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15/07/2026
 

Educação

Ir. Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS cobram lei de regulamentação em Brasília

Redação

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Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS vão a Brasília pedir lei de regulamentação

Ir. Paulo Fossatti, conselheiro Nacional de Educação e que foi reitor do Unilasalle até 2022, é relator do parecer sobre a regulamentação da Lei das Universidades Comunitárias, 12.881, de 2013, assinada pela Presidenta Dilma Roussef.

Esta lei normatiza para que as universidades que não têm um dono, que não visam lucros, cujos resultados são investidos nas comunidades e projetos federais, possam se beneficiar de fomento, editais, parcerias do governo federal, inclusive de emendas parlamentares, sempre para fins de de projetos sociais, bolsas de estudo voltadas para a população mais pobre.

Diante disto, o Conselho Nacional de Educação aprovou este parecer no mês de agosto e entregou para o Ministro de Educação, Camilo Santana, para que ele homologue, e sendo assim, entregue para o presidente Lula para que, através de um Decreto Presidencial, seja regulamentada a lei que está no limbo desde 2013.

Encontro em Brasília

Fossatti contou à nossa reportagem que, como o Ministro ainda não homologou, os reitores das universidades, que são 14 no Rio Grande do Sul, como Unilasalle, Feevale, Unisinos, PUC, dentre outras, foram a Brasília para, na terça-feira, 3,  junto ao parlamento, tentar sensibilizar os deputados e senadores, e, na quarta-feira,  4, no Conselho Nacional de Educação, fazer manifestações pedindo apoio do Conselho para que este pleito possa ir adiante a assim galgar a regulamentação e podermos avançar ainda neste ano.

“Eu creio que o movimento sensibilizou os parlamentares, foi muito bem acolhido no Conselho Nacional de Educação, pois é uma causa justa, de instituições que não estão competindo com universidades públicas, estatais, federais e estaduais ou municipais, mas pelo contrário, são parceiras na inclusão e na permanência do estudante do ensino superior”, contou Fossatti.

“Sabemos que a virada de chave para nosso brasil somente vai se dar com uma educação séria e comprometida”, finalizou o relator.

Entenda a lei

A Lei 12.881, de 2013, é a Lei das Comunitárias (ICES). Define o que são essas instituições e estabelece o direito das universidades comunitárias receberem recursos do poder público e firmarem parcerias para a oferta de serviços públicos.

Mais de 10 anos se passaram e a lei não saiu do papel. Em agosto deste ano o Conselho Nacional de Educação aprovou resolução de regulamentação para as ICES. Agora o governo federal precisa agir para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional. É no Rio Grande do Sul que estão a maioria das instituições comunitárias do Brasil.

‎Instituições Comunitárias de Educação Superior

As Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) constituem um importante segmento da educação superior no Brasil. Surgiram na primeira metade do século XX, pioneiras dessa modalidade de ensino. Elas foram protagonistas da interiorização do ensino superior, diante da ausência do Estado.

Distinguem-se pela excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na geração de conhecimento, na inovação e na ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade, desempenhando um papel proativo, indispensável e de grande relevância pública, política, econômica, cultural e histórica nas regiões onde atuam.

As instituições comunitárias, seus cursos de graduação e programas de pós-graduação são reconhecidos pela excelência acadêmica em avaliações do MEC, da Capes e em rankings nacionais e internacionais. As ICES mantêm quadro docente altamente qualificado, com mais de 25 mil professores, sendo 87% mestres e doutores e 70% em tempo integral ou parcial, e um quadro técnico de mais de 30 mil funcionários, predominantemente com formação superior.

No Brasil há 79 ICES certificadas pelo MEC, com mais de 450 mil estudantes matriculados na graduação, predominantemente em universidades (84%) e em cursos presenciais (80%) de alta qualidade e em contato direto com professores (razão de 18 alunos por professor).

A extensão e a ação comunitária é uma marca das instituições comunitárias. Há décadas desenvolvem programas de extensão em diálogo com suas comunidades. Desenvolvem o padrão-ouro da extensão universitária, indissociada da pesquisa e do ensino. A maioria das universidades comunitárias são instituições de ciência e tecnologia, possuem parques científicos e tecnológicos e programas de pós-graduação.

Mais de 32% dos estudantes possuem algum tipo de financiamento estudantil, principalmente, em programas mantidos pelas próprias instituições. No passado, a expansão do acesso com inclusão foi acelerada nas instituições comunitárias, com o ProUni e o FIES, entre 2010 e 2014.

Hoje, o FIES alcança menos de 2% dos estudantes (cerca de 9 mil) das ICES. É que o atual modelo do FIES privilegia as instituições privadas mercantis. Ou seja, não há uma política de financiamento público projetada para o estudante das instituições comunitárias, restringindo, assim, o acesso à educação de qualidade nas regiões em que essas instituições atuam.

Unilasalle esteve presente no encontro

Universidade La Salle (Unilasalle) também se fez presente no encontro das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) em Brasília nos dias 3 e 4/12, engajada ao esforço conjunto das nossas instituições comunitárias brasileiras, visando a regulamentação da Lei 12.881/2013, mesmo passados 11 anos da lei, a regulamentação que precisamos nos aproxima e legitima nossas ICES.

Agora o governo federal precisa agir imediatamente para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional.

“As agendas de reuniões foram intensas, produtivas e voltamos muito esperançosos com a força que as lideranças políticas que nos receberam e articularam nossos encontros, sendo fundamentais para mostrar a importância e a força das ICES no contexto da formação de qualidade e excelência”, destaca a nota da universidade.

Os direitos e prerrogativas legais das ICES

  • As Comunitárias podem e têm o direito de receber recursos públicos
  • ICES podem e devem ter o direito de acessar editais destinados às IES públicas
  • As ICES são alternativas legal para expansão da educação superior e parceira com órgãos públicos estatais
  • O Termo de Parceria é o instrumento jurídico oficial entre o poder público e ICES* 

O artigo 6º da Lei 12.881/2013 estabelece que o Termo de Parceria é o instrumento destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes [poder público e ICES], para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas nesta Lei.

Educação

Inscrições para o Fies do segundo semestre de 2026 seguem abertas até 17 de julho

Redação

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As inscrições para o processo seletivo do segundo semestre de 2026 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) começaram nesta terça-feira, 14, e seguem abertas até as 23h59 de 17 de julho, no horário de Brasília. O cadastro é gratuito e deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal Acesso Único ao Ensino Superior.Portal Acesso Único ao Ensino Superior.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), estão disponíveis 75,5 mil vagas para o segundo semestre deste ano. Ao todo, o Fies oferta mais de 112 mil vagas em 2026, incluindo oportunidades que não foram preenchidas em seleções anteriores.

Conforme o Edital nº 52/2026Edital nº 52/2026, podem participar os candidatos que realizaram qualquer edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtiveram média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não zeraram a redação e não participaram do exame na condição de treineiro. Para contratar o financiamento, também é necessário comprovar renda bruta familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Classificação

A classificação dos candidatos será realizada em ordem decrescente das notas obtidas no Enem, considerando o tipo de vaga, o grupo de preferência e a modalidade de concorrência. A seleção seguirá a seguinte ordem de prioridade:

candidatos que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados anteriormente pelo Fies;

candidatos que não tenham concluído o ensino superior, já tenham sido beneficiados pelo Fies e tenham quitado o financiamento;

candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados anteriormente pelo Fies;

candidatos que já tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo Fies e tenham quitado o financiamento.

Resultado e lista de espera

O resultado da chamada única será divulgado em 30 de julho. Os candidatos pré-selecionados deverão complementar a inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto.

Quem não for convocado na chamada única será automaticamente incluído na lista de espera para o preenchimento das vagas remanescentes. As convocações dessa etapa ocorrerão entre 7 de agosto e 24 de setembro.

O processo seletivo também prevê a reserva de 50% das vagas para o Fies Social, destinada a estudantes com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Nessa modalidade, o financiamento pode chegar a 100% do valor das mensalidades, desde que os candidatos atendam aos critérios previstos no edital.

Os estudantes pré-selecionados pelo Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa ficam dispensados da comprovação de renda junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas deverão comparecer para a validação das demais informações. Caso sejam identificadas divergências na renda declarada, poderá ser solicitada documentação complementar.

Os candidatos inscritos nas vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies quanto no Fies Social, deverão apresentar laudo médico com a identificação da deficiência e o respectivo código da Classificação Internacional de Doenças (CID), conforme previsto no edital.

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado ao financiamento de cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior participantes. O programa é voltado a estudantes que atendem aos critérios estabelecidos em edital e busca ampliar o acesso ao ensino superior por meio do financiamento das mensalidades.

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Educação

Inscrições para processo seletivo da Educação em Sapucaia do Sul encerram nesta terça-feira

Redação

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As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 01/2026 da Secretaria Municipal de Educação de Sapucaia do Sul se encerram nesta terça-feira, 14, às 12h. O processo é destinado à formação de cadastro reserva para contratações temporárias de profissionais da área da educação.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo site: Clique aqui

O processo seletivo contempla oportunidades para diferentes funções da rede municipal de ensino, entre elas professor, agente educacional, secretário de escola e especialistas em educação.

Segundo a Prefeitura de Sapucaia do Sul, o edital completo e as demais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis nos canais oficiais do município.

Confira o edital: 

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Educação

Uergs abre inscrições para seis especializações com início no segundo semestre de 2026

Redação

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A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) está com inscrições abertas para seis cursos de especialização que terão início no segundo semestre de 2026. As oportunidades estão disponíveis nas unidades da instituição em Erechim, Frederico Westphalen e Porto Alegre.

Os interessados podem se inscrever até o dia 14 de agosto. Os editais com informações sobre critérios de seleção, número de vagas, documentação necessária e demais detalhes dos processos seletivos estão disponíveis no site oficial da universidade.

Na unidade de Porto Alegre, serão oferecidas duas novas especializações: Planejamento, Orçamento e Governança Pública e EJA, Letramentos e Linguagens. A capital também terá vagas para outros dois cursos já consolidados: Biotecnologia, que chega à terceira edição, e Gestão Pública, que abre sua sétima turma.

Em Erechim, a universidade abrirá a segunda edição da especialização em Gestão Ambiental na Indústria. Já a unidade de Frederico Westphalen ofertará a terceira turma do curso de Gestão Pública.

A Uergs destaca que não há cobrança de mensalidades para os cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela instituição.

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