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18/04/2026
 

Geral

Impasse em escolas de Educação Infantil gera preocupação

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Quando existe ao menos uma mínima possibilidade de problema envolvendo crianças, a preocupação dos pais é alta. Um impasse nas escolas administradas pela Associação Primeira Infância Melhor (Assocepim), que teve seu contrato encerrado com a Prefeitura na última quarta-feira, 19, motivou um movimento de pais que pedem a manutenção dos funcionários que já atuam nas instituições desde o início do ano letivo. Para eles, a mudança completa de profissionais irá gerar estranhamento por parte das crianças.

Questionamentos

“O secretario de Educação diz que nada pode fazer. Ninguém sabe nada. Tenho uma bebê de 10 meses que só agora se adaptou com esses professores. Agora vai trocar tudo?”, questiona Daiana da Silva Quadros, que tem filha matriculada na EMEI Julieta Balestro, no bairro Igara. Ela relata que as professoras não sabem se vão ser demitidas ou não. A maior preocupação dos pais, de acordo com Daiana, é que a nova empresa não mantenha o atual quadro de funcionários. “Pelo menos um percentual deles que sejam mantidos. Está todo mundo sem saber o que vai acontecer”, conclui. Vanessa Carbonera, outra mãe preocupada, conta que tem duas crianças na escola Julieta, uma de um ano e dois meses, e outra com cinco anos. “Me preocupa a troca de todos os funcionários. As crianças não estão acostumadas. Adaptação no inicio do ano é uma coisa, agora trocar tudo depois das férias é muito complicado”, afirma Vanessa. Ela ainda informa que foi organizado um abaixo assinado para tentar manter o quadro de funcionários.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura informa que “A Controladoria-Geral do Município concluiu a sindicância aberta pela atual administração municipal para apurar denúncias de irregularidades na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Julieta Balestro, no bairro Igara. Neste momento, a Prefeitura de Canoas está analisando a defesa apresentada pela Assocepim. Não foi realizada nenhuma mudança na administração da escola. A Secretaria Municipal da Educação (SME) confirma que a data de vencimento do contrato com a Assocepim foi em 19/07/2017. A SME ainda está estudando a melhor providência, se o contrato será renovado ou não. Neste momento, as escolas estão em período de férias.”

O que diz a Assocepim

De acordo com Ângela da Cruz Pereira, membro da diretoria da Assocepim, a empresa já apresentou sua defesa na sindicância instaurada pela Prefeitura. “Estão questionando, dizendo que nosso trabalho é ruim, mas querem colocar uma nova empresa com os mesmos funcionários”, questiona Ângela . Ela informa que a Assocepim conta com 259 funcionários que atendem 1330 crianças, em 7 escolas.

Sem concordar com a ação da Prefeitura, a associação ainda divulgou nota, em seu Facebook, na sexta-feira, 14 de julho: “A Diretoria da ASSOCEPIM comunica aos colaboradores, pais e comunidade, a título de esclarecimento, que devido assunção de nova Gestão Municipal o Contrato de gestão foi prorrogado por 6 meses a partir de janeiro de 2017. Neste espaço de tempo, a atual administração efetuou processo administrativo, em relação à prestação de serviço desta associação, denominando de sindicância.

Esclarecemos que a Assocepim não foi citada para acompanhamento do dito processo, onde em suas conclusões a Prefeitura resolveu cessar a prestação de serviço, em decorrência de prova unilateral. A fim de restabelecer a ordem jurídica, e por não concordar com a decisão até então procedida, a Assocepim interpôs medida judicial na Comarca de Canoas. Por fim, reiteramos que esta Associação deseja continuar a prestar o bom serviço de Gestão que vem empreendendo na Sociedade Canoense.”

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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