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20/05/2024
 

ENCHENTE RS

DESASTRE NO RS: Governo do Estado aponta que serão necessários mais de R$ 18 bilhões para reconstrução e ajuda aos afetados

Redação

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Eduardo Leite promoveu uma entrevista coletiva no começo da tarde de quinta-feira, 9. Na ocasião, o governador do Rio Grande do Sul apresentou cálculos sobre o montante de recursos necessário para atender as pessoas atingidas pelas enchentes em todo o Estado e para a reconstrução de moradias e infraestrutura, incluindo pontes e estradas afetadas.

Segundo a apresentação, são necessários mais de R$ 18,3 bilhões de reais para assistência social e serviços de obras. Desse montante, pelo menos R$ 2 bilhões servem para a manutenção de abrigos, distribuição de alimentos e demais mantimentos, e recuperação de estruturas de primeira necessidade, como CRAS, escolas e postos de saúde.

Outros valores incluem o apoio para as Defesas Civis dos municípios, reparos em estradas, reparos em estradas, remoção de resíduos, montagem e diagnóstico de edificações.

Além disso, sistemas de balsas serão necessários para o deslocamento em regiões onde caíram pontes ao redor do Estado. Para as seis pontes afetadas em todo o Estado, o governador estaria organizando uma forma de doação da iniciativa privada de anteprojetos para diminuir burocracia na reconstrução da infraestrutura. “Essa parte é fundamental para a vida das pessoas.”

Leite afirmou que espera que a União faça algo sobre a dívida estadual ou estabeleça fundo especial para a reconstrução. O governador estaria preocupado com a burocracia para a liberação de recursos governo federal para o RS. “Eu falei ao presidente Lula que talvez seja mais fácil que, em vez de eles nos mandarem os recursos, nós deixarmos de enviar o dinheiro para lá, e já poderemos usar diretamente essas verbas”, disse.

Medidas estaduais

A apresentação serviu para apresentar medidas já em implementação pelo Estado. Há, por exemplo, um reforço na segurança, devido aos casos de saques em casas afetadas e abuso sexual dentro de abrigos, a Brigada Militar chamou mil reservistas da força para segurança dos abrigos. Polícia Civil deve fazer o mesmo, com mais 200 policiais.

Segundo representantes na coletiva, o Corpo de Bombeiros já salvou mais de cinco mil animais em todo o Estado. Na Serra, 28 binômios de cães e homens das forças de resgate continuarão na região, devido aos alertas de novas chuvas no RS entre sexta-feira, 10, e segunda-feira, 13.

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Adiamento das eleições municipais em debate no Rio Grande do Sul

Redação

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Adiamento das eleições municipais em debate no Rio Grande do Sul

Uma entrevista do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a’O Globo, nesta segunda-feira, 20, levantou o debate sobre um possível adiamento das eleições municipais no Estado.

Mas, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no momento não se cogita uma nova data para o pleito. Segundo Leite, a troca de governos neste momento dramático do Estado poderia “atrapalhar o processo de reconstrução das cidades”.

Discussão no Congresso Nacional

Conforme integrantes do TSE, esta discussão teria que passar pelo Congresso Nacional, pois o adiamento deve ocorrer mediante emenda constitucional. Ainda, que mesmo que tenham havido prejuízos nos municípios, a quantidade de urnas reservadas para as eleições é três vezes maior do que as necessárias.

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ENCHENTE RS

Para dar notícias de como andam as coisas no RS (por Plínio José Borges Mósca)

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Plínio José Borges Mósca – professor e diretor de teatro, membro do Colegiado Setorial de Teatro do Estado do Rio Grande do Sul, Tecnólogo da Produção Cênica pela Faculdade Monteiro Lobato, Mestre em Memória Social e Bens Culturais pela Universidade La Salle e Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa.

Amigas e amigos: O RS ainda está longe de dizer que desastre ambiental passou.

As pessoas flageladas e os animais desamparados continuarão ainda por muitos meses nos abrigos criados para as vítimas do desastre ambiental. Muitas cidades ainda estão debaixo d’água, bairros inteiros desapareceram e certamente o número de mortos é maior do que este de 170 pessoas que o Estado afirma.

Porto Alegre por ser a maior cidade do estado e sua capital, é claro que virou a vitrine principal da catástrofe. O Centro da cidade continua alagado, repartições públicas, agências bancárias, fosso de elevadores, fosso de escadas rolantes, garagens subterraneas, praças, restaurantes, hospitais, hotéis, quartéis, shoppings, igrejas e sobretudo milhares de edifícios com moradores, foram alagados. Água e lama no térreo, no primeiro andar e não raramente no segundo andar.

Está evidente a falência da administração pública em vários aspectos. Há anos não se fazia reparações e manutenção nas comportas e nos diques que controlavam as cheias do Rio Guaíba e suas invasões de água na cidade. Algumas roldanas e dobradiças e trilhos de correr as engrenagens das comportas, esfarelaram-se quando foram usadas.

As Casas de Bombeamento, com dupla finalidade: abastecer as estações de tratamento de água para a distribuição de água nos bairros e fazer o retorno do excesso de água para dentro do próprio Rio Guaíba, não funcionaram. Várias com os motores elétricos estragados há 10, 12 ou 15 anos. Várias com vazamentos nas suas paredes, acabaram por ficar completamente submersas. Várias que estavam em locais mais altos, não estavam com seus painéis de controle funcionando.

Os bairros foram ficando sem água tratada que entrava nas caixas d’água e as ruas foram se alagando de água e lama direta do Rio Guaíba.

Tem em Porto Alegre um bairro chamado Menino Deus, cuja avenida principal, Avenida Getúlio Vargas. é comprida e larga, tem um jacaré solto, indo de um lado para outro, funcionários do Jardim Zoológico ainda não conseguiram capturá-lo. Já foi até batizado: Lacoste.

Com o excesso de água do Rio Guaíba e com o excesso de chuvas, muitos bairros ficaram sem energia elétrica ou com energia elétrica intermitente. Tem pedaços da cidade há 15 dias sem luz. As enxurradas, a falta de água potável, os alagamentos e a falta de energia elétrica, aconteceram e ainda estão acontecendo no dia de hoje, em mais de 30 bairros da cidade de Porto Alegre.

O número de pessoas atingidas e prejudicadas por este estado de coisas é de aproximadamente 500 mil pessoas.

Alguns municípios do Estado, como a cidade de Passo Fundo, mesmo com todas as adversidades presentes está realizando o seu calendário profissional cultural, para não deixar seus fazedores de Cultura do município à míngua. “Sirvam suas façanhas de modelo à toda terra”.

O número de comerciantes, empresários, pequenos e médios e até mesmo de grande porte, ultrapassa na capital dos gaúchos a casa de 10.000 empresários severamente prejudicados.

Quase tão grave quanto a enchente e as enxurradas, são os crimes de roubo, furto e depredação que os empresários estão enfrentando neste momento. Precisam de segurança e de estabilidade.

Mais sinistro que as enxurradas, o alagamento das ruas, bairros e cidades e as mortes de pessoas e de animais domésticos, mais horrível que o número de desaparecidos e de desabrigados, é a quantidade de FAKE NEWS plantadas pelos componentes do gabinete do ódio, um conjunto de tentativas nas quais os crimes e a ignorância são misturados com o intuito de tirar proveito político ideológico partidário, neste momento de luto pelos falecidos e de empenho pela vida e do salvamento.

É imoral e indecente que se tente atrapalhar o que está sendo feito em prol dos desassistidos. Sabe-se que muitas das injúrias e difamações têm inclusive seu nascedor justamente nas mãos de muitos culpados pelo crime de negacionismo ambiental e burramente acreditam que mudando o foco do olhar das pessoas, seus crimes não serão mais lembrados.

O leque dos prejuízos é largo: vai desde a borracharia da esquina, passa por um shopping inteiro e vai até uma companhia de carros forte de transportar dinheiro, que estão todos debaixo d’água.

Quase todas as minhas atividades profissionais estão canceladas “sine die”. Meu bairro, Petrópolis, foi muito pouco machucado por tantas tristezas, tivemos sim muitas panes de eletricidade, a queima de vários aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos, 8 dias sem água nas torneiras, a necessidade de buscar num estabelecimento vizinho, um lava-jato, que diariamente gentilmente doava 2 baldes d’água por apartamento, a chatice de subir com os baldes na escada apenas iluminada pela luz de emergência, que diga-se de passagem, são fracas.

Porto Alegre está sem Estação Rodoviária, sem aeroporto, sem Mercado Público Central, sem o metrô de superfície que vai desde o Mercado Público da capital do estado até o município de Novo Hamburgo. Está rareando o dinheiro nos caixas automáticos de bancos e de postos de combustível, está rareando a distribuição de gás nos edifícios, os caminhões pipas com água bruta para abastecimento das caixas d’água dos prédios, hospitais, asilos, creches, abrigos de flagelados, quartéis, lavagem das ruas, mais do que triplicou de preço e todo este estado de tristeza/desolação/prejuízo financeiro, vai demorar bastante tempo ainda.

Por volta de 6 meses podendo chegar até 10 meses em cidades como Canoas, talvez, proporcionalmente a cidade mais vitimizada no RS inteiro, que está com 150 mil pessoas realmente sem seus lares.

Muitos bairros na capital do estado e muitas cidades do interior precisarão ser removidas de onde estavam. São pedaços da cidade que já se sabe que sempre estarão sujeitos às enxurradas e aos alagamentos. Tentar levá-los de volta para aqueles lugares é sinônimo de alimentar a indústria do acidente ecológico, da enchente e das tempestades.

O número de abrigos para pessoas e seus animais domésticos é enorme e a quantidade de abrigos cada vez aumenta mais.

O número de pessoas que colocou-se como voluntários é gigantesco. Mais impressionante ainda é ver pessoas que estão saindo de outros lugares do Brasil, gastando com suas passagens e suas demais despesas para vir até o RS para pegar no pesado, molhar-se, arriscar-se e isso tudo para salvar vidas humanas e de animais domésticos, resgatar pessoas que estão em perigo de morte, oferecer seu tempo, ombro amigo e solidariedade. Até do estrangeiro estão vindo voluntários para por a mão na lama, na água fria e nos flagelados.

Nunca na história do país, exceto no período da II Guerra Mundial, as Forças Armadas do Brasil são tão queridas, admiradas e incentivadas pela população civil (da maioria dos matizes ideológicos) como agora. Nunca mais se deixará de olhar com sorriso e gratidão para o Corpo de Bombeiros Militares do RS e a Defesa Civil do RS.

Tivemos problemas de segurança dentro de alojamento, um crime de estupro e crimes de abuso sexual contra meninos adolescentes.

Tem flagelado tarado, flagelado alcoolátra, flagelado doente. Na hora de fazer o salvamento não dá pra fazer separações por categorias ou pelo dimensão de seus caráteres. Foi prudente a decisão do governador do RS, Eduardo Leite, de colocar segurança pública dentro dos abrigos dos resgatados.

O crime de negacionismo ambiental está evidentemente relacionado com esta tragédia, uma das maiores do Brasil e certamente a maior do RS.

Há vários programas de assistência social, de amparo financeiro para as vítimas do desastre provocado pelo crime de negacionismo ambiental, programas de amparo que estão sendo oferecidos pelos municípios, pelo Estado e pela União. Bilhões estão sendo liberados pelo governo federal, milhões estão sendo alocados pelo governo estadual e pelas prefeituras.
Se muitos municípios e se o Estado tivessem investido mais em prevenção e manutenção, da mesma forma que nós humanos temos que de vez em quando fazer o nosso “check-up” , a realidade seria menos desgraçada.

No meio de toda essa realidade com sua tristeza que será crescente, me sinto um sujeito privilegiado. Estou na minha casa, seco, agora com água nas torneiras, com luz o tempo todo, agora com Internet e até televisão, com minha cachorra, tenho comida em casa e todos os remédios que preciso tomar todos os dias.

Que o destino, que o Altíssimo, que nossos mestres e guias, que nosso empenho individual, que nossa garra coletiva nos amparem e nos protejam hoje e sempre.

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Força-tarefa retoma o abastecimento de água em Esteio, Sapucaia e Canoas

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Força-tarefa retoma o abastecimento de água em Esteio, Sapucaia e Canoas

A força-tarefa está concentrada, neste domingo, 19, na execução das ações do Plano de Contingência nas estações Rio Branco, em Canoas e Esteio, que também abastece a cidade de Sapucaia do Sul.

De acordo com o Centro de Operações Integradas da Corsan, houve aumento considerável no número de imóveis abastecidos nos três municípios, restando 29 mil sem água em Esteio e Sapucaia do Sul, e outros 39 mil em Canoas. No pico da cheia, há duas semanas, a companhia chegou a registrar 906 mil imóveis desabastecidos nas cidades que atende em todo o Estado.

Além do trabalho intensivo nas estações da captação e tratamento de água, equipes da Companhia, atendendo ao pedido da prefeitura de Canoas, estão atuando na drenagem dos bairros Niterói e Rio Branco. Técnicos da empresa instalaram e operam, 24 horas por dia, oito bombas de alta sucção que retiram água de um lado da represa e despejam no outro.

A empresa também instalou gerador de alta potência para manter as máquinas cedidas pela Corsan, e as operadas por outras empresas parceiras, funcionando em tempo integral.

ESTEIO/SAPUCAIA

Com a retomada da operação da Estação de Tratamento Esteio ainda na madrugada do sábado, a água está chegando gradualmente às torneiras de 91% da população do município. Atendidos pelo mesmo sistema da ETA Esteio, parte dos bairros de Sapucaia do Sul, desde o sábado, também já receberam água. Nas últimas 24 horas, 38 mil imóveis tiveram fornecimento restabelecido.

Em paralelo, a empresa não para com os trabalhos para garantir a recuperação total da ETA, que ainda está inundada, executando a drenagem da estrutura, instalando novas ligações de energia, substituindo bombas do sistema de tratamento, recuperando componentes e realizando outras manutenções ainda necessárias para que a estação continue em operação.

Além da água que está sendo tratada na ETA Esteio, o abastecimento nessas cidades é ampliado com o auxílio das 5 estações móveis de tratamento, poços perfurados pela empresa, reservatórios temporários e caminhões-pipa.

CANOAS

Outra frente importante de trabalho da Companhia dedica-se à retomada da operação da Estação de Tratamento Rio Branco, em Canoas. Dos 67 sistemas de captação e tratamento de água da Corsan afetados pelas cheias, este é o único que ainda não foi completamente retomado.

Neste domingo, as equipes puderam contar com o auxílio de uma escavadeira anfíbia para transportar as novas bombas para dentro da estação, permitindo o avanço dos trabalhos no local.

A estação da Base Aérea, que foi reativada, começou a operar esta madrugada já com metade da sua capacidade, contribuindo para que a água tratada chegue a uma parcela maior da população de Canoas.

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