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Canoas participa de evento sobre políticas públicas para a primeira infância

A Prefeitura de Canoas participa da edição 2024 do Encontro Urban95, que ocorre em Recife. O evento, que iniciou domingo e seguirá até esta terça-feira, 23, reúne representantes das cidades que compõem a Rede Urban.
Na ocisão, eles podem compartilhar experiências e fortalecer parcerias sobre as políticas públicas, os serviços e a agenda da primeira infância em suas cidades. A programação do Encontro prevê momentos de trocas e lições aprendidas entre gestores sobre avanços e desafios na construção de políticas públicas para bebês, crianças e cuidadores.
Os representantes ainda vão conhecer equipamentos como o CRIAR— Centro de Referência da Primeira Infância. O dispositivo é planejado para potencializar o desenvolvimento das crianças e oferecer formação para profissionais e cuidadores.
O Encontro Urban95 é organizado pela Fundação Van Leer, em parceria com a prefeitura de Recife e a Agência Recife para Inovação e Estratégias (ARIES), com apoio logístico do Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP).
Sobre a Urban95
A Urban95 é uma iniciativa internacional da Fundação Van Leer, que visa incluir a perspectiva de bebês, crianças pequenas e seus cuidadores no planejamento urbano, nas estratégias de mobilidade e nos programas e serviços destinados a eles. Gestores públicos e técnicos recebem apoio e capacitação sobre formas de contribuir com o desenvolvimento integral das crianças a partir da experiência das cidades, identificando e atuando nos territórios onde os bebês e suas famílias estão, em especial aqueles mais vulneráveis.
A iniciativa visa incorporar as lentes da primeira infância na gestão das cidades, a partir de ações que promovam interações positivas, contato com a natureza nos espaços urbanos, proximidade entre serviços e mudanças duradouras nos cenários que moldam os primeiros anos da vida de nossos cidadãos.
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IBGE divulga pesquisa inédita sobre os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

O O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 1º, os resultados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), levantamento inédito que mostra os impactos do maior desastre climático da história do Estado. Entre os dados apresentados, o estudo aponta que 37,9% dos moradores atingidos pelas enchentes precisaram mudar de endereço em consequência da tragédia.
A pesquisa foi desenvolvida para medir os efeitos das enchentes na vida da população afetada e reúne informações sobre moradia, trabalho, educação, saúde, qualidade de vida e percepção dos moradores após o desastre.
Além de traçar o perfil socioeconômico da população atingida, o levantamento investigou os danos provocados pelas chuvas, a gravidade das perdas, os tipos de apoio recebidos e as necessidades da população, além da avaliação sobre as ações de prevenção e recuperação realizadas após as enchentes.
Segundo o IBGE, a pesquisa também inaugura uma metodologia que poderá ser aplicada em futuros desastres climáticos em qualquer região do país.
“A metodologia possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”, afirmou a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva.
A gerente também destacou a inovação na forma de coleta das informações.
“A PEERS inovou ao capturar dados, pela primeira vez em uma pesquisa domiciliar, através de entrevistas telefônicas assistidas por computador, onde um agente treinado do CETAC, que é o Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador do IBGE, liga para o informante e realiza a entrevista no mesmo momento. Além dessa coleta rápida e eficiente, esse método possibilita a realização de crítica de dados e gravação da entrevista, facilitando todo o processamento e controle de qualidade da pesquisa”, completou.
Juliana ressaltou ainda que o principal diferencial do estudo foi ouvir diretamente quem viveu os impactos das enchentes.
“A pesquisa contemplou entrevistas diretas com a população, o que até então nunca tinha acontecido. Foram ouvidos os próprios moradores dos domicílios e o desenho da amostra assegurou que fossem contemplados aqueles que estavam localizados nas áreas mais atingidas pelas chuvas. Abordaram o que aconteceu no período, desde os impactos físicos nas suas casas e entorno e evacuação, passando pelos impactos na vida pessoal; citaram a saúde e o atendimento médico durante as inundações, por exemplo; condições de trabalho e estudo, até a avaliação a qualidade vida pós-desastre”.
Mais de 2,3 milhões de domicílios foram atingidos
A pesquisa estima que 2.328.093 domicílios estavam localizados nas áreas mais afetadas pelas enchentes. Desse total, 81.272 residências (3,5%) foram classificadas como destruídas e 190.253 (8,2%) como muito danificadas. Somadas, essas situações representam 11,7% dos imóveis atingidos.
Já o número estimado de moradores afetados chegou a 6.333.727 pessoas. Entre elas, 24,9% afirmaram que as condições de vida no momento da pesquisa eram piores do que antes das enchentes. Outros 17,3% avaliaram que houve melhora, enquanto 56,5% disseram que a qualidade de vida permaneceu igual.
O levantamento também aponta que 66,8% da população atingida vivia em domicílios com renda mensal de até R$ 5 mil na época das enchentes.
Perfil da população atingida
Entre os moradores afetados, 51,9% declararam sexo feminino e 48,1% masculino. Em relação à cor ou raça, 78,5% se declararam brancos, 14,3% pardos e 6,7% pretos.
A pesquisa também mostra equilíbrio entre a população com até 15 anos (19,5%) e os moradores com mais de 60 anos (20%). Além disso, 28,8% haviam concluído o ensino médio ou possuíam ensino superior incompleto.
Danos estruturais atingiram mais da metade das moradias
O levantamento revela que 55,5% dos moradores viviam em residências que sofreram danos estruturais. Já 68,7% informaram que houve impactos provocados pelas enchentes no bairro ou nas ruas próximas às suas casas.
Entre os moradores que mudaram de endereço após as enchentes, percentual que corresponde a 14,6% da população pesquisada (922.233 pessoas), 28,3% pertenciam a famílias com renda de até R$ 2 mil por mês, indicando maior impacto entre os grupos de menor renda.
Saúde mental foi o principal impacto
A pesquisa também investigou os reflexos das enchentes na vida pessoal da população. O problema mais citado foi o abalo na saúde mental, mencionado em 67,5% dos domicílios.
Também apareceram entre os principais impactos as interrupções na vida social ou no convívio com familiares e amigos (58,4%) e as dificuldades de deslocamento para o trabalho, escola ou creche (57,3%).
Auxílio financeiro e atendimento médico
Entre abril e maio de 2024, pelo menos um morador de 484.221 domicílios recebeu auxílio financeiro pago por ente público, o equivalente a 20,8% do total pesquisado.
Mais da metade dessas famílias (52,9%) possuía renda de até R$ 3 mil mensais. Já entre os domicílios que receberam auxílio e registraram danos estruturais, o percentual chegou a 88,7%.
A pesquisa também identificou que 196.293 domicílios (8,4%) tiveram pelo menos um morador que precisou de atendimento médico em decorrência das enchentes. Desses, 56,1% tinham renda de até R$ 3 mil.
Resgates ocorreram principalmente por transporte aquático
Segundo o levantamento, 652.107 domicílios ficaram inacessíveis durante as enchentes, representando 28% do total.
O transporte aquático foi utilizado em 70% dos resgates, seguido pelo terrestre, com 34,6%.
Os voluntários participaram da maior parte das operações, atuando em 74,9% dos atendimentos, enquanto órgãos oficiais, como Bombeiros, Defesa Civil e Forças Armadas, responderam por 35,4%.
Educação e trabalho
Entre os 1.696.612 estudantes que frequentavam a escola em abril de 2024, 78,9% interromperam os estudos temporária ou permanentemente durante as enchentes. No período da coleta da pesquisa, 94,8% já haviam retornado às atividades escolares.
No mercado de trabalho, 3.043.889 moradores exerciam atividade remunerada antes das enchentes. Durante o desastre, 56,4% interromperam suas atividades. Na época da pesquisa, o número de pessoas trabalhando voltou a um patamar semelhante ao registrado antes das inundações, totalizando 3.035.991 trabalhadores.
Avaliação dos serviços públicos
Os entrevistados apontaram maior percepção de piora do que de melhora em serviços como saúde, abastecimento de água, drenagem, esgotamento sanitário e transporte coletivo.
Por outro lado, houve avaliação positiva para o fornecimento de energia elétrica, iluminação pública e limpeza urbana.
Recuperação das áreas atingidas
Quando questionados sobre os trabalhos de recuperação realizados nas áreas afetadas, moradores que representam 41% da população pesquisada consideraram as ações satisfatórias. Já 39,2% avaliaram que os trabalhos não atenderam às expectativas.
Regiões pesquisadas
A pesquisa cobriu oito Regiões Intermediárias (RIs) do Estado, porém, para garantir a precisão das estimativas, foi necessário agregar Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, resultando em seis RI analisadas: 1. Porto Alegre; 2. Caxias do Sul; 3. Santa Cruz e Lajeado; 4. Pelotas; 5. Santa Maria; 6. Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo.
A RI de Porto Alegre é a mais populosa, correspondendo a 59,3% dos domicílios e 59,0% dos moradores frente à área completa de cobertura da pesquisa, que totalizou 6.333.727 moradores e 2.328.093 domicílios. A RI de Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo apresentou número absolutos de domicílios (41.587) e de moradores (121.260) muito inferiores aos referentes às demais cujos totais de domicílios e moradores superaram, respectivamente, 190.000 e 500.000.
Especificamente na RI de Porto Alegre, a ocorrência de domicílios com danos na estrutura alcançou 55,0% das moradias. Nessa região, observaram-se as condições de danos mais graves dos domicílios: destruídos, com 5,1%, e muito danificados, com 10,9%.
A gravidade do evento climático vivenciado, os relatos de impactos das chuvas nos bairros e arredores dos domicílios alcançaram percentuais superiores a 70% em três Regiões Intermediárias: Santa Cruz do Sul e Lajeado, Porto Alegre e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, que resultaram em valores maiores em relação ao da área total pesquisada, 68,7%. As demais RIs ficaram abaixo do geral, porém acima de 50%.
Os percentuais de domicílios que relataram danos nos seus arredores variaram entre 51,1% (RI de Caxias do Sul) e 76,5% (RI Santa Cruz do Sul e Lajeado). Para a cobertura completa da pesquisa, o percentual foi de 68,7%.
Em relação ao tipo de dano, Ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas foi o mais incidente em cinco RI, afetando 57,1% de domicílios na região de Pelotas e 70,6% na RI de Santa Cruz do Sul e Lajeado. Na região de Caxias do Sul (44,1%) essa ocorrência ficou em segunda posição, sendo superada por quedas de árvores e de postes e deslizamentos (47,9%).
Pontes quebradas, destruídas ou interditadas foi o tipo de impacto no bairro ou ruas próximas aos domicílios que apresentou participações mais variáveis entre as RIs. A suspensão do transporte público também afetou diferentemente as regiões. Para cada uma dessas duas situações, foram observadas variações superiores a 20% e 50%.
Comparando o percentual de moradores com trabalho remunerado no período das enchentes com o momento da coleta, observa-se pouca variação nas RIs de Porto Alegre (de 58,3% para 58,2%) e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo (de 62,8% para 63,0%). Apresentaram crescimento as regiões de Caxias do Sul (61,5% para 64,2%) e Santa Cruz do Sul e Lajeado (de 60,3% para 61,8%) e decresceram Pelotas (de 54,1% para 52,0%) e Santa Maria (de 55,4% para 50,7%). As quatro primeiras regiões registraram padrões consistentes com a recuperação observada para o total da pesquisa, em que foram identificados contingentes de inserção no trabalho praticamente iguais para os dois períodos, 3.043.889 e 3.035.991, correspondendo a 58,3% e 58,1% de moradores.
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Governo encerra subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel a partir desta quarta-feira

O governo federal anunciou nesta terça-feira, 30, o início da retirada gradual dos subsídios criados para reduzir o impacto da alta dos combustíveis durante a escalada dos preços internacionais do petróleo. A primeira medida será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixa de valer a partir desta quarta-feira, 1º.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após a recente queda nas cotações do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent voltou a ser negociado em torno de US$ 70, patamar semelhante ao registrado antes do agravamento do conflito no Oriente Médio.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a retirada dos incentivos será feita de forma gradual e que outros subsídios ainda estão sendo avaliados. Entre eles estão a subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel e a de R$ 0,44 por litro da gasolina.
Segundo o ministro, a equipe econômica acompanha diariamente a evolução dos preços do petróleo e dos combustíveis para definir o momento adequado para revisar as demais medidas.
Petrobras reduz preço do diesel
Também nesta terça-feira, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras. Com isso, a estatal informou que o valor médio do combustível permanecerá em R$ 3,30 por litro, compensando o fim da subvenção.
O que muda
Com a decisão, apenas o subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel será encerrado neste primeiro momento.
Continuam em vigor:
Subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel;
Subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina;
Subsídio ao gás de cozinha (GLP);
Desoneração de tributos federais sobre o biodiesel;
Desoneração de tributos sobre o querosene de aviação.
As demais medidas seguem em análise e poderão ser revistas conforme o comportamento dos preços internacionais do petróleo e do mercado de combustíveis.
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Produtores rurais de Canoas recebem Cartão Cidadão do programa Terra Forte com recursos de até R$ 30 mil

Na manhã desta terça-feira, 30, três agricultores familiares de Canoas receberam o Cartão Cidadão Banrisul, benefício vinculado ao Programa Operação Terra Forte. A entrega ocorreu na agência do Banrisul, no Centro da cidade.
O auxílio prevê repasses de até R$ 30 mil por beneficiário para investimentos na recuperação da produção rural e na adoção de medidas voltadas ao fortalecimento da resiliência climática das propriedades atingidas pelas enchentes de 2024.
Coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater/RS-Ascar, prefeituras e o Banrisul, o Programa Operação Terra Forte é financiado pelo Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs). O programa prevê ações voltadas à recuperação das áreas afetadas pelas enchentes e ao incentivo de práticas de manejo sustentável na agricultura familiar.
A chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Patrícia Godoy, acompanhou a entrega dos cartões e destaca a importância do programa para os agricultores que ainda enfrentam os reflexos da enchente.
“Estamos muito felizes hoje com esta entrega. Este programa representa uma retomada muito importante para esses agricultores que até hoje ainda sofrem o impacto da enchente de 2024. Essa retomada para a agricultura familiar é de extrema importância”, afirma.
De acordo com a extensionista rural da Emater, Caroline Kolinski de Lima, os recursos têm aplicação direcionada para fortalecer diferentes áreas das propriedades beneficiadas.
“O programa visa à recuperação dos solos, principalmente das propriedades atingidas pelas enchentes aqui no município de Canoas. Serão três famílias de agricultores familiares contempladas. O projeto prevê investimento de até R$ 30 mil, sendo 60% destinados à área produtiva, 20% à área ambiental e 20% à área social de cada propriedade”, explica.
Entre os contemplados está a produtora de verduras e hortaliças Silvana Kraemer Wolff, de 51 anos, moradora do bairro Mato Grande. Ela relembra que a enchente destruiu praticamente toda a produção da família.
“Nossa perda na enchente foi total. Não sobrou nada. Só a terra limpa e alguns maquinários, como um trator, que tiramos da propriedade antes da água subir. Esse valor vai ajudar muito porque a irrigação foi perdida, as mudinhas foram perdidas. Esse programa vai ajudar bastante na compra de novas mudas e de equipamentos para recuperar a plantação”, destaca.

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