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04/02/2026
 

Saúde

HNSG ganha mais 10 leitos de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19 

Redação

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Desde terça-feira, 11, Canoas conta com mais 10 leitos de UTI exclusivos para pacientes confirmados ou suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Em virtude da alta taxa de ocupação, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) determinou que dez dos 20 leitos do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) serão destinados para tratamento da Covid-19.  Com isso, a cidade passa a contar com um total de 64 leitos de UTI específicos para o combate à pandemia.

Ala isolada

Os 10 leitos estão instalados em uma ala de isolamento. Ou seja, estes pacientes estão em um local do hospital que é preparado para que aqueles que estão de fato contaminados não coloquem em risco os que estão com suspeita, mas podem não ter a infecção confirmada. Ao mesmo tempo, esta ala, que conta com profissionais capacitados para atuar no combate à pandemia, também é isolada do restante do hospital, para que os demais pacientes que circulam por lá não sejam colocados em risco.

Com esta novidade, os leitos de UTI exclusivos para novo coronavírus ficam distribuídos entre Hospital Universitário (40 leitos), Hospital Nossa Senhora das Graças (10 leitos), Hospital de Pronto Socorro de Canoas (10 Leitos), Hospital de Campanha Rio Branco (2 leitos) e Hospital de Campanha Boqueirão (2 leitos).

Mães lactantes em caso de suspeita

A Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem orientando as mães para que não parem de amamentar seus filhos, mesmo que estejam com sintomas, suspeita ou já infectadas pela Covid-19. De acordo com o secretário da pasta, Fernando Ritter, os benefícios do aleitamento materno para a criança superam o risco de transmissão do vírus.

“Estamos seguindo os protocolos de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que apontam que, até o momento, não há comprovação científica de que o vírus seja transmitido pelo leite. Além disso, o leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança, fortalecendo, inclusive, seu sistema imunológico. Por isso, recomendamos que as mães diagnosticadas com covid-19 ou que estejam com suspeitas continuem amamentando, caso estejam em condições clínicas para isso e sigam as recomendações de higiene”, explica Ritter.

A nutricionista da Prefeitura, Graça Patrícia Lourenço, orienta que, entre os cuidados, as mães devem lavar as mãos antes de tocar o bebê; higienizar a mama com água e sabão se tossir ou espirrar; usar máscara durante as mamadas; evitar falar ou tossir durante a amamentação; trocar a máscara imediatamente em caso de tosse ou espirro; trocar de roupa sempre que possível. “A mãe ainda tem a opção de fazer a retirada do leite por meio de bombas de extração ou de forma manual, com a higiene adequada, e que uma pessoa que não tenha o vírus alimente ou ofereça o leite materno à criança com um copinho e uma colher”, completa Graça.

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Saúde

Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

Redação

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Vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de dez a 14 anos é estendida a todos os municípios do RS

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), informou que a vacinação contra a dengue passa a ser ofertada, a partir deste mês, em todos os municípios do Rio Grande do Sul. A ampliação dos locais de abrangência segue decisão do Ministério da Saúde, publicada recentemente, e mantém como público-alvo as crianças e os adolescentes de dez anos a 14 anos, que devem receber duas doses do imunizante com intervalo de três meses entre elas.

Até então, a estratégia de vacinação estava restrita a regiões específicas, as quais, no Estado, abrangiam 145 municípios definidos com base no histórico de casos. Com a nova medida, a imunização passa a alcançar todo o território gaúcho, beneficiando cerca de 630 mil crianças e adolescentes que se encontram na faixa etária elegível.

A SES orienta que a população acompanhe as informações divulgadas pelas prefeituras e reforça que a vacinação, aliada às ações de combate ao mosquito transmissor, é fundamental para a prevenção da dengue.

Distribuição das doses

Nesta primeira semana de fevereiro, os municípios começarão a ser abastecidos com as vacinas por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Ao todo, 61 mil doses disponíveis em estoque na SES serão distribuídas inicialmente.

Os locais e as datas em que as doses estarão disponíveis à população serão definidos por cada prefeitura assim que os municípios receberem seu respectivo quantitativo de vacinas. Novas remessas serão realizadas para os municípios de forma gradual, conforme a disponibilidade de lotes encaminhados pelo Ministério da Saúde.

Esquema vacinal

  • Público-alvo: crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos
  • Esquema: duas doses
  • Intervalo: três meses entre a primeira e a segunda doses

Vacinação contra a dengue no RS

A estratégia nacional de vacinação contra a dengue foi lançada em maio de 2024. Desde então, o Rio Grande do Sul recebeu aproximadamente 262 mil doses do imunizante.

Em um primeiro momento, a vacinação foi direcionada a seis municípios da Região Metropolitana, incluindo Porto Alegre, os quais foram selecionados com base no número de casos registrados ao longo dos últimos dez anos. Com o aumento da oferta de vacinas no país, o número de municípios contemplados foi sendo ampliado gradualmente, até alcançar os 145 municípios que integravam a estratégia.

Números da campanha

De acordo com os dados mais recentes, referentes a dezembro de 2025, cerca de 168 mil doses já haviam sido aplicadas nos municípios que participavam da estratégia. Desse total, 120 mil correspondem à primeira dose; e 48 mil, à segunda. Os números reforçam a importância de que crianças e adolescentes que iniciaram a vacinação retornem para receber a segunda dose, etapa fundamental para garantir a proteção adequada e duradoura contra a dengue.

A aplicação incompleta do esquema pode reduzir a eficácia da vacina, enquanto a conclusão das duas doses fortalece a resposta do organismo, diminuindo o risco de formas graves da doença e contribuindo para a redução da circulação do vírus no Estado.

Dengue recorde no RS

Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209 mil casos confirmados e 281 óbitos. No último ano, houve redução da circulação do vírus no Estado, com o registro de 44.029 casos e 52 mortes. Entre esses casos, 2.556 ocorreram em crianças e adolescentes de dez anos a 14 anos, faixa etária contemplada pela estratégia de vacinação. Nesse grupo, não houve registro de óbitos ao longo de 2025.

Já em 2024, três crianças e adolescentes entre dez anos dez anos a 14 anos evoluíram para óbito em decorrência da dengue, reforçando a relevância da estratégia de vacinação associada às demais ações de prevenção e vigilância em saúde.

As mortes por dengue em 2025 concentraram-se principalmente na população com 60 anos ou mais – grupo para o qual ainda não há vacina disponível –, totalizando 38 óbitos, o equivalente a 73% do total registrado no ano.

Em 2026, até o momento, o Estado contabiliza 60 casos confirmados de dengue, sendo oito deles em crianças e adolescentes entre dez anos e 14 anos, sem registro de óbitos. Mesmo com o cenário atual de menor número de casos, as autoridades de saúde mantêm o alerta para a importância da prevenção.

A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de combate à dengue, à chikungunya e ao zika vírus. A vacinação integra esse conjunto de estratégias, somando-se às ações de controle do vetor, ao uso de inseticidas e à incorporação de novas tecnologias, com o objetivo de reduzir a transmissão e proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

Futura ampliação da estratégia

Atualmente, a vacina utilizada na estratégia de imunização contra a dengue no país é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Para os próximos meses, está prevista a ampliação da oferta de vacinas, com a incorporação de um novo imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan. Denominada Butantan-DV, a nova vacina apresenta um diferencial em relação ao esquema atual por ser de dose única, sendo a primeira com essa tecnologia no mundo, o que facilita a adesão a campanhas de imunização.

A Butantan-DV começou a ser utilizada em janeiro deste ano em municípios-piloto de três Estados – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) –, com a vacinação de pessoas entre 15 e 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacinação na dinâmica de transmissão da dengue e reunir evidências científicas que subsidiem a futura implementação da estratégia em todo o país.

A vacinação do público geral deverá ser implementada de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses produzidas. A expansão está prevista para iniciar pela população de 59 anos, avançando progressivamente até alcançar o público a partir de 15 anos.

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Saúde

Simers aciona Ministério Público por falta de pediatra no HU de Canoas e hospital nega desassistência

Redação

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Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) acionou o Ministério Público neste domingo, 1º de fevereiro, por causa da ausência de médico pediatra no alojamento conjunto do Hospital Universitário de Canoas.

Segundo o Simers, a situação coloca recém-nascidos em risco imediato, já que, conforme o sindicato, o setor estaria há dois dias sem profissional responsável.

A entidade afirma que bebês nascidos nas últimas 48 horas não teriam passado por avaliação médica adequada após o parto e o período de recuperação. Para o Simers, o problema reflete um cenário de fragilização do atendimento no hospital, que já vinha sendo denunciado pelo sindicato.

No ofício enviado à Promotoria de Justiça de Canoas, o Simers pediu uma inspeção urgente na unidade para garantir a segurança dos pacientes, proteger a atuação dos médicos e assegurar atendimento digno à população. O sindicato também lembrou que residentes estão paralisados desde a última quinta-feira, 29, em protesto por melhores condições de trabalho e atendimento.

Hospital nega desassistência e diz que atendimento seguiu normal
Em resposta às acusações, a direção do Hospital Universitário de Canoas e a Associação Saúde em Movimento (AMS), gestora da unidade, divulgaram nota oficial contestando o Simers.

Segundo o hospital, não houve interrupção de atendimento no Centro Obstétrico nem nos setores de Pediatria. A gestão garante que havia número suficiente de pediatras e intensivistas pediátricos em todas as áreas.

Para sustentar essa posição, o HU apresentou dados do fim de semana. Entre sexta-feira, 30 de janeiro e domingo, 1º de fevereiro, foram realizados 23 partos e 73 atendimentos no pronto atendimento obstétrico. O hospital informou ainda que 5 bebês receberam alta do alojamento conjunto entre sexta, 30, e sábado, 31, o que, segundo a gestão, comprova o funcionamento regular dos serviços.

Sobre a menor presença de residentes em alguns setores, o HU atribuiu a situação à paralisação iniciada na quinta-feira, 29, e afirmou que o movimento foi incentivado pelo sindicato. A direção disse que poderá recorrer à Justiça para garantir o atendimento mínimo previsto em lei durante a greve.

Por fim, o hospital garantiu que nenhum recém-nascido ficou sem avaliação médica e que todos receberam atendimento conforme suas necessidades.

O Ministério Público agora analisa o caso.

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Saúde

Simers solicita descredenciamento da residência em cirurgia geral do HU de Canoas e anuncia paralisação

Redação

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) enviou, na terça-feira, 27, um ofício à Comissão Estadual de Residência Médica (CEREM-RS), com cópia à Comissão Nacional, solicitando o descredenciamento do programa de residência em cirurgia geral do Hospital Universitário (HU) de Canoas. Segundo o documento, existem deficiências na formação dos residentes e falta de condições adequadas para o desenvolvimento das atividades previstas no programa.

O pedido foi protocolado às vésperas de uma paralisação de residentes de diversas especialidades, aprovada em assembleia geral extraordinária. De acordo com o Simers, os residentes relataram situações que comprometem a qualidade da formação médica e a segurança no atendimento à população. O sindicato destaca que a solicitação de encerramento de um programa de residência é uma medida excepcional, adotada em razão da gravidade do cenário identificado.

Cremers realiza visita ao hospital
Em resposta à situação, a CEREM-RS e a Comissão Nacional de Residência Médica agendaram uma visita técnica ao hospital para avaliar as condições dos programas de residência. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) realizou, na quarta-feira, 28, uma vistoria no HU, como parte do acompanhamento da saúde no município de Canoas, que enfrenta dificuldades há vários meses. O conselho informou que a inspeção visa verificar presencialmente as condições de trabalho médico e de atendimento aos pacientes.

Simers cobra direção do HU por atraso nos pagamentos
Na quinta-feira, 29, representantes do Simers se reuniram com a direção do HU e a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da Ulbra, para tratar da paralisação e das condições dos programas de residência. O presidente do Simers, Marcelo Matias, cobrou da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do hospital, o pagamento de médicos e melhores condições de trabalho.
Segundo Matias, a atraso no pagamento de honorários resultou na saída de profissionais, prejudicando a composição das escalas e inviabilizando a manutenção de preceptores e anestesistas, o que afeta diretamente a residência em cirurgia geral. Ele também destacou outras irregularidades, como médicos sem registro de especialidade e profissionais que precisam se dividir entre setores, como a UTI Neonatal e a sala de parto, comprometendo a segurança do atendimento.

Contraponto
O Timoneiro procurou a Prefeitura de Canoas para se manifestar sobre o tema, que disse que a Associação Saúde em Movimento que reponde pelo HU. Também procurado, até o fechamento desta edição a entidade gestora do HU não havia se manifestado sobre o assunto.

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