidade de proteção contra o vírus e os cânceres a ele associados.

A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de outros tipos como o de ânus, de pênis, de boca e de orofaringe.

No calendário nacional de rotina, o imunizante é ofertado regularmente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A ampliação para a faixa de 15 a 19 anos, iniciada em março deste ano, busca alcançar adolescentes que não foram vacinados na idade recomendada.

Reforço para a faixa etária

Desde o início da estratégia, aproximadamente 6,6 mil adolescentes entre 15 e 19 anos já receberam a vacina no Rio Grande do Sul. No entanto, estima-se que aproximadamente 300 mil jovens da faixa etária ainda não tenham sido imunizados no Estado.

De acordo com a orientação da SES, quando não for possível confirmar o histórico vacinal, o adolescente deve ser considerado como não vacinado e receber a dose de resgate.

Riscos do HPV

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está presente em quase todos os casos de câncer de colo do útero. Em 2023, o Rio Grande do Sul registrou 1.420 casos da doença e 407 óbitos.

A vacina é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus. Os de números 6 e 11 são de baixo risco e associados ao aparecimento de verrugas, ao passo que o 16 e o 18 são de alto risco e podem evoluir para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos que evoluem para a doença.

Cobertura vacinal

Para o público de 9 a 14 anos, a meta de cobertura da vacinação contra o HPV é de 90%. Contudo, esse índice tem ficado abaixo do que é preconizado no RS nos últimos anos.

Perguntas e respostas sobre o HPV e a vacinação

  • O que é HPV?

O HPV (siga em inglês para papilomavírus humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal), podendo causar verrugas nessas regiões e, dependendo do tipo, levar ao desenvolvimento de câncer. A infecção pelo HPV é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).

  • Como o HPV é transmitido?

A principal forma de transmissão é pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectada, especialmente durante relações sexuais – incluindo contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital . O uso de preservativo contribui para a redução da transmissão. Entretanto, a infecção pode ocorrer mesmo sem penetração vaginal ou anal. Também é possível a transmissão durante o parto. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas ainda assim podem transmitir o vírus.

  • Qual é a relação entre HPV e câncer?

Na maioria dos casos, a infecção pelo HPV desaparece espontaneamente. No entanto, quando persiste, pode causar lesões que, se não forem tratadas, podem evoluir para câncer – principalmente no colo do útero, mas também na vagina, na vulva, no ânus, no pênis, na orofaringe e na boca.

  • Quais tipos de HPV podem causar câncer?

Cerca de 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos (com potencial para causar câncer). Os tipos 16 e 18 são os mais perigosos, estando presentes em cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os tipos 6 e 11, embora não causem câncer, são responsáveis por 90% das verrugas genitais e papilomas laríngeos.

  • Qual vacina é usada contra o HPV?

O Ministério da Saúde utiliza a vacina quadrivalente para HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, prevenindo tanto as verrugas genitais quanto os tipos mais associados ao câncer.

  • Como prevenir a infecção pelo HPV?

    • Vacinação: a vacina contra o HPV é gratuita pelo SUS aos públicos elegíveis.
    • Exame preventivo (papanicolau): ajuda a identificar lesões precursoras do câncer de colo do útero.
    • Uso de preservativos: a camisinha masculina ou feminina (interna ou externa)    reduz o risco de transmissão, embora não elimine totalmente, pois o vírus pode estar em áreas não cobertas. A camisinha feminina, que cobre a vulva, oferece proteção mais ampla.
  • Quem pode tomar a vacina?

    • Meninas e meninas de 9 a 14 anos (dose única).
    • Temporariamente, até dezembro de 2025, jovens de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram.
    • Pessoas de 9 a 45 anos com condições especiais, como:
      • pessoas vivendo com HIV;
      • transplantados;
      • pacientes oncológicos;
      • vítimas de violência sexual;
      • usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV);
      • portadores de papilomatose respiratória recorrente (a partir de 2 anos de idade).
  • Quem já teve HPV pode se vacinar?

Sim, desde que esteja dentro da faixa etária indicada. Estudos mostram que a vacina pode ajudar a prevenir reinfecções ou reativações do vírus.

  • Mesmo vacinado, é necessário usar preservativo?

Sim. A vacina protege apenas contra o HPV, não contra outras ISTs. O uso do preservativo continua sendo essencial em todas as relações sexuais.

Adolescentes precisam de autorização dos pais para se vacinar?

Não. Para receber a vacina em uma unidade básica de saúde, o adolescente não precisa de autorização por escrito nem da presença dos pais. Basta apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação, caso tenha.

Saúde

Unidade de Saúde Igara suspende atendimentos nos próximos dois dias para mudança de endereço

Redação

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FOTO: PAMELLA_MENDES

A Unidade de Saúde Igara, em Canoas, terá os atendimentos suspensos nos dias 16 e 17 de julho em razão da mudança para um novo endereço.

Durante esse período, os usuários que precisarem de atendimento deverão se dirigir à Unidade de Saúde São José, localizada na Rua João Pessoa, s/nº.

Os serviços da Unidade de Saúde Igara serão retomados normalmente na segunda-feira, 20 de julho, no novo prédio situado na Rua Tupi, 284, ao lado da Igreja Católica São Cristóvão.

A mudança faz parte do processo de transferência da unidade para uma nova estrutura de atendimento à comunidade.

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Saúde

Canoas abre vagas extras para consultas oftalmológicas e orienta pacientes da fila a procurar a Secretaria da Saúde

Redação

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informou que há vagas disponíveis para consultas oftalmológicas após o credenciamento do Hospital de Olhos de Canoas, a revisão das solicitações pendentes e a realização de ações de agendamento.

Segundo a Secretaria da Saúde, pacientes que aguardam consultas oftalmológicas desde 2023 e ainda não foram chamados podem entrar em contato com a Ouvidoria da pasta pelo WhatsApp (51) 3425-7628 para verificar a possibilidade de agendamento.

De acordo com o município, no início deste ano havia mais de 10 mil pacientes aguardando consultas oftalmológicas. A Secretaria informou ainda que, em junho, foram realizados mais de 3 mil atendimentos na especialidade e que a previsão da pasta é concluir a fila de espera até setembro.

A Secretaria da Saúde informou que a Diretoria de Regulação está realizando os agendamentos e que Agentes Comunitários de Saúde fazem a entrega dos comprovantes de consulta nas áreas de atuação para auxiliar na localização dos pacientes.

Ainda conforme a pasta, pacientes que tiveram alteração no número de telefone ou nos contatos para recados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para atualizar os dados cadastrais. A Secretaria afirma que cerca de 50% das tentativas de contato realizadas pelas equipes não são concluídas devido a telefones desatualizados ou inexistentes.

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Saúde

Anvisa apreende lotes falsificados do Mounjaro e proíbe venda de produtos sem registro

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira, 10, a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida foi adotada após a empresa responsável pelo registro do produto identificar no mercado unidades com características diferentes das encontradas no medicamento original.

De acordo com a Anvisa, os lotes que não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados são:

Mounjaro 10 mg: lote 855044;

Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901.

Entre as irregularidades identificadas estão a utilização de lotes que não são reconhecidos pela fabricante, casos de numeração serial incompatível com o lote informado, dispositivos diferentes do modelo original e erro de grafia na embalagem. Em um dos lotes, a palavra “solution” foi substituída por “soluction” na rotulagem.

Anvisa também proíbe produtos sem registro

A agência também determinou a apreensão de medicamentos e produtos sem registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa. A medida envolve itens fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento e impede a venda, distribuição, fabricação, divulgação e uso desses produtos.

Entre os produtos afetados estão todos os lotes fabricados pela empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. ME (CNPJ: 12.316.032/0001-80):

Dia Forte Lótus Nutri;

Tribulus Terrestris com Maca Natumix;

Amora Branca Natumix;

Sucupira Natumix;

Espinheira Santa Natumix;

Mounjaro Natumix;

Ora Pro Nóbis Natumix;

Ozempic Natural Natumix.

A mesma determinação foi aplicada aos produtos fabricados pela empresa Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda. (CNPJ: 48.244.369/0001-76). A lista inclui:

Calm Je’s;

Lipo Je’s;

Bálsamo Je’s Algas Marinhas;

Cura Je’s;

Milagroso;

Liberta Álcool Je’s;

Virtuosa Je’s;

Ouvido Bem Je’s;

Bálsamo Je’s Colmavit 2.

A resolução da Anvisa também alcança o produto Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela empresa Muwiz Indústria e Laboratório Ltda. (CNPJ: 08.787.804/0001-94).

A agência reforça que consumidores que encontrarem esses produtos devem evitar o uso e comunicar a ocorrência aos canais oficiais de fiscalização.

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