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29/10/2026
 

Política

Beth Colombo é absolvida no processo dos “R$ 500 mil” de 2016

Redação

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No último dia 21 de maio, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), reformou, por unanimidade (sete votos a zero), a sentença em que a ex-vice-prefeita de Canoas Beth Colombo (Republicanos) havia sido condenada e se tornado inelegível por oito anos, pelo juiz da 134ª Zona Eleitoral, no caso dos cerca de R$ 460 mil encontrados com o tesoureiro Guilherme Ortiz no comitê de campanha da chapa durante a corrida eleitoral de 2016, quando Beth e Mário Cardoso concorriam à Prefeitura.

Os desembargadores entenderam que ambos não tinham conhecimento da existência do dinheiro apreendido, nem responsabilidade pelo fato. A condenação, no entanto, foi mantida ao tesoureiro. Da decisão, cabe recurso ao TRE-RS.

Entrevista concedida

O Timoneiro entrevistou, com exclusividade, Beth Colombo, que falou sobre sua absolvição, projetos futuros e o desejo de não concorrer a cargo político neste ano.

Confira:


Jornal Timoneiro: Como foi receber a notícia da absolvição?

Beth Colombo: A absolvição com certeza foi um momento de muita alegria. Fiquei em paz, porque esse tema me perseguiu e me atormentou por quase quatro anos. E quando digo perseguiu é porque que de fato sempre permaneceu uma suspeita que tivesse cometido o equívoco, ou crime, como queiram chamar, naquele período da eleição de 2016. Até porque fui acusada de ter desviado recursos e, enfim, as acusações que foram feitas davam margem a várias interpretações para a opinião pública, este foi, para mim, o pior, pois passou a ser uma calúnia. Agora com a absolvição por unanimidade fica claro que não estive envolvida com absolutamente nada naquele período e que de lá pra cá só tive um objetivo em relação a isso, que era a justiça ser feita e ser revelada. Em quatro mil páginas de um processo, não havia uma palavra, uma linha, nada, que pudesse mostrar que eu tivesse participação nesse evento, nesse fato, então hoje estou muito tranquila, mas estive quatro anos atormentada.

Timoneiro: Desde que recorreste da sentença, parecia estar firme e segura. Em algum momento teve medo ou receio de que a justiça não fosse feita?

Beth: Tens razão, eu sempre me mantive muito firme em relação à minha postura, e na minha vida. Eu tinha a tranquilidade, a consciência e a certeza que não tinha qualquer culpa nesse sentido. Medo a gente tem sempre, olha bem: teve uma primeira instância que me condenou, que me tirou direitos eleitorais, que era o de menos, pois, pior de tudo é que havia uma condenação da minha pessoa, e isso me incomodava muito. Mas, com a equipe de advogados que estava cuidando do processo e a competência deles, me sentia esperançosa, e também com segurança e fé que a justiça chega, que ela acontece. Numa fala do Deputado Carlos Gomes, num momento de bastante aflição, ele me disse que não importa o tamanho da injustiça, quando a justiça chega e é feita, ela é muito maior que a injustiça. E eu acreditei sempre nisso, e de fato a justiça foi feita e foi muito maior: por unanimidade! Então, me mantive firme, nessa fé, nessa esperança e na certeza de que no final, tudo daria certo. Mas tive medo sim, e tenho muito medo das falsas notícias e acusações. Hoje nós vivemos num tempo de que quem acusa não precisa provar nada, e sim o acusado provar sua inocência, e isso, às vezes, requer tempo, dinheiro e muita serenidade. Enfim, eu consegui.

Timoneiro: Nos dias atuais, a senhora está trabalhando ou se dedicando a algum projeto dentro da política?

Beth: Atualmente, trabalho na Assembleia Legislativa, coordeno a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, que o Deputado Sergio Peres preside. Desde 2017, assumi a Secretaria Estadual das Mulheres Republicanas, e preparamos as eleições de 2018. Fortalecendo a sigla, mas especialmente motivando mulheres a se engajarem ao processo político. Fomos vitoriosos, porque nós conseguimos com 12 candidatas mais de 56 mil votos, e elegemos a primeira deputada mulher no Republicanos, Fran Somensi, e a primeira suplente a deputada, que sou eu. No próximo pleito teremos no estado mais de 600 mulheres concorrendo. É um grande projeto político, um resultado de maior engajamento de mulheres dentro do Republicanos, além de ser um trabalho que gosto muito de realizar.

Timoneiro: Quais são os seus projetos futuros?

Beth: Projetos eu tenho muitos, de trabalho ou na militância política. Mas, no futuro mais próximo é a candidatura à majoritária republicana dentro da cidade de Canoas. Vou caminhar ao lado dos nossos candidatos ao executivo, mobilizando nossa militância para um sucesso republicano, e junto, paralelo, a vereadores e vereadoras. Temos uma nominata de pré-candidatas forte. Esse é meu grande projeto político em curto prazo. Vamos estar juntos, e realizar esse desafio. Hoje o partido está pronto para concorrer.

Timoneiro: Pretende concorrer a algum cargo político?

Beth: Concorrer a um cargo político em 2020 não. Foi uma decisão pessoal minha, desde o começo do ano, quando começou-se a trabalhar a nominata. Conversei com a direção nacional e estadual do partido, e manifestei o desejo de ficar fora desse processo eleitoral, tinha minhas razões, continuo tendo, e são minhas. Uma das razões era – não que estivesse inelegível, porque a elegibilidade da condenação aqui em Canoas coube recurso, eu sou elegível -, que já havia decidido que em 2020 não iria disputar nenhum cargo político. Não concorro na majoritária, nem na proporcional, serei cabo eleitoral dos republicanos. Uma coisa é certa, estarei nas ruas, estarei nos portões das casas – se a pandemia acabar e permitir- falando dos nomes republicanos e aproveitando para mostrar minha absolvição.

Para o futuro, alguns dizem e é real, que a Deus pertence, e vou continuar trabalhando e fazendo meu trabalho político, que é o que me dá alegria, pois tenho o prazer de fazer parte do processo político na cidade que eu moro e no estado, para que a gente, através da política, tenhamos o resultado que tanto buscamos. Através da política que vamos poder transformar a vida das pessoas.

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Política

Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF apura possível saída do Brasil pela Argentina

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Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF apura possível saída do Brasil pela Argentina

A Polícia Federal (PF) apura se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, possivelmente passando pela Argentina, após ser proibido de viajar para o exterior por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso ganhou repercussão nesta terça-feira, 27, depois que o prazo para a entrega dos passaportes terminou sem confirmação de que os documentos haviam sido recebidos pela corporação.

A investigação sobre o possível deslocamento do parlamentar foi iniciada após informações divulgadas pela imprensa argentina indicarem que ele teria atravessado a fronteira brasileira e planejado seguir viagem em uma aeronave particular. Até o momento, porém, as informações sobre sua saída do território nacional são contraditórias e não há confirmação independente de que ele tenha deixado o país.

Ordem judicial foi comunicada na segunda-feira, 26

O caso começou a ganhar repercussão na segunda-feira, 26, quando Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes.

Segundo o senador, a abordagem ocorreu naquela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Na ocasião, Flávio afirmou que os agentes comunicaram uma determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil.

A decisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e está relacionada a uma investigação em andamento no STF. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a medida estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega dos documentos de viagem e determinou restrições adicionais ao parlamentar.

A decisão tramita sob sigilo judicial. Por isso, parte de seus fundamentos e detalhes não está disponível publicamente. Reportagens que tiveram acesso a informações do processo indicam que a ordem também prevê o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz, que é investigado no mesmo caso.

Em sua manifestação pública, Flávio declarou que cumpriria a determinação e que iria se defender da medida, a qual classificou como uma tentativa de intimidação. Ele também questionou os fundamentos da decisão e relacionou sua adoção a declarações feitas pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral.

Prazo terminou nesta terça-feira, 27

O prazo de 24 horas concedido para a entrega dos passaportes terminou nesta terça-feira, 27. Na manhã do mesmo dia, reportagens informaram que a Polícia Federal ainda não havia confirmado o recebimento dos documentos.

A ausência de confirmação levou a novas diligências para verificar o cumprimento da ordem judicial. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a PF também se mobilizou para recolher os documentos e checar o paradeiro do senador.

O ponto central é que a determinação judicial não se limitava à entrega dos passaportes: ela também proibia Flávio de deixar o território brasileiro. Por isso, a possibilidade de uma viagem internacional passou a ser investigada pelas autoridades.

Até o momento das informações divulgadas nesta terça-feira, não havia confirmação pública de que o senador tivesse entregue os documentos nem de que tivesse cruzado a fronteira. A falta de confirmação da entrega, por si só, não esclarece onde ele está nem comprova uma eventual saída clandestina do país.

Imprensa argentina relata possível passagem pela fronteira

A suspeita de uma possível saída do Brasil ganhou força após uma reportagem do jornal argentino Infobae indicar que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira com a Argentina e planejado seguir para os Estados Unidos em um avião particular.

Segundo os relatos reproduzidos por veículos brasileiros, a viagem teria passado por Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A informação mencionava uma aeronave particular e procedimentos de imigração e alfândega para passageiros e tripulantes.

A Polícia Federal passou a verificar informações sobre possíveis deslocamentos e registros de fronteira, além de buscar esclarecimentos junto às autoridades argentinas.

Entretanto, a versão não foi confirmada de maneira independente. O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, negou, em declaração à Bloomberg reproduzida pelo SBT News, que Flávio tivesse entrado na Argentina. Ele também contestou a informação sobre um voo com as características descritas na reportagem.

Há, portanto, versões divergentes: de um lado, relatos atribuídos a aliados do senador e informações publicadas pela imprensa argentina; de outro, a negativa apresentada por um representante do governo argentino. A apuração da PF busca esclarecer se houve deslocamento internacional e, caso tenha ocorrido, em quais circunstâncias.

O que motivou a decisão do STF?

A ordem judicial está ligada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os investigadores analisam movimentações financeiras e possíveis vínculos entre empresas relacionadas ao advogado e negócios do setor de apostas. A apuração também envolve suspeitas relacionadas à origem e à circulação de recursos.

As informações disponíveis apontam que a Polícia Federal investiga a possível participação de Flávio no caso, enquanto Willer Tomaz também é alvo das apurações. A existência de uma investigação, contudo, não equivale a uma condenação, e as suspeitas precisam ser examinadas pelas autoridades competentes.

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada no âmbito desse processo, mas, como o procedimento corre sob sigilo, não é possível atribuir com certeza todos os fundamentos da medida a informações que não foram oficialmente divulgadas.

Flávio questiona a decisão e nega intenção de deixar o país

Ao tornar pública a intimação, Flávio Bolsonaro contestou a decisão judicial e afirmou que pretendia entregar os passaportes e se defender. O senador também questionou o momento em que a ordem foi determinada.

Em sua manifestação, ele relacionou a medida a declarações de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Em entrevista divulgada na semana anterior, Eduardo havia defendido que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota na eleição presidencial.

Flávio argumentou que não havia manifestado intenção de sair do país e criticou a proibição de viagem. A declaração pública de que cumpriria a ordem, entretanto, não substitui a confirmação formal da entrega dos documentos, que ainda precisava ser esclarecida pelas autoridades nesta terça-feira.

As informações sobre uma possível viagem também precisam ser analisadas separadamente das declarações políticas e das suspeitas investigadas no STF. Até que surjam evidências verificáveis, não é possível afirmar que o senador tenha fugido do Brasil.

O que acontece agora?

A Polícia Federal trabalha para esclarecer dois pontos principais: se Flávio Bolsonaro cumpriu a determinação de entregar os passaportes e se deixou o território nacional após a proibição judicial.

A verificação de registros migratórios, a troca de informações com autoridades argentinas e a checagem de eventuais voos podem ajudar a esclarecer o caso. Se forem identificados elementos que indiquem descumprimento da ordem, caberá às autoridades competentes avaliar as medidas legais aplicáveis.

Até a divulgação das informações disponíveis nesta terça-feira, 27, o cenário permanecia em aberto. A não confirmação da entrega dos passaportes e os relatos sobre uma possível passagem pela Argentina motivaram a apuração, mas não comprovam, isoladamente, que Flávio Bolsonaro tenha deixado o país.

O caso reúne, assim, três questões distintas: o cumprimento de uma determinação judicial, a investigação financeira em curso no STF e a verificação de uma possível viagem internacional. A confirmação dos fatos dependerá das diligências das autoridades e de informações oficiais sobre o paradeiro do senador.

A reportagem poderá ser atualizada à medida que a Polícia Federal, o STF, as autoridades argentinas ou a defesa do senador apresentarem novas informações.

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Política

Secretário de Educação de Cachoeirinha é afastado após suspeita de uso de diploma falso; veja o que diz a Prefeitura

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O secretário municipal de Educação de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ildo Junior da Silva Dias, foi afastado do cargo por 180 dias por determinação judicial. A decisão foi cumprida nesta segunda-feira, 26, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que investiga suspeitas de uso de documento falso e falsidade ideológica.

A ação foi realizada pela Ficco, força integrada que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Cachoeirinha, na Secretaria Municipal de Educação e na residência do investigado.

Segundo o delegado Pablo Maciel Soares, a investigação apura se o secretário utilizou documentos falsos para comprovar sua escolaridade.

A suspeita é de que Ildo tenha apresentado um diploma falso ao assumir um cargo comissionado em 2017, antes de ser nomeado secretário municipal. Conforme as informações divulgadas, a função exigia ensino médio completo, mas ele teria concluído essa etapa de ensino somente em 2025, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A Polícia Civil ressaltou que apenas o secretário é alvo da operação e que o poder público municipal não é objeto de suspeita na investigação.

O que diz a Prefeitura de Cachoeirinha

Em nota oficial, a Prefeitura de Cachoeirinha afirmou que os documentos apresentados por Ildo Junior para assumir o cargo passaram pelos procedimentos de conferência e análise da Secretaria Municipal de Administração. Segundo o município, a regularidade da documentação foi verificada conforme os procedimentos administrativos adotados na época.

A administração informou ainda que solicitará acesso aos autos do inquérito para conhecer os elementos que fundamentaram a investigação, buscar esclarecimentos e prestar informações à população.

O município declarou respeitar as decisões judiciais, o trabalho das autoridades e os princípios da presunção de inocência e da ampla defesa. Também afirmou que os serviços públicos e as atividades administrativas seguem normalmente.

Relação familiar com a prefeita interina

Ildo Junior da Silva Dias é filho de Jussara Caçapava (Avante), que assumiu interinamente a Prefeitura de Cachoeirinha. Ela havia sido eleita em um pleito suplementar realizado em abril deste ano, mas teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

O vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, conhecido como Mano (PL), também teve o mandato cassado.

A investigação sobre o secretário segue sob responsabilidade das autoridades policiais. Até o momento, as suspeitas investigadas não representam uma condenação, e o caso deve seguir os trâmites legais.

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Política

Flávio Bolsonaro anuncia pedido de anulação das eleições e questiona decisão do STF

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República neste domingo, 25, afirmou que pretende recorrer à Justiça para solicitar a anulação das eleições de 2026. A declaração foi feita após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a extensão do horário de votação em duas horas.

Flávio contestou a decisão, alegando que a alteração ocorreu durante o processo eleitoral e representou uma mudança nas regras da disputa. O senador também questionou a atuação de Zanin, que não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e criticou a medida por ter sido adotada às 17h01.

Segundo o candidato derrotado, a decisão comprometeria a igualdade entre eleitores de diferentes municípios e estados. Ele afirmou que pretende utilizar os recursos jurídicos disponíveis para contestar o resultado das urnas.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou Flávio, ao anunciar que sua equipe jurídica pedirá a anulação do pleito.

O senador também argumentou que não teria como saber quantos votos poderia ter recebido em localidades onde, segundo ele, não houve reabertura das urnas.

A manifestação, entretanto, diverge de uma solicitação apresentada pela própria campanha do PL ao TSE na tarde de domingo. A equipe de Flávio havia pedido a ampliação do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, em razão de problemas relacionados às chuvas.

Autoridades defendem a regularidade do processo eleitoral

Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou sobre a votação. O procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público cumpriu seu papel de fiscalizar o processo, investigar possíveis irregularidades e garantir o respeito à vontade dos eleitores.

Em pronunciamento ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que não havia motivos para contestar o resultado e destacou a importância de respeitar a decisão expressa nas urnas.

Alcolumbre também mencionou o cenário de polarização política no país e defendeu que o presidente eleito trabalhe para reduzir a divisão entre os brasileiros.

TSE rebate declaração sobre fiscais do PL

Além de questionar a extensão do horário de votação, Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal teriam sido retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração dos votos.

O tribunal negou a alegação. De acordo com o TSE, a sala-cofre não é aberta à visitação, e os representantes do PL acompanharam a totalização dos votos e a divulgação dos resultados no espaço destinado à fiscalização eleitoral.

Lula vence Flávio e conquista quarto mandato

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República neste domingo, 25, após derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com a vitória, o petista garantiu seu quarto mandato presidencial por meio do voto popular, tornando-se o primeiro brasileiro a alcançar esse feito.

A confirmação ocorreu às 21h08, quando 97% das urnas haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula registrava 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro.

O resultado representou uma reviravolta em relação ao primeiro turno, quando o candidato do PL havia obtido 47% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45%.

Fundador do Partido dos Trabalhadores, Lula chegou à Presidência pela primeira vez em 2002 e foi reeleito em 2006. Depois de deixar o cargo, retornou ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, na eleição presidencial de 2022.

No próximo mandato, Lula deverá lidar com desafios políticos e econômicos, incluindo a necessidade de negociar com um Congresso Nacional de maioria oposicionista, administrar as contas públicas e cumprir as propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.

A vitória também marca mais um capítulo da trajetória política do presidente, que enfrentou derrotas eleitorais, passou 580 dias preso em decorrência de condenações posteriormente anuladas pelo STF e voltou a disputar a Presidência após recuperar seus direitos políticos.

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