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12/04/2026
 

Política

Secretário de Jairo é afastado por suspeita de “rachadinha”

Redação

Publicado

em

De acordo com matéria divulgada no portal G1, no início da noite desta quarta-feira, 5, com apuração exclusiva do jornalista investigativo Giovani Grizotti, da RBS TV, a Prefeitura de Canoas exonerou o ex-secretário especial da Coordenadoria de Diversidades e Comunidades Tradicionais, Rogério Tigre, por suspeita da prática da “rachadinha”, ao exigir parte dos salários de ex-assessores. De acordo com a matéria, uma denúncia foi registrada, nesta terça-feira, 4, na 1ª Delegacia de Polícia Civil, e um inquérito foi aberto para apurar o caso.

Segundo a reportagem, Tigre nega as acusações e informa que o dinheiro entregue a ele pelo ex-diretor Igor Leite é referente à prestação de serviços religiosos.

Demissões

Ao G1, a Prefeitura de Canoas afirmou que a denúncia foi apurada pela Controladoria Geral do Município e os envolvidos foram sumariamente demitidos em 24 de março de 2021 e que Igor atuou por dois meses na pasta e ganhava um salário de mais de R$ 9 mil. Porém, ele diz que o ex-secretário exigia mais da metade deste valor.

“Ele disse: ‘Não estou te pedindo uma ajuda, esse dinheiro é meu, eu te indiquei aqui, então tu tem que me dar’. Como eu achei que era aquele mês, eu fiquei muito contrariado, avisei ele que não concordava, mas entreguei o valor”, diz Igor ao repórter da RBS.

Nomeação de Tigre

Ex-conselheiro tutelar, Rogério Tigre se apresenta como ativista por justiça social. Ele concorreu a vereador, mas não se elegeu, e a acabou nomeado pelo prefeito Jairo Jorge.

Ainda de acordo com a matéria do G1, Igor sustenta que ganhou o emprego por ter feito campanha para Tigre, e que o dinheiro da “rachadinha” tinha como finalidade ressarcir gastos anteriores e visar a próxima eleição.

“Ele disse que, pelos quatro anos, dois anos são para pagar dívidas de campanha e os outros dois anos para que eu possa investir na campanha de 2024. Não fiquei satisfeito, e ele respondeu que, caso eu não concordasse, não efetuasse esse repasse, eu seria exonerado”, afirma o ex-assessor à Grizotti.

Conforme a denúncia, além de Igor, outras duas funcionárias do órgão também eram obrigadas a devolver parte dos salários. Quem faria a arrecadação seria a mãe do secretário. No primeiro mês, Igor gravou em áudio as contas do repasse.

“Esse mês deu R$ 5.506. Eu tinha acertado contigo de R$ 3 mil, né? Esse mês eu não peguei o mês cheio, porque eu comecei dia 8. Daí eu fiz o cálculo… R$ 3 mil”, cita o ex-assessor na gravação obtida pela emissora.

O valor é proporcional aos dias trabalhados em janeiro, primeiro mês da nomeação. “Divididos pelos 30 dias, se eu tivesse começado dia 1º, dá R$ 100 por dia, no caso. Como eu trabalhei 24 dias, daí eu peguei R$ 2,4 mil”, afirma Igor ao repórter da RBS.

Consta também no texto divulgado que, na conversa gravada com a mãe do secretário, o assessor tenta reduzir o valor do repasse para cobrir as despesas do transporte. Mas ela diz que enfrenta dificuldades financeiras.

“Eu não sei o que o Tigre vai conversar contigo, mas é que, assim, ele deve ter te explicado. Eu estou até com a minha casa penhorada”, teria dito a suspeita, segundo apurado pela reportagem de Giovani Grizotti.

Afastamento dos cargos

A matéria traz ainda a informação de que Igor e uma colega prestaram depoimentos em uma investigação interna aberta pela prefeitura. Ele e o secretário foram afastados dos cargos.

“A prática de ‘rachadinha’, no contexto, ambas as partes envolvidas, elas estão incorrendo em um ilícito criminal. Tanto a pessoa que exige a parte, tanto a pessoa que entrega esse valor. Então, a princípio, as duas partes estariam agindo de uma forma ilícita”, aponta o controlador-geral de Canoas, Roger Almeida à equipe da RBS.

O advogado Demetrius Teixeira, porém, diz que os funcionários que fizeram a denúncia não podem ser enquadrados criminalmente.

“Somente o sujeito que exigiu a vantagem indevida será responsabilizado pelo ato. Os servidores que tiveram parte dos salários recolhidos pelo secretário são tão vítimas quanto os cofres públicos do município”, avalia.

Namorada é suspeita de coação

Igor também denuncia ao repórter investigativo que a namorada do secretário afastado teria convencido uma das denunciantes a voltar atrás no depoimento e livrar Tigre das acusações. Ele também foi procurado para se retratar e, caso desmentisse o que havia declarado, seria reconduzido ao cargo.

O novo depoimento seria registrado em cartório. Igor recebeu um termo cujo texto aponta uma retratação de qualquer declaração sobre repasses a Tigre. Porém, antes da assinatura, a namorada do ex-secretário deixou o local ao perceber a presença da reportagem da RBS TV.

A matéria relata que a namorada do secretário afastado pode responder por coação, por tentar atrapalhar a investigação. Tigre afirma desconhecer qualquer tentativa de atrapalhar a apuração do caso.

Nota da Prefeitura 

Infelizmente a prática de “rachadinha” não é nova no Brasil. E esse tipo de conduta é totalmente rechaçada na atual administração da Prefeitura de Canoas.

A denúncia foi rapidamente apurada pela Controladoria Geral do Município e os envolvidos foram sumariamente demitidos em 24 de março de 2021.

Corrupto e corruptor se interligam. Se algum funcionário tivesse acessado a Prefeitura antes de ter praticado o ilícito, seria preservado. Mas isso não aconteceu e todos foram demitidos e não afastados, como informa a matéria publicada.

A Comissão de Sindicância já apurou os fatos e encaminhará a denúncia ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Fonte: G1

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Política

Cachoeirinha terá nova eleição no próximo domingo após cassação de prefeito e vice

Redação

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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo, 12, para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos dos gestores eleitos anteriormente.

A data do pleito segue a Resolução nº 443/2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ao todo, 102.143 eleitores estão aptos a votar na cidade, que integra a 143ª Zona Eleitoral. A votação ocorrerá em 277 seções distribuídas por 34 locais.

Quatro chapas disputam a eleição:

Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP)

Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente)

Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE)

Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV)

A nova eleição ocorre após a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha cassar os diplomas do então prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice, Delegado João Paulo. A decisão teve como base acusações de irregularidades fiscais no Instituto de Previdência do município e de atentado contra o Legislativo.

Durante o dia de votação, também será realizado o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, simula uma votação oficial com candidatos reais para verificar a segurança na captação e contabilização dos votos. O procedimento ocorre no plenário do TRE-RS, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

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Política

Assembleia do RS aprova auxílio de um salário mínimo para órfãos de feminicídio

Redação

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 471/2023, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine, que prevê a criação de um benefício financeiro para crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.

O texto institui o Auxílio RS Ampara, com pagamento mensal de um salário mínimo a beneficiários de até 18 anos. Para ter acesso, é necessário residir no estado, estar matriculado na escola e ter acompanhamento dos serviços de assistência social. Em casos considerados de vulnerabilidade, o auxílio poderá ser estendido até os 24 anos, desde que o jovem esteja cursando o ensino superior. O valor poderá ser ajustado na fase de regulamentação.

Segundo a autora, a proposta busca atender crianças e adolescentes impactados diretamente pela violência. “Estamos falando de crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas por uma violência extrema. O Estado precisa estar presente não apenas na repressão ao crime, mas também no cuidado com quem fica. O Auxílio RS Ampara é uma resposta concreta, humana e necessária”, afirmou.

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Poder Executivo.

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Política

Presidente Lula sanciona leis com tornozeleira para agressores e amplia conceito de violência na Lei Maria da Penha

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei voltados à ampliação da proteção às mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 10.

Um dos principais pontos é o Projeto de Lei nº 2.942/2024, convertido na Lei nº 15.383/2026, que autoriza o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva independente no âmbito da Lei Maria da Penha. A norma permite a utilização de tornozeleiras eletrônicas, com delimitação de área de circulação e emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

A legislação também prevê prioridade para aplicação da medida em situações de risco, aumento de pena em caso de descumprimento e ampliação de recursos destinados a ações de combate à violência contra a mulher.

Outro projeto sancionado, o PL nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), inclui o conceito de violência vicária na legislação brasileira. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, como filhos ou familiares, com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle.

A nova lei também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra pessoas ligadas à vítima nesse contexto. A punição pode ser agravada em casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência, quando ocorre na presença da vítima ou em descumprimento de medidas protetivas.

Completa o conjunto o Projeto de Lei nº 1.020/2023 (Lei nº 15.382/2026), que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

As medidas atualizam a legislação sobre violência de gênero e introduzem novos mecanismos legais para prevenção, proteção das vítimas e responsabilização de agressores.

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