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30/07/2026
 

Geral

Prefeitura encerra contratos com associações alvos de denúncias

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Em 2 de abril de 2015, O Timoneiro denunciava que pessoas sem experiência nem qualificação eram contratadas para atender os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Irma Chies Stefani, no Pitangueiras, em Canoas. Esta era apenas uma das irregularidades que foram apontadas em uma série de reportagens sobre a gestão compartilhada entre Prefeitura Municipal de Canoas e duas associações, a Assocepim e o Instituto Anjos e Marmanjos, em um total de 10 escolas.

Passados pouco mais de dois anos das denúncias deste jornal, a Prefeitura rompeu com as associações após realizar uma sindicância interna e comprovar que tudo o que foi denunciado era verdade. Os riscos de descontinuidade das aulas dos alunos e da perda do emprego dos profissionais contratados pelas entidades deixou comunidades escolares em pânico e a Prefeitura finaliza contratações de emergência para manter o serviço até o final do ano. Relembre, agora, as denúncias de O Timoneiro comprovadas pela sindicância.

Sindicância

O Timoneiro teve acesso à informações da Comissão Especial Permanente de Sindicância n4, aberta em 27 de março de 2017, por determinação do prefeito Luiz Carlos Busato, após o governo receber, no dia 11 de janeiro, uma comissão de pais de alunos e ex-funcionários das associações, quando diversas denúncias foram feitas. A Sindicância concluiu que “houve irregularidades no processo licitatório quanto às planilhas de custos do Instituto Anjos e Marmanjos (…) o que poderia ser motivo de impugnação do processo…”. Além disso, encontrou irregularidades nos atestados de capacidade técnica das associações e, outro item grave também denunciado por O Timoneiro, um possível favorecimento, pois um servidor da Educação envolvido no processo era vice-presidente da Assocepim, o que explicaria as denúncias feitas de que as associações eram avisadas antes das fiscalizações da Secretaria de Educação.

Profissionais sem qualificação

A primeira denúncia foi de que os profissionais que cuidariam dos alunos eram contratados de qualquer jeito, sem a mínima exigência de experiência e preparo. O Timoneiro trouxe relatos sobre como eram contratados, com chamamentos em paradas de ônibus e entrevistas que se limitavam a “Você gosta de criança?”. A sindicância ouviu diversos profissionais contratados pelas associações e comprovou que boa parte pelo menos não atendia nem ao que fora contratado com o município nem com que a legislação exige, encontrando erros tanto por parte das instituições quanto por parte da Prefeitura, recomendando a atual administração que tomasse medidas a fim de assegurar a qualidade no atendimento escolar.

No documento da apuração oficial consta ainda que as “auxiliares de creche contratadas só tinham o Ensino Médio e com nenhuma formação na área da educação”. Os casos de maus tratos, segundo a sindicância, se deram na maioria das vezes com estas auxiliares que, como conclui o texto, “pode representar a falta de conhecimento na área educacional”.

Maus tratos

Em 11 de dezembro de 2015, O Timoneiro publicou denúncias de pais de alunos da EMEI Julieta Villamil Balestro, no bairro Igara, de que crianças estariam sendo agredidas física e psicologicamente por uma educadora. Após as denúncias, a profissional foi apenas deslocada para outra escola, não sendo demitida. A sindicância ouviu testemunhas e analisou atas internas da Secretaria de Educação e concluiu que os fatos eram até maiores do que o inicialmente suposto: “Ainda que sejam fatos relatados por mães e até por profissionais, estas tais práticas não podem ser desconsideradas, pois não se tratam de ocorrências isoladas, mas de fatos recorrentes em todas as escolas de acordo com as cópias das atas que estão adensadas neste processo”.

Problemas administrativos e estruturais

As pessoas ouvidas relataram e comprovaram diversas irregularidades já denunciadas há dois anos por O Timoneiro, como a falta de profissionais – serventes trabalhando na cozinha, por exemplo – atraso nos pagamentos de salários, crianças sentadas no chão sem tapete durante atividades, dentre outros problemas de gestão.

As construções inacabadas das escolas – situação também denunciada na primeira matéria de O Timoneiro – e a falta de reparos e conservação por parte das associações também foi apontado pela sindicância como um grave problema encontrado. Problemas nas redes de água e elétrica foram abundantemente encontrados. Também havia “menor número de mesas, cadeirinhas e caminhas do que o número de crianças matriculadas”.

Fim dos contratos

A Sindicância recomendou ao prefeito a não continuidade dos contratos com as entidades Assocepim e Instituto Anjos e Marmanjos por constatar diversas irregularidades na gestão compartilhada entre elas e a Prefeitura. Para não ter descontinuidade dos serviços, a Prefeitura abriu licitação para contratação emergencial até o final do ano.

Prefeito garante pagamento aos funcionários

A semana foi de muito protesto, reclamação e denúncias com a decisão da Prefeitura de trocar as gerências das dez escolas com o modelo de gestão compartilhada. Por parte dos profissionais das associações, o medo de perder o emprego e, por parte de alguns pais, o medo de que seus filhos fiquem sem aula ou sofram com as mudanças.

Questionado por O Timoneiro, o prefeito Luiz Carlos Busato foi taxativo em relação aos dois temas. “Eu garanto que os profissionais receberão seus salários e a orientação da administração às novas gestoras é de que mantenham os profissionais que são qualificados e que tenham a aprovação dos pais. Evidentemente, os maus profissionais e não qualificados precisam ser trocados pelo bem dos alunos e da educação. Além disso, não temos ingerência, pois é uma atribuição das associações, mas recomendamos a manutenção dos bons profissionais pelo vínculo que já têm com as crianças”, salienta.

A Prefeitura salientou, em nota, que os profissionais e os alunos deverão ir às escolas normalmente na segunda-feira, dia 31, garantindo o reinício das aulas em toda a rede municipal de Educação Infantil.

Três entidades farão a gestão de dez escolas

Até o fim do ano letivo, três entidades farão a gestão compartilhada de modo emergencial de dez escolas de Educação Infantil do município. Das onze que se candidataram no chamamento público 429/2017, oito foram desclassificadas, uma desistiu e saíram vencedoras as associações Pinóquio e Vó Maria.

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Programa de intercâmbio levou jovens de 14 países a conhecer o Rio Grande do Sul

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O Rio Grande do Sul recebeu, na última semana, 39 jovens de 14 países que participaram do programa Youth Camps and Exchange (YCE) 2026, promovido pelo Lions Clubs International. A programação teve como bases os municípios de Torres e Porto Alegre e reuniu atividades de integração cultural, troca de experiências e contato com tradições gaúchas.

O intercâmbio começou em Torres, com a cerimônia oficial de abertura e uma série de atividades culturais, educativas, gastronômicas e turísticas. Durante a apresentação das delegações internacionais, os participantes compartilharam informações sobre os costumes e as tradições de seus países de origem.

Ao longo da programação, os jovens também passaram por Capão da Canoa, Xangri-lá, Gramado, Canela e Porto Alegre. Entre os locais visitados estiveram a Orla do Guaíba, o Palácio Piratini, a Casa de Cultura Mario Quintana, o Mercado Público e o Pontal.

O encerramento ocorreu durante a 1ª Reunião do Gabinete Distrital do Distrito LD-3, realizada no Guaíba Country Club. Na ocasião, os participantes participaram de uma confraternização e da tradicional troca de lembranças e pins entre as delegações.

Segundo o Lions Clubs International, o programa tem como objetivo promover o intercâmbio entre jovens de diferentes países, incentivando o diálogo entre culturas e a aproximação entre povos.

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Tarifa Social da Corsan começa a beneficiar cerca de 240 mil famílias no RS a partir de agosto

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A Corsan concluiu a comunicação direta às cerca de 240 mil famílias gaúchas que passam a receber automaticamente, a partir de 1º de agosto, o benefício da Tarifa Social previsto na Lei Federal nº 14.898/2024.

O benefício garante desconto de 50% na conta de água e esgoto para consumo de até 15 metros cúbicos por mês.

Segundo a companhia, as famílias que possuem cadastro atualizado no Cadastro Único (CadÚnico) e atendem aos critérios da legislação recebem o benefício automaticamente, sem necessidade de solicitação.

A medida também envolve o cruzamento de bases de dados e ações presenciais nos municípios para identificar novas famílias que possam ter direito ao desconto, além de orientar sobre a regularização cadastral quando necessária.

A expectativa da Corsan é ampliar gradativamente o alcance da Tarifa Social para cerca de 615 mil famílias, beneficiando até 2 milhões de gaúchos, conforme avança a compatibilização entre as informações do CadÚnico e a base cadastral da companhia.

A diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, afirmou:

“Nosso compromisso é garantir que nenhuma família deixe de receber esse benefício por falta de informação ou por dificuldades no cadastro. Estamos indo aos bairros, conversando com as pessoas e orientando cada caso. A Tarifa Social é mais do que um desconto na conta. É um instrumento de inclusão, que amplia o acesso a um serviço essencial e contribui para melhorar a qualidade de vida das famílias.”

Segundo a Corsan, uma residência com consumo mensal de 10 metros cúbicos pode ter a conta reduzida de R$ 198,80 para R$ 99,40 com a aplicação da Tarifa Social, gerando uma economia aproximada de R$ 1.193 ao longo de 1 ano.

Quem tem direito ao benefício

Podem receber o desconto famílias nestas situações:

Inscritas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa;
Recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e têm integrante com deficiência;
São pessoas com mais de 65 anos sem fonte de renda fixa.
O benefício vale para um único imóvel residencial por CPF e incide sobre o consumo de até 15 metros cúbicos por mês.

O que fazer em caso de dúvida ou pendência:

Quem já está com o CadÚnico atualizado recebe o desconto automaticamente a partir de agosto. Já quem precisa atualizar o cadastro deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, levando CPF ou título de eleitor e comprovante de residência de todos os moradores da casa. Se o titular da conta de água for diferente de quem está inscrito no CadÚnico, a atualização deve ser feita diretamente com a Corsan.
Para dúvidas, a companhia disponibiliza atendimento pelo WhatsApp (0800 646 6444) e por videochamada (corsan.com.br/videochamada).

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Mais de 65 mil clientes estão sem energia elétrica no Rio Grande do Sul

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Mais de 65 mil clientes estão sem energia elétrica no Rio Grande do Sul em razão das fortes chuvas que atingiram o Estado. Os dados dos painéis de monitoramento da CEEE Equatorial e da RGE indicam que 65.559 consumidores estão sem fornecimento de energia.

Na área de concessão da CEEE Equatorial, são 21.714 clientes afetados. Em Porto Alegre, há 237 pontos de interrupção, que deixam 9.410 consumidores sem energia elétrica.

Já na área de concessão da RGE, 43.845 clientes estão sem fornecimento.

As informações são baseadas nos painéis de monitoramento das concessionárias e refletem a situação registrada até as 9h desta quarta-feira, 29.

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