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15/06/2026
 

Geral

Impasse em escolas de Educação Infantil gera preocupação

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Quando existe ao menos uma mínima possibilidade de problema envolvendo crianças, a preocupação dos pais é alta. Um impasse nas escolas administradas pela Associação Primeira Infância Melhor (Assocepim), que teve seu contrato encerrado com a Prefeitura na última quarta-feira, 19, motivou um movimento de pais que pedem a manutenção dos funcionários que já atuam nas instituições desde o início do ano letivo. Para eles, a mudança completa de profissionais irá gerar estranhamento por parte das crianças.

Questionamentos

“O secretario de Educação diz que nada pode fazer. Ninguém sabe nada. Tenho uma bebê de 10 meses que só agora se adaptou com esses professores. Agora vai trocar tudo?”, questiona Daiana da Silva Quadros, que tem filha matriculada na EMEI Julieta Balestro, no bairro Igara. Ela relata que as professoras não sabem se vão ser demitidas ou não. A maior preocupação dos pais, de acordo com Daiana, é que a nova empresa não mantenha o atual quadro de funcionários. “Pelo menos um percentual deles que sejam mantidos. Está todo mundo sem saber o que vai acontecer”, conclui. Vanessa Carbonera, outra mãe preocupada, conta que tem duas crianças na escola Julieta, uma de um ano e dois meses, e outra com cinco anos. “Me preocupa a troca de todos os funcionários. As crianças não estão acostumadas. Adaptação no inicio do ano é uma coisa, agora trocar tudo depois das férias é muito complicado”, afirma Vanessa. Ela ainda informa que foi organizado um abaixo assinado para tentar manter o quadro de funcionários.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura informa que “A Controladoria-Geral do Município concluiu a sindicância aberta pela atual administração municipal para apurar denúncias de irregularidades na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Julieta Balestro, no bairro Igara. Neste momento, a Prefeitura de Canoas está analisando a defesa apresentada pela Assocepim. Não foi realizada nenhuma mudança na administração da escola. A Secretaria Municipal da Educação (SME) confirma que a data de vencimento do contrato com a Assocepim foi em 19/07/2017. A SME ainda está estudando a melhor providência, se o contrato será renovado ou não. Neste momento, as escolas estão em período de férias.”

O que diz a Assocepim

De acordo com Ângela da Cruz Pereira, membro da diretoria da Assocepim, a empresa já apresentou sua defesa na sindicância instaurada pela Prefeitura. “Estão questionando, dizendo que nosso trabalho é ruim, mas querem colocar uma nova empresa com os mesmos funcionários”, questiona Ângela . Ela informa que a Assocepim conta com 259 funcionários que atendem 1330 crianças, em 7 escolas.

Sem concordar com a ação da Prefeitura, a associação ainda divulgou nota, em seu Facebook, na sexta-feira, 14 de julho: “A Diretoria da ASSOCEPIM comunica aos colaboradores, pais e comunidade, a título de esclarecimento, que devido assunção de nova Gestão Municipal o Contrato de gestão foi prorrogado por 6 meses a partir de janeiro de 2017. Neste espaço de tempo, a atual administração efetuou processo administrativo, em relação à prestação de serviço desta associação, denominando de sindicância.

Esclarecemos que a Assocepim não foi citada para acompanhamento do dito processo, onde em suas conclusões a Prefeitura resolveu cessar a prestação de serviço, em decorrência de prova unilateral. A fim de restabelecer a ordem jurídica, e por não concordar com a decisão até então procedida, a Assocepim interpôs medida judicial na Comarca de Canoas. Por fim, reiteramos que esta Associação deseja continuar a prestar o bom serviço de Gestão que vem empreendendo na Sociedade Canoense.”

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Geral

Canoas realiza mesa temática sobre sistemas de proteção e resiliência na revisão do Plano Diretor

Redação

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A Prefeitura de Canoas promove, na próxima segunda-feira, 15, mais uma etapa de participação popular no processo de revisão do Plano Diretor do município. Desta vez, será realizada a mesa temática sobre Sistemas de Proteção e Resiliência, com o objetivo de discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta da cidade diante de situações de risco e emergências.

O encontro ocorrerá das 15h às 17h30, na sede da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), localizada na Rua Nerci Pereira Flores, 179, no Centro.

De acordo com a proposta apresentada pela administração municipal, a atividade servirá como espaço para ouvir a população, identificar desafios e debater alternativas relacionadas aos sistemas de proteção e resiliência da cidade. As contribuições apresentadas pelos participantes deverão subsidiar a elaboração da nova versão do Plano Diretor.

Durante a mesa temática, também serão apresentadas ações e diretrizes relacionadas ao tema. O encontro prevê ainda manifestações da sociedade civil e de demais interessados, além de debates sobre oportunidades e propostas para Canoas.

A participação é aberta ao público. Pessoas que necessitarem de recursos de acessibilidade devem informar a necessidade com antecedência pelo e-mail planodiretor@canoas.rs.gov.br.

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Geral

CPI da Corsan/Aegea realiza última audiência pública na Liga Canoense de Futebol em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação da Corsan/Aegea realiza nesta quinta-feira, 11, às 18h, a última audiência pública da série de encontros regionais em Canoas. A atividade será realizada na Liga Canoense de Futebol, localizada na Avenida A. J. Renner, nº 1111, bairro Estância Velha, e está aberta à participação de moradores.

O encontro encerra o ciclo de audiências descentralizadas promovidas pela CPI, instaurada pela Câmara Municipal de Canoas para reunir informações, relatos e documentos relacionados à prestação de serviços da concessionária no município.

Durante a audiência, moradores podem relatar problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e execução de obras. Também são aceitos documentos como contas, fotos, vídeos e registros de atendimento que possam ser utilizados na apuração.

Nos encontros anteriores, foram registrados relatos de consumidores sobre cobranças consideradas elevadas, variações significativas em faturas, ausência de leitura regular de hidrômetros, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação disponível, dificuldades de atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos não resolvidos e impactos de obras em vias públicas, como danos em ruas e calçadas.

A CPI também mantém um canal de comunicação via WhatsApp para recebimento de denúncias e materiais relacionados aos serviços da concessionária. O número informado é (51) 99481-1147.

A investigação parlamentar foi aberta para analisar reclamações sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, execução de obras, esgotamento sanitário e atendimento ao público no município.

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Policial

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

Redação

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.

Mandados em dois estados e dentro de presídios

Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.

As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.

A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.

Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.

Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.

Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.

Organização movimentou mais de R$ 21 milhões

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.

AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6

Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.

Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.

A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

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