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19/08/2026
 

Geral

Motoristas de ônibus de Canoas realizam paralisação nesta segunda-feira, 21

Redação

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Na manhã desta segunda-feira, 21, os funcionários da empresa de transporte de ônibus de Canoas, a Sogal, paralisaram suas atividades. O manifesto iniciou às 8hs desta manhã, com protestos em frente à empresa.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Canoas (Sintrocan), emitiu a seguinte nota:

“Seguindo a decisão de Estado de Greve definida na assembleia geral da categoria metalúrgica de Canoas e Nova Santa Rita na semana passada e a vontade de todos os trabalhadores da Maxiforja, está sendo realizada hoje uma paralisação que vai atingir os três turnos da empresa.

O dia de protesto faz parte das mobilizações da campanha salarial e é em protesto à proposta patronal de parcelar as perdas salariais, sendo 5% retroativos à data-base (maio) e o restante pra completar os 8,34%, em dezembro.

Várias empresas da categoria já concederam reajustes repondo as perdas inflacionárias e até concedendo aumento real, mas o sindicato patronal, mais uma vez, cumpre o papel de ser intransigente na mesa de negociações, não atendendo o clamor daqueles que geram a riqueza de suas empresas.

Outras paralisações podem ser feitas durante o mês e o sindicato não descarta a possibilidade de realizar uma greve geral na categoria caso a reivindicação salarial não seja atendida”.

A empresa Sogal foi procurada por nossa equipe e respondeu:

“Estamos buscando de forma emergencial uma mediação junto ao ministério público do trabalho, na intenção de chegarmos a algum acordo com o sindicato dos trabalhadores, vale lembrar que está situação só reflete a dificuldade que enfrenta o transporte coletivo do Brasil inteiro, com exceção das cidades que possuem algum tipo de subsídio por parte do poder concedente .

Em Canoas , o prejuizo do sistema de transporte coletivo acumula perdas durante está pandemia na casa dos 15 milhões de reais, resultado da perda de passageiros que o sistema enfrenta pelos aplicativos de transporte e também pelas restrições impostas do distanciamento social…”

A greve foi decidida em assembleia no último sábado, 19, e, de acordo com os sindicalistas, só vai ser retomado após um acordo.
Em breve, mais informações…

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Policial

Operação mira grupo suspeito de fabricar armas com impressoras 3D em Canoas

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Foto: Policia Civil

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira, 19, investiga um grupo suspeito de fabricar armas de fogo com o auxílio de impressoras 3D para uma facção criminosa. A ofensiva ocorre em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, com concentração das ações em Canoas.

Ao todo, são cumpridas 20 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão. Além de Canoas, as ordens judiciais são executadas em Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo. Até o momento, 13 prisões preventivas foram realizadas, além de duas prisões em flagrante.

A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). A operação, denominada 3D, faz parte da Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, o esquema começou a ser descoberto em novembro do ano passado, quando os policiais localizaram uma fábrica clandestina instalada de forma improvisada em uma residência de Canoas. O espaço teria começado a funcionar entre dois e três meses antes de ser encontrado.

O grupo utilizava impressoras 3D para produzir partes das armas, principalmente a estrutura externa feita de plástico rígido. Essas peças eram posteriormente combinadas com componentes metálicos, como canos, molas e mecanismos de disparo. Os criminosos também fabricavam carregadores utilizando a mesma tecnologia.

De acordo com o delegado Wesley Lopes, do Denarc, além do custo reduzido, a utilização das impressoras dificultava a identificação da origem dos armamentos.

As armas produzidas não possuíam numeração ou registro oficial, o que levou os investigadores a classificá-las como “armas fantasmas”. Segundo a polícia, parte dos armamentos era destinada a uma facção criminosa com atuação no Vale do Sinos, enquanto outra parcela era comercializada pelos próprios integrantes do grupo.

Funções dentro do esquema

A investigação aponta que os suspeitos desempenhavam diferentes tarefas dentro da estrutura criminosa. Entre elas estavam a compra de impressoras, matérias-primas e componentes, fabricação e montagem das armas, ajustes, testes, transporte e distribuição.

Os policiais também apuraram que o grupo pretendia instalar uma segunda unidade de produção em Novo Hamburgo.

O uso de impressoras 3D para fabricação de armamentos pela facção já havia sido identificado pela Polícia Civil no início de 2025. Em março daquele ano, quatro impressoras foram apreendidas em um apartamento de São Leopoldo. No imóvel, os agentes também encontraram 59 carregadores de diferentes calibres produzidos com a tecnologia e semelhantes aos modelos convencionais.

Em janeiro de 2025, policiais de Novo Hamburgo já haviam apreendido dois kits Roni fabricados com material plástico. Os equipamentos são utilizados para modificar pistolas e ampliar sua capacidade de emprego.

O desafio para a investigação

A fabricação clandestina de armas sem identificação dificulta o trabalho das forças de segurança porque elimina informações que normalmente podem ser utilizadas para determinar a origem de um armamento.

O rastreamento permite relacionar armas apreendidas a registros, desvios e, em determinadas investigações, a diferentes ocorrências criminais. Sem numeração e documentação, as chamadas “armas fantasmas” reduzem essas possibilidades de identificação e criam um novo obstáculo para as investigações sobre o comércio ilegal e o uso de armamentos por organizações criminosas.

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Policial

Menina de 11 anos desaparecida em Canoas é localizada pela Polícia Civil

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Menina de 11 anos desaparecida em Canoas é localizada pela Polícia Civil

A Polícia Civil localizou, na tarde desta terça-feira, 18, a menina de 11 anos que estava desaparecida desde segunda-feira, 17, em Canoas.

Segundo a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, os agentes iniciaram as buscas assim que o desaparecimento foi registrado. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir o trajeto da menina, que teria seguido até Cachoeirinha.

Mais de 50 agentes participaram das buscas, entre policiais civis, policiais militares e guardas municipais de Canoas e Cachoeirinha. A menina acabou sendo localizada em Canoas e foi acolhida por policiais civis da DPCA.

De acordo com o delegado Maurício Barison, titular da DPCA, uma escuta especializada foi realizada e não foram identificados indícios de maus-tratos ou de outros crimes contra a criança. Conforme a investigação, o desaparecimento teria sido motivado por um desentendimento familiar relacionado ao uso do celular.

O Conselho Tutelar será acionado para acompanhar a situação familiar.

A Polícia Civil também informou que um repórter de Canoas será investigado por, segundo a corporação, tumultuar as buscas e desacatar uma policial civil ao exigir informações consideradas privilegiadas.

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Policial

Mulher morre após queda de janela em Porto Alegre; filho é preso e caso é investigado como possível feminicídio

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Uma mulher morreu após cair da janela de um apartamento na Rua Almirante Barroso, no bairro Floresta, em Porto Alegre, durante a madrugada desta terça-feira, 18. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e investiga, entre as possibilidades, a hipótese de feminicídio.

O principal suspeito é apontado como filho da vítima. Ele foi preso preventivamente pela Brigada Militar e levado para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A identidade não foi divulgada.

A ocorrência foi inicialmente registrada como violência doméstica por agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A mulher foi localizada após a queda e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu em razão dos ferimentos.

Polícia investiga o que provocou a queda

A Brigada Militar foi acionada pela síndica do condomínio já pela manhã. Segundo o registro policial, ela encontrou marcas de sangue no corredor do prédio e verificou as imagens das câmeras de segurança. As gravações indicariam que uma pessoa caiu da janela por volta das 4h.

Moradores relataram ainda ter ouvido gritos de uma mulher durante a noite. Não houve chamado à polícia no momento em que os fatos teriam ocorrido.

A investigação deverá analisar as imagens do sistema de segurança, ouvir moradores e demais testemunhas e aguardar o laudo do Departamento Médico Legal (DML). O exame deverá contribuir para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias da queda.

A partir dessas informações, a Polícia Civil deverá determinar se a mulher caiu acidentalmente, se tirou a própria vida ou se foi empurrada. O resultado da investigação também deverá definir o enquadramento criminal do caso.

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