Geral
Sogal questiona licitação do transporte coletivo


O transporte público de Canoas, assim como em diversas localidades, é centro de críticas e debates. Na última semana, a Prefeitura de Canoas anunciou que a licitação do transporte coletivo teve sua primeira etapa realizada, com a execução de um Plano de Mobilidade Urbana. A administração ainda ressaltou que a licitação pode ocorrer já em agosto de 2019. A Sogal, empresa que atualmente presta o serviço, questiona a legalidade da nova licitação e pede na Justiça a prorrogação de seu contrato por mais 10 anos. O diretor da Sogal, Marlon Casagrande, concedeu entrevista ao jornal Timoneiro, onde apontou a visão da empresa diante deste processo.
Legalidade
De acordo com Marlon, a Sogal não vê nenhuma possibilidade legal de efetuação de nova licitação. Ele afirma que a empresa demonstrou, em juízo, que possui um contrato cuja cláusula de prorrogação é de dez anos. Em ação judicial, “a Sogal tenta assegurar o direito de prorrogação do atual contrato que, pela regra do Edital, do Contrato firmado pelo Município e pela lei municipal, tinha que ser efetuada por dez anos e não por um ano”, detalha Marlon.
Investimento
“O Município induziu a Sogal a efetuar um investimento em torno de 20 milhões cujo pagamento vai até o ano de 2025 e, depois disso, prorrogou o contrato por um ano apenas”, afirma Casagrande. Segundo ele, se a intenção do Município era prorrogar por um ano o contrato, não deveria ter exigido um investimento que só podia ser pago em sete anos.
Indefinição
Marlon questiona a Prefeitura, que, segundo ele, até hoje não explicou por que primeiro enviou projeto de lei à Câmara com prorrogação de dez anos e, depois de dois dias, enviou outro projeto, com a prorrogação de apenas um ano. O diretor ainda alerta que o não cumprimento do contrato pode provocar uma indenização que, paga pelo cofre público, é o mesmo que ser paga pelo contribuinte. “Ainda há tempo, contudo, de ser corrigido o prazo de prorrogação, quer pelo Executivo, quer pela Justiça”, concluiu Casagrande.
Policial
Operação Matilha é deflagrada para combater roubos a residências em Canoas

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, 7, a Operação Matilha em Canoas, na Região Metropolitana. A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia, sob comando da delegada Luciane Bertoletti, e teve como objetivo desarticular um grupo criminoso envolvido em roubos a residências.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. Até o momento, sete pessoas foram presas.
As investigações começaram após um crime registrado em outubro de 2025, também em Canoas. Na ocasião, criminosos invadiram uma casa pelo portão da frente e mantiveram as vítimas em cárcere por alguns minutos. Sob ameaça, elas foram obrigadas a realizar diversas transferências financeiras.
Com o avanço das apurações, a polícia identificou um grupo organizado, com atuação em crimes como roubo, extorsão e tráfico de drogas. Segundo a investigação, o líder da organização comandava as ações de dentro do sistema prisional, orientando comparsas em liberdade a movimentar rapidamente os valores obtidos das vítimas.
Ainda conforme a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam painéis com dados detalhados das vítimas e de familiares para intensificar as extorsões.
O apontado líder é considerado de alta periculosidade, com atuação principalmente na região de Guaíba. Ele possui antecedentes por crimes como roubo, tráfico de entorpecentes, homicídio e extorsão.
Policial
Perseguição policial em Canoas termina com duas mortes e dois feridos

Um homem morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante uma perseguição policial com troca de tiros na tarde de sábado, 4, em Canoas, na Região Metropolitana.
Segundo a Brigada Militar, a ocorrência começou por volta das 13h40min, após o roubo de um Peugeot 208 no bairro Marechal Rondon. O veículo seguiu em direção ao bairro Mathias Velho e, durante tentativa de abordagem, o condutor fugiu, iniciando a perseguição.
A ação passou por ruas dos bairros Mathias Velho e Harmonia. Na Avenida Rio Grande do Sul, os policiais teriam sido recebidos a tiros pelos suspeitos e revidaram. Durante a fuga, os ocupantes do carro ainda teriam avançado contra um policial militar que estava em uma motocicleta. O agente caiu, sofreu ferimentos e foi socorrido pelo Samu.
Na troca de tiros, dois suspeitos foram baleados e encaminhados para atendimento hospitalar. Um deles, de 25 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. O outro permanece internado.
Um homem que não tinha relação com o caso e passava pelo local também foi atingido por disparo. Ele foi socorrido e levado ao hospital em estado grave.
A vítima foi identificada como Flávio Lucas dos Santos Grubert, de 34 anos. Ele estava internado no Hospital Nossa Senhora das Graças desde sábado, mas teve a morte cerebral confirmada na tarde de domingo, 5.
Flávio chegava do trabalho com o pai no momento em que foi baleado. Ele trabalhava em uma empresa de distribuição de hortaliças para escolas e, segundo conhecidos, era visto como uma pessoa trabalhadora e educada.
Durante a ação, foram apreendidas uma arma de fogo e um simulacro.
Em nota, a Brigada Militar afirmou que lamenta o ocorrido e reforçou o compromisso com a preservação da vida e a defesa dos direitos dos cidadãos.
Policial
Motorista de aplicativo é investigado por importunação sexual contra passageira em Canoas

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar um caso de importunação sexual envolvendo um motorista de aplicativo em Canoas, na Região Metropolitana. A investigação foi instaurada nesta quinta-feira, 2, após uma ocorrência registrada na noite de domingo, 29.
De acordo com o relato da vítima, uma mulher de 26 anos que está grávida de 7 semanas, ela solicitou uma corrida do trabalho até sua residência, em um trajeto entre os bairros Estância Velha e Igara. Durante o percurso, o motorista teria feito perguntas de cunho invasivo e alterado o caminho, prolongando a viagem.
Ainda segundo o depoimento, a passageira percebeu que o condutor estava sem calças. Ela estava sozinha no banco traseiro e conseguiu sair do veículo ainda com a corrida em andamento.
A investigação está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, que busca identificar o suspeito. Os policiais já têm acesso à placa e ao modelo do carro, um Volkswagen Nivus, e apuram se havia câmeras de monitoramento no interior do veículo.
Até o momento, a empresa de aplicativo para a qual o motorista prestava serviço não se manifestou sobre o caso.

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