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05/03/2026
 

Saúde

Homem com câncer há 13 anos realiza terapia celular em estudo na rede pública e tem remissão total

Redação

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Paulo com esposa e filho – Foto: Arquivo pessoal

Uma matéria divulgada pelo portal G1, nesta segunda-feira, conta uma história revolucionária no combate ao câncer que está sendo implementado na rede pública de saúde por meio de uma parceria entre a USP, o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto.

Segundo detalhes do texto, essa técnica, que é utilizada em apenas alguns países, tem mostrado resultados promissores.

Até o momento, 14 pacientes foram tratados com CAR-T Cell, com financiamento da Fapesp e do CNPq, e todos apresentaram uma remissão de pelo menos 60% dos tumores. É importante destacar que esse tratamento foi realizado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Homem lutava contra câncer há 13 anos 

Um desses pacientes é Paulo Peregrino, de 61 anos, que lutava contra o câncer há 13 anos e estava prestes a receber cuidados paliativos. No entanto, em abril, ele foi submetido a esse tratamento e, em apenas um mês, obteve uma remissão completa do seu linfoma.

No segundo semestre, está previsto que mais 75 pacientes sejam tratados com CAR-T Cell, utilizando recursos públicos, após autorização da Anvisa para um estudo clínico. Atualmente, esse tratamento só está disponível na rede privada do Brasil, a um custo mínimo de R$ 2 milhões por pessoa.

Essa técnica tem como alvo três tipos de câncer: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que afeta a medula óssea. No entanto, o tratamento para mieloma múltiplo ainda não está disponível no país.

Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, que desenvolveu a versão brasileira dessa tecnologia, destaca que devido ao alto custo, esse tratamento não está acessível na maioria dos países. No entanto, o Brasil tem a oportunidade única de introduzi-lo no SUS em um curto período de tempo.

“A Vida pelo Copo D’água”

Conforme a matéria, Paulo Peregrino vem compartilhando sua trajetória em uma autobiografia intitulada “A Vida pelo Copo D’água”. Nesse livro, ele destaca sua abordagem para enfrentar a doença: “fé e ciência para viver a metade cheia da vida”.

Além disso, o livro relata como Paulo, um publicitário que mora no Rio de Janeiro com sua esposa e filho, conseguiu manter uma rotina ativa, inclusive praticando vôlei de praia, mesmo durante os tratamentos. Ele se tornou o primeiro paciente a praticar um esporte de alto rendimento enquanto passava pela quimioterapia.

Durante a pandemia de Covid-19, Paulo enfrentou um período de isolamento hospitalar após um transplante de medula óssea. Mesmo sozinho, ele encontrou apoio ao criar um grupo no WhatsApp chamado “TMO Juntos” (trocadilho de “transplante de medula óssea” com “tamos juntos”), no qual compartilhou histórias e trocou mensagens motivadoras com outros pacientes vizinhos.

“A vitória não é só minha. É da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas. Cada uma delas ajudou a colocar um paralelepípedo nesse caminho. A imagem prova com muita clareza para qualquer pessoa a gravidade do meu linfoma, e eu não tinha ideia de que era assim”, contou o paciente.
Médico e paciente durante o tratamento em São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Médico e paciente durante o tratamento em São Paulo – Foto: Arquivo pessoal

Como funciona a técnica

A técnica funciona da seguinte maneira: primeiramente, são coletados os linfócitos T do paciente, que são células de defesa do sistema imunológico. Essas células são levadas ao laboratório, onde passam por modificações genéticas.

No laboratório, os linfócitos T são geneticamente modificados para reconhecerem especificamente as células cancerígenas. Essas células modificadas são então multiplicadas em grande quantidade.

Posteriormente, as células geneticamente modificadas são reintroduzidas no paciente. Elas circulam pelo organismo, localizam as células cancerígenas e as atacam, eliminando-as sem afetar as células saudáveis.

Basicamente, o próprio sistema imunológico do paciente é aprimorado e direcionado para combater o câncer de forma mais eficaz. As células do paciente são “treinadas” para reconhecer e destruir as células cancerígenas, oferecendo uma abordagem personalizada e direcionada no combate à doença.

Leia também: Semana começa com 690 vagas de emprego em Canoas

Saúde

Unidades de saúde de Canoas promovem atendimentos voltados às mulheres neste sábado, 7

Redação

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A Prefeitura de Canoas promove, neste sábado, 7, uma série de ações voltadas à saúde da mulher em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Ao todo, 16 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o Centro de Referência da Mulher (CRM) irão oferecer atendimentos e orientações especiais para a população feminina.

Nas UBSs, os serviços serão realizados por livre demanda. Entre os atendimentos disponíveis estão consultas médicas, atendimento odontológico, testes rápidos e coleta do exame Papanicolau. Também serão realizadas atividades educativas nas salas de espera com temas relacionados à saúde da mulher, além da atualização de cadastros dos usuários.

Participam da ação as seguintes unidades: CAIC, Guajuviras, Estância Velha, São Vicente, Harmonia, Mato Grande, Complexo (Pedro Luiz e Boa Saúde), Prata, Mathias Velho, União, Natal, Nova Niterói, Fernandes e São José.

No Centro de Referência da Mulher (CRM), também serão oferecidos serviços voltados ao cuidado integral das mulheres. Entre eles estão consultas com ginecologistas mediante agendamento, planejamento familiar, coleta de exame Papanicolau e realização de testes rápidos.

O local também contará com atividades de orientação e promoção da saúde, com atendimentos de nutricionista, optometrista e práticas integrativas e complementares em saúde, como auriculoterapia.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, destaca que a mobilização busca ampliar o acesso das mulheres aos serviços de saúde.

“Essa ação é uma forma de aproximar as mulheres dos serviços de saúde e incentivar a realização de exames importantes para a prevenção”, afirmou.

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Saúde

Ministério da Saúde anuncia teleatendimento psicológico e reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência

Redação

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O Sistema Único de Saúde (SUS) deve iniciar, ainda em março, a oferta de teleatendimento em saúde mental voltado a mulheres em situação de violência. A medida foi anunciada nesta quinta-feira, 5, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa em Brasília.

Além do atendimento psicológico remoto, também foi anunciada a regulamentação de um programa que garante reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica. As ações fazem parte de iniciativas voltadas à saúde da mulher e ao enfrentamento da violência de gênero.

Durante o anúncio, o ministro destacou a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate à violência contra mulheres.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, não vamos vencer essa batalha. As mulheres já lutam há décadas e é fundamental que os homens entrem com mais força nessa agenda. Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência. A saúde integral das mulheres é a nossa prioridade”, afirmou Alexandre Padilha.

Proposta de inclusão do feminicídio na CID

O Ministério da Saúde também informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Atualmente, mortes de mulheres motivadas por violência de gênero são registradas de forma genérica como agressão.

A proposta busca qualificar os registros e ampliar a visibilidade dos casos, permitindo melhorar as estatísticas e fortalecer políticas de prevenção.

O pedido ainda será avaliado tecnicamente pela OMS e pelos Estados-Membros. Caso aprovado, o feminicídio passará a integrar oficialmente a classificação internacional utilizada pelos sistemas de saúde em todo o Brasil.

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou a importância do debate sobre o tema.

“Essa é uma agenda não só estratégica, mas fundamental para o enfrentamento ao feminicídio e para salvar a vida das mulheres nos nossos territórios. No Ministério da Saúde, temos trabalhado incansavelmente porque precisamos trazer esse assunto para a pauta. Não é uma agenda só de governo, é uma agenda da sociedade, e precisamos de mais vozes”, afirmou.

Reconstrução dentária para vítimas de violência

Também foi anunciada a criação de um programa de reconstrução dentária voltado a mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa prevê atendimento odontológico integral e gratuito no SUS, incluindo próteses, implantes e restaurações.

Para ampliar o acesso aos procedimentos, a rede contará com o apoio de equipamentos como impressoras 3D e scanners que serão utilizados em unidades odontológicas móveis distribuídas pelo país.

A presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, comentou a importância da participação da rede pública de saúde nas ações de enfrentamento à violência.

“Eu queria cumprimentar pelas ações anunciadas e reforçar que educar as pessoas na ponta é fundamental. Não é uma causa do governo, é uma pauta global”, disse.

Teleatendimento psicológico

O teleatendimento em saúde mental deve começar neste mês em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). A previsão é ampliar o serviço a partir de maio para cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, para todo o país.

A expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano. O acesso poderá ocorrer por encaminhamento em unidades de saúde ou por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

Na plataforma, as usuárias poderão preencher um cadastro para avaliação inicial da situação de violência. A partir das informações, será agendado o teleatendimento psicológico.

Mutirão nacional de saúde da mulher

Nos dias 21 e 22 de março, está previsto um mutirão nacional com foco em exames e cirurgias voltados à saúde da mulher. A mobilização deve envolver hospitais universitários, institutos especializados e unidades públicas e privadas que atendem pelo SUS.

Entre os atendimentos previstos estão procedimentos ginecológicos, cirurgias oftalmológicas, cardíacas, gerais e oncológicas. Durante a ação, 26 hospitais universitários também devem realizar a inserção do implante contraceptivo subdérmico Implanon.

Além disso, unidades móveis de atendimento voltadas à saúde da mulher devem percorrer dezenas de municípios em diferentes estados do país.

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Saúde

Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira, 6, carreta do programa Agora Tem Especialistas em Canoas

Redação

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O Ministério da Saúde realiza, nesta sexta-feira, 6, às 10h, o lançamento da carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas, em Canoas. A unidade móvel começa a atender pacientes do SUS encaminhados pelo município.

O anúncio será feito pela superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva.

A carreta estará instalada na Avenida Guilherme Schell, 6750, no Centro de Canoas, local onde ocorre o ato de lançamento.

A estrutura conta com equipe multiprofissional, equipamentos e insumos para a realização de consultas com especialistas, além de exames como tomografias e ultrassonografias. O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de doenças graves e dar mais agilidade à definição de tratamentos.

Segundo o Ministério da Saúde, as unidades móveis têm percorrido o país, com prioridade para cidades com alta demanda, regiões remotas e de difícil acesso, além de municípios-polo. As carretas voltadas à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem já passaram por mais de 100 regiões de saúde, atendendo pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.

A expectativa é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

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