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21/02/2024
 

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Canoense reclama de falta de pediatra em UPA

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logoEm uma série de reportagens, O Timoneiro vem informando os diversos problemas enfrentados pelos canoenses na área da saúde. Nas últimas edições, relatamos o encerramento de contratos de cerca de 80 médicos do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além do fechamento das emergências do Sistema Único de Saúde e de convênios médicos para cirurgias de emergência e urgência. A situação tem gerado um acúmulo de reclamações por falta de atendimento na rede municipal de Saúde.

É o caso de Angélycah Carvalho, moradora do bairro Igara 3, que não encontrou pediatra na UPA Boqueirão, administrada pelo HNSG, no último domingo, 11. Com indignação, ela relatou à reportagem todo o processo que teve que seguir para conseguir atendimento médico para a filha, que havia machucado o rosto. “As pessoas têm que se deslocar para outros bairros porque o excelentíssimo prefeito não coloca médicos à disposição da população, vergonha” afirma Angélycah. Ela conta que no domingo, 11, seu marido levou a criança até a UPA Boqueirão, por volta das 10 horas. Lá, não havia pediatras à disposição. Eles foram encaminhados até a UPA Rio Branco, de onde saíram somente às 16 horas.

Problema resolvido? Ainda não. Segundo Angélycah , na UPA Rio Branco foi realizado um raio x da cabeça da criança e foi prescrita apenas medicação. Ela conta que a filha não melhorou depois disso e que o rosto ficava cada vez mais inchado. Com isso, a solução foi buscar atendimento em Porto Alegre, “buscamos atendimento no Pronto Socorro de Poa onde ela consultou na madrugada de segunda-feira”. Lá, foi constatado que a criança precisava realizar uma cirurgia devido a um abscesso que havia se formado na boca. Só na segunda-feira à tarde o problema foi resolvido, com atendimento particular.
Angélycah reclama do que chamou de “peregrinação atrás de consulta pediátrica em Canoas” e reivindica atendimento com qualidade nos bairros. “O mínimo que se pode exigir é médico à disposição da comunidade e um atendimento pra população, isso é uma vergonha e um descaso com os cidadãos de Canoas”, conclui.

O que diz a prefeitura

A redação entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura, na tarde de quarta-feira, 21, para buscar esclarecimento sobre o caso. No final da tarde de quinta-feira,22, a assessoria retornou o contato solicitando mais informações sobre os envolvidos, que foram cedidas. Apenas às 18 horas a secretaria de Saúde se manifestou, informando que haviam pediatras à disposição na UPA Boqueirão no domingo, 11. Em nota, a secretaria ainda disse que não passaria as demais informações solicitadas, alegando falta de tempo hábil.

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TEMPORAL: Agência bancária tem fila de três horas atendimento por conta de saques do FGTS

Redação

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No começo da tarde desta terça-feira, 23, o tempo de espera para ser atendido na Caixa Econômica Federal chegava a até três horas. A fila ocorreu na agência central do banco em Canoas, na esquina das ruas 15 de Janeiro e Fioravante Milanez. Por volta das 14h, cerca de 70 pessoas aguardavam o chamado dentro da agência, e uma fila de cerca de 50 pessoas esperava as senhas no entorno dos caixas eletrônicos.

A fila ocorreu por consequência do decreto de situação de emergência na cidade após o temporal que atingiu a Região Metropolitana e a capital, Porto Alegre, na noite do dia 17. Assinado pelo prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, o documento contou com o parecer do Escritório de Resiliência Climática (Eclima). 

As pessoas atingidas pelos efeitos do temporal podem requisitar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas agências da Caixa por até 180 dias.

Mas, atenção

O decreto de emergência simplifica as contratações emergenciais necessárias por parte do governo e possibilita que, pela classificação de Nível II, os cidadãos afetados pelo desastre encaminhem a solicitação de saque do FGTS. Esse processo, no entanto, não é imediato, pois ainda depende da homologação do Governo do Estado e do reconhecimento pelo Governo Federal. A Prefeitura irá informar a população sobre essa liberação em seus canais oficiais de comunicação.

O evento climático teve registro de ventos de 100 km/h e deixou milhares de moradores sem luz e água por dias. A prefeitura espera um novo levantamento dos pontos ainda afetados pela falta de luz. No domingo, 21, segundo a concessionária de energia RGE, ainda haviam 993 endereços sem luz

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CONSEQUÊNCIAS DO TEMPORAL: Comércio e moradores sofrem com danos a serviços básicos e 300 árvores caídas

Redação

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Comércio e moradores sofrem com danos a serviços básicos e 300 árvores caídas – Foto: Marcelo Grisa/OT

Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com

Árvores caídas, perdas no comércio e moradores em espera. Canoas ainda vive cenários como estes nos dias após a tempestade que atingiu o Estado na noite de terça-feira, 16.

A falta de luz, água e comunicações afetou partes da cidade na quarta-feira. Nesta quinta-feira, 18, os serviços estão em processo de restabelecimento.

Ao final da manhã de quinta, 18, apenas na Região Metropolitana, eram mais de 170 mil pontos sem luz, de acordo com a concessionária de energia RGE. Em informação repassada pela empresa à Prefeitura de Canoas, 63 mil desses postos se encontram no município, o que equivale a cerca de 37% do total.

O serviço de energia já foi restabelecido em bairros como Mato Grande, Centro, Nossa Senhora das Graças, Olaria, Estância Velha e Igara, e a empresa espera retomar os serviços assim que possível em toda a cidade.

A Corsan não forneceu números específicos, mas em comunicado, informou que o fornecimento de água deve estar normalizado na madrugada da sexta-feira, 19.

A empresa afirmou que a normalização tem sido possível graças à instalação de geradores nas estações de tratamento. Apesar disso, é possível que ocorram interrupções e oscilações na pressão da rede.

Entretanto, em bairros como o Cinco Colônias, a chuva tornou algumas situações piores. Na casa de Elisabete Delfino, moradora da Rua das Pitangueiras, a água não veio da rua, mas de dentro dos próprios canos da casa. A condição, que começou sem gravidade na semana anterior, agravou-se na noite de terça-feira.

“Era muita água. No meu quarto, tinha dez centímetros de água. Botamos a água com rodo para a rua a noite inteira, e eu precisava ainda cuidar para os meus netos não terem contato com o esgoto”, relatou.

Equipes estão nas ruas realizando a retirada das cerca de 300 árvores que caíram após a tempestade, de forma a agilizar a retomada do fornecimento dos serviços básicos.

Árvores caíram durante temporal - Foto: Marcelo Grisa/OT

Árvores caíram durante temporal – Foto: Marcelo Grisa/OT

Comércio prejudicado

O primeiro dia após o evento climático extremo afetou inclusive o comércio no centro da cidade. As lojas que abriram precisaram fazer horários diferenciados devido à falta de luz, e parte das vendas foi prejudicada por conta da consequente ausência de internet nos estabelecimentos.

“Nosso maior fluxo é online. As máquinas de cartão funcionam de alguma forma, mas a bateria da balança não durou o dia todo na terça”, afirmou Adriele Campos Martins, que trabalha em uma pet shop na Rua Coronel Vicente.

Próximo ao local, no semáforo com a Rua Dr. Barcelos, um dos cruzamentos mais movimentados da cidade inspirava atenção aos motoristas. Sem o sinal, era necessário cautela para atravessar partes importantes da região central, como o acesso à BR-116.

Trânsito prejudicado após temporal - Foto: Marcelo Grisa/OT

Trânsito prejudicado após temporal – Foto: Marcelo Grisa/OT

Apesar de a energia ter retornado a quase todos os pontos do Centro até a manhã do dia 18, muitos lugares não retomaram os serviços. A agência canoense do Sistema Nacional de Emprego (Sine), por exemplo, continuou fechada na quinta-feira, 18.

Os sistemas eletrônicos do local ainda não estavam funcionando plenamente, o que impediu o atendimento desde a quarta-feira, 17.

Outros serviços em Canoas foram restabelecidos na quinta, 18. O transporte público municipal já opera com 100% da frota nas ruas, com algumas rotas tendo desvios no trânsito no Fátima e na Vila Cerne.

Nas casas de saúde do município, as conjunturas variam. O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e o Hospital Universitário (HU) já têm água e luz. O Pronto Socorro ainda precisa de água através de caminhões-pipa, mas atende normalmente.

O HU ainda enfrenta problemas no atendimento por conta de restrições nos serviços de internet. O HNSG está com suspensão parcial das cirurgias eletivas por conta de um destelhamento no Bloco Cirúrgico.

Previsão do tempo

O clima deve permanecer nublado em Canoas na próxima semana. Entretanto, não há previsão de eventos climáticos como o da última terça-feira. As mínimas devem oscilar entre 17 e 21 graus, com máximas de 27 a 31.

Há a possibilidade de pancadas de chuva todos os dias, com exceção de terça-feira, 23. Nos demais, a precipitação deve variar entre 2 a 10 milímetros por dia.

Números de emergência

Em caso de problemas com árvores caídas, alagamentos e outras consequências da chuva, é necessário comunicar à Defesa Civil pelos telefones (51) 3476-3400 e 99322-5764, assim como ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.

A Guarda Municipal também está de prontidão nos telefones 153, 32363888 ou pelo 32363889. A sinalização devido à queda de árvores ou alagamentos deve ser comunicada à Diretoria de Trânsito, no número 156.

 

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Gabinete de Crise da Prefeitura de Canoas reúne Corsan, RGE e Corpo de Bombeiros

Redação

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Gabinete de Crise da Prefeitura de Canoas reúne Corsan, RGE e Corpo de Bombeiros - Foto: Renan Caumo/PMC

O Gabinete de Crise instituído pela Prefeitura de Canoas sediou uma importante reunião estratégica na tarde desta quinta-feira, 18, na Secretaria de Segurança Pública (SMSP), com o objetivo de dar mais celeridade aos atendimentos das demandas oriundas do último temporal.

Participaram o prefeito em exercício Nedy de Vargas Marques, secretários municipais e membros do Corpo de Bombeiros, Corsan e RGE.

Nedy destacou a importância do encontro.

“A reunião pretende que as pessoas que estão no comando tenham uma melhor comunicação para que as ações sejam mais articuladas e coordenadas para minimizar os prejuízos e reestabelecer a normalidade”.

Em relação à companhia de energia RGE, as principais demandas são o reestabelecimento do serviço e o desligamento de fiações que estão em contato com chão ou foram atingidas por árvores.

“No primeiro momento, a RGE teve um pico de 712 mil clientes desabastecidos. No auge, Canoas teve 180 mil pontos sem energia. Atualmente, está com 60 mil unidades sem luz. Estamos com cerca de 100 equipes trabalhando no município”, numerou o consultor de negócios da RGE, Cássio Lima.

Quanto a Corsan, o gestor da Unidade Canoas, Rogério Madrid e o agente de apoio técnico Cláudio Kazanowski apontaram que o abastecimento de água deve ser retomado, gradualmente, até a madrugada da sexta-feira, 19.

 

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