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15/10/2026
 

Saúde

Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

Redação

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Vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até final de 2025 no Estado

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), prorrogou até o final de 2025 a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados anteriormente. A medida segue a orientação do Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar o resgate vacinal desse público, oferecendo uma nova oportunidade de proteção contra o vírus e os cânceres a ele associados.

A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de outros tipos como o de ânus, de pênis, de boca e de orofaringe.

No calendário nacional de rotina, o imunizante é ofertado regularmente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A ampliação para a faixa de 15 a 19 anos, iniciada em março deste ano, busca alcançar adolescentes que não foram vacinados na idade recomendada.

Reforço para a faixa etária

Desde o início da estratégia, aproximadamente 6,6 mil adolescentes entre 15 e 19 anos já receberam a vacina no Rio Grande do Sul. No entanto, estima-se que aproximadamente 300 mil jovens da faixa etária ainda não tenham sido imunizados no Estado.

De acordo com a orientação da SES, quando não for possível confirmar o histórico vacinal, o adolescente deve ser considerado como não vacinado e receber a dose de resgate.

Riscos do HPV

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está presente em quase todos os casos de câncer de colo do útero. Em 2023, o Rio Grande do Sul registrou 1.420 casos da doença e 407 óbitos.

A vacina é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus. Os de números 6 e 11 são de baixo risco e associados ao aparecimento de verrugas, ao passo que o 16 e o 18 são de alto risco e podem evoluir para câncer, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos que evoluem para a doença.

Cobertura vacinal

Para o público de 9 a 14 anos, a meta de cobertura da vacinação contra o HPV é de 90%. Contudo, esse índice tem ficado abaixo do que é preconizado no RS nos últimos anos.

Perguntas e respostas sobre o HPV e a vacinação

  • O que é HPV?

O HPV (siga em inglês para papilomavírus humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal), podendo causar verrugas nessas regiões e, dependendo do tipo, levar ao desenvolvimento de câncer. A infecção pelo HPV é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).

  • Como o HPV é transmitido?

A principal forma de transmissão é pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectada, especialmente durante relações sexuais – incluindo contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital . O uso de preservativo contribui para a redução da transmissão. Entretanto, a infecção pode ocorrer mesmo sem penetração vaginal ou anal. Também é possível a transmissão durante o parto. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas ainda assim podem transmitir o vírus.

  • Qual é a relação entre HPV e câncer?

Na maioria dos casos, a infecção pelo HPV desaparece espontaneamente. No entanto, quando persiste, pode causar lesões que, se não forem tratadas, podem evoluir para câncer – principalmente no colo do útero, mas também na vagina, na vulva, no ânus, no pênis, na orofaringe e na boca.

  • Quais tipos de HPV podem causar câncer?

Cerca de 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos (com potencial para causar câncer). Os tipos 16 e 18 são os mais perigosos, estando presentes em cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os tipos 6 e 11, embora não causem câncer, são responsáveis por 90% das verrugas genitais e papilomas laríngeos.

  • Qual vacina é usada contra o HPV?

O Ministério da Saúde utiliza a vacina quadrivalente para HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, prevenindo tanto as verrugas genitais quanto os tipos mais associados ao câncer.

  • Como prevenir a infecção pelo HPV?

    • Vacinação: a vacina contra o HPV é gratuita pelo SUS aos públicos elegíveis.
    • Exame preventivo (papanicolau): ajuda a identificar lesões precursoras do câncer de colo do útero.
    • Uso de preservativos: a camisinha masculina ou feminina (interna ou externa)    reduz o risco de transmissão, embora não elimine totalmente, pois o vírus pode estar em áreas não cobertas. A camisinha feminina, que cobre a vulva, oferece proteção mais ampla.
  • Quem pode tomar a vacina?

    • Meninas e meninas de 9 a 14 anos (dose única).
    • Temporariamente, até dezembro de 2025, jovens de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram.
    • Pessoas de 9 a 45 anos com condições especiais, como:
      • pessoas vivendo com HIV;
      • transplantados;
      • pacientes oncológicos;
      • vítimas de violência sexual;
      • usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV);
      • portadores de papilomatose respiratória recorrente (a partir de 2 anos de idade).
  • Quem já teve HPV pode se vacinar?

Sim, desde que esteja dentro da faixa etária indicada. Estudos mostram que a vacina pode ajudar a prevenir reinfecções ou reativações do vírus.

  • Mesmo vacinado, é necessário usar preservativo?

Sim. A vacina protege apenas contra o HPV, não contra outras ISTs. O uso do preservativo continua sendo essencial em todas as relações sexuais.

Adolescentes precisam de autorização dos pais para se vacinar?

Não. Para receber a vacina em uma unidade básica de saúde, o adolescente não precisa de autorização por escrito nem da presença dos pais. Basta apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação, caso tenha.

Saúde

Nova Santa Rita realiza Dia D de vacinação e coleta de preventivo neste sábado

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Crédito: Rafael Rezende/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita realiza neste sábado, 17 de outubro, o Dia D de Vacinação e Coleta de Preventivo. A mobilização ocorrerá em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, das 8h às 17h, com oferta de vacinas para pessoas de todas as idades e coleta do exame preventivo do câncer do colo do útero.

A ação integra a programação do Outubro Rosa. Durante o atendimento, a população poderá atualizar a caderneta de vacinação conforme as recomendações do calendário vacinal. A orientação é verificar se há doses pendentes e procurar a UBS de referência.

Exame preventivo para mulheres

A mobilização também oferecerá a coleta do exame preventivo do câncer do colo do útero, conhecido como Papanicolau. O público-alvo são mulheres de 25 a 64 anos.

O exame permite identificar alterações que podem exigir acompanhamento e tratamento, contribuindo para a prevenção e o diagnóstico precoce.

O prefeito Rodrigo Battistella destacou a importância da mobilização para ampliar o acesso aos serviços de saúde.

“Cuidar da saúde da nossa população é uma prioridade. O Dia D é uma oportunidade para que as famílias atualizem a vacinação e para que as mulheres realizem seus exames preventivos. Queremos que todos aproveitem essa mobilização e compreendam que a prevenção é fundamental para garantir mais qualidade de vida”, ressaltou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, também reforçou o convite para que a comunidade procure as unidades durante a ação.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso aos serviços e reforçar a importância de manter a vacinação em dia e realizar os exames preventivos conforme as orientações de saúde. O Outubro Rosa nos lembra da importância de olhar com atenção para a saúde da mulher, mas o cuidado e a prevenção precisam estar presentes durante todo o ano”, destacou o secretário.

Orientações para o atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que as moradoras com dúvidas sobre a vacinação ou a realização do exame preventivo entrem em contato com a UBS de referência para obter informações sobre o atendimento.

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Saúde

Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas promove Caminhada Rosa nesta quinta-feira, 8

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Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas promove Caminhada Rosa nesta quinta-feira, 8

A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas (LFCCC) realiza, nesta quinta-feira, 8, a tradicional Caminhada Rosa, um dos eventos que integram a programação do Outubro Rosa no município. A iniciativa busca reforçar a importância da prevenção, dos cuidados com a saúde e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A concentração será a partir das 8h30, no Parque Municipal Getúlio Vargas (Capão do Corvo), em frente ao ParkShopping Canoas. No local, haverá um aquecimento conduzido por professores da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Canoas (SMEL), parceira do evento.

Na sequência, voluntárias e participantes sairão em caminhada pela Avenida Farroupilha, seguindo até a Avenida Santos Ferreira. O percurso prossegue até a sede da Liga Feminina de Combate ao Câncer, localizada no Anexo 2 do Hospital Nossa Senhora das Graças.

A LFCCC convida a comunidade a participar da atividade e a vestir rosa em apoio à campanha de conscientização sobre o câncer de mama.

A participação é gratuita e aberta ao público.

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Saúde

Novas regras para doar sangue entram em vigor no Brasil; veja o que mudou

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Entrou em vigor na quarta-feira, 30, o novo conjunto de regras para doação de sangue no Brasil. As mudanças reduzem o período de impedimento em algumas situações e alteram critérios de triagem adotados pelos serviços de hemoterapia.

Entre as principais novidades estão os novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando após os 70 anos e regras específicas para pessoas que compartilharam dispositivos utilizados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho e reformula os regulamentos técnicos utilizados pelos serviços de hemoterapia do país. A norma estabelece critérios para garantir a segurança tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue.

Veja as principais mudanças

  • Tatuagem, piercing, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos invasivos: o candidato poderá voltar a doar após sete dias, desde que seja possível avaliar a segurança do procedimento. Quando isso não puder ser comprovado, o prazo de impedimento será de quatro meses.

  • Piercing na boca ou na região genital: a doação fica impedida enquanto o acessório estiver no local. Após a retirada, é necessário aguardar quatro meses.

  • Medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro: o uso do medicamento não é, por si só, motivo automático para impedir a doação. O prazo de quatro meses se aplica a quem tiver histórico de compartilhamento do dispositivo utilizado para a aplicação.

  • Pessoas com mais de 70 anos: doadores de repetição poderão continuar doando após essa idade, desde que passem por avaliação médica no serviço de hemoterapia.

  • Endoscopia: passa a haver impedimento de quatro meses após o procedimento.

  • Anabolizantes e hormônios injetáveis sem prescrição médica: o prazo de impedimento é de quatro meses após a última utilização. Quando houver prescrição, o caso deverá ser avaliado conforme o motivo do tratamento.

  • Malária: pessoas que tenham se deslocado para áreas endêmicas ou tido exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco deverão aguardar 30 dias.

  • Medicamentos: cada tratamento deverá ser analisado individualmente durante a triagem, levando em conta tanto o medicamento utilizado quanto a condição que motivou seu uso.

Tatuagens deixam de representar impedimento de vários meses

Uma das mudanças mais significativas envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

Pelas novas regras, quem fizer tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva ou procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento poderá doar novamente após sete dias, desde que seja possível avaliar as condições de segurança em que o procedimento foi realizado.

Quando não for possível comprovar a segurança do procedimento, o candidato deverá aguardar quatro meses antes de doar sangue.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver instalado. Após a retirada, é necessário cumprir um período de quatro meses antes da doação.

Uso de medicamentos para emagrecimento não impede a doação

A nova regulamentação também estabelece critérios específicos para medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, classe que inclui a semaglutida.

O simples uso desses medicamentos não determina o impedimento para a doação. O prazo de quatro meses é aplicado a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo utilizado para a aplicação.

Assim, uma pessoa que faça tratamento com semaglutida, por exemplo, não é considerada automaticamente inapta para doar sangue apenas por utilizar o medicamento.

Ainda assim, o tratamento será considerado durante a triagem. O profissional responsável deverá avaliar tanto o medicamento utilizado quanto a condição clínica que levou à sua prescrição.

Doadores habituais poderão continuar após os 70 anos

A regra geral mantém a faixa etária de 16 a 69 anos para doação de sangue. Para quem pretende doar pela primeira vez, o limite continua sendo de 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é para os chamados doadores de repetição. Eles poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliados por um médico do serviço de hemoterapia e estejam aptos no momento da triagem.

Endoscopia e uso de anabolizantes

A nova portaria também estabelece um período de impedimento de quatro meses para pessoas que tenham realizado procedimentos endoscópicos. A contagem começa na data em que o exame foi realizado.

Também ficam impedidas de doar por quatro meses as pessoas que tenham utilizado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando o uso ocorre sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesses casos, o serviço de hemoterapia deverá avaliar a indicação do tratamento e a condição que motivou a hormonioterapia.

Novos critérios relacionados à malária

A regulamentação também detalha os critérios para candidatos que tiveram contato com áreas de risco para malária.

O impedimento é de 30 dias para pessoas que tenham se deslocado para municípios localizados em áreas endêmicas ou realizado atividades com exposição a mata, bosque ou floresta em regiões consideradas de risco.

Para quem teve a doença, o período de impedimento varia conforme a espécie do parasita responsável pela infecção.

Após a cura, o prazo é de:

  • 12 meses para casos provocados por Plasmodium falciparum;

  • três anos para infecções por Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale;

  • impedimento definitivo para casos de Plasmodium malariae.

Triagem continua definindo quem pode doar

Apesar das mudanças nos prazos, a decisão final sobre a aptidão para a doação continua sendo tomada durante a triagem clínica realizada nos serviços de hemoterapia.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados fatores como estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos utilizados, gestação, alimentação, consumo de álcool e outras condições que possam representar risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

O peso mínimo de 50 quilos também permanece como regra geral para a doação.

Em relação à frequência, homens podem realizar até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, respeitando intervalo mínimo de dois meses entre as doações. Para mulheres, são permitidas até três doações no mesmo período, com intervalo mínimo de três meses.

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