Política
Juares Hoy acredita que “chegou a sua hora” de ser prefeito

por Vanderlei Dutra Filho
Em entrevista ao canal Estúdio otPlay no Youtube, o vereador falou sobre seu futuro político, avaliou a gestão dos cinco prefeitos com quem trabalhou nestes sete mandatos no Legislativo canoense, falou sobre como estão os trabalhos na Câmara de Vereadores atualmente e ainda sobre Bolsonaro, Lula, STF e muito mais.
Ele chefiou quatro delegacias de polícia na cidade de Canoas e se elegeu vereador pela primeira vez em 1992. Sem papas na língua e de temperamento combativo, o comissário de polícia e vereador de sétimo mandato Juares Hoy (PTB) tem a segurança pública como pauta principal de sua atuação. Educação, saúde e serviços públicos são temas que ele também destaca, mas o trabalho das polícias e do judiciário estão sempre nas suas palavras.
Durante os 35 minutos de entrevista ao canal Estúdio otPlay, a atuação dos ministros do STF, do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram assuntos recorrentes.
Perfil dos últimos 5 prefeitos
Questionado sobre pontos fracos e fortes dos prefeitos com quem trabalhou nestes sete mandatos como vereador (Liberty Dick Conter, Hugo Lagranha, Marcos Ronchetti, Jairo Jorge e Luiz Carlos Busato), Hoy se ateve mais aos que tiveram maior sintonia. Relatou que fez a alteração do nome de Conter na identidade quando ele adicionou o apelido “Dick”, que era amigo pessoal de frequentar a casa do ex-prefeito Ronchetti e que com Busato a relação sempre foi muito aberta, “tête-à-tête”. Não exitou em eleger Busato como a melhor administração das analisadas, destacando o trabalho na reforma e construção de escolas e o enfrentamento dos problemas da saúde, segundo suas palavras “um caos”.
Prefeito Juares Hoy?
Ao ser questionado sobre seu futuro político nas eleições de 2022, Hoy disse que não tem definição se será candidato a deputado estadual ou federal nem se continuará no PTB. Mas foi enfático ao responder a última pergunta: “se depender de ti, teremos no futuro um prefeito Juares Hoy?”.
“Eu acho que chegou a minha hora. Acho que estou preparado. A sociedade me conhece. Eu quero o bem da cidade. E, exceto o Dick, os prefeitos de Canoas todos foram vereadores”, respondeu Hoy. E, na mensagem final, voltou ao assunto: “Fiz uma história na Polícia Civil, fiz uma história na Câmara até agora e, quiçá, daqui a três anos algum partido ou uma coligação forte leve de novo para o Poder Executivo um vereador e meu nome estará com certeza à disposição”, finalizou.
Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.
Política
Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.
Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.
Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.
Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.
“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.
Política
Câmara aprova texto-base de PEC que altera jornada de trabalho e prevê fim gradual da escala 6×1

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e estabelece mudanças na escala 6×1. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), recebeu 34 votos favoráveis e 4 contrários.
A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara em dois turnos e, para ser aprovada, deve alcançar ao menos 308 votos. Em seguida, seguirá para o Senado Federal.
O texto fixa a jornada máxima em 8 horas diárias e 40 horas semanais e prevê redução gradual de até quatro horas na carga semanal. A implementação será feita em duas etapas, ao longo de até 14 meses após a promulgação da PEC. O fim da escala 6×1, com garantia de duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação.
A proposta também prevê exceções para determinadas categorias e estabelece que trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de cerca de R$ 21,1 mil ficarão fora das novas regras de jornada e controle de ponto.
O texto foi resultado de acordo entre diferentes propostas em discussão na Câmara e passou por negociações envolvendo governo, parlamentares e representantes do setor produtivo.

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