Geral
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Acolhimento de mulheres com risco de morte aumentou 50% no último ano

Os casos de violência doméstica duplicaram durante o período da pandemia, conforme levantamento de atendimentos realizado pela Prefeitura de Canoas, por meio da Coordenadoria de Mulheres da cidade. O mais preocupante é que além do número de atendimentos ter aumentado, as mulheres passaram a correr maior risco de morte e precisaram ser acolhidas como forma de proteção a vida delas.
Reconhecida como referência para o estado do Rio Grande do Sul, a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres de Canoas acolheu, ao longo de todo o ano de 2021, 64 mulheres que, mesmo com a medida protetiva em vigor, corriam risco iminente de morte. Mais do que o dobro do registrado no ano anterior, quando o espaço recebeu 30 mulheres.
Todas essas canoenses são acolhidas em um alojamento temporário, em endereço sigiloso, com proteção e atendimento integral, podendo estar acompanhadas de seus filhos até 18 anos. O objetivo da casa é garantir a integridade física e psicológica da vítima de violência doméstica, além de oferecer suporte para que ela recomece a vida de maneira segura.
Além do aumento no abrigamento de mulheres, o Centro de Referência para Atendimento a Mulheres Patrícia Esber também registrou aumento nos números de denúncias. Em 2021, 603 mulheres procuraram ajuda no local, que é composto por uma equipe técnica com psicóloga, assistente social e advogada.
Aumento na pandemia
O contexto de pandemia é visto como o principal motivo para esse aumento de violência de gênero. “A violência contra a mulher é um desafio milenar que ainda precisa ser muito debatido. O isolamento social, em virtude do Coronavírus, acabou aproximando muitas vítimas de maus tratos dos seus abusadores, muitos homens e mulheres foram obrigados a trabalhar em homeoffice ou até mesmo perderam seus empregos. São situações que geram uma alta carga de estresse, já que há muitas pessoas em casa e com menos dinheiro, gerando raiva e frustração”, alertou Vani.
Coordenadoria de Mulheres
Endereço: Rua Siqueira Campos, 321 – Centro
Telefone: (51) 98255.1507
Confira todos os locais de assistência à mulher em situação de violência em matéria completa em nosso site.
Geral
Câmara de Canoas realiza primeira audiência pública da CPI da Corsan/Aegea nesta quinta-feira

A Câmara Municipal de Canoas realiza nesta quinta-feira, 14, às 18h, a primeira audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os serviços prestados pela Corsan/Aegea no município. O encontro ocorre no plenário da Casa Legislativa, após a sessão ordinária, e será aberto à participação da população.
A audiência marca o início de uma série de reuniões organizadas pela comissão para ouvir moradores de diferentes regiões da cidade sobre questões relacionadas ao abastecimento de água, cobranças e serviços executados pela concessionária.
Durante o encontro, moradores poderão relatar problemas enfrentados nos bairros, apresentar denúncias e encaminhar informações que poderão integrar os trabalhos da CPI. As manifestações deverão ocorrer mediante inscrição prévia.
Segundo o presidente da comissão, vereador Eric Douglas, a proposta é ampliar a participação da comunidade nas discussões sobre os serviços prestados pela empresa.
A comissão também definiu o calendário das próximas audiências públicas, previstas para ocorrer em diferentes regiões do município:
21 de maio – Região Noroeste
28 de maio – Região Sudeste
2 de junho – Região Sudoeste
11 de junho – Região Nordeste
Além das audiências, a CPI informou que trabalha na criação de um canal de WhatsApp para recebimento de denúncias, envio de contas consideradas indevidas e relatos relacionados aos serviços da Corsan/Aegea. O número deverá ser divulgado durante a primeira audiência.
A CPI foi instalada pela Câmara Municipal para apurar reclamações envolvendo os serviços da Corsan/Aegea em Canoas, incluindo cobranças, obras e atendimento à população.
Policial
Homem é preso em São Leopoldo por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, coordenados pelo delegado Maurício Barison, prenderam em flagrante, na manhã desta quarta-feira, 13, um homem de 45 anos por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro Pinheiro, em São Leopoldo.
A investigação integra a Operação Permanente DarkTrace, conduzida pela DPCA Canoas, com foco no monitoramento e identificação de pessoas envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo criminoso envolvendo crianças e adolescentes no ambiente digital.
Durante a diligência, realizada com apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), os policiais localizaram um smartphone contendo arquivos de pornografia infantojuvenil armazenados na lixeira do aparelho. Também foram encontrados indícios de downloads feitos por meio de aplicativo que opera via protocolo torrent.
Conforme a Polícia Civil, diante da constatação do material ilícito, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante. Ele não ofereceu resistência e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
Policial
Homem é preso suspeito de estuprar a enteada de 7 anos em Canoas

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira, 12, um homem de 40 anos suspeito de estupro de vulnerável contra enteada de 7 anos, em Canoas. A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) no município de Cachoeirinha.
Segundo a investigação, os abusos ocorreram no bairro Guajuviras. O inquérito foi instaurado em março deste ano, após a madrinha da criança procurar a polícia para denunciar o caso.
Conforme o relato apresentado à DPCA, a mãe da menina teria acordado durante a madrugada, em dezembro de 2025, e presenciado o companheiro praticando ato sexual contra a criança na cama onde os três dormiam.
A vítima foi ouvida posteriormente pelos investigadores e confirmou os abusos. De acordo com a Polícia Civil, os crimes seriam recorrentes.
Ainda segundo a investigação, mesmo após presenciar a situação, a mãe da criança não registrou ocorrência e permitiu que o suspeito continuasse frequentando a residência. Por isso, ela também é investigada por omissão de cuidados.

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