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20/04/2026
 

Geral

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À HOMOFOBIA: Confira rede de apoio à comunidade LGBTQIAP+ em Canoas

Redação

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No dia 17 de maio comemora-se o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. Em Canoas, também existe o Dia Municipal do Combate à Homofobia, instituído pela lei 5854, de 30 de julho de 2014. No município, existe uma rede consolidada de atendimento, com serviços voltados a garantir os direitos dessa população.

A data é histórica para o movimento LGBTQIAP+, pois, desde 1990, o termo homossexualismo não consta na lista de distúrbios mentais do Código Internacional de Doenças, uma conquista importante para quem trava uma luta constante por aceitação e respeito.

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“Ainda precisamos construir muito, inclusão, cidadania plena, educação, saúde e cultura. Precisamos garantir esses direitos à população LGBTQIAP+, senão falhamos enquanto sociedade e permaneceremos um país LGBTfobico. É preciso lembrar que somos o país que mais mata LGBTs no mundo. Essa falha precisa ser reconhecida como uma falha coletiva e estrutural. Não adianta não ser LGBTfobico individualmente, é preciso que a sociedade combata a discriminação, a marginalização, o abandono, a falta de representatividade e a exclusão”, defende o secretário especial da Coordenadoria das Diversidades e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Santiago Buavas.

Em Canoas, existe uma rede de apoio atuante, que fornece uma série de serviços públicos. Confira alguns dos atendimentos disponíveis:

Coordenadoria das Diversidades e dos Povos e Comunidades Tradicionais

Através da Coordenadoria, políticas públicas para comunidade LGBTQIAP+ são acompanhadas e trabalhadas diariamente. Além de promover fóruns, palestras e eventos, o órgão realiza orientação para retificação do nome ou gênero na certidão de nascimento e demais orientações necessárias para a população.

Nome social

Em Canoas, desde 2015, um decreto municipal garante o reconhecimento do tratamento, da inclusão e do uso do nome social de travestis e transexuais em todos os órgãos do município. O decreto simboliza a proteção e a garantia dos direitos da identidade de gênero.

Distribuição de preservativos

A Coordenadoria promove uma campanha contínua de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), disponibilizando preservativos para a população LGBTQIAP+ e profissionais do sexo de Canoas. Os preservativos estão disponíveis para retirada de segunda a sexta-feira, na Rua Ipiranga, 60, 2º andar, Centro.

Banco de Oportunidades

Como forma de garantir maior acessibilidade e inclusão, a Coordenadoria das Diversidades solicitou à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação uma mudança na normatização do uso do nome social e a adesão do gênero “outro” no Banco de Oportunidades de Canoas, ferramenta online disponibilizada pela Prefeitura para aproximar trabalhadores e empresas que possuem vagas de emprego abertas.

Ambulatório T

Criado em 2017 para atender pessoas transexuais, travestis e não binárias, o Ambulatório T tem por objetivo acolher e orientar esse público. Com uma equipe multidisciplinar, formada por assistente social, psicólogo, médico e enfermeiro, o espaço recebe a população LGBTQIAP+, além de seus familiares, amigos e comunidade em geral.

Dentre os serviços oferecidos a partir do Ambulatório, que integra a Política Nacional de Saúde Integral LGBTQIAP+, está o tratamento hormonal para transição, que é disponibilizado gratuitamente com recursos 100% oriundos do Município.

Ambulatório Trans do Hospital Universitário

O Ambulatório Trans do Hospital Universitário de Canoas (HU) é referência no Rio Grande do Sul. No serviço, os pacientes têm acesso a exames, medicações e encaminhamento para cirurgias. É ofertada a modalidade ambulatorial no atendimento clínico (exames laboratoriais e imagem) e psicossocial, desenvolvido por uma equipe multiprofissional de acompanhamento pré e pós-operatório.

O atendimento inclui harmonização com a dispensação de hormônios a travestis e transexuais, independentemente de manifestarem ou não o desejo de encaminhamento para a realização de procedimentos cirúrgicos, como a redesignação sexual e outros.

O acesso dos pacientes para o serviço ambulatorial referenciado acontece via posto de saúde, levando em consideração os fluxos estabelecidos por meio do Protocolo Assistencial, referência para 88 municípios gaúchos.

Atendimento humanizado nas unidades de saúde

A Coordenadoria promoveu, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Fundação Municipal de Saúde (FMSC), uma formação com os gestores das unidades de saúde, com o objetivo de qualificar o atendimento em saúde da população LGBTQIAP+, abordando os principais agravos, as boas práticas para atenção em saúde e estratégias para combater a discriminação.

A coordenadora da política pública para a população LGBTQIAP+, enfermeira Isabel do Canto, relata que, no ano passado, foram capacitados 450 profissionais das equipes das unidades de saúde do município. Os encontros continuarão ocorrendo em 2023, de maneira a atingir todos os profissionais que atuam nos equipamentos de saúde, como forma de sensibilizar e capacitar para o atendimento adequado. Essas ações já resultaram em 39 novos encaminhamentos da atenção primária para Ambulatório T.

Cartório Especializado para vítimas de Homofobia, Racismo e Intolerância

O órgão, vinculado ao Departamento Estadual de Proteção aos Grupos Vulneráveis, está localizado na Rua Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, 2.730, no bairro Marechal Rondon, e funciona em regime de plantão 24 horas. Para mais informações, o telefone para contato é (51) 3425-9015.

Policial

Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

Redação

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.

Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.

Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.

A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.

As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.

“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.

Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.

“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.

“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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