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05/03/2026
 

Geral

Prefeitura encerra contratos com associações alvos de denúncias

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Em 2 de abril de 2015, O Timoneiro denunciava que pessoas sem experiência nem qualificação eram contratadas para atender os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Irma Chies Stefani, no Pitangueiras, em Canoas. Esta era apenas uma das irregularidades que foram apontadas em uma série de reportagens sobre a gestão compartilhada entre Prefeitura Municipal de Canoas e duas associações, a Assocepim e o Instituto Anjos e Marmanjos, em um total de 10 escolas.

Passados pouco mais de dois anos das denúncias deste jornal, a Prefeitura rompeu com as associações após realizar uma sindicância interna e comprovar que tudo o que foi denunciado era verdade. Os riscos de descontinuidade das aulas dos alunos e da perda do emprego dos profissionais contratados pelas entidades deixou comunidades escolares em pânico e a Prefeitura finaliza contratações de emergência para manter o serviço até o final do ano. Relembre, agora, as denúncias de O Timoneiro comprovadas pela sindicância.

Sindicância

O Timoneiro teve acesso à informações da Comissão Especial Permanente de Sindicância n4, aberta em 27 de março de 2017, por determinação do prefeito Luiz Carlos Busato, após o governo receber, no dia 11 de janeiro, uma comissão de pais de alunos e ex-funcionários das associações, quando diversas denúncias foram feitas. A Sindicância concluiu que “houve irregularidades no processo licitatório quanto às planilhas de custos do Instituto Anjos e Marmanjos (…) o que poderia ser motivo de impugnação do processo…”. Além disso, encontrou irregularidades nos atestados de capacidade técnica das associações e, outro item grave também denunciado por O Timoneiro, um possível favorecimento, pois um servidor da Educação envolvido no processo era vice-presidente da Assocepim, o que explicaria as denúncias feitas de que as associações eram avisadas antes das fiscalizações da Secretaria de Educação.

Profissionais sem qualificação

A primeira denúncia foi de que os profissionais que cuidariam dos alunos eram contratados de qualquer jeito, sem a mínima exigência de experiência e preparo. O Timoneiro trouxe relatos sobre como eram contratados, com chamamentos em paradas de ônibus e entrevistas que se limitavam a “Você gosta de criança?”. A sindicância ouviu diversos profissionais contratados pelas associações e comprovou que boa parte pelo menos não atendia nem ao que fora contratado com o município nem com que a legislação exige, encontrando erros tanto por parte das instituições quanto por parte da Prefeitura, recomendando a atual administração que tomasse medidas a fim de assegurar a qualidade no atendimento escolar.

No documento da apuração oficial consta ainda que as “auxiliares de creche contratadas só tinham o Ensino Médio e com nenhuma formação na área da educação”. Os casos de maus tratos, segundo a sindicância, se deram na maioria das vezes com estas auxiliares que, como conclui o texto, “pode representar a falta de conhecimento na área educacional”.

Maus tratos

Em 11 de dezembro de 2015, O Timoneiro publicou denúncias de pais de alunos da EMEI Julieta Villamil Balestro, no bairro Igara, de que crianças estariam sendo agredidas física e psicologicamente por uma educadora. Após as denúncias, a profissional foi apenas deslocada para outra escola, não sendo demitida. A sindicância ouviu testemunhas e analisou atas internas da Secretaria de Educação e concluiu que os fatos eram até maiores do que o inicialmente suposto: “Ainda que sejam fatos relatados por mães e até por profissionais, estas tais práticas não podem ser desconsideradas, pois não se tratam de ocorrências isoladas, mas de fatos recorrentes em todas as escolas de acordo com as cópias das atas que estão adensadas neste processo”.

Problemas administrativos e estruturais

As pessoas ouvidas relataram e comprovaram diversas irregularidades já denunciadas há dois anos por O Timoneiro, como a falta de profissionais – serventes trabalhando na cozinha, por exemplo – atraso nos pagamentos de salários, crianças sentadas no chão sem tapete durante atividades, dentre outros problemas de gestão.

As construções inacabadas das escolas – situação também denunciada na primeira matéria de O Timoneiro – e a falta de reparos e conservação por parte das associações também foi apontado pela sindicância como um grave problema encontrado. Problemas nas redes de água e elétrica foram abundantemente encontrados. Também havia “menor número de mesas, cadeirinhas e caminhas do que o número de crianças matriculadas”.

Fim dos contratos

A Sindicância recomendou ao prefeito a não continuidade dos contratos com as entidades Assocepim e Instituto Anjos e Marmanjos por constatar diversas irregularidades na gestão compartilhada entre elas e a Prefeitura. Para não ter descontinuidade dos serviços, a Prefeitura abriu licitação para contratação emergencial até o final do ano.

Prefeito garante pagamento aos funcionários

A semana foi de muito protesto, reclamação e denúncias com a decisão da Prefeitura de trocar as gerências das dez escolas com o modelo de gestão compartilhada. Por parte dos profissionais das associações, o medo de perder o emprego e, por parte de alguns pais, o medo de que seus filhos fiquem sem aula ou sofram com as mudanças.

Questionado por O Timoneiro, o prefeito Luiz Carlos Busato foi taxativo em relação aos dois temas. “Eu garanto que os profissionais receberão seus salários e a orientação da administração às novas gestoras é de que mantenham os profissionais que são qualificados e que tenham a aprovação dos pais. Evidentemente, os maus profissionais e não qualificados precisam ser trocados pelo bem dos alunos e da educação. Além disso, não temos ingerência, pois é uma atribuição das associações, mas recomendamos a manutenção dos bons profissionais pelo vínculo que já têm com as crianças”, salienta.

A Prefeitura salientou, em nota, que os profissionais e os alunos deverão ir às escolas normalmente na segunda-feira, dia 31, garantindo o reinício das aulas em toda a rede municipal de Educação Infantil.

Três entidades farão a gestão de dez escolas

Até o fim do ano letivo, três entidades farão a gestão compartilhada de modo emergencial de dez escolas de Educação Infantil do município. Das onze que se candidataram no chamamento público 429/2017, oito foram desclassificadas, uma desistiu e saíram vencedoras as associações Pinóquio e Vó Maria.

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Geral

Prefeitura de Canoas em parceria com a Agência Moove lança nova marca de governo com slogan “Tá acontecendo, tá avançando”

Redação

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A Prefeitura de Canoas apresentou, na sexta-feira, 27, a nova marca de governo para os próximos dois anos. O lançamento ocorreu no Salão de Atos da Universidade La Salle, com a presença do prefeito Airton Souza, do vice-prefeito Rodrigo Busato, do secretário municipal de Comunicação Edson Gandolfi, além de secretários municipais, vereadores e representantes da Agência Moove.

Produzida pela Agência Moove em parceria com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), a campanha adota o slogan “Tá acontecendo, tá avançando”. A frase passa a ser utilizada em peças publicitárias, conteúdos nas redes sociais, jingle e vídeo institucional, com circulação a partir desta segunda-feira, 2.

De acordo com a Prefeitura, a elaboração da nova marca levou seis meses e incluiu pesquisas realizadas com moradores do município. Durante o evento, o prefeito Airton Souza afirmou:

“O lançamento da nossa nova marca de governo representa mais do que uma identidade visual, representa uma nova fase, marcada por trabalho, entrega e compromisso com as pessoas. O slogan ‘Tá acontecendo, tá avançando’ traduz exatamente o que a população já começa a sentir nas ruas, nas escolas, na saúde e em cada serviço que estamos qualificando. É a prova de que quando há planejamento, responsabilidade e união, as transformações saem do papel e viram realidade. Estamos construindo uma cidade que olha para frente, que enfrenta desafios e que não para. Canoas está acontecendo. Canoas está avançando”.

O vice-prefeito Rodrigo Busato declarou:

“Essa nova marca simboliza um governo que planeja, trabalha com responsabilidade e transforma compromisso em resultados concretos para melhorar a vida das pessoas”.

O secretário Edson Gandolfi explicou que a proposta busca uma comunicação mais direta com a população.

“A gente pensou muito isso, a gente fez pesquisa com os secretários, ouvimos a população e entendemos como as pessoas enxergavam o governo. Então foi isso que a gente pensou, em fazer uma campanha realmente grande e importante para mudar, para trazer confiança, para reconstruir a confiança da população”.

Segundo a Agência Moove, o conceito foi construído a partir de entrevistas realizadas com moradores. Para Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove, o desafio foi transformar a reconstrução em significado,

“Canoas precisava mais do que comunicar entregas. Precisava recuperar os vínculos. O nosso trabalho foi organizar a narrativa da reconstrução, conectando ação e percepção. ‘Tá acontecendo. Tá avançando.’ é a tradução de uma gestão que escolheu agir com verdade. Quando a comunicação nasce do que é real, ela reconstrói confiança.”

Durante a apresentação, também foram citados dados da administração municipal, como a abertura de mais de 12 mil empresas em um ano, mais de 100 obras em andamento, o encaminhamento de mais de 5 mil famílias para moradia e a consolidação do passe livre no transporte coletivo. A gestão também mencionou obras de proteção contra cheias em execução no município, que enfrentou enchentes em 2024.

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Policial

MPRS prende responsáveis por escola infantil em Alvorada suspeitas de sedar e agredir crianças

Redação

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e com apoio da Brigada Militar, prendeu preventivamente, nesta terça-feira, 3, duas mulheres responsáveis por uma escola de educação infantil em Alvorada. Elas também atuavam como professoras na instituição.

As prisões ocorreram nos municípios de Canoas e Alvorada. As investigadas são suspeitas de sedar crianças sem prescrição médica, além de praticar agressões físicas e psicológicas contra alunos com idades entre dois e cinco anos.

A medida foi solicitada pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, após a conclusão de investigação que reuniu depoimentos, imagens e documentos apontando a gravidade dos fatos. As apurações começaram depois que mães de alunos procuraram a Delegacia de Polícia ao tomarem conhecimento das denúncias.

Segundo o inquérito, as responsáveis administravam medicamentos prescritos a outras crianças para manter os alunos dormindo ou mais “calmos”. A investigação também aponta imposição de castigos, negligência nos cuidados de higiene e alimentação e a adoção de condutas consideradas degradantes. No pedido de prisão, foram anexados depoimentos e imagens que mostram crianças sedadas, compartilhamento inadequado de utensílios e mensagens entre funcionárias sugerindo aumento nas doses de remédios.

Para o MPRS, além dos indícios de autoria e materialidade, ficou evidenciado risco à ordem pública e à instrução criminal. Conforme o órgão, as investigadas teriam influenciado testemunhas durante a investigação. Diante da gravidade dos crimes, que incluem lesão corporal, infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e a apuração do crime de tortura, a promotora requereu a prisão preventiva, que foi acolhida pela Justiça. A ação integra a chamada “Operação Dose de Silêncio”.

De acordo com a promotora Karen Mallmann,

“a gravidade concreta do delito foi um dos principais elementos que tornou necessária a prisão das investigadas. Os crimes foram cometidos contra crianças de tenra idade, cujos pais confiaram os seus cuidados e segurança, e as investigadas, para facilitar o seu trabalho no manejo com os alunos, ministravam-lhes medicamentos com efeito sedativo, além de negligenciar nos cuidados de higiene e agredi-los física e psicologicamente”.

O coordenador estadual do GAECO, promotor Rogério Meirelles Caldas, ressaltou que

“o GAECO também atua para apoiar os promotores de Justiça na atividade-fim criminal, somando expertise para garantir mais efetividade às investigações e operações”. Ele também destacou o apoio da Brigada Militar na operação realizada nesta terça-feira.

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Geral

Governador do Estado oficializa troca de comando do Corpo de Bombeiros no RS

Redação

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O governador Eduardo Leite oficializa, nesta quarta-feira, 4 de março, às 16h, a passagem de comando do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. A cerimônia será realizada na sede do Comando-Geral da corporação, localizada na Av. Silva Só, 300, bairro Santa Cecília, em Porto Alegre.

O coronel Ricardo Mattei Santos assume o cargo de comandante-geral da instituição. Já o coronel Alexandre Sório Nunes passa a ocupar a função de subcomandante-geral.

O ato contará ainda com a presença do secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda.

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