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17/05/2026
 

Saúde

Infectologista Dr. Sidnei Alves dos Santos Jr. fala sobre a Mpox

Redação

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Infectologista Dr. Sidnei Alves dos Santos Jr. fala sobre a Mpox

A mpox, anteriormente chamada monkeypox ou varíola dos macacos, é uma doença viral. Sua principal manifestação ocorre pelo aparecimento de lesões de pele.

Segundo o infectologista da RSDP, Dr. Sidnei Alves dos Santos Jr., ela ganhou importância nos últimos anos pelo aparecimento de casos em diversos países do mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a classificar a doença como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional entre 2022 e 2023 e novamente, agora, em 14 de agosto 2024.

“O atual aumento no número de casos está relacionado a uma clade do vírus, ou seja, um grupo de vírus, mais transmissível e que causa complicações com maior frequência. Isso faz com que o conhecimento da doença e sobre as formas de preveni-la sejam muito importantes nesse momento”, ressalta o profissional.

Transmissão

A transmissão da doença ocorre pelo contato com lesões de pele de pessoas com a doença ou com objetos e superfícies recentemente contaminadas por secreções das feridas.

O contágio por via respiratória também pode ocorrer, mas requer um contato mais próximo e prolongado com pessoas infectadas. O período de transmissão começa com o início dos sintomas e se prolonga até a resolução das lesões de pele.

Incubação

O período de incubação, ou seja, o tempo entre a pessoa se infectar e aparecerem os sintomas, é, usualmente, de uma semana, mas pode variar de 1 a 21 dias.

Lesões

As lesões de pele são a principal manifestação da doença e podem ser de várias formas, como manchas, pequenas bolhas de líquido e feridas. Elas podem aparecer em qualquer parte do corpo.

A doença também pode causar febre, dor de cabeça, adenomegalias (“ínguas”) e dores pelo corpo. A duração costuma ser de 2 a 4 semanas.

Tratamento

O tratamento indicado na maioria absoluta dos casos é sintomático. As lesões devem ser mantidas limpas e secas para evitar a contaminação secundária. Além disso, deve-se estar atento à hidratação.

Existem antivirais com atividade contra Mpox, mas são medicamentos ainda não definitivamente liberados para uso. Sua utilização está restrita a casos de maior gravidade.

Prevenção

A principal medida de prevenção é evitar o contato com pessoas doentes, especialmente o contato mais íntimo (beijar, abraçar, manter relações sexuais, etc.). Pessoas que se encontram em período de transmissão devem adotar isolamento domiciliar.

Além de evitar o toque direto na pessoa que está doente, todo material que tiver contato com ela (roupas, louças, etc) deve ser separado em saco plástico ou deixado de molho em recipientes com água e detergente até a lavagem.

Vacina

Existe vacina para a doença. Até o momento, ela é recomendada apenas em situações específicas, como para profissionais de laboratórios especializados, pessoas com HIV/Aids e em situações de exposição de médio ou alto risco.

Saúde

Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

Redação

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A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.

A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.

Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.

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Saúde

Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.

A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.

Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.

“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.

A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.

As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza 751 cirurgias de catarata em mutirão do SUS

Redação

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Foto: @wollenhaupt

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata em pacientes do SUS de Canoas. A ação foi promovida pela Associação Saúde em Movimento, gestora do hospital, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e do Governo Federal.

O mutirão também contabilizou 1.619 consultas e 10.916 exames oftalmológicos.

Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Nesta etapa, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila de regulação do SUS.

Segundo dados divulgados pelo hospital, a fila para atendimentos oftalmológicos em Canoas era de 10.512 pessoas no início da ação. Os atendimentos realizados representam redução de 15,4% desse total.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou os atendimentos realizados.

“Foram muitas consultas, exames e cirurgias, dando dignidade novamente para as pessoas enxergarem. Estamos cuidando das pessoas e cumprindo a nossa missão.”

O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, destacou o impacto da ação.

“Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirmou.

Vitti também relatou um dos casos acompanhados durante o mutirão.

“Conversei com diversos pacientes que aguardavam há mais de um ano sem conseguir enxergar adequadamente. Mas uma história me tocou de forma especial: uma paciente estava há cinco anos sem enxergar do olho direito e, em apenas dois minutos de cirurgia, tudo mudou. O procedimento foi realizado e a visão dela restaurada”, disse.

A superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, afirmou que mais de 90% dos pacientes atendidos tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos.

“Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explicou.

Segundo ela, inicialmente foi realizada a cirurgia de apenas um dos olhos para ampliar o número de pacientes atendidos nesta primeira etapa.

“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressaltou.

A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova etapa, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de pessoas que passaram por consulta, mas ainda não realizaram cirurgia.

O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, afirmou que a ausência de pacientes agendados segue sendo um dos principais desafios enfrentados pela instituição.

“Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.

O médico também reforçou a importância do aviso prévio em caso de impossibilidade de comparecimento.

“Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completou.

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