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14/06/2026
 

Geral

Entornos de estações da Trensurb esperam por soluções

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Marcelo Grisa

A Empresa de Trens Urbanos Porto Alegre S.A., a popular Trensurb, constitui uma das principais formas de transporte de passageiros na Capital e na Região Metropolitana. Apenas em 2016, foram mais 185 mil passageiros diários, totalizando um número de acessos às estações que ultrapassou os 56 milhões durante o ano.

Piso quebrado

A Estação Canoas/LaSalle, no Centro da cidade, é a segunda mais movimentada da linha que vai de Porto Alegre até Novo Hamburgo. Só ali ocorreram 5.404.407 embarques em 2016. Perde somente para a Estação Mercado (8.528.337 passageiros), uma das pontas da linha, no Centro da Capital.
Depois de muitas promessas e de uma obra que demorou muito mais do que o prometido, a Praça da Bandeira, ao lado da Estação Canoas, recebeu uma série de reformas nos últimos anos. Com o Largo da Bandeira, a região foi revitalizada para o passeio público, com calçamento de pedras e reorganização do espaço.
O problema é que, quando da instalação deste calçamento, a gestão anterior não pensou no impacto da intensa passagem de carros na faixa da esquerda da passarela. Onde antes havia uma rua, continuam passando os veículos que ficavam em estacionamentos, um prédio residencial e um Centro de Formação de Condutores.

Tudo isso, somado ao retorno dos taxistas a uma parte do espaço que outrora ocupavam, deteriorou fortemente o piso. Há buracos e muitas pedras quebradas. O barulho de várias outras partes soltas é o sinal de que ainda mais danos virão.
Um dos proprietários de um estacionamento do local, protocolou um pedido a respeito do problema em fevereiro para que a nova administração municipal resolvesse o problema. Algum tempo mais tarde, dado o não atendimento da demanda, os condôminos do edifício ao lado protocolaram novamente, anexando inclusive o pedido primeiro para demonstrar a urgência. “Chegaram a vir aqui. Fizeram medida, tinha gente da Prefeitura e da empresa que fez a obra. Só para tirar fotos do buraco aqui na frente vieram umas três vezes, e nada” alega.

Sem banheiros

FOTO 2Na Estação Mathias Velho, próxima ao viaduto da Avenida Boqueirão, a situação também inspira cuidados no entorno da passarela que dá acesso ao terminal de ônibus. Os produtos vendidos nas dezenas de lojas, além dos camelôs em crescente número, são mais coloridos que a estrutura, onde as tintas acinzentadas pelo tempo imperam. Há pontos onde não é possível distinguir onde está a rua, a calçada e a entrada de alguns dos estabelecimentos. “Faltam banheiros também. Um negócio básico pra gente e pra quem está passando”, argumenta Edilson Nogueira, proprietário de uma pequena loja embaixo da passarela.

Para a estudante Ana Cristina Meyer, há também uma preocupação com a situação de passageiros em dias de chuva. Várias goteiras dificultam a passagem, criando gargalos no fluxo de pessoas. “Vieram uma vez aqui arrumar, mas bem em um dia de chuva. Pararam porque aí todo mundo se molhava. Se terminassem, ajudava bastante.”

O que diz a Prefeitura

Contatada pela nossa equipe de reportagem, a Prefeitura de Canoas informou que tem o projeto de revitalizar o calçamento. O local já passou pela avaliação da Secretaria Municipal de Obras e do Escritório de Engenharia e Arquitetura. No entanto, ainda não há prazo definido para o início da obra.

A respeito da árvore caída na Praça da Bandeira, a Diretoria de Praças e Parques da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) estuda fazer o ajardinamento no entorno da árvore caída na Praça da Bandeira. O diretor Érico Inda esclarece que o caule já está enraizado e que uma eventual retirada provocaria a morte do vegetal. Quanto aos tocos de plantas menores, o diretor afirma que não podem ser removidos no momento, pois as raízes estão abaixo do calçamento, que seria danificado. A SMMA estuda fazer o rebaixamento dos tocos e deve aguardar o apodrecimento para fazer a remoção segura.

Sobre o camelódromo da Mathias Velho, a prefeitura informou que projeto da administração anterior, parado desde 2013, está sendo repensado com cautela pela atual gestão. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Felipe Martini, explica que a prefeitura atualmente está em busca de novas alternativas que agradem tanto os comerciantes quanto o público que circula na região. A base da construção deve ser a partir de uma parceria público-privada, e por isso depende de investidores interessados para dar continuidade no projeto.

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Geral

Canoas realiza mesa temática sobre sistemas de proteção e resiliência na revisão do Plano Diretor

Redação

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A Prefeitura de Canoas promove, na próxima segunda-feira, 15, mais uma etapa de participação popular no processo de revisão do Plano Diretor do município. Desta vez, será realizada a mesa temática sobre Sistemas de Proteção e Resiliência, com o objetivo de discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta da cidade diante de situações de risco e emergências.

O encontro ocorrerá das 15h às 17h30, na sede da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), localizada na Rua Nerci Pereira Flores, 179, no Centro.

De acordo com a proposta apresentada pela administração municipal, a atividade servirá como espaço para ouvir a população, identificar desafios e debater alternativas relacionadas aos sistemas de proteção e resiliência da cidade. As contribuições apresentadas pelos participantes deverão subsidiar a elaboração da nova versão do Plano Diretor.

Durante a mesa temática, também serão apresentadas ações e diretrizes relacionadas ao tema. O encontro prevê ainda manifestações da sociedade civil e de demais interessados, além de debates sobre oportunidades e propostas para Canoas.

A participação é aberta ao público. Pessoas que necessitarem de recursos de acessibilidade devem informar a necessidade com antecedência pelo e-mail planodiretor@canoas.rs.gov.br.

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Geral

CPI da Corsan/Aegea realiza última audiência pública na Liga Canoense de Futebol em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação da Corsan/Aegea realiza nesta quinta-feira, 11, às 18h, a última audiência pública da série de encontros regionais em Canoas. A atividade será realizada na Liga Canoense de Futebol, localizada na Avenida A. J. Renner, nº 1111, bairro Estância Velha, e está aberta à participação de moradores.

O encontro encerra o ciclo de audiências descentralizadas promovidas pela CPI, instaurada pela Câmara Municipal de Canoas para reunir informações, relatos e documentos relacionados à prestação de serviços da concessionária no município.

Durante a audiência, moradores podem relatar problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e execução de obras. Também são aceitos documentos como contas, fotos, vídeos e registros de atendimento que possam ser utilizados na apuração.

Nos encontros anteriores, foram registrados relatos de consumidores sobre cobranças consideradas elevadas, variações significativas em faturas, ausência de leitura regular de hidrômetros, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação disponível, dificuldades de atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos não resolvidos e impactos de obras em vias públicas, como danos em ruas e calçadas.

A CPI também mantém um canal de comunicação via WhatsApp para recebimento de denúncias e materiais relacionados aos serviços da concessionária. O número informado é (51) 99481-1147.

A investigação parlamentar foi aberta para analisar reclamações sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, execução de obras, esgotamento sanitário e atendimento ao público no município.

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Policial

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

Redação

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.

Mandados em dois estados e dentro de presídios

Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.

As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.

A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.

Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.

Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.

Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.

Organização movimentou mais de R$ 21 milhões

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.

AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6

Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.

Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.

A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

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