Saúde
Futuro da Fundação Municipal de Saúde de Canoas é debatido na Câmara com manifestação do lado de fora

A Câmara Municipal de Canoas realizou, na terça-feira 10, um Grande Expediente com foco na situação da Fundação Municipal de Saúde (FMSC). O espaço foi solicitado pelo vereador Emílio Neto (PT), com o objetivo de esclarecer informações relacionadas à possível extinção da entidade, responsável pela atenção básica de saúde no município.
Ao justificar o pedido, o vereador Emílio afirmou que a primeira reunião entre o secretário Fernando Bermúdez e a direção da Fundação teria gerado preocupação.
“Ele externou o seu desejo de extinção da Fundação. Depois disso, veio a confirmação de um estudo de viabilidade e os rumores se espalharam”, disse.
Emílio também mencionou a fala do prefeito, negando a intenção de encerramento, mas reforçou a necessidade de esclarecimentos públicos.
“Mesmo com o vídeo do prefeito dizendo que são boatos, eu ainda acho importante essa reafirmação aqui na Casa do Povo.”
Durante o debate, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias, defendeu a continuidade da FMSC.
“Esses profissionais representam a base da saúde pública da cidade. A Fundação consolidou vínculos com a comunidade e garantiu estabilidade no atendimento”, afirmou.
Segundo ele, o modelo atual permite que os trabalhadores desempenhem suas funções com segurança, o que impacta diretamente na qualidade da assistência.
“Não houve movimento dos médicos da Fundação por instabilidade. Houve, sim, tranquilidade para trabalhar.” Matias também alertou sobre os riscos de uma possível transição para vínculos mais frágeis.
“A substituição por contratos temporários pode romper o elo entre profissionais e comunidade. A Fundação é reconhecida por manter esse vínculo”, disse.
Ele encerrou destacando que, ao defender a Fundação, não se trata de um debate corporativista, mas sim de um posicionamento em defesa da saúde pública. “Defender os trabalhadores da Fundação é defender cada cidadão que precisa desse cuidado.”
Em nome do Executivo, o secretário de Relações Institucionais, Rossano Gonçalves, afirmou que “não há, e nunca houve, por parte do Executivo, a intenção de extinguir ou estudar a extinção da Fundação”.
Segundo ele, qualquer fala que tenha sugerido o contrário não foi autorizada pela gestão. Rossano informou que o contrato com a FMSC foi prorrogado por dois meses, conforme previsto em lei, e que está em trâmite um novo processo de contratação. O secretário também anunciou a criação de uma comissão com representantes da área da saúde para discutir o futuro da entidade.
“Essa portaria será publicada na segunda-feira. A reestruturação não será apenas da Fundação, mas de todo o sistema municipal de saúde. E não haverá decisão de cima para baixo”, declarou. Ao final, reafirmou que a Fundação continuará atuando e que o processo será conduzido com participação dos trabalhadores e das entidades representativas.
Representando os servidores da FMSC, o técnico Sérgio Willian Prinstrop disse que a forma como o tema foi conduzido gerou insegurança entre os profissionais.
“Não se trata de boato, desde a semana passada os fatos foram se confirmando. Conhecemos os trâmites administrativos, não nos mobilizaríamos à toa”, afirmou.
Segundo ele, a ausência de um novo contrato de longo prazo e a decisão por apenas um aditivo contratual de dois meses reforçaram a preocupação da categoria. Sérgio também questionou o fato de o secretário de Saúde acumular a presidência da Fundação.
“A Fundação é ordenada pela Secretaria. Se o mesmo gestor ordena e executa, onde está a autonomia administrativa?”, disse.
Ele ainda mencionou que a entidade nunca teve apontamentos por órgãos de controle e que o foco de eventuais reestruturações deveria estar nos níveis secundário e terciário da saúde.
“A atenção básica é a única área que não tem histórico de crise no município. Se é o único setor que funciona, por que mexer?”
Saúde
HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS
Saúde
Ato marcará início de 1,6 mil cirurgias do programa Mais Especialistas no HU

A Prefeitura de Canoas, a Associação Saúde em Movimento (ASM) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizam nesta sexta-feira, 6, o ato de início das cirurgias do programa Mais Especialistas no Hospital Universitário.
O programa prevê a realização de mais de 1,6 mil cirurgias em diferentes especialidades, com o objetivo de reduzir as filas de procedimentos no município e no Rio Grande do Sul.
A solenidade está marcada para as 11h, no Hospital Universitário, localizado na Avenida Farroupilha, 8001, no bairro São José. Devem participar do evento o prefeito de Canoas, Airton Souza, o CEO da ASM, Cláudio Vitti, e o presidente do GHC, Gilberto Barrichello, além de outras autoridades.
Saúde
Ministério da Saúde passa a adotar o CPF como identificador único do Cartão SUS

O Ministério da Saúde começou a emitir o Cartão Nacional de Saúde, o Cartão SUS, tendo o CPF como identificador único no Sistema Único de Saúde. A mudança passa a valer gradualmente e faz parte do processo de unificação dos cadastros na rede pública.
Segundo o Ministério da Saúde, a alteração tem como objetivo padronizar os registros e concentrar as informações de cada usuário em um único número.
O que muda para o cidadão
O novo Cartão SUS passa a ser emitido com nome e CPF pelo CadSUS Web e está disponível no aplicativo Meu SUS Digital desde outubro de 2025.
Com a adoção do CPF, todos os atendimentos e registros de saúde ficam vinculados a um único identificador, evitando a existência de cadastros duplicados.
Pessoas sem CPF continuam sendo atendidas no SUS. Para populações indígenas, ribeirinhas, nômades, estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua, será permitido manter cadastros sem CPF, desde que haja justificativa registrada no sistema.
Em casos de emergência, pacientes sem documento também serão atendidos. O registro inicial será feito no CadSUS Web e, se o CPF não for informado posteriormente, o cadastro poderá ser inativado.
O que muda para os profissionais de saúde
A orientação do Ministério da Saúde é que o CPF seja utilizado como número principal de identificação do paciente no SUS.
O antigo número do cartão de saúde passa a ser chamado de Cadastro Nacional de Saúde, o CNS, e continuará existindo como identificador secundário.
Com a unificação, os profissionais terão acesso ao histórico de saúde do paciente em qualquer unidade do país.
Mesmo sem CPF, o atendimento deve ser realizado e registrado no CadSUS Web.
O que muda para os gestores
Desde julho de 2025, o Ministério da Saúde afirma ter inativado 54 milhões de registros considerados inconsistentes ou duplicados. A meta é chegar a 229 milhões de cadastros ativos vinculados ao CPF até abril de 2026, número que corresponde aos CPFs válidos na Receita Federal.
O Ministério da Saúde identificou 41 sistemas nacionais que precisam ser ajustados para adotar o CPF como identificador único. A previsão de conclusão desses ajustes é dezembro de 2026.
Os sistemas geridos por estados e municípios deverão ser adaptados pelos próprios gestores, em articulação com o SUS, o Conass e o Conasems.
A partir de outubro de 2025, o Ministério da Saúde passou a oferecer capacitações técnicas para gestores e profissionais, com workshops, manuais, vídeo-aulas e transmissões online sobre o processo de unificação.
Integração com outras bases
Com o CPF como identificador único, o CadSUS passará a operar de forma integrada com bases do governo federal, como IBGE e CadÚnico, seguindo diretrizes da Estratégia Nacional do Governo Digital.

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