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09/06/2026
 

Política

Simers promove painel sobre Saúde com candidatos à Prefeitura

Redação

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Nesta semana, a disputa eleitoral à Prefeitura de Canoas foi marcada por um compromisso em comum a todos os candidatos, um painel on-line realizado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), no qual todos os postulantes ao cargo de prefeito explanaram sobre a situação da saúde no município. Um ponto central do painel, e tópico que abriu as explanações dos candidatos, foi o questionamento feito pelo Sindicato a respeito de um plano de carreira para os médicos que atuam em Canoas. Os candidatos colocaram seus diferentes pontos de vista sobre a situação das carreiras médicas na cidade.

Busato (PTB), que concorre à reeleição, declarou que uma das principais metas do seu atual governo foi reconstruir a saúde na cidade. Sobre o plano de carreira, afirmou que irá discutir com os médicos para construir um plano adequado e lembrou que o plano deixado pelo prefeito anterior não atendeu às demandas da categoria.

Jairo Jorge (PSD) optou por usar a maior parte do tempo de fala para discorrer sobre os oito anos em que foi prefeito de Canoas, só nos 30 segundos finais dizendo que pretende melhorar, através de diálogo com a categoria, o plano de carreira que ele implantou durante a sua gestão à frente da Prefeitura de Canoas.

Simone Sabin (PRTB) lembrou que sua mãe trabalhava em hospital e que, por isso, sempre teve uma ligação especial com a área da saúde. Simone pontuou que as melhorias do plano de carreira são fundamentais para atrair profissionais qualificados para trabalharem na cidade e, por isso, se compromete com a pauta.

César Augusto (Republicanos) pontuou que a saúde será um grande desafio para quem for eleito prefeito, uma vez que a pandemia ainda está em curso e que as pessoas estão aprendendo a conviver com o vírus. Sobre o plano de carreira, disse que irá se inspirar no que foi feito em Santa Cruz, onde o plano foi aprovado pelo Simers.

Nelsinho Metalúrgico (PT) afirmou que defende que médicos nas funções de vigilância e regulação devem ser contratados diretamente pelo poder público, por serem funções tipicamente estatais. Também se comprometeu a conversar com a classe médica, caso eleito, para discutir o plano de carreira.

Pablo Henrique (Psol) criticou a PEC que limita o teto de gastos da saúde e chegou a citar a Inglaterra como um modelo a ser seguido. Prometeu concurso público e também afirmou que um plano de carreira tem que ser montado com auxílio da categoria, seguindo o modelo de discussão inglês.

Capitão Nascimento (PSC) disse que terá muita facilidade em ter diálogo com os médicos, pois é pai de duas médicas que atualmente fazem residência em São Paulo. Ele disse que hoje médicos são verdadeiros soldados que estão na frente da batalha e merecem toda a atenção de quem for eleito.

Camilo Bórnia (Novo) se posicionou a favor da reforma do plano de carreira, por entender que já existem profissionais da saúde contratados e eles precisam ser valorizados. No entanto, o candidato defendeu que a área médica não cresce de forma adequada no atual modelo de contratações estatais.

O candidato Ernani Daniel (Progressistas) foi o único a não participar do painel. Ele justificou sua ausência explicando, em nota enviada ao Simers, que está atualmente infectado pelo novo coronavírus.

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Política

Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

Redação

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Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

A Prefeitura de Nova Santa Rita encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de reforma da Previdência Municipal, que será votado às 18 horas desta terça-feira, 2. A proposta abre um debate sobre o equilíbrio financeiro do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores e já mobiliza diferentes setores do funcionalismo público no município.

Posição da Prefeitura

Segundo o Executivo municipal, a reforma é necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e evitar o crescimento do déficit atuarial, que atualmente supera R$ 290 milhões. A administração argumenta que esse valor representa a diferença entre os recursos disponíveis e as obrigações futuras com aposentadorias e pensões.

De acordo com a Prefeitura, sem mudanças estruturais, o déficit tende a aumentar nos próximos anos, exigindo aportes crescentes do orçamento municipal. A gestão também afirma que os recursos destinados à Previdência vêm comprometendo a capacidade de investimento da cidade em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto foi elaborado com base em estudos atuariais e, segundo o Executivo, segue recomendações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A administração também destaca que esta é a primeira reforma previdenciária da história do município e que outros entes públicos já realizaram ajustes semelhantes após mudanças na legislação nacional.

A Prefeitura projeta que a proposta possa reduzir o passivo atuarial para cerca de R$ 190 milhões, mesmo após alterações feitas ao longo do debate com servidores e entidades representativas.

Manifestantes contrários à proposta

Servidores públicos e entidades sindicais contrários ao projeto exigem regras mais brandas, e, em razão da votação do projeto nesta terça-feira, estão previstas manifestações em Nova Santa Rita. A mobilização deve ocorrer em dois momentos: às 11h30, em frente à Prefeitura, e às 17h, em frente à Câmara de Vereadores, onde o projeto será analisado e votado pelos parlamentares.

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Política

Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

Redação

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O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.

Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.

O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.

A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.

Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.

O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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Política

Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

Redação

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O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.

Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.

Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.

Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.

“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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