Geral
Prédio acadêmico e espaço lúdico esportivo são inaugurados no Campus Canoas do IFRS

Na terça-feira, 23 de novembro, foram inaugurados um prédio acadêmico (chamado de Bloco F) e o complexo poliesportivo (chamado de Espaço Lúdico Esportivo) do Campus Canoas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). A solenidade ocorreu em ambiente aberto, na quadra de esportes, com a presença de diversas autoridades locais e nacionais e seus representantes. Entre elas, o reitor do IFRS, Julio Xandro Heck e o prefeito de Canoas, Jairo. A atual diretora-geral, Patrícia Nogueira Hübler fez questão de homenagear o ex-diretor de Administração e Planejamento do Campus Édio Fontana e o ex-diretor-geral Mariano Nicolao.
Começo de tudo
A história das obras se deu no primeiro semestre de 2013, com a conclusão da licitação 01/2013, realizada pelo então diretor de Administração e Planejamento Édio Fontana. A pedra fundamental foi lançada em março de 2014, através da Ordem de Serviço N° 01/2014, assinada pelo então diretor-geral pro tempore Mariano Nicolao. O investimento para o início da obra foi capitaneado pela equipe gestora do campus na época, tendo como impulsionador o então prefeito de Canoas Jairo Jorge.
Cerimônia de abertura
Abrindo a cerimônia, a diretora-geral Patrícia fez questão de ressaltar o empenho dos mais diversos servidores e outras pessoas envolvidas no desenvolvimento do Campus Canoas nos últimos 11 anos. Ela também reforçou a dificuldade de ter assumido a Direção-geral do campus em fevereiro de 2020, quando foi deflagrada a pandemia de Covid-19, e as pessoas que ajudaram a passar por esse período, talvez o mais difícil da instituição, dentre outras.
Homenagem
Logo após, o homenageado professor Mariano Nicolao, que foi diretor-geral do Campus Canoas em nove dos seus 11 de existência, lembrou a ex-reitora Cláudia Schiedeck, e o prefeito Jairo, que ajudou muito em uma época em que era difícil negociar o orçamento com o Governo Federal. Também destacou agradecimentos ao professor Eliezer Pacheco, secretário de Educação do Município a época e a deputada Federal Maria do Rosário, que em 2016 o acompanharam à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) com a demanda de uma nova descentralização orçamentária para dar andamento à obra. Ele também fez um agradecimento especial em memória ao nosso ex-reitor falecido Osvaldo Casares Pinto em relação às diversas ações, realizadas durante o seu mandato, ações essas acolhidas e reconhecidas majoritariamente pela comunidade acadêmica.
Palavra do reitor
Logo após, o reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, escolheu dois momentos para destacar. O primeiro deles é que mesmo em meio a um momento de pandemia, marca-se o retorno às festividades do IFRS.
– Estávamos há muito tempo sem cerimônias, sem oportunidades para poder encontrar e parabenizar os colegas, sem poder receber a comunidade nas quais estamos instalados. E o outro grande motivo é que estamos aqui reunidos para inaugurarmos espaços em prol das relações públicas.
De acordo com o reitor, o nome dado à quadra poliesportiva (Espaço Lúdico Esportivo), é importante, pois, segundo ele “é o espaço em que a gente pode jogar bola, fazer atividades artísticos-culturais.
– Por isso, espaços como esses são prioritários desde que assumi a Reitoria. O diretor Mariano nos ajudou. O senhor está aqui devidamente homenageado e espero que se sinta assim por todos nós.
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Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.

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