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17/04/2026
 

Política

Morre aos 80 anos Jorge Uequed, criador do Seguro-Desemprego

Redação

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em

Deputado Federal Constituinte estava internado no Hospital Moinhos de Vento, onde tratava um câncer

O Brasil perde um dos protagonistas da redemocratização e da formatação da Constituição Cidadã, que assegurou direitos civis importantes para os brasileiros e trouxe paz para uma nação dividida pela Ditadura Militar.

O político gaúcho Jorge Uequed faleceu na primeira hora deste dia 1º de novembro de 2022, aos 80 anos, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde tratava complicações advindas de um mieloma múltiplo, um tipo de câncer que ataca a medula óssea.

Deputado Federal Constituinte, Jorge Uequed representou o RS no Congresso por cinco mandatos após iniciar a carreira política aos 26 anos como vereador de Canoas, cidade em que morou desde criança com a família de origem libanesa que se estabeleceu no município para empreender no ramo comercial vinda do município de Rio Grande com passagem pelo comércio do centro da capital Porto Alegre. 

Uequed foi também professor, advogado, jornalista e empresário, sendo uma das principais lideranças de Canoas e do estado do Rio Grande do Sul por muitas décadas de atuação. Orador da primeira turma de Direito da Unisinos, fundou seu escritório de advocacia que tem atuação nacional ainda no ano de 1972. Foi proprietário da TV Guaíba e era o atual diretor do Jornal O Timoneiro, de Canoas.

Deixa a esposa Rosemary Beatriz Gomes, com quem foi casado por 50 anos; os filhos Luciane, Jorge e Gisele; os netos Yasmin, Luísa, Jorge e Santiago; além de milhares de amigos e admiradores.

Política sem ódio e sem medo

“Um defensor da democracia e das liberdades individuais”, assim foi definido Jorge Uequed, deputado federal gaúcho, cinco vezes eleito pelo Rio Grande do Sul e um dos autores da Constituição Federal de 1988, que tem sua biografia política contada no livro “Sem Ódio e sem Medo”, do historiador Douglas Souza Angeli, que faz um retrato de 65 anos de vida pública de Uequed.

Os principais eventos desta história estão ligados à luta contra a Ditadura Militar, que pautou o início e boa parte da atuação política de Uequed em 20 anos de Congresso Nacional. Nos seus 1.082 discursos proferidos na tribuna da Câmara dos Deputados e em outros milhares proferidos por todo o Brasil, Uequed se posicionou fortemente contra a Ditadura. “Vi muitos amigos escolherem a luta armada, mas eu escolhi o combate político. Infelizmente, fui visitar muitos deles depois em prisões. Fazíamos um combate feroz no Congresso, eu e muitos colegas democratas. Nunca deixamos passar em silêncio os desmandos, e lutamos até a redemocratização”, disse relembrando.

Redemocratização

Lutou pelas Diretas Já e foi um dos principais congressistas no núcleo duro da construção da Constituição Federal de 1988, recebendo do líder Ulisses Guimarães diversas relatorias de pontos importantes da carta magna. 

Foi autor do Projeto de Lei 991/1988, transformada posteriormente na Lei Ordinária 7998/1990, que criou o Seguro-Desemprego, o abono salarial e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), base orçamentária para o FGTS.

Ao longo dos cinco mandatos, apresentou 94 projetos de lei, além de emendas, pareceres, projeto de resolução e projeto de decreto legislativo. Destacam-se ainda os projetos de lei da Anistia geral e irrestrita – que pacificou o País após o Regime Militar e o que tornou permanente o registro provisório de estrangeiros no Brasil.

Foi o autor ainda dos projetos para retirar da Área de Segurança Nacional os municípios de Canoas, Osório, Tramandaí e Rio Grande, entre 1975 e 1983, objetivando devolver aos cidadãos o direito de eleger seus prefeitos, após período de interventores indicados pela ditadura militar. 

“O gosto pela política nasceu no movimento estudantil, quando eu tinha 12 anos. Ao lembrar da minha trajetória política, sinto-me realizado em poder contribuir para a manutenção da vida democrática no país”, ressaltou o ex-deputado em entrevista para o livro citado.

Cidadão de Canoas

Jorge Uequed chegou ainda pequeno em Canoas, após seus pais Jorge e Daltiva terem saído de Rio Grande e empreendido na Capital com loja na rua Voluntários da Pátria, no centro comercial. Uequed seria preparado pelo seu pai e pelos professores do Externato São Luis, hoje Colégio La Salle, para se tornar uma liderança da cidade. Destaque para o Irmão lassalista Henrique Justo, uma liderança na vida de Uequed.

Uequed foi eleito pela primeira vez vereador em Canoas aos 26 anos e, aos 32, deputado federal para representar a cidade e o RS em Brasília. O que o motivou foi a luta contra a Ditadura Militar, como contou em entrevista recente pela passagem de seus 80 anos dada ao Canoas Podcast. A entrevista completa de 1 hora e meia, onde Uequed relembra sua trajetória de vida, pode ser vista neste link ou no final deste texto.

Em 2019, recebeu a medalha Pinto Bandeira, honraria máxima do município dispensada às principais lideranças do município e personalidades que tiveram atuação importante no desenvolvimento da cidade.

Perguntado na entrevista acima citada em como gostaria que a cidade de Canoas lembrasse de Jorge Uequed no futuro, ele mostrou gratidão. “Fico emocionado por notar que a cidade tem agradecido a tudo e dizer que meu amor por Canoas é muito grande”, finalizou. 

Sepultamento

O corpo de Jorge Uequed será velado no Cemitério Parque São Vicente, em Canoas. O velório será a partir das 10 horas e o sepultamento às 17 horas. Em breve, novas informações.

Política

Câmara aprova PL 2083/22 e endurece punições contra agressores de mulheres

Redação

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Com relatoria do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 15, o Projeto de Lei (PL) 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que agrava punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após a condenação.

O texto altera a Lei de Execução Penal (LEP) e passa a definir como falta grave o ato de o preso se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima durante saídas autorizadas ou no cumprimento dos regimes aberto ou semiaberto.

Segundo a legislação, presos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, corte de visitas e perda de até um terço do tempo remido por trabalho ou estudo. Além disso, podem ser transferidos para regime mais rigoroso, como o fechado, e ter reiniciado o prazo para progressão de regime.

De autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), a proposta foi inspirada no caso de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo após sua prisão. Na primeira semana de março, Barbara esteve no Congresso Nacional a convite do deputado Busato.

O projeto também permite a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em casos de novas ameaças ou agressões. O RDD prevê regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura, passando a considerar como tortura a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão.

Só nos três primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 83% dos casos, as vítimas não tinham medidas protetivas, e 75% dos agressores já possuíam antecedentes.

Para o relator, deputado Luiz Carlos Busato, endurecer a lei é proteger quem está em risco.

“Quando a gente olha para esses números, não está falando de estatística. Está falando de vidas interrompidas, de famílias destruídas, de histórias que poderiam ter sido diferentes. A Lei Barbara Penna nasce dessa dor real. Da necessidade de impedir que a violência continue mesmo depois da condenação. Não podemos permitir que uma mulher siga sendo ameaçada por quem já deveria estar impedido de se aproximar”, declara Busato.

Conforme a ativista de proteção dos direitos das mulheres Barbara Penna, a legislação precisa continuar evoluindo para acompanhar a gravidade dos casos.

“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”

O texto agora segue para sanção presidencial.

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ELEIÇÕES

Justiça Eleitoral amplia horário de atendimento em Canoas para regularização do título de eleitor

Redação

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A Justiça Eleitoral do Brasil, em Canoas, vai ampliar o horário de atendimento para facilitar o acesso de eleitoras e eleitores que precisam regularizar a situação cadastral como emitir o primeiro título revisar dados ou solicitar transferência.

Conforme o órgão o atendimento terá horários especiais em diferentes datas. Nos dias 25 de abril, 1º, 2 e 3 de maio o funcionamento será das 12h às 17h. Já nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril, além de 4, 5, e 6 de maio, o atendimento será estendido das 8h às 19h.

Também haverá atendimento descentralizado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No dia 22 de abril, das 9h às 15h, o serviço será realizado no Restaurante Popular do bairro Guajuviras. Já no dia 24 de abril, no mesmo horário, a ação ocorre no Restaurante Popular do bairro Mathias Velho.

Para realizar os procedimentos é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de residência atualizado referente aos meses de fevereiro março ou abril de 2026.

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Política

Audiência pública em Canoas discute proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar

Redação

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Fotos: Bruno Ourique / PMC

Uma audiência pública realizada na segunda-feira, 13, reuniu representantes do Executivo, Judiciário e da rede de proteção para discutir medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes no ambiente escolar, em Canoas. O encontro foi proposto pela vereadora Larissa Rodrigues (PL) e teve como foco a integração entre órgãos públicos e o fortalecimento de estratégias de conscientização e acolhimento.

Participaram do debate o promotor de Justiça João Paulo Fontoura de Medeiros, a juíza do Juizado da Infância e Juventude Paula Yoshino Valério, a secretária municipal de Educação Beth Colombo, o secretário de Comunicação Edson Gandolfi, o coordenador-geral do Conselho Tutelar Alexandre Cunha e a representante da Ação Social Santa Isabel, Mariana Bonatto, entre outros convidados.

Ao abrir a audiência, a vereadora Larissa Rodrigues destacou a importância da articulação entre os diferentes setores envolvidos na proteção da infância.

“O intuito dessa audiência pública é justamente trazer unidade e esclarecimento. Não adianta sermos apenas bem-intencionados, é preciso estar preparado para lidar com situações dessa gravidade”, afirmou. Ela também alertou que casos de abuso podem ocorrer em diversos contextos, inclusive nas escolas, o que exige atenção constante e uma rede de apoio fortalecida.

Durante o encontro, o secretário de Comunicação, Edson Gandolfi, apresentou ações desenvolvidas pelo município para ampliar a conscientização sobre o tema. Segundo ele, dados de denúncias permitiram identificar áreas com maior incidência de casos e orientar campanhas informativas.

“A gente não pode se calar diante de um problema que é global. Precisamos comunicar de forma responsável e ampliar o alcance dessas informações”, disse. Entre as iniciativas citadas estão campanhas nas redes sociais, produção de materiais informativos e ações presenciais nas escolas, em parceria com diferentes secretarias.

A secretária de Educação, Beth Colombo, ressaltou o papel das instituições de ensino na identificação de sinais de violência.

“A escola é o lugar onde conhecemos de verdade as nossas crianças. É ali que comportamentos e mudanças podem indicar situações de violência, seja física, sexual ou psicológica”, afirmou. Ela também defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo dos alunos.

Na mesma linha, a juíza Paula Yoshino Valério destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e reforçou o papel da escola como ponto inicial de muitas denúncias.

“É na escola que o poder público toma conhecimento de muitas dessas violências, que em geral acontecem no ambiente familiar ou em círculos próximos”, explicou. A magistrada também orientou sobre a necessidade de escuta especializada das vítimas, evitando a revitimização.

Além das falas, o encontro abordou a necessidade de capacitação dos profissionais da educação e o fortalecimento dos fluxos de atendimento, com a participação do Conselho Tutelar e demais instituições da rede de proteção. A proposta é ampliar o acesso à informação e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante de situações de risco.

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