Conecte-se conosco

header-top







 

01/10/2026
 

Geral

IBGE divulga pesquisa inédita sobre os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

Redação

Publicado

em

Foto: Mauricio Tonnetto/ Secom

O O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 1º, os resultados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS), levantamento inédito que mostra os impactos do maior desastre climático da história do Estado. Entre os dados apresentados, o estudo aponta que 37,9% dos moradores atingidos pelas enchentes precisaram mudar de endereço em consequência da tragédia.

A pesquisa foi desenvolvida para medir os efeitos das enchentes na vida da população afetada e reúne informações sobre moradia, trabalho, educação, saúde, qualidade de vida e percepção dos moradores após o desastre.

Além de traçar o perfil socioeconômico da população atingida, o levantamento investigou os danos provocados pelas chuvas, a gravidade das perdas, os tipos de apoio recebidos e as necessidades da população, além da avaliação sobre as ações de prevenção e recuperação realizadas após as enchentes.

Segundo o IBGE, a pesquisa também inaugura uma metodologia que poderá ser aplicada em futuros desastres climáticos em qualquer região do país.

“A metodologia possibilita respostas rápidas à população frente aos danos decorrentes de desastres naturais e ao enfrentamento de fenômenos dessa natureza. Propicia informação que amplia a conscientização de diferentes atores sociais sobre as graves implicações da inação diante de riscos climáticos. Possui potencial para oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que sejam efetivas na mitigação e recuperação de danos sofridos, bem como na minimização dos impactos de futuros eventos”, afirmou a gerente substituta de Estudos e Pesquisas Sociais do IBGE, Juliana Paiva.

A gerente também destacou a inovação na forma de coleta das informações.

“A PEERS inovou ao capturar dados, pela primeira vez em uma pesquisa domiciliar, através de entrevistas telefônicas assistidas por computador, onde um agente treinado do CETAC, que é o Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador do IBGE, liga para o informante e realiza a entrevista no mesmo momento. Além dessa coleta rápida e eficiente, esse método possibilita a realização de crítica de dados e gravação da entrevista, facilitando todo o processamento e controle de qualidade da pesquisa”, completou.

Juliana ressaltou ainda que o principal diferencial do estudo foi ouvir diretamente quem viveu os impactos das enchentes.

“A pesquisa contemplou entrevistas diretas com a população, o que até então nunca tinha acontecido. Foram ouvidos os próprios moradores dos domicílios e o desenho da amostra assegurou que fossem contemplados aqueles que estavam localizados nas áreas mais atingidas pelas chuvas. Abordaram o que aconteceu no período, desde os impactos físicos nas suas casas e entorno e evacuação, passando pelos impactos na vida pessoal; citaram a saúde e o atendimento médico durante as inundações, por exemplo; condições de trabalho e estudo, até a avaliação a qualidade vida pós-desastre”.

Mais de 2,3 milhões de domicílios foram atingidos

A pesquisa estima que 2.328.093 domicílios estavam localizados nas áreas mais afetadas pelas enchentes. Desse total, 81.272 residências (3,5%) foram classificadas como destruídas e 190.253 (8,2%) como muito danificadas. Somadas, essas situações representam 11,7% dos imóveis atingidos.

Já o número estimado de moradores afetados chegou a 6.333.727 pessoas. Entre elas, 24,9% afirmaram que as condições de vida no momento da pesquisa eram piores do que antes das enchentes. Outros 17,3% avaliaram que houve melhora, enquanto 56,5% disseram que a qualidade de vida permaneceu igual.

O levantamento também aponta que 66,8% da população atingida vivia em domicílios com renda mensal de até R$ 5 mil na época das enchentes.

Perfil da população atingida

Entre os moradores afetados, 51,9% declararam sexo feminino e 48,1% masculino. Em relação à cor ou raça, 78,5% se declararam brancos, 14,3% pardos e 6,7% pretos.

A pesquisa também mostra equilíbrio entre a população com até 15 anos (19,5%) e os moradores com mais de 60 anos (20%). Além disso, 28,8% haviam concluído o ensino médio ou possuíam ensino superior incompleto.

Danos estruturais atingiram mais da metade das moradias

O levantamento revela que 55,5% dos moradores viviam em residências que sofreram danos estruturais. Já 68,7% informaram que houve impactos provocados pelas enchentes no bairro ou nas ruas próximas às suas casas.

Entre os moradores que mudaram de endereço após as enchentes, percentual que corresponde a 14,6% da população pesquisada (922.233 pessoas), 28,3% pertenciam a famílias com renda de até R$ 2 mil por mês, indicando maior impacto entre os grupos de menor renda.

Saúde mental foi o principal impacto

A pesquisa também investigou os reflexos das enchentes na vida pessoal da população. O problema mais citado foi o abalo na saúde mental, mencionado em 67,5% dos domicílios.

Também apareceram entre os principais impactos as interrupções na vida social ou no convívio com familiares e amigos (58,4%) e as dificuldades de deslocamento para o trabalho, escola ou creche (57,3%).

Auxílio financeiro e atendimento médico

Entre abril e maio de 2024, pelo menos um morador de 484.221 domicílios recebeu auxílio financeiro pago por ente público, o equivalente a 20,8% do total pesquisado.

Mais da metade dessas famílias (52,9%) possuía renda de até R$ 3 mil mensais. Já entre os domicílios que receberam auxílio e registraram danos estruturais, o percentual chegou a 88,7%.

A pesquisa também identificou que 196.293 domicílios (8,4%) tiveram pelo menos um morador que precisou de atendimento médico em decorrência das enchentes. Desses, 56,1% tinham renda de até R$ 3 mil.

Resgates ocorreram principalmente por transporte aquático

Segundo o levantamento, 652.107 domicílios ficaram inacessíveis durante as enchentes, representando 28% do total.

O transporte aquático foi utilizado em 70% dos resgates, seguido pelo terrestre, com 34,6%.

Os voluntários participaram da maior parte das operações, atuando em 74,9% dos atendimentos, enquanto órgãos oficiais, como Bombeiros, Defesa Civil e Forças Armadas, responderam por 35,4%.

Educação e trabalho

Entre os 1.696.612 estudantes que frequentavam a escola em abril de 2024, 78,9% interromperam os estudos temporária ou permanentemente durante as enchentes. No período da coleta da pesquisa, 94,8% já haviam retornado às atividades escolares.

No mercado de trabalho, 3.043.889 moradores exerciam atividade remunerada antes das enchentes. Durante o desastre, 56,4% interromperam suas atividades. Na época da pesquisa, o número de pessoas trabalhando voltou a um patamar semelhante ao registrado antes das inundações, totalizando 3.035.991 trabalhadores.

Avaliação dos serviços públicos

Os entrevistados apontaram maior percepção de piora do que de melhora em serviços como saúde, abastecimento de água, drenagem, esgotamento sanitário e transporte coletivo.

Por outro lado, houve avaliação positiva para o fornecimento de energia elétrica, iluminação pública e limpeza urbana.

Recuperação das áreas atingidas

Quando questionados sobre os trabalhos de recuperação realizados nas áreas afetadas, moradores que representam 41% da população pesquisada consideraram as ações satisfatórias. Já 39,2% avaliaram que os trabalhos não atenderam às expectativas.

Regiões pesquisadas

A pesquisa cobriu oito Regiões Intermediárias (RIs) do Estado, porém, para garantir a precisão das estimativas, foi necessário agregar Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, resultando em seis RI analisadas: 1. Porto Alegre; 2. Caxias do Sul; 3. Santa Cruz e Lajeado; 4. Pelotas; 5. Santa Maria; 6. Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo.

A RI de Porto Alegre é a mais populosa, correspondendo a 59,3% dos domicílios e 59,0% dos moradores frente à área completa de cobertura da pesquisa, que totalizou 6.333.727 moradores e 2.328.093 domicílios. A RI de Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo apresentou número absolutos de domicílios (41.587) e de moradores (121.260) muito inferiores aos referentes às demais cujos totais de domicílios e moradores superaram, respectivamente, 190.000 e 500.000.

Especificamente na RI de Porto Alegre, a ocorrência de domicílios com danos na estrutura alcançou 55,0% das moradias. Nessa região, observaram-se as condições de danos mais graves dos domicílios: destruídos, com 5,1%, e muito danificados, com 10,9%.

A gravidade do evento climático vivenciado, os relatos de impactos das chuvas nos bairros e arredores dos domicílios alcançaram percentuais superiores a 70% em três Regiões Intermediárias: Santa Cruz do Sul e Lajeado, Porto Alegre e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo, que resultaram em valores maiores em relação ao da área total pesquisada, 68,7%. As demais RIs ficaram abaixo do geral, porém acima de 50%.

Os percentuais de domicílios que relataram danos nos seus arredores variaram entre 51,1% (RI de Caxias do Sul) e 76,5% (RI Santa Cruz do Sul e Lajeado). Para a cobertura completa da pesquisa, o percentual foi de 68,7%.

Em relação ao tipo de dano, Ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas foi o mais incidente em cinco RI, afetando 57,1% de domicílios na região de Pelotas e 70,6% na RI de Santa Cruz do Sul e Lajeado. Na região de Caxias do Sul (44,1%) essa ocorrência ficou em segunda posição, sendo superada por quedas de árvores e de postes e deslizamentos (47,9%).

Pontes quebradas, destruídas ou interditadas foi o tipo de impacto no bairro ou ruas próximas aos domicílios que apresentou participações mais variáveis entre as RIs. A suspensão do transporte público também afetou diferentemente as regiões. Para cada uma dessas duas situações, foram observadas variações superiores a 20% e 50%.

Comparando o percentual de moradores com trabalho remunerado no período das enchentes com o momento da coleta, observa-se pouca variação nas RIs de Porto Alegre (de 58,3% para 58,2%) e Uruguaiana, Ijuí e Passo Fundo (de 62,8% para 63,0%). Apresentaram crescimento as regiões de Caxias do Sul (61,5% para 64,2%) e Santa Cruz do Sul e Lajeado (de 60,3% para 61,8%) e decresceram Pelotas (de 54,1% para 52,0%) e Santa Maria (de 55,4% para 50,7%). As quatro primeiras regiões registraram padrões consistentes com a recuperação observada para o total da pesquisa, em que foram identificados contingentes de inserção no trabalho praticamente iguais para os dois períodos, 3.043.889 e 3.035.991, correspondendo a 58,3% e 58,1% de moradores.

Policial

Homem é detido após ameaçar passageiros com faca dentro de ônibus em Nova Santa Rita

Avatar

Publicado

em

Crédito: Divulgação/PMNSR

A Guarda Municipal de Nova Santa Rita deteve um homem após uma ocorrência registrada dentro de um ônibus, no terminal do bairro Berto Círio. A equipe foi acionada após uma discussão no interior do coletivo.

Segundo o motorista, o homem teria feito ameaças utilizando uma faca de cozinha. Durante o atendimento, os agentes localizaram e recolheram o objeto.

Conforme o registro da ocorrência, o mesmo indivíduo já teria feito ameaças contra diversas mulheres em dias anteriores.

Após ser detido, o homem foi encaminhado à Policlínica Municipal para avaliação médica e, posteriormente, levado à Delegacia de Polícia, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

O prefeito Rodrigo Battistella comentou a atuação da Guarda Municipal durante a ocorrência.

“Temos uma equipe preparada para agir rapidamente e garantir a segurança das pessoas. A atuação da Guarda Municipal foi fundamental para controlar a situação e encaminhar o caso às autoridades competentes”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Moacir Godoi, também comentou a ação dos agentes.

“A equipe foi acionada e atuou de forma rápida, retirando a faca de circulação e conduzindo o homem para os procedimentos necessários. Nosso compromisso é manter a segurança da população e agir sempre que houver situações de risco”, destacou.

Continuar a ler

Policial

Buscas por motorista de aplicativo desaparecida são encerradas no Litoral Norte

Avatar

Publicado

em

A Polícia Civil intensificou as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A jovem, que trabalha como motorista de aplicativo, saiu de Torres em direção a Tramandaí e não foi mais localizada.

Um dos principais avanços da investigação ocorreu em 16 de setembro, quando o Volkswagen Gol utilizado por Gabriela foi encontrado em uma casa abandonada na localidade de Portelinha, em Tramandaí. O veículo estava sem placas e com uma das calotas retirada. O imóvel e o carro passaram por perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que recolheu vestígios para análise.

Novas buscas foram realizadas no extremo sul de Tramandaí, próximo à divisa com Cidreira. As equipes utilizaram cão especializado e drone com câmera térmica. Segundo a Polícia Civil, o local foi definido a partir do cruzamento de imagens de câmeras, informações e outros elementos reunidos durante a investigação.

O celular de Gabriela também foi localizado e está sendo analisado. Os investigadores buscam reconstruir os últimos passos da jovem e identificar pessoas que possam ter tido contato com ela antes do desaparecimento.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio, mas não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos ou a motivação. O delegado responsável afirmou que as informações não divulgadas têm como objetivo preservar o andamento das diligências. A possibilidade de latrocínio já foi descartada pela investigação.

Até o momento, Gabriela continua desaparecida, e as buscas seguem em andamento.

Continuar a ler

Policial

Operação Desmanche apreende 10 toneladas de peças automotivas e prende homem em Viamão

Avatar

Publicado

em

As forças de segurança apreenderam aproximadamente 10 toneladas de peças automotivas e 105 quilos de cabos de alumínio pertencentes à CEEE Equatorial durante a 204ª edição da Operação Desmanche, realizada na0 última quinta-feira, 24, em Viamão.

Durante a fiscalização, um homem foi preso por receptação qualificada e por crime ambiental relacionado à poluição hídrica. O estabelecimento também recebeu uma notificação do Corpo de Bombeiros Militar.

A ação contou com equipes da Secretaria da Segurança Pública, Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias, Corpo de Bombeiros Militar e DetranRS, além de um técnico da CEEE Equatorial.

A Operação Desmanche é realizada de forma permanente no Rio Grande do Sul e tem como objetivo combater o comércio irregular de peças automotivas de origem suspeita.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques

Merdekawin hokitoto