Saúde
Ministério da Saúde orienta notificação imediata de casos suspeitos de intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde orienta os profissionais de saúde a realizar a notificação imediata ao Sistema Único de Saúde (SUS) de casos suspeitos de intoxicação por metanol. A declaração do ministro Alexandre Padilha foi realizada nesta terça-feira, 30, durante coletiva de imprensa na sede do Ministério da Justiça e Segurança Publica.
Desde agosto, 17 casos suspeitos relacionados ao consumo de bebida alcoólica ocorreram no estado de São Paulo. Até o final da tarde de segunda-feira, 29, três óbitos foram oficialmente atestados pelo Laboratório de Toxicologia Analítica do CIATox-Campinas (SP). A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar ao óbito.
Essa notificação imediata é um canal direto com o Cievs (Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) em cada um dos estados. A gente acompanha isso diariamente, para que a gente possa mais rapidamente identificar não só o que está acontecendo no estado de São Paulo, mas a identificação disso em outros estados, algum tipo de crescimento e comportamento clínico e epidemiológico anormal”, disse o ministro
De acordo com Padilha, em apenas dois meses foram registrados quase a metade dos casos de intoxicação por metanol ocorridos, em média, todos os anos no Brasil. Em um curto intervalo de tempo, os pacientes intoxicados apresentaram histórico de ingestão recente de bebidas alcoólicas destiladas em cenas sociais de consumo alcoólico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gim, whisky e vodka.
“Reforçar aos profissionais de saúde que a notificação é no caso suspeito, não precisa aguardar o fechamento do diagnóstico para você fazer essa notificação. Qualquer pessoa que procura um serviço de saúde, relatando sinais e sintomas, e que tem uma história de ingesta de bebida alcoólica, sobretudo de origem não conhecida por essa pessoa, em geral é num ambiente comercial, fora de casa, ou numa festa de qualquer outra pessoa, num ambiente de lazer, a pessoa tem esses dois comentários da história, já é um caso suspeito, já deve ser notificado independente da definição do diagnóstico”, explicou o ministro.
Os casos suspeitos no estado de São Paulo estão concentrados em Limeira (1 caso em investigação); São Paulo (5 casos em investigação, 6 confirmados e 1 descartado); São Bernardo do Campo (2 em investigação); Itapecerica da Serra (1 caso em investigação) e um caso em um município não identificado, com o paciente sendo tratado em Campinas.
O ministro da Saúde também informou que o ministério vai publicar nesta terça-feira uma nota técnica para reforçar as ações em relação à intoxicação por metanol.
“Vamos reforçar com a nota técnica em relação à intoxicação exógena específica sobre o metanol, não só a definição de caso suspeito, para as vigilâncias locais, para as secretarias municipais e estaduais de todo o país, para os profissionais de saúde, quando você deve suspeitar de intoxicação de metanol, quais são os sinais, sintomas clínicos, a história de ingesta recente de bebida alcoólica, a localização, para que isso seja ainda mais apropriado, um tema como esse traz mais visibilidade para os profissionais de saúde, então detalhadamente como que é a identificação desse caso suspeito, nessa nota técnica também como administrar os antídotos que nós temos”, explicou o ministro, citando que os profissionais também podem consultar o Guia de Vigilância de Saúde do ministério.
Serviços de saúde
Padilha orientou a população que busque os serviços de saúde assim que tiver sintomas de intoxicação. Os principais sintomas são visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Não vá fazer qualquer medida por conta própria, não vá achar que você tem algo milagroso para uma desintoxicação, qualquer tipo de lavagem para desintoxicação. Procure um serviço de saúde, que o serviço de saúde vai ter a preocupação de te manter hidratado, dar níveis elevados de hidratação, monitorar dependendo da gravidade”, disse
“Na grande maioria dos casos, a primeira coisa que aparece é a dor, uma dor muito diferente, porque é uma dor de cólica. Então, a dor diferente do que normalmente as pessoas quando fazem ingestos de bebida alcoólica, sentem uma queimação, falam que está com azia, aquela coisa da ressaca. A dor de cólica é algo que chama muito a atenção nesses casos. Segundo, qualquer percepção de alteração visual. Essa substância que gera agressão no sistema nervoso central e por que ataca a visão? Porque pega ali o nervo óptico, que é muito próximo do sistema nervoso central. Então por isso que as pessoas começam a perceber, às vezes, algum tipo de alteração visual, começam a ver luzes, flashes e até o risco, como a gente viu em casos, de perda visual. Isso acontece de imediato? Não acontece de imediato. A pessoa não pode falar: ‘Fui lá, bebi’, e sentiu 12 horas depois. Pode ser intoxicação por metanol. Sentiu 24 horas depois, pode ser intoxicação por metanol. Dependendo do seu grau de hidratação, dependendo do seu grau de alimentação, você pode demorar um pouco mais para esse processo de liberação desses metabólitos poderem vir agredir o sistema nervoso central. Se você estiver bem hidratado, você pode estar eliminando mais rápido pela urina. Por isso que é tão importante quando começar a sentir os primeiros sinais e sintomas, a hidratação é muito importante para proteger o rim”, explicou o ministro.
Orientações
O ministro também alertou para que a população saiba a origem da bebida alcoólica que esteja consumindo.
O ideal é você só beber aquilo que você vê está sendo aberto na sua frente, o lacre sendo aberto. Se você está em um local, procure ver. Se você pede um drink que vai vir preparado, vá lá ver quem faz, como é feito, como que é a bebida, o lacre, porque tudo isso pode minimizar riscos de ações criminosas como essa. A gente sabe que isso não evita, mas pode minimizar riscos de ação como essa”, afirmou.
Fonte Agência Gov
Saúde
Anvisa apreende lotes falsificados do Mounjaro e proíbe venda de produtos sem registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira, 10, a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida foi adotada após a empresa responsável pelo registro do produto identificar no mercado unidades com características diferentes das encontradas no medicamento original.
De acordo com a Anvisa, os lotes que não podem ser comercializados, distribuídos ou utilizados são:
Mounjaro 10 mg: lote 855044;
Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901.
Entre as irregularidades identificadas estão a utilização de lotes que não são reconhecidos pela fabricante, casos de numeração serial incompatível com o lote informado, dispositivos diferentes do modelo original e erro de grafia na embalagem. Em um dos lotes, a palavra “solution” foi substituída por “soluction” na rotulagem.
Anvisa também proíbe produtos sem registro
A agência também determinou a apreensão de medicamentos e produtos sem registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa. A medida envolve itens fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento e impede a venda, distribuição, fabricação, divulgação e uso desses produtos.
Entre os produtos afetados estão todos os lotes fabricados pela empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. ME (CNPJ: 12.316.032/0001-80):
Dia Forte Lótus Nutri;
Tribulus Terrestris com Maca Natumix;
Amora Branca Natumix;
Sucupira Natumix;
Espinheira Santa Natumix;
Mounjaro Natumix;
Ora Pro Nóbis Natumix;
Ozempic Natural Natumix.
A mesma determinação foi aplicada aos produtos fabricados pela empresa Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda. (CNPJ: 48.244.369/0001-76). A lista inclui:
Calm Je’s;
Lipo Je’s;
Bálsamo Je’s Algas Marinhas;
Cura Je’s;
Milagroso;
Liberta Álcool Je’s;
Virtuosa Je’s;
Ouvido Bem Je’s;
Bálsamo Je’s Colmavit 2.
A resolução da Anvisa também alcança o produto Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela empresa Muwiz Indústria e Laboratório Ltda. (CNPJ: 08.787.804/0001-94).
A agência reforça que consumidores que encontrarem esses produtos devem evitar o uso e comunicar a ocorrência aos canais oficiais de fiscalização.
Saúde
Saiba o que diz o alerta epidemiológico sobre a prevenção da influenza nas escolas de Canoas

A Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Canoas emitiu, na quinta-feira, 9, um alerta epidemiológico com orientações para que escolas municipais, estaduais e particulares reforcem as medidas de prevenção e controle de doenças respiratórias durante o período de inverno.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento dos casos de influenza no Rio Grande do Sul. Conforme dados do Painel de Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) da Secretaria Estadual da Saúde, o Estado registrou, em 2026, 1.845 internações relacionadas à influenza. Desse total, 562 ocorreram na Região Metropolitana. Cerca de 24,6% dos pacientes hospitalizados precisaram de atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Até o momento, foram contabilizados 168 óbitos.
O documento orienta que estudantes, professores e demais trabalhadores da educação procurem atendimento médico ao apresentarem sintomas compatíveis com influenza e sigam as recomendações dos profissionais de saúde. Também determina que as instituições de ensino comuniquem à Vigilância em Saúde qualquer aumento inesperado de casos de síndrome gripal entre alunos ou funcionários.
Entre as medidas recomendadas às escolas estão a manutenção de ambientes ventilados, o reforço da limpeza e desinfecção de superfícies e objetos de uso compartilhado, a higiene frequente das mãos, a adoção da etiqueta respiratória e o uso de máscaras quando indicado.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, outras ações voltadas ao enfrentamento das doenças respiratórias já estão em andamento no município, como a disponibilização de leitos para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a ampliação do horário de funcionamento de cinco unidades de saúde para dar suporte às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A vacinação contra a influenza segue disponível em todas as unidades de saúde do município.
Os principais sintomas da influenza incluem febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo e dor de cabeça. Em alguns casos, também podem ocorrer calafrios, mal-estar, fadiga, diarreia, vômitos e olhos avermelhados e lacrimejantes.
Unidades de saúde com horário estendido
Ainda dentro das medidas que vêm sendo adotadas desde antes o início do período mais frio do ano, Canoas também está operando com cinco unidades de saúde com horário estendido, que atuam no apoio às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no período noturno, distribuindo melhor a demanda e desafogando as unidades mais procuradas. As unidades de saúde Mathias Velho, Mato Grande e Caic permanecem abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. As unidades Guajuviras e Estância Velha também estão operando em horário estendido, das 8h às 19h. Além do atendimento a pessoas que apresentam os problemas respiratórios típicos desta época do ano, as unidades também oferecem vacinação durante o horário estendido. A medida é parte das ações do Programa Inverno Gaúcho que vêm sendo implementadas em Canoas.
Saúde
Vacina Pneumo 20 começa a ser distribuída no RS e amplia proteção contra pneumonia e meningite

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) começou, na segunda-feira, 6, a distribuição de uma nova remessa da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) aos municípios do Rio Grande do Sul. O imunizante passa a integrar o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e otite média.
A nova vacina substituirá gradualmente a Pneumo 10, utilizada até então na rede pública. Enquanto o imunizante anterior oferecia proteção contra dez sorotipos da bactéria, a Pneumo 20 amplia a cobertura para 20 sorotipos, fortalecendo a prevenção de infecções pneumocócicas e reduzindo o risco de casos graves.
Além de proteger contra pneumonia e meningite, a vacina também contribui para a prevenção da otite média, uma infecção frequente na infância que pode provocar perda auditiva e, em situações mais severas, evoluir para infecção generalizada.
Nesta etapa, a SES recebeu 17.210 doses da Pneumo 20, que estão sendo encaminhadas às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs). A partir delas, os imunizantes serão distribuídos aos municípios gaúchos.
Público-alvo
A Pneumo 20 será destinada a:
crianças menores de cinco anos que ainda não receberam a vacina contra o pneumococo ou não completaram o esquema vacinal;
povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), conforme os critérios do Ministério da Saúde.
Como fica o esquema vacinal
Durante o período de transição entre as vacinas, o calendário infantil será organizado da seguinte forma:
2 meses: primeira dose com a Pneumo 20;
4 meses: segunda dose com a Pneumo 10, respeitando intervalo mínimo de 60 dias;
12 meses: dose de reforço com a Pneumo 20, aplicada pelo menos 60 dias após a segunda dose.
A Secretaria da Saúde orienta que crianças com vacinação em atraso atualizem o esquema vacinal o quanto antes, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
Distribuição das doses
As 17.210 doses foram distribuídas entre as 18 Coordenadorias Regionais de Saúde e o município de Porto Alegre. A maior remessa foi destinada à 1ª CRS, com sede em Porto Alegre, que atende 67 municípios e recebeu 4.297 doses. Em seguida aparecem a 5ª CRS, em Caxias do Sul, com 2.126 doses, e Porto Alegre, que recebeu diretamente 1.666 doses.
Também foram contempladas a 3ª CRS (Pelotas), com 1.351 doses; a 6ª CRS (Passo Fundo), com 1.114; a 4ª CRS (Santa Maria), com 759; e a 18ª CRS (Osório), com 736 doses. As demais coordenadorias receberam quantitativos proporcionais à população atendida.
Segundo a SES, a incorporação da Pneumo 20 ao SUS representa um avanço na prevenção de doenças pneumocócicas, ampliando a proteção da população contra infecções que podem resultar em internações, sequelas permanentes e até óbitos.

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