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15/09/2026
 

Geral

IBGE divulga pesquisa inédita sobre os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

Redação

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em

Foto: Mauricio Tonnetto/ Secom

O O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 1º, os resultados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), levantamento inédito que mostra os impactos do maior desastre climático da história do Estado. Entre os dados apresentados, o estudo aponta que 37,9% dos moradores atingidos pelas enchentes precisaram mudar de endereço em consequência da tragédia.

A pesquisa foi desenvolvida para medir os efeitos das enchentes na vida da população afetada e reúne informações sobre moradia, trabalho, educação, saúde, qualidade de vida e percepção dos moradores após o desastre.

Além de traçar o perfil socioeconômico da população atingida, o levantamento investigou os danos provocados pelas chuvas, a gravidade das perdas, os tipos de apoio recebidos e as necessidades da população, além da avaliação sobre as ações de prevenção e recuperação realizadas após as enchentes.

Segundo o IBGE, a pesquisa também inaugura uma metodologia que poderá ser aplicada em futuros desastres climáticos em qualquer região do país.

“A metodologia possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”, afirmou a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva.

A gerente também destacou a inovação na forma de coleta das informações.

“A PEERS inovou ao capturar dados, pela primeira vez em uma pesquisa domiciliar, através de entrevistas telefônicas assistidas por computador, onde um agente treinado do CETAC, que é o Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador do IBGE, liga para o informante e realiza a entrevista no mesmo momento. Além dessa coleta rápida e eficiente, esse método possibilita a realização de crítica de dados e gravação da entrevista, facilitando todo o processamento e controle de qualidade da pesquisa”, completou.

Juliana ressaltou ainda que o principal diferencial do estudo foi ouvir diretamente quem viveu os impactos das enchentes.

“A pesquisa contemplou entrevistas diretas com a população, o que até então nunca tinha acontecido. Foram ouvidos os próprios moradores dos domicílios e o desenho da amostra assegurou que fossem contemplados aqueles que estavam localizados nas áreas mais atingidas pelas chuvas. Abordaram o que aconteceu no período, desde os impactos físicos nas suas casas e entorno e evacuação, passando pelos impactos na vida pessoal; citaram a saúde e o atendimento médico durante as inundações, por exemplo; condições de trabalho e estudo, até a avaliação a qualidade vida pós-desastre”.

Mais de 2,3 milhões de domicílios foram atingidos

A pesquisa estima que 2.328.093 domicílios estavam localizados nas áreas mais afetadas pelas enchentes. Desse total, 81.272 residências (3,5%) foram classificadas como destruídas e 190.253 (8,2%) como muito danificadas. Somadas, essas situações representam 11,7% dos imóveis atingidos.

Já o número estimado de moradores afetados chegou a 6.333.727 pessoas. Entre elas, 24,9% afirmaram que as condições de vida no momento da pesquisa eram piores do que antes das enchentes. Outros 17,3% avaliaram que houve melhora, enquanto 56,5% disseram que a qualidade de vida permaneceu igual.

O levantamento também aponta que 66,8% da população atingida vivia em domicílios com renda mensal de até R$ 5 mil na época das enchentes.

Perfil da população atingida

Entre os moradores afetados, 51,9% declararam sexo feminino e 48,1% masculino. Em relação à cor ou raça, 78,5% se declararam brancos, 14,3% pardos e 6,7% pretos.

A pesquisa também mostra equilíbrio entre a população com até 15 anos (19,5%) e os moradores com mais de 60 anos (20%). Além disso, 28,8% haviam concluído o ensino médio ou possuíam ensino superior incompleto.

Danos estruturais atingiram mais da metade das moradias

O levantamento revela que 55,5% dos moradores viviam em residências que sofreram danos estruturais. Já 68,7% informaram que houve impactos provocados pelas enchentes no bairro ou nas ruas próximas às suas casas.

Entre os moradores que mudaram de endereço após as enchentes, percentual que corresponde a 14,6% da população pesquisada (922.233 pessoas), 28,3% pertenciam a famílias com renda de até R$ 2 mil por mês, indicando maior impacto entre os grupos de menor renda.

Saúde mental foi o principal impacto

A pesquisa também investigou os reflexos das enchentes na vida pessoal da população. O problema mais citado foi o abalo na saúde mental, mencionado em 67,5% dos domicílios.

Também apareceram entre os principais impactos as interrupções na vida social ou no convívio com familiares e amigos (58,4%) e as dificuldades de deslocamento para o trabalho, escola ou creche (57,3%).

Auxílio financeiro e atendimento médico

Entre abril e maio de 2024, pelo menos um morador de 484.221 domicílios recebeu auxílio financeiro pago por ente público, o equivalente a 20,8% do total pesquisado.

Mais da metade dessas famílias (52,9%) possuía renda de até R$ 3 mil mensais. Já entre os domicílios que receberam auxílio e registraram danos estruturais, o percentual chegou a 88,7%.

A pesquisa também identificou que 196.293 domicílios (8,4%) tiveram pelo menos um morador que precisou de atendimento médico em decorrência das enchentes. Desses, 56,1% tinham renda de até R$ 3 mil.

Resgates ocorreram principalmente por transporte aquático

Segundo o levantamento, 652.107 domicílios ficaram inacessíveis durante as enchentes, representando 28% do total.

O transporte aquático foi utilizado em 70% dos resgates, seguido pelo terrestre, com 34,6%.

Os voluntários participaram da maior parte das operações, atuando em 74,9% dos atendimentos, enquanto órgãos oficiais, como Bombeiros, Defesa Civil e Forças Armadas, responderam por 35,4%.

Educação e trabalho

Entre os 1.696.612 estudantes que frequentavam a escola em abril de 2024, 78,9% interromperam os estudos temporária ou permanentemente durante as enchentes. No período da coleta da pesquisa, 94,8% já haviam retornado às atividades escolares.

No mercado de trabalho, 3.043.889 moradores exerciam atividade remunerada antes das enchentes. Durante o desastre, 56,4% interromperam suas atividades. Na época da pesquisa, o número de pessoas trabalhando voltou a um patamar semelhante ao registrado antes das inundações, totalizando 3.035.991 trabalhadores.

Avaliação dos serviços públicos

Os entrevistados apontaram maior percepção de piora do que de melhora em serviços como saúde, abastecimento de água, drenagem, esgotamento sanitário e transporte coletivo.

Por outro lado, houve avaliação positiva para o fornecimento de energia elétrica, iluminação pública e limpeza urbana.

Recuperação das áreas atingidas

Quando questionados sobre os trabalhos de recuperação realizados nas áreas afetadas, moradores que representam 41% da população pesquisada consideraram as ações satisfatórias. Já 39,2% avaliaram que os trabalhos não atenderam às expectativas.

Regiões pesquisadas

A pesquisa cobriu oito Regiões Intermediárias (RIs) do Estado, porém, para garantir a precisão das estimativas, foi necessário agregar Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, resultando em seis RI analisadas: 1. Porto Alegre; 2. Caxias do Sul; 3. Santa Cruz e Lajeado; 4. Pelotas; 5. Santa Maria; 6. Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo.

A RI de Porto Alegre é a mais populosa, correspondendo a 59,3% dos domicílios e 59,0% dos moradores frente à área completa de cobertura da pesquisa, que totalizou 6.333.727 moradores e 2.328.093 domicílios. A RI de Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo apresentou número absolutos de domicílios (41.587) e de moradores (121.260) muito inferiores aos referentes às demais cujos totais de domicílios e moradores superaram, respectivamente, 190.000 e 500.000.

Especificamente na RI de Porto Alegre, a ocorrência de domicílios com danos na estrutura alcançou 55,0% das moradias. Nessa região, observaram-se as condições de danos mais graves dos domicílios: destruídos, com 5,1%, e muito danificados, com 10,9%.

A gravidade do evento climático vivenciado, os relatos de impactos das chuvas nos bairros e arredores dos domicílios alcançaram percentuais superiores a 70% em três Regiões Intermediárias: Santa Cruz do Sul e Lajeado, Porto Alegre e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, que resultaram em valores maiores em relação ao da área total pesquisada, 68,7%. As demais RIs ficaram abaixo do geral, porém acima de 50%.

Os percentuais de domicílios que relataram danos nos seus arredores variaram entre 51,1% (RI de Caxias do Sul) e 76,5% (RI Santa Cruz do Sul e Lajeado). Para a cobertura completa da pesquisa, o percentual foi de 68,7%.

Em relação ao tipo de dano, Ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas foi o mais incidente em cinco RI, afetando 57,1% de domicílios na região de Pelotas e 70,6% na RI de Santa Cruz do Sul e Lajeado. Na região de Caxias do Sul (44,1%) essa ocorrência ficou em segunda posição, sendo superada por quedas de árvores e de postes e deslizamentos (47,9%).

Pontes quebradas, destruídas ou interditadas foi o tipo de impacto no bairro ou ruas próximas aos domicílios que apresentou participações mais variáveis entre as RIs. A suspensão do transporte público também afetou diferentemente as regiões. Para cada uma dessas duas situações, foram observadas variações superiores a 20% e 50%.

Comparando o percentual de moradores com trabalho remunerado no período das enchentes com o momento da coleta, observa-se pouca variação nas RIs de Porto Alegre (de 58,3% para 58,2%) e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo (de 62,8% para 63,0%). Apresentaram crescimento as regiões de Caxias do Sul (61,5% para 64,2%) e Santa Cruz do Sul e Lajeado (de 60,3% para 61,8%) e decresceram Pelotas (de 54,1% para 52,0%) e Santa Maria (de 55,4% para 50,7%). As quatro primeiras regiões registraram padrões consistentes com a recuperação observada para o total da pesquisa, em que foram identificados contingentes de inserção no trabalho praticamente iguais para os dois períodos, 3.043.889 e 3.035.991, correspondendo a 58,3% e 58,1% de moradores.

Meio Ambiente

Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

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Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.

A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.

O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.

O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.

“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”

O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.

“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”

O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.

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Geral

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.

A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.

Crise financeira

A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.

Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.

Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Sindicatos que aderiram à greve

A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:

• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo

A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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