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25/03/2026
 

Geral

Preço da gasolina aumenta crise brasileira

Redação

Publicado

em

Por Sinara Dutra

A Petrobras anunciou o sexto aumento do ano para a gasolina. O litro do combustível passou a custar, a partir da terça-feira, 9, R$ 2,84 nas refinarias.

Este aumento de custo ocorreu em todo território brasileiro, e agora o Rio Grande do Sul passa a ter média de preço de R$ 5,50 em praticamente todos os postos. Os analistas são unânimes: deve vir mais alta de preços dos combustíveis por aí, já que os valores praticados pela Petrobras no mercado interno seguem abaixo do mercado internacional, que serve de referência para os reajustes da estatal.

De acordo com o que apurei sobre o assunto, o aumento esperado dos preços reflete a expectativa de valorização do barril do petróleo, diante da previsão de manutenção da oferta restrita pela Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) e Rússia; aliada ao crescimento projetado da economia mundial, com o avanço da vacinação contra a covid-19; e à incerteza com relação ao câmbio, diante do desequilíbrio das contas públicas nacionais.

Crescimento

Nos primeiros meses de 2021, já ocorreram vários reajustes dos preços de gasolina, óleo diesel e gás de cozinha, mas por que tantos aumentos dos combustíveis? A resposta é de que, desde o começo do ano, o preço do litro da gasolina nas refinarias aumentou 34,78% e do diesel, 27,72%. E esses aumentos são repassados para o povo por meio das empresas de distribuição e dos postos.

Outro ponto a destacar é de que o governo brasileiro reduziu a produção de gasolina, do diesel e de outros combustíveis e importa do exterior (principalmente de empresas dos Estados Unidos), assim como a produção das refinarias, que hoje têm quase 50% de capacidade ociosa, e compra pagando em dólar. Como o dólar está alto, passando de R$ 5, fica caro comprar combustíveis do exterior, segundo José Ricardo Wendling, formado em Economia.

Rombo no bolso do consumidor

Edivaldo Gomes, canoense de Niterói, desabafou enquanto abastecia em um dos postos de Canoas: “O custo mensal com a gasolina quase dobrou em pouco mais de um ano e os salários seguem iguais. Agora estamos nos movimentando menos, pois estamos mais em casa por causa da pandemia. Quando tudo voltar ao normal, não sei como vou fazer”.

Aplicativo de transporte

Para quem trabalha movido à gasolina a situação também não está fácil. Ouvi o Fabricio, motorista de um aplicativo de transporte (que não quis citar o nome da empresa), que disse: “Está horrível, em relação ao aplicativo, as tarifas ao invés de aumentarem, baixaram, e muito, inclusive a tarifação era R$ 5 o mínimo e agora está R$ 4,50. E a questão da gasolina está cada dia pior e pior. Então os ganhos diminuíram praticamente 100%. As corridas não são mais as mesmas e nem as mesmas vantagens”.

Situação em Canoas

­Conversei com Gustavo Neves Oliveira, que atua no setor, num dos postos mais movimentados de Canoas.

Timoneiro: Preço médio da gasolina está R$ 5,50 no Estado, em Canoas também segue esta média?

Gustavo: Canoas, devido ao grande número de postos existentes e a concorrência acirrada em busca de clientes, está atualmente praticando preços inferiores à média estadual. Mas a tendência com os diversos aumentos não repassados pelos revendedores é que supere esta média. A situação de restrições devido à pandemia e a redução do volume de vendas faz com que haja maior concorrência entre os postos.

Timoneiro: Esta situação gera dificuldades para os que dependem da gasolina, gerando igualmente para os proprietários?

Gustavo: Sim, o aumento dos combustíveis apenas em 2021 chegam a 50%. Tanto os consumidores quanto os proprietários estão sofrendo com os sucessivos aumentos. Simpósios acabam não conseguindo repassar os aumentos devido à enorme concorrência do setor, tornando um negócio com grande dificuldade de administração e manutenção, e em muitos casos até mesmo a falência.

 

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Policial

Investigação se aproxima do fim dois meses após desaparecimento da família Aguiar, diz delegado

Redação

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O desaparecimento da família Aguiar completa dois meses nesta terça-feira, 24, ainda cercado de mistério e sem respostas para familiares e vizinhos. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e duplo homicídio.

As buscas por Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e pelos pais dela, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, de 70, seguem em andamento. Equipes do Corpo de Bombeiros e da polícia utilizam, inclusive, cães farejadores na tentativa de localizar os corpos. Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro, enquanto os pais sumiram no dia seguinte.

A família era conhecida na região de Cachoeirinha, onde mantinha o Mercado Aguiar, na Vila Anair. Silvana também atuava como revendedora de cosméticos e auxiliava no comércio da família.

O principal suspeito do crime é o policial militar e ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde o dia 10 de fevereiro. Os dois têm um filho de 9 anos.

Segundo o delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, o inquérito está em fase final e deve ser concluído em cerca de 20 dias. A expectativa é de que a Polícia Civil solicite a conversão da prisão temporária em preventiva nas próximas semanas.

“Temos uma quantidade grande de elementos, de indícios, que apontam para a prática do crime pelo suspeito. Já conseguimos realizar uma cronologia dos acontecimentos do dia 24 e do dia 25”, afirmou o delegado.

Para verificar a versão apresentada por Cristiano, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Celular, pen drive, HD externo e um videogame foram analisados. O equipamento eletrônico foi apreendido para verificar se houve conexão com a internet na residência do suspeito durante a noite do desaparecimento, já que ele alegou ter passado o período jogando com um amigo.

A apuração, no entanto, descartou o álibi apresentado. Conforme o delegado, foi possível comprovar inconsistências na versão.

“Nós conseguimos provar que ele não esteve nos locais onde ele afirma que esteve. E além disso, ainda tem outras questões com relação à precisão de horários em que ele não conseguiu comprovar onde estava no momento”, disse.

Outro ponto levantado é que Cristiano estava com o celular de Silvana após o desaparecimento, inclusive levando o aparelho para o trabalho, em Canoas.

A motivação do crime, segundo a polícia, estaria ligada a conflitos entre o ex-casal relacionados à criação do filho. Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar divergências sobre os cuidados com a criança, que possui restrições alimentares.

“A gente já tem na investigação formalizado que a motivação passa pela tensão existente entre o suspeito e a Silvana com relação à educação do filho”, explicou o delegado.

Há ainda informações de que a vítima pretendia ingressar com uma ação judicial envolvendo a guarda da criança.

“Existem informações de que ela iria procurar um advogado para tratar questões relacionadas à guarda e outros pontos. A gente entende que isso pode ter sido o fator que desencadeou a ação dele”, completou.

A investigação também considera possível motivação patrimonial. A família possuía imóveis e outros bens, que, em caso de sucessão, poderiam ser herdados pelo neto. A polícia aguarda a quebra de sigilo bancário para aprofundar essa linha de apuração.

Até o momento, não houve movimentação nas contas bancárias das vítimas, o que reforça a hipótese de que elas não estejam vivas.

O principal suspeito deverá prestar um novo depoimento nos próximos dias, como parte da fase final das investigações.

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Geral

Temporal afeta distribuição de água em bairros de Canoas

Redação

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O abastecimento de água nos bairros Guajuviras, Igara e Ozanan, em Canoas, deve ser normalizado de forma gradual até o final da manhã desta terça-feira, 24, diz Corsan Aegea.

De acordo com a empresa, equipes atuam no conserto de um sistema eletromecânico em uma elevatória da Estação de Bombeamento de Água. O equipamento foi afetado pelo temporal que atingiu o município.

A retomada do fornecimento ocorre de maneira progressiva, podendo levar mais tempo em áreas mais altas ou distantes da rede.

Para informações ou solicitações, os moradores podem utilizar os canais de atendimento da companhia, como o aplicativo da Corsan, a Agência Virtual (cliente.corsan.com.br), atendimento via WhatsApp, ligações gratuitas pelo telefone 0800 646 6444 e videochamadas pelo site oficial.

A companhia orienta que a população priorize esses meios durante o período de manutenção, enquanto os trabalhos seguem na cidade.

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Geral

Procon RS discute alta dos combustíveis e anuncia reforço na fiscalização no Estado

Redação

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O Departamento de Defesa do Consumidor do Procon RS se reuniu na última quinta-feira, 19, com representantes do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul para discutir o aumento nos preços dos combustíveis no Estado. O encontro aconteceu na sede do Procon, em Porto Alegre, e buscou esclarecer como o setor tem atuado diante da alta registrada em todo o país.

Durante a reunião, a subsecretária de Justiça e Integridade Institucional, Cristiane Viana, ressaltou a preocupação com os impactos diretos no bolso do consumidor.

“Estamos diante de um contexto em que diversos fatores contribuem para o aumento dos preços dos combustíveis. No entanto, é fundamental garantir que esses reajustes ocorram dentro da legalidade e sem práticas abusivas”, afirmou.

De acordo com o Procon RS, a elevação dos preços está ligada a uma série de fatores, tanto externos quanto internos. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos e instabilidades globais, a valorização do dólar, que encarece a importação de combustíveis, especialmente o diesel, e o aumento da demanda no período de colheita agrícola no Estado. Também pesam questões logísticas, possíveis limitações na oferta e o chamado “efeito psicológico”, quando o medo de desabastecimento acaba pressionando ainda mais os preços.

O diretor do Procon RS, Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas, afirmou que o órgão deve intensificar a fiscalização nos próximos dias.

“Estamos trabalhando de forma articulada para identificar e coibir irregularidades. Reforçamos que o Procon RS está ao lado do consumidor e seguirá atuando para garantir transparência e equilíbrio nas relações de consumo”, destacou.

O diretor também orientou que consumidores que se sentirem prejudicados registrem denúncias nos Procons municipais ou diretamente no Procon estadual, em cidades onde não há unidade local.

Além das autoridades citadas, também participaram do encontro o diretor-adjunto do Procon RS, Sérgio Renato Teixeira, o presidente do sindicato, Fabricio Braz, o ex-presidente João Carlos Dal’Aqua e o assessor jurídico Antônio Augusto Queruz.

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