Beth Colombo é condenada inelegível por oito anos

Consta da sentença, proferida pelo juiz Geraldo Anastácio Brandeburski Júnior, em ação de investigação eleitoral de n. 0000382-15.2016.6.21.0171, para apuração de possíveis irregularidades ocorridas durante a campanha eleitoral de 2016 para Prefeitura de Canoas, a condenação de Lúcia Elisabeth Colombo Silveira, Mario Luís Cardoso e Guilherme Ortiz de Souza, tendo sido declarada a inelegibilidade destes, a se computar nos oito anos subsequentes à eleição de 2016. Tal sanção tem como base a apreensão de R$ 460.000,00 encontrados dentro do Comitê de Campanha da chapa da candidata e na residência de seu tesoureiro, não tendo sido declarada a sua origem e sequer a apresentação de qualquer justificativa pelos réus, para explicar a presença de tamanha quantia financeira.
O juízo entendeu haver provas suficientes para indicar a captação ilegal de recursos e a relação direta dos valores apreendidos com a campanha então em curso, uma vez que o dinheiro foi recolhido pelo gestor financeiro da campanha de diversos possíveis interessados na eleição dos investigados.
E, referente à ilicitude da origem dos valores apreendidos há as seguintes observações: a quantia apreendida até hoje não foi explicada, apesar de passado mais de dois anos do ocorrido; os valores não foram depositados na conta oficial da campanha, estavam sem recibo, sem identificação e em limite superior ao autorizado; e há provas de gastos de campanha sem o devido registro.
Na decisão, ressalvou-se que incide a responsabilidade pessoal do candidato pelos recursos arrecadados e pelos gastos efetuados na sua campanha eleitoral. Assim, o aumento do orçamento da campanha eleitoral era de interesse direto dos então candidatos Elisabeth e Mario, que escolheram livremente o nome de Guilherme Ortiz para atuar como tesoureiro, havendo, assim, a responsabilização de todos.
O coordenador da campanha era o ex-prefeito Jairo Jorge. A decisão de primeiro grau foi proferida nesta quinta-feira, 11 de julho, e cabe recurso.