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30/04/2026
 

Política

Beth Colombo é absolvida no processo dos “R$ 500 mil” de 2016

Redação

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No último dia 21 de maio, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), reformou, por unanimidade (sete votos a zero), a sentença em que a ex-vice-prefeita de Canoas Beth Colombo (Republicanos) havia sido condenada e se tornado inelegível por oito anos, pelo juiz da 134ª Zona Eleitoral, no caso dos cerca de R$ 460 mil encontrados com o tesoureiro Guilherme Ortiz no comitê de campanha da chapa durante a corrida eleitoral de 2016, quando Beth e Mário Cardoso concorriam à Prefeitura.

Os desembargadores entenderam que ambos não tinham conhecimento da existência do dinheiro apreendido, nem responsabilidade pelo fato. A condenação, no entanto, foi mantida ao tesoureiro. Da decisão, cabe recurso ao TRE-RS.

Entrevista concedida

O Timoneiro entrevistou, com exclusividade, Beth Colombo, que falou sobre sua absolvição, projetos futuros e o desejo de não concorrer a cargo político neste ano.

Confira:


Jornal Timoneiro: Como foi receber a notícia da absolvição?

Beth Colombo: A absolvição com certeza foi um momento de muita alegria. Fiquei em paz, porque esse tema me perseguiu e me atormentou por quase quatro anos. E quando digo perseguiu é porque que de fato sempre permaneceu uma suspeita que tivesse cometido o equívoco, ou crime, como queiram chamar, naquele período da eleição de 2016. Até porque fui acusada de ter desviado recursos e, enfim, as acusações que foram feitas davam margem a várias interpretações para a opinião pública, este foi, para mim, o pior, pois passou a ser uma calúnia. Agora com a absolvição por unanimidade fica claro que não estive envolvida com absolutamente nada naquele período e que de lá pra cá só tive um objetivo em relação a isso, que era a justiça ser feita e ser revelada. Em quatro mil páginas de um processo, não havia uma palavra, uma linha, nada, que pudesse mostrar que eu tivesse participação nesse evento, nesse fato, então hoje estou muito tranquila, mas estive quatro anos atormentada.

Timoneiro: Desde que recorreste da sentença, parecia estar firme e segura. Em algum momento teve medo ou receio de que a justiça não fosse feita?

Beth: Tens razão, eu sempre me mantive muito firme em relação à minha postura, e na minha vida. Eu tinha a tranquilidade, a consciência e a certeza que não tinha qualquer culpa nesse sentido. Medo a gente tem sempre, olha bem: teve uma primeira instância que me condenou, que me tirou direitos eleitorais, que era o de menos, pois, pior de tudo é que havia uma condenação da minha pessoa, e isso me incomodava muito. Mas, com a equipe de advogados que estava cuidando do processo e a competência deles, me sentia esperançosa, e também com segurança e fé que a justiça chega, que ela acontece. Numa fala do Deputado Carlos Gomes, num momento de bastante aflição, ele me disse que não importa o tamanho da injustiça, quando a justiça chega e é feita, ela é muito maior que a injustiça. E eu acreditei sempre nisso, e de fato a justiça foi feita e foi muito maior: por unanimidade! Então, me mantive firme, nessa fé, nessa esperança e na certeza de que no final, tudo daria certo. Mas tive medo sim, e tenho muito medo das falsas notícias e acusações. Hoje nós vivemos num tempo de que quem acusa não precisa provar nada, e sim o acusado provar sua inocência, e isso, às vezes, requer tempo, dinheiro e muita serenidade. Enfim, eu consegui.

Timoneiro: Nos dias atuais, a senhora está trabalhando ou se dedicando a algum projeto dentro da política?

Beth: Atualmente, trabalho na Assembleia Legislativa, coordeno a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, que o Deputado Sergio Peres preside. Desde 2017, assumi a Secretaria Estadual das Mulheres Republicanas, e preparamos as eleições de 2018. Fortalecendo a sigla, mas especialmente motivando mulheres a se engajarem ao processo político. Fomos vitoriosos, porque nós conseguimos com 12 candidatas mais de 56 mil votos, e elegemos a primeira deputada mulher no Republicanos, Fran Somensi, e a primeira suplente a deputada, que sou eu. No próximo pleito teremos no estado mais de 600 mulheres concorrendo. É um grande projeto político, um resultado de maior engajamento de mulheres dentro do Republicanos, além de ser um trabalho que gosto muito de realizar.

Timoneiro: Quais são os seus projetos futuros?

Beth: Projetos eu tenho muitos, de trabalho ou na militância política. Mas, no futuro mais próximo é a candidatura à majoritária republicana dentro da cidade de Canoas. Vou caminhar ao lado dos nossos candidatos ao executivo, mobilizando nossa militância para um sucesso republicano, e junto, paralelo, a vereadores e vereadoras. Temos uma nominata de pré-candidatas forte. Esse é meu grande projeto político em curto prazo. Vamos estar juntos, e realizar esse desafio. Hoje o partido está pronto para concorrer.

Timoneiro: Pretende concorrer a algum cargo político?

Beth: Concorrer a um cargo político em 2020 não. Foi uma decisão pessoal minha, desde o começo do ano, quando começou-se a trabalhar a nominata. Conversei com a direção nacional e estadual do partido, e manifestei o desejo de ficar fora desse processo eleitoral, tinha minhas razões, continuo tendo, e são minhas. Uma das razões era – não que estivesse inelegível, porque a elegibilidade da condenação aqui em Canoas coube recurso, eu sou elegível -, que já havia decidido que em 2020 não iria disputar nenhum cargo político. Não concorro na majoritária, nem na proporcional, serei cabo eleitoral dos republicanos. Uma coisa é certa, estarei nas ruas, estarei nos portões das casas – se a pandemia acabar e permitir- falando dos nomes republicanos e aproveitando para mostrar minha absolvição.

Para o futuro, alguns dizem e é real, que a Deus pertence, e vou continuar trabalhando e fazendo meu trabalho político, que é o que me dá alegria, pois tenho o prazer de fazer parte do processo político na cidade que eu moro e no estado, para que a gente, através da política, tenhamos o resultado que tanto buscamos. Através da política que vamos poder transformar a vida das pessoas.

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Política

Câmara de Canoas concede título de Cidadão Canoense ao pastor Sinésio Luis da Silva Neto

Redação

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A Câmara Municipal de Canoas realizou, na terça-feira, 28, a entrega do título de Cidadão Canoense ao pastor Sinésio Luis da Silva Neto, líder da Igreja Batista da Lagoinha no município. A homenagem reconhece os serviços prestados à comunidade, com destaque para a atuação social e comunitária desenvolvida na cidade.

Natural de Mari, na Paraíba, Sinésio chegou ao Rio Grande do Sul ainda jovem e passou a viver em Canoas em 2007. Formado em Direito, atuou como advogado antes de iniciar a trajetória pastoral. Em 2017, fundou a Igreja Batista da Lagoinha de Canoas, que começou em sua residência e atualmente reúne mais de 3 mil membros.

A proposta da homenagem foi apresentada pela vereadora Larissa Rodrigues (PL), que destacou a trajetória do pastor e a participação em ações comunitárias, especialmente durante a enchente de 2024, quando liderou mobilizações de voluntários e ações de resgate nos bairros Fátima e Rio Branco.

“Mais do que uma homenagem, este reconhecimento representa a gratidão da nossa cidade a alguém que escolheu Canoas para construir a sua história e seu compromisso com as pessoas”, afirmou a vereadora.

O presidente da Câmara, vereador Abmael Almeida, também ressaltou o crescimento da igreja ao longo dos anos e a atuação social da instituição no município. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Lagoinha contribui de forma significativa para a comunidade canoense.

Além da atuação religiosa, Sinésio é um dos fundadores do Instituto Transformando Histórias, organização que oferece apoio psicológico, jurídico e capacitação profissional, além de promover ações sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

Ao receber a honraria, o pastor agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso com a cidade.

“Recebo este título com gratidão e senso de responsabilidade. Canoas é o lugar onde construí minha história e onde sigo servindo à comunidade com propósito”, declarou.

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Política

Cachoeirinha avança na implantação de nova delegacia, mas demanda por DPPA segue sem definição

Redação

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Foto: Divulgação

A deputada estadual Patrícia Alba (MDB) destacou a cessão de um terreno pela Prefeitura de Cachoeirinha para a construção da sede própria da 2ª Delegacia de Polícia, que será instalada no bairro Colinas.

Segundo ela, apesar do avanço, a principal demanda do município segue sendo a implantação de uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e de uma Delegacia da Mulher.

“É inconcebível que Cachoeirinha, com mais de 140 mil habitantes, ainda não tenha uma estrutura de segurança com operação 24 horas. Muitas mulheres deixam de registrar ocorrências, pois acabam desistindo de ir a Gravataí para denunciar agressores. Nós reiteramos essa demanda com o vice-governador do Estado, Gabriel Souza, que já encaminhou o assunto para análise junto aos órgãos competentes no governo”, afirmou.

Patrícia citou ainda um caso ocorrido no município envolvendo a família Aguiar. Segundo ela, um casal de idosos procurou atendimento em um fim de semana para registrar o desaparecimento da filha, mas não conseguiu formalizar a ocorrência porque a delegacia estava fechada.

A deputada informou que as demandas são tratadas em conjunto com a presidente da Subseção Cachoeirinha da OAB, Flávia Casotti, o promotor Michael Flach, o conselheiro seccional da OAB André Lima de Moraes e outras lideranças locais. Segundo as entidades, a estrutura da 1ª Delegacia de Polícia poderia ser utilizada para viabilizar uma DPPA em caráter emergencial.

A pauta já foi discutida em reunião com o vice-governador Gabriel Souza em novembro de 2025, com a participação do ex-prefeito Cristian Wasen e do ex-vice-prefeito delegado João Paulo.

Em setembro de 2025, durante audiência pública na Câmara de Cachoeirinha sobre a elevação de entrância, a deputada também tratou do tema junto ao vice-governador. O encontro contou com a presença do promotor Bill Jerônimo Scherer e dos delegados André Lobo Anicet, da 1ª DP, e Ernesto Prestes, da 2ª DP.

Patrícia afirmou que o trabalho busca melhorias na estrutura de segurança do município.

“Seguimos trabalhando para que Cachoeirinha tenha uma estrutura completa, capaz de atender os cidadãos com rapidez e dignidade”, disse.

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Política

Vereador Alexandre Gonçalves mobiliza população por dragagem do Guaíba e petição passa de 3 mil assinaturas

Redação

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O vereador Alexandre Gonçalves (PDT) lançou uma petição online em defesa da dragagem do Rio Guaíba. Segundo o parlamentar, o objetivo é mobilizar a população e pressionar o poder público para a realização da obra. De acordo com o vereador, a petição já ultrapassou 3 mil assinaturas e a meta é alcançar 10 mil apoios.

A mobilização ocorreu após a divulgação de vídeos nas redes sociais mostrando pontos de assoreamento no leito do rio. Nas imagens publicadas pelo vereador, aparecem trechos com baixo nível de água em áreas que, segundo ele, antes apresentavam maior profundidade.

Segundo Alexandre Gonçalves, a dragagem é necessária para melhorar o escoamento da água e reduzir riscos de enchentes na região. O parlamentar afirmou que a medida faz parte de uma ação preventiva diante de possíveis eventos climáticos.

“O Guaíba precisa de atenção agora, antes que a população enfrente tudo de novo”, declarou o vereador.

Alexandre Gonçalves também informou que participou de reuniões com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, onde, segundo ele, foram apresentados possíveis cronogramas para a dragagem. O vereador afirmou que a intenção é ampliar o número de assinaturas para cobrar uma ação do Governo do Estado.

“A ideia é reunir o maior número de assinaturas e pressionar o Governo do Estado a agir. Tivemos reuniões importantes, mas acreditamos que isso não pode mais esperar”, disse.

Além da mobilização online, o vereador informou que tem realizado visitas em áreas afetadas e conversas com moradores para ampliar a discussão sobre o tema.

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