Simers promove painel sobre Saúde com candidatos à Prefeitura

Nesta semana, a disputa eleitoral à Prefeitura de Canoas foi marcada por um compromisso em comum a todos os candidatos, um painel on-line realizado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), no qual todos os postulantes ao cargo de prefeito explanaram sobre a situação da saúde no município. Um ponto central do painel, e tópico que abriu as explanações dos candidatos, foi o questionamento feito pelo Sindicato a respeito de um plano de carreira para os médicos que atuam em Canoas. Os candidatos colocaram seus diferentes pontos de vista sobre a situação das carreiras médicas na cidade.

Busato (PTB), que concorre à reeleição, declarou que uma das principais metas do seu atual governo foi reconstruir a saúde na cidade. Sobre o plano de carreira, afirmou que irá discutir com os médicos para construir um plano adequado e lembrou que o plano deixado pelo prefeito anterior não atendeu às demandas da categoria.

Jairo Jorge (PSD) optou por usar a maior parte do tempo de fala para discorrer sobre os oito anos em que foi prefeito de Canoas, só nos 30 segundos finais dizendo que pretende melhorar, através de diálogo com a categoria, o plano de carreira que ele implantou durante a sua gestão à frente da Prefeitura de Canoas.

Simone Sabin (PRTB) lembrou que sua mãe trabalhava em hospital e que, por isso, sempre teve uma ligação especial com a área da saúde. Simone pontuou que as melhorias do plano de carreira são fundamentais para atrair profissionais qualificados para trabalharem na cidade e, por isso, se compromete com a pauta.

César Augusto (Republicanos) pontuou que a saúde será um grande desafio para quem for eleito prefeito, uma vez que a pandemia ainda está em curso e que as pessoas estão aprendendo a conviver com o vírus. Sobre o plano de carreira, disse que irá se inspirar no que foi feito em Santa Cruz, onde o plano foi aprovado pelo Simers.

Nelsinho Metalúrgico (PT) afirmou que defende que médicos nas funções de vigilância e regulação devem ser contratados diretamente pelo poder público, por serem funções tipicamente estatais. Também se comprometeu a conversar com a classe médica, caso eleito, para discutir o plano de carreira.

Pablo Henrique (Psol) criticou a PEC que limita o teto de gastos da saúde e chegou a citar a Inglaterra como um modelo a ser seguido. Prometeu concurso público e também afirmou que um plano de carreira tem que ser montado com auxílio da categoria, seguindo o modelo de discussão inglês.

Capitão Nascimento (PSC) disse que terá muita facilidade em ter diálogo com os médicos, pois é pai de duas médicas que atualmente fazem residência em São Paulo. Ele disse que hoje médicos são verdadeiros soldados que estão na frente da batalha e merecem toda a atenção de quem for eleito.

Camilo Bórnia (Novo) se posicionou a favor da reforma do plano de carreira, por entender que já existem profissionais da saúde contratados e eles precisam ser valorizados. No entanto, o candidato defendeu que a área médica não cresce de forma adequada no atual modelo de contratações estatais.

O candidato Ernani Daniel (Progressistas) foi o único a não participar do painel. Ele justificou sua ausência explicando, em nota enviada ao Simers, que está atualmente infectado pelo novo coronavírus.

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