Conecte-se conosco

header-top







 

28/02/2026
 

Educação

Ir. Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS cobram lei de regulamentação em Brasília

Redação

Publicado

em

Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS vão a Brasília pedir lei de regulamentação

Ir. Paulo Fossatti, conselheiro Nacional de Educação e que foi reitor do Unilasalle até 2022, é relator do parecer sobre a regulamentação da Lei das Universidades Comunitárias, 12.881, de 2013, assinada pela Presidenta Dilma Roussef.

Esta lei normatiza para que as universidades que não têm um dono, que não visam lucros, cujos resultados são investidos nas comunidades e projetos federais, possam se beneficiar de fomento, editais, parcerias do governo federal, inclusive de emendas parlamentares, sempre para fins de de projetos sociais, bolsas de estudo voltadas para a população mais pobre.

Diante disto, o Conselho Nacional de Educação aprovou este parecer no mês de agosto e entregou para o Ministro de Educação, Camilo Santana, para que ele homologue, e sendo assim, entregue para o presidente Lula para que, através de um Decreto Presidencial, seja regulamentada a lei que está no limbo desde 2013.

Encontro em Brasília

Fossatti contou à nossa reportagem que, como o Ministro ainda não homologou, os reitores das universidades, que são 14 no Rio Grande do Sul, como Unilasalle, Feevale, Unisinos, PUC, dentre outras, foram a Brasília para, na terça-feira, 3,  junto ao parlamento, tentar sensibilizar os deputados e senadores, e, na quarta-feira,  4, no Conselho Nacional de Educação, fazer manifestações pedindo apoio do Conselho para que este pleito possa ir adiante a assim galgar a regulamentação e podermos avançar ainda neste ano.

“Eu creio que o movimento sensibilizou os parlamentares, foi muito bem acolhido no Conselho Nacional de Educação, pois é uma causa justa, de instituições que não estão competindo com universidades públicas, estatais, federais e estaduais ou municipais, mas pelo contrário, são parceiras na inclusão e na permanência do estudante do ensino superior”, contou Fossatti.

“Sabemos que a virada de chave para nosso brasil somente vai se dar com uma educação séria e comprometida”, finalizou o relator.

Entenda a lei

A Lei 12.881, de 2013, é a Lei das Comunitárias (ICES). Define o que são essas instituições e estabelece o direito das universidades comunitárias receberem recursos do poder público e firmarem parcerias para a oferta de serviços públicos.

Mais de 10 anos se passaram e a lei não saiu do papel. Em agosto deste ano o Conselho Nacional de Educação aprovou resolução de regulamentação para as ICES. Agora o governo federal precisa agir para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional. É no Rio Grande do Sul que estão a maioria das instituições comunitárias do Brasil.

‎Instituições Comunitárias de Educação Superior

As Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) constituem um importante segmento da educação superior no Brasil. Surgiram na primeira metade do século XX, pioneiras dessa modalidade de ensino. Elas foram protagonistas da interiorização do ensino superior, diante da ausência do Estado.

Distinguem-se pela excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na geração de conhecimento, na inovação e na ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade, desempenhando um papel proativo, indispensável e de grande relevância pública, política, econômica, cultural e histórica nas regiões onde atuam.

As instituições comunitárias, seus cursos de graduação e programas de pós-graduação são reconhecidos pela excelência acadêmica em avaliações do MEC, da Capes e em rankings nacionais e internacionais. As ICES mantêm quadro docente altamente qualificado, com mais de 25 mil professores, sendo 87% mestres e doutores e 70% em tempo integral ou parcial, e um quadro técnico de mais de 30 mil funcionários, predominantemente com formação superior.

No Brasil há 79 ICES certificadas pelo MEC, com mais de 450 mil estudantes matriculados na graduação, predominantemente em universidades (84%) e em cursos presenciais (80%) de alta qualidade e em contato direto com professores (razão de 18 alunos por professor).

A extensão e a ação comunitária é uma marca das instituições comunitárias. Há décadas desenvolvem programas de extensão em diálogo com suas comunidades. Desenvolvem o padrão-ouro da extensão universitária, indissociada da pesquisa e do ensino. A maioria das universidades comunitárias são instituições de ciência e tecnologia, possuem parques científicos e tecnológicos e programas de pós-graduação.

Mais de 32% dos estudantes possuem algum tipo de financiamento estudantil, principalmente, em programas mantidos pelas próprias instituições. No passado, a expansão do acesso com inclusão foi acelerada nas instituições comunitárias, com o ProUni e o FIES, entre 2010 e 2014.

Hoje, o FIES alcança menos de 2% dos estudantes (cerca de 9 mil) das ICES. É que o atual modelo do FIES privilegia as instituições privadas mercantis. Ou seja, não há uma política de financiamento público projetada para o estudante das instituições comunitárias, restringindo, assim, o acesso à educação de qualidade nas regiões em que essas instituições atuam.

Unilasalle esteve presente no encontro

Universidade La Salle (Unilasalle) também se fez presente no encontro das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) em Brasília nos dias 3 e 4/12, engajada ao esforço conjunto das nossas instituições comunitárias brasileiras, visando a regulamentação da Lei 12.881/2013, mesmo passados 11 anos da lei, a regulamentação que precisamos nos aproxima e legitima nossas ICES.

Agora o governo federal precisa agir imediatamente para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional.

“As agendas de reuniões foram intensas, produtivas e voltamos muito esperançosos com a força que as lideranças políticas que nos receberam e articularam nossos encontros, sendo fundamentais para mostrar a importância e a força das ICES no contexto da formação de qualidade e excelência”, destaca a nota da universidade.

Os direitos e prerrogativas legais das ICES

  • As Comunitárias podem e têm o direito de receber recursos públicos
  • ICES podem e devem ter o direito de acessar editais destinados às IES públicas
  • As ICES são alternativas legal para expansão da educação superior e parceira com órgãos públicos estatais
  • O Termo de Parceria é o instrumento jurídico oficial entre o poder público e ICES* 

O artigo 6º da Lei 12.881/2013 estabelece que o Termo de Parceria é o instrumento destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes [poder público e ICES], para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas nesta Lei.

Educação

Abertura do ano letivo em Canoas reúne mais de 2 mil profissionais da rede municipal

Redação

Publicado

em

Foto: Kelvin Oliveira/ PMC

Prefeitura de Canoas realizou, nesta quarta-feira, 25, a cerimônia oficial de abertura do ano letivo da Rede Municipal de Ensino. O encontro reuniu mais de 2 mil pessoas e marcou o início das atividades escolares com o tema “É tempo de humanizar para educar: diálogos que fortalecem a escola”. A proposta central foi reforçar o acolhimento, a empatia e o cuidado como bases do processo de ensino e aprendizagem.

A programação contou com a presença de professores, equipes diretivas, servidores e autoridades do município. Durante o evento, foram realizadas palestras voltadas à valorização da educação humanizada, ao fortalecimento dos vínculos dentro das escolas e à construção de um ambiente mais seguro e inclusivo para os alunos. Participaram como palestrantes o professor Saulo Chielle e o influenciador e exemplo de superação Thiago Linck.

Outro destaque foi o lançamento da campanha Combata Monstros, desenvolvida em parceria pelas secretarias municipais de Comunicação e de Educação. A iniciativa amplia as ações de prevenção e combate ao abuso sexual de crianças na cidade. A campanha busca conscientizar a comunidade, orientar educadores e famílias e fortalecer a rede de proteção, reforçando o papel das escolas como espaços de informação e acolhimento.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Airton Souza participou por meio de mensagem em vídeo.

“A educação é a nossa principal bandeira. Queremos que nossos profissionais tenham cada dia mais orgulho de trabalhar na nossa cidade. Por isso, buscamos a valorização dos nossos professores, das nossas escolas. Quero que todos vocês façam um bom ano letivo, contem com a gente. Com todo mundo trabalhando de mãos dadas nós faremos a nossa cidade ser grande de verdade”, destaca.

O vice-prefeito Rodrigo Busato também esteve presente no ato e desejou um ano produtivo à comunidade escolar.

“Quero desejar que seja um 2026 abençoado para todos nós. Os desafios são tão grandes quanto a nossa vontade. Depois de tudo o que a nossa cidade passou, sabemos como é importante tratar deste tema da saúde mental, do cuidado, especialmente com nossos profissionais da Educação e nossos estudantes. Quando a gente visita as escolas, mesmo nos maiores desafios, a gente vê todo o trabalho desenvolvido pelas equipes, o capricho e a paixão com que cada um de vocês fala sobre o que faz”, destaca.

A secretária municipal de Educação, Beth Colombo, reforçou a relevância do tema escolhido para marcar o início do calendário escolar.

“Queremos a partir daqui iniciar uma jornada dentro da Secretaria de Educação, dentro da nossa rede de ensino, de um ensino humanizado. Humanizar tem a ver com todas as dores que nossas equipes, nossos professores, nossa comunidade passou durante a enchente. O retorno em 2025 e hoje, que estamos retomando com as escolas preparadas, com material escolar e uniforme chegando na rede. Queremos dizer aos nossos professores a importância que eles têm na nossa rede. Vamos humanizar, vamos nos aproximar. O que incomoda lá dentro da escola incomoda também a nós e queremos estar juntos. E é por isso que hoje reunimos todos aqui para este grande evento”, diz.

Continuar a ler

Educação

Prefeitura de Nova Santa Rita começa a distribuir kits escolares para toda a rede municipal

Redação

Publicado

em

Crédito: Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita começou a entregar os kits escolares aos estudantes da rede municipal, seguindo o cronograma definido por cada escola. A ação atende alunos da Pré-Escola, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com materiais adequados a cada etapa da educação básica.

O prefeito Rodrigo Battistella comentou sobre a iniciativa:

“Estamos trabalhando para oferecer uma educação cada vez mais qualificada. A entrega dos kits representa organização, planejamento e respeito com nossos estudantes e suas famílias. Investir em educação é investir diretamente no futuro de Nova Santa Rita.”

A secretária municipal de Educação, Margarete Ferretti, também destacou a importância da ação:

“Cada item foi pensado com atenção, respeitando as necessidades pedagógicas de cada etapa. Nosso compromisso é garantir que os estudantes tenham condições adequadas para desenvolver suas atividades e que as famílias se sintam apoiadas no início do ano letivo.”

Os kits estão organizados da seguinte forma:

Pré-Escola (Pré 1 e Pré 2):

Agenda, apontador, cola, borracha, caderno de desenho, lápis de cor, lápis preto, massinha de modelar, pastinha, tinta guache, giz de cera, pincel, mochila e estojo.

Ensino Fundamental 1 (1º ao 5º ano):

Apontador, borracha, caderno, caderno de desenho, canetinha, cola, lápis de cor, lápis preto, pastinha, tesoura e giz de cera.

Ensino Fundamental 2 e EJA (6º ano em diante):

Régua, apontador, borracha, caderno, cola, canetas azul, preta e vermelha, pastinha, tesoura, lápis de cor e lápis preto.

Crédito: Divulgação/PMNSR

A prefeitura reforça que a entrega dos kits busca garantir que todos os alunos tenham os materiais necessários para acompanhar as atividades escolares durante o ano letivo.

Continuar a ler

Educação

Universidade La Salle inicia 2026 com plano de expansão e fortalecimento do EAD

Redação

Publicado

em

A Universidade La Salle inicia o ano letivo de 2026 com foco na expansão sustentável e no fortalecimento da Educação a Distância (EAD). Ricardo Deibler Zambrano Júnior assume direção da modalidade, com a proposta de ampliar a atuação em todo o país de forma planejada, aliando crescimento e qualidade acadêmica.

Com mais de 20 anos de experiência na gestão educacional, o novo diretor já atuou em instituições de diferentes regiões, coordenando projetos de expansão universitária, credenciamento de polos e ampliação de portfólio acadêmico. Natural de Laguna, em Santa Catarina, é mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações e formado em Administração e Marketing, além de possuir especializações em planejamento e gestão estratégica.

Atualmente, as modalidades EAD e semipresencial da universidade somam mais de 10 mil estudantes distribuídos em cerca de 70 polos ativos no Brasil. Para 2026, o plano de gestão prevê a ampliação qualificada da rede, o aprimoramento de processos internos, a implementação de indicadores de desempenho e o fortalecimento da conformidade regulatória junto ao Ministério da Educação. Também está prevista a expansão do portfólio digital de cursos de graduação e pós graduação, alinhados às demandas do mercado de trabalho, além da atualização das metodologias pedagógicas.

“Minha missão na Unilasalle é integrar excelência educacional e tecnologia à filosofia lassalista, garantindo que o ensino digital seja uma ferramenta poderosa de transformação social e desenvolvimento sustentável, assegurando resultados econômicos e sociais para a Rede”, afirma Ricardo Deibler Zambrano Júnior.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques