Policial
Polícia Civil deflagra Operação Elo Bélico contra rede de tráfico de drogas e armas no Vale do Sinos

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Elo Bélico, que mira uma organização criminosa especializada na distribuição de drogas e armamentos com atuação no Vale do Sinos. A ação cumpre 29 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.
Até o momento, 20 pessoas foram presas. As ordens judiciais são executadas em Cachoeirinha, Campo Bom, Capão da Canoa, Charqueadas, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo, além de municípios dos demais estados envolvidos na investigação.
A operação teve origem em uma ocorrência registrada em janeiro deste ano, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Na ocasião, policiais civis identificaram imóveis utilizados para armazenar drogas e outras mercadorias ilegais. Durante a abordagem a um homem suspeito de transportar entorpecentes, houve troca de tiros. Nenhum agente ficou ferido, mas o suspeito conseguiu fugir, deixando o celular no local.
A partir da análise do aparelho, os investigadores descobriram um esquema interestadual de tráfico de maconha, haxixe e cocaína destinado a cidades do Vale do Sinos. Segundo a Polícia Civil, o homem que atirou contra os agentes atuava como operador logístico da organização e é considerado o principal alvo da operação.
As investigações apontaram que integrantes do grupo mantinham contato com fornecedores e colaboradores no Paraná para organizar o transporte das drogas até o Rio Grande do Sul. As negociações incluíam contratação de caminhões, definição de rotas, pagamento de fretes, escolha de pontos de entrega e monitoramento de barreiras policiais.
De acordo com a delegada Ana Flávia Leite, titular da 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, mulheres também eram recrutadas para transportar armas escondidas junto ao corpo.
“Eles faziam o fretamento de caminhões para trazer drogas à Região Metropolitana. Em uma das situações que apuramos, algumas mulheres eram recrutadas para trazer armamentos enrolados no corpo. Eram cerca de 10 armas por viagem”, afirmou a delegada.
Mensagens e imagens obtidas durante a investigação revelam ainda que os criminosos utilizavam métodos sofisticados para ocultar os entorpecentes. Em alguns casos, as drogas eram escondidas dentro de pneus de caminhões.
Em uma troca de mensagens entre integrantes do grupo, os suspeitos discutem o melhor local para retirar os pneus e acessar a carga ilícita.
“Mas é que ali em Estância Velha vai ter que entrar pra dentro da cidade. É melhor na beira da faixa”, diz um dos investigados em áudio obtido pela polícia.
Em outra conversa, um dos envolvidos sugere incendiar os pneus em uma oficina ligada ao esquema para facilitar a retirada da droga.
Além disso, os criminosos produziam vídeos demonstrando formas de esconder os entorpecentes durante o transporte. Em um dos registros, um pacote de drogas aparece escondido dentro de um aparelho de rádio.
A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.
Policial
Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.
A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.
No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.
Polícia investiga o homicídio
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.
Velório e sepultamento
O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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