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14/10/2026
 

Educação

Ir. Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS cobram lei de regulamentação em Brasília

Redação

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Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS vão a Brasília pedir lei de regulamentação

Ir. Paulo Fossatti, conselheiro Nacional de Educação e que foi reitor do Unilasalle até 2022, é relator do parecer sobre a regulamentação da Lei das Universidades Comunitárias, 12.881, de 2013, assinada pela Presidenta Dilma Roussef.

Esta lei normatiza para que as universidades que não têm um dono, que não visam lucros, cujos resultados são investidos nas comunidades e projetos federais, possam se beneficiar de fomento, editais, parcerias do governo federal, inclusive de emendas parlamentares, sempre para fins de de projetos sociais, bolsas de estudo voltadas para a população mais pobre.

Diante disto, o Conselho Nacional de Educação aprovou este parecer no mês de agosto e entregou para o Ministro de Educação, Camilo Santana, para que ele homologue, e sendo assim, entregue para o presidente Lula para que, através de um Decreto Presidencial, seja regulamentada a lei que está no limbo desde 2013.

Encontro em Brasília

Fossatti contou à nossa reportagem que, como o Ministro ainda não homologou, os reitores das universidades, que são 14 no Rio Grande do Sul, como Unilasalle, Feevale, Unisinos, PUC, dentre outras, foram a Brasília para, na terça-feira, 3,  junto ao parlamento, tentar sensibilizar os deputados e senadores, e, na quarta-feira,  4, no Conselho Nacional de Educação, fazer manifestações pedindo apoio do Conselho para que este pleito possa ir adiante a assim galgar a regulamentação e podermos avançar ainda neste ano.

“Eu creio que o movimento sensibilizou os parlamentares, foi muito bem acolhido no Conselho Nacional de Educação, pois é uma causa justa, de instituições que não estão competindo com universidades públicas, estatais, federais e estaduais ou municipais, mas pelo contrário, são parceiras na inclusão e na permanência do estudante do ensino superior”, contou Fossatti.

“Sabemos que a virada de chave para nosso brasil somente vai se dar com uma educação séria e comprometida”, finalizou o relator.

Entenda a lei

A Lei 12.881, de 2013, é a Lei das Comunitárias (ICES). Define o que são essas instituições e estabelece o direito das universidades comunitárias receberem recursos do poder público e firmarem parcerias para a oferta de serviços públicos.

Mais de 10 anos se passaram e a lei não saiu do papel. Em agosto deste ano o Conselho Nacional de Educação aprovou resolução de regulamentação para as ICES. Agora o governo federal precisa agir para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional. É no Rio Grande do Sul que estão a maioria das instituições comunitárias do Brasil.

‎Instituições Comunitárias de Educação Superior

As Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) constituem um importante segmento da educação superior no Brasil. Surgiram na primeira metade do século XX, pioneiras dessa modalidade de ensino. Elas foram protagonistas da interiorização do ensino superior, diante da ausência do Estado.

Distinguem-se pela excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na geração de conhecimento, na inovação e na ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade, desempenhando um papel proativo, indispensável e de grande relevância pública, política, econômica, cultural e histórica nas regiões onde atuam.

As instituições comunitárias, seus cursos de graduação e programas de pós-graduação são reconhecidos pela excelência acadêmica em avaliações do MEC, da Capes e em rankings nacionais e internacionais. As ICES mantêm quadro docente altamente qualificado, com mais de 25 mil professores, sendo 87% mestres e doutores e 70% em tempo integral ou parcial, e um quadro técnico de mais de 30 mil funcionários, predominantemente com formação superior.

No Brasil há 79 ICES certificadas pelo MEC, com mais de 450 mil estudantes matriculados na graduação, predominantemente em universidades (84%) e em cursos presenciais (80%) de alta qualidade e em contato direto com professores (razão de 18 alunos por professor).

A extensão e a ação comunitária é uma marca das instituições comunitárias. Há décadas desenvolvem programas de extensão em diálogo com suas comunidades. Desenvolvem o padrão-ouro da extensão universitária, indissociada da pesquisa e do ensino. A maioria das universidades comunitárias são instituições de ciência e tecnologia, possuem parques científicos e tecnológicos e programas de pós-graduação.

Mais de 32% dos estudantes possuem algum tipo de financiamento estudantil, principalmente, em programas mantidos pelas próprias instituições. No passado, a expansão do acesso com inclusão foi acelerada nas instituições comunitárias, com o ProUni e o FIES, entre 2010 e 2014.

Hoje, o FIES alcança menos de 2% dos estudantes (cerca de 9 mil) das ICES. É que o atual modelo do FIES privilegia as instituições privadas mercantis. Ou seja, não há uma política de financiamento público projetada para o estudante das instituições comunitárias, restringindo, assim, o acesso à educação de qualidade nas regiões em que essas instituições atuam.

Unilasalle esteve presente no encontro

Universidade La Salle (Unilasalle) também se fez presente no encontro das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) em Brasília nos dias 3 e 4/12, engajada ao esforço conjunto das nossas instituições comunitárias brasileiras, visando a regulamentação da Lei 12.881/2013, mesmo passados 11 anos da lei, a regulamentação que precisamos nos aproxima e legitima nossas ICES.

Agora o governo federal precisa agir imediatamente para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional.

“As agendas de reuniões foram intensas, produtivas e voltamos muito esperançosos com a força que as lideranças políticas que nos receberam e articularam nossos encontros, sendo fundamentais para mostrar a importância e a força das ICES no contexto da formação de qualidade e excelência”, destaca a nota da universidade.

Os direitos e prerrogativas legais das ICES

  • As Comunitárias podem e têm o direito de receber recursos públicos
  • ICES podem e devem ter o direito de acessar editais destinados às IES públicas
  • As ICES são alternativas legal para expansão da educação superior e parceira com órgãos públicos estatais
  • O Termo de Parceria é o instrumento jurídico oficial entre o poder público e ICES* 

O artigo 6º da Lei 12.881/2013 estabelece que o Termo de Parceria é o instrumento “destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes [poder público e ICES], para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas nesta Lei.”

Educação

Matrículas para a Rede Estadual de Ensino estão abertas; prazo vai até 6 de novembro

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Matrículas para a Rede Estadual de Ensino estão abertas; prazo vai até 6 de novembro

Estão abertas até 6 de novembro de 2026 as inscrições para ingresso na Rede Estadual de Educação do Rio Grande do Sul em 2027. O processo inclui novos alunos, Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos técnicos, Curso Normal e rematrículas.

A inscrição deve ser feita pelo sistema de matrículas da Secretaria Estadual da Educação. Os candidatos podem indicar até quatro escolas de preferência. Para o 1º ano do Ensino Fundamental, é necessário ter seis anos completos ou completar a idade até 31 de março de 2027.

Também estão disponíveis vagas para cursos técnicos integrados, subsequentes e concomitantes, além do Curso Normal. A EJA exige idade mínima de 15 anos para o Ensino Fundamental e 18 anos para o Ensino Médio.

Estudantes que já integram a rede e possuem pelo menos 75% de frequência serão rematriculados automaticamente. Quem estiver abaixo desse percentual deverá confirmar a rematrícula presencialmente.

A primeira chamada será divulgada a partir de 9 de dezembro, e a matrícula deverá ser efetivada entre os dias 9 e 18 de dezembro. O ano letivo de 2027 está previsto para começar em 15 de fevereiro.

Para efetivar a matrícula, são exigidos documentos do estudante e do responsável, comprovante de residência e carteira de vacinação. O Estado também fornecerá uniformes aos alunos em 2027.

Quem tiver dificuldades para realizar a inscrição pela internet pode procurar uma escola estadual ou Central de Vagas para receber orientação e acesso ao sistema.

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Educação

Crianças participam de discussão sobre revisão do Plano Diretor de Canoas

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Foto: Vinicius Thormann/PMC

A EMEI Cara Melada, no bairro Guajuviras, sediou na quarta-feira, 7, o 1º Encontro de Escuta das Crianças da Educação Infantil, atividade vinculada ao processo de revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Canoas.

A iniciativa envolve crianças que integram o Comitê da Infância e tem como objetivo reunir percepções sobre a cidade e os espaços utilizados no dia a dia. Quatro escolas da rede municipal participam das atividades, que incluem rodas de conversa, desenhos, plenárias e outras dinâmicas adaptadas à faixa etária.

Durante o encontro na EMEI Cara Melada, as crianças desenharam os espaços próximos à escola e os trajetos que fazem entre suas casas e a instituição. Os trabalhos registraram locais utilizados para brincar, circular e conviver, além de situações consideradas positivas ou que poderiam ser melhoradas.

Segundo o arquiteto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, William Mog, a participação das crianças integra os mecanismos de consulta utilizados na revisão do Plano Diretor.

“A participação da comunidade é fundamental. Temos realizado oficinas comunitárias, oficinas livres e consulta pública. As atividades nas escolas são mais um espaço de participação nesse processo”, afirmou.

A arquiteta da Secretaria de Projetos e Captação de Recursos, Mariene Valesan, explica que os desenhos também permitem identificar problemas relacionados à infraestrutura urbana. Entre os aspectos apontados pelas crianças estão a existência de brinquedos e espaços para brincar e as condições das calçadas.

De acordo com Mariene, alguns trechos dos trajetos foram considerados inseguros devido às condições do piso dos passeios, que podem aumentar o risco de quedas. As observações deverão ser consideradas nas discussões relacionadas à revisão do Plano Diretor.

A participação infantil faz parte das atividades de escuta previstas durante o processo de revisão do documento, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento urbano e ambiental do município.

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Educação

Matrículas para a Rede Estadual de Ensino estão abertas; prazo vai até 6 de novembro

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Matrículas para a Rede Estadual de Ensino estão abertas; prazo vai até 6 de novembro

Já está aberto o período de inscrições para quem deseja ingressar na Rede Estadual de Educação do Rio Grande do Sul no ano letivo de 2027. O prazo segue até 6 de novembro de 2026.

O processo é destinado a estudantes que desejam ingressar na rede estadual, além de candidatos à Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos técnicos e Curso Normal. A etapa também contempla a rematrícula de estudantes que já fazem parte da rede.

A inscrição deve ser realizada pelo sistema de matrículas da Secretaria Estadual da Educação.

Quem pode se inscrever

A pré-matrícula é destinada a estudantes que ainda não estão matriculados na Rede Estadual e desejam ingressar no 1º ano do Ensino Fundamental, 1º ano do Ensino Médio, Educação Profissional ou EJA.

Para o 1º ano do Ensino Fundamental, a criança precisa ter seis anos completos ou completar essa idade até 31 de março de 2027.

Durante a inscrição, o responsável ou candidato maior de idade poderá indicar até quatro escolas, em ordem de preferência. Também será necessário informar a etapa de ensino desejada e o CPF do estudante. Para crianças que ainda não possuem CPF, poderá ser informado o documento do responsável.

Cursos técnicos

Também estão abertas as inscrições para cursos de Educação Profissional, incluindo:

  • Técnico Integrado ao Ensino Médio;

  • Técnico Subsequente;

  • Técnico Concomitante;

  • Curso Normal;

  • Curso Normal com Aproveitamento de Estudos.

Nessas modalidades, o candidato deverá escolher uma escola e um curso. Dependendo da oferta, o ingresso poderá ocorrer por sorteio ou prova.

Os sorteios da Educação Básica estão previstos para ocorrer entre 9 e 11 de novembro. Para os cursos técnicos e o Curso Normal, o sorteio está previsto para 16 de novembro. As provas serão organizadas pelas Coordenadorias Regionais de Educação entre 13 e 16 de novembro.

Inscrições para a EJA

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também integra o período de inscrições.

Para ingressar na EJA do Ensino Fundamental, é necessário ter 15 anos completos na data da matrícula. Para a EJA do Ensino Médio, a idade mínima é de 18 anos.

Rematrícula

Os estudantes que já fazem parte da Rede Estadual também devem ficar atentos ao processo de rematrícula.

Alunos com pelo menos 75% de frequência escolar serão rematriculados automaticamente para 2027.

Já estudantes menores de 18 anos com frequência inferior a 75% deverão confirmar a rematrícula presencialmente na escola, apresentando a documentação necessária e atualizando os dados cadastrais.

Resultado e efetivação da matrícula

A primeira chamada será divulgada a partir de 9 de dezembro de 2026. A consulta poderá ser feita pelo sistema de matrículas, utilizando o número de inscrição.

A matrícula deverá ser efetivada presencialmente na escola designada entre 9 e 18 de dezembro. O não comparecimento dentro do prazo poderá resultar na perda da vaga.

Para quem perder o prazo ou precisar solicitar transferência, haverá uma segunda etapa entre 13 de dezembro de 2026 e 6 de janeiro de 2027.

Os resultados da segunda chamada e das transferências serão divulgados a partir de 18 de janeiro de 2027, com efetivação das matrículas entre 18 e 22 de janeiro.

Documentos necessários

Para efetivar a matrícula, deverão ser apresentados:

  • CPF e certidão de nascimento ou documento de identidade do estudante;

  • CPF e documento de identificação do responsável;

  • comprovante de residência, preferencialmente uma conta de energia elétrica;

  • carteira de vacinação.

Caso a carteira de vacinação não esteja atualizada ou não seja apresentada, a família poderá ser orientada a regularizar a situação. A ausência do documento não impede a efetivação da matrícula.

Uniformes

Os uniformes dos estudantes serão fornecidos pelo Estado para o ano letivo de 2027.

Durante o processo de matrícula, será necessário informar o tamanho utilizado pelo estudante, com opções que vão do tamanho 4 ao XG.

Para os estudantes que já estão matriculados na Rede Estadual, a escolha do uniforme ocorre entre 2 de outubro e 6 de novembro.

Ano letivo de 2027

O ano letivo da Rede Estadual está previsto para começar em 15 de fevereiro de 2027 e terminar em 17 de dezembro.

Quem tiver dificuldade para realizar a inscrição pela internet poderá procurar uma escola da Rede Estadual ou uma Central de Vagas, nos municípios onde houver atendimento. As unidades poderão orientar estudantes e responsáveis e oferecer acesso ao sistema.

 

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