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12/07/2026
 

Policial

Polícia Civil deflagra Operação Elo Bélico contra rede de tráfico de drogas e armas no Vale do Sinos

Redação

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Foto: DCS/PCRS

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Elo Bélico, que mira uma organização criminosa especializada na distribuição de drogas e armamentos com atuação no Vale do Sinos. A ação cumpre 29 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.

Até o momento, 20 pessoas foram presas. As ordens judiciais são executadas em Cachoeirinha, Campo Bom, Capão da Canoa, Charqueadas, Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo, além de municípios dos demais estados envolvidos na investigação.

A operação teve origem em uma ocorrência registrada em janeiro deste ano, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Na ocasião, policiais civis identificaram imóveis utilizados para armazenar drogas e outras mercadorias ilegais. Durante a abordagem a um homem suspeito de transportar entorpecentes, houve troca de tiros. Nenhum agente ficou ferido, mas o suspeito conseguiu fugir, deixando o celular no local.

A partir da análise do aparelho, os investigadores descobriram um esquema interestadual de tráfico de maconha, haxixe e cocaína destinado a cidades do Vale do Sinos. Segundo a Polícia Civil, o homem que atirou contra os agentes atuava como operador logístico da organização e é considerado o principal alvo da operação.

As investigações apontaram que integrantes do grupo mantinham contato com fornecedores e colaboradores no Paraná para organizar o transporte das drogas até o Rio Grande do Sul. As negociações incluíam contratação de caminhões, definição de rotas, pagamento de fretes, escolha de pontos de entrega e monitoramento de barreiras policiais.

De acordo com a delegada Ana Flávia Leite, titular da 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, mulheres também eram recrutadas para transportar armas escondidas junto ao corpo.

“Eles faziam o fretamento de caminhões para trazer drogas à Região Metropolitana. Em uma das situações que apuramos, algumas mulheres eram recrutadas para trazer armamentos enrolados no corpo. Eram cerca de 10 armas por viagem”, afirmou a delegada.

Mensagens e imagens obtidas durante a investigação revelam ainda que os criminosos utilizavam métodos sofisticados para ocultar os entorpecentes. Em alguns casos, as drogas eram escondidas dentro de pneus de caminhões.

Em uma troca de mensagens entre integrantes do grupo, os suspeitos discutem o melhor local para retirar os pneus e acessar a carga ilícita.

“Mas é que ali em Estância Velha vai ter que entrar pra dentro da cidade. É melhor na beira da faixa”, diz um dos investigados em áudio obtido pela polícia.

Em outra conversa, um dos envolvidos sugere incendiar os pneus em uma oficina ligada ao esquema para facilitar a retirada da droga.

Além disso, os criminosos produziam vídeos demonstrando formas de esconder os entorpecentes durante o transporte. Em um dos registros, um pacote de drogas aparece escondido dentro de um aparelho de rádio.

A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa.

Policial

Mulher é presa preventivamente por suspeita de coagir testemunha em investigação de estupro de vulnerável em Canoas

Redação

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Uma mulher foi presa preventivamente na quarta-feira, 8, em Canoas, por suspeita de coagir uma testemunha em um processo que apura um caso de estupro de vulnerável. A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), sob a coordenação do delegado Maurício Barison.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva foi determinada pela Justiça após a investigação apontar indícios de que a suspeita teria tentado intimidar uma testemunha envolvida no processo criminal. A conduta é investigada, em tese, como crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.

Conforme a decisão judicial, a medida foi adotada para preservar a ordem pública e garantir a regularidade da instrução processual, evitando possíveis interferências na produção de provas.

O delegado Maurício Barison destacou a gravidade desse tipo de crime.

“A coação de testemunhas é uma conduta gravíssima, pois compromete a busca pela verdade e a segurança de quem colabora com a Justiça. A Polícia Civil atuará sempre que houver tentativa de intimidação no curso de uma investigação”, afirmou.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas informou que segue comprometida com a proteção de vítimas e testemunhas, além da preservação da integridade das investigações conduzidas pela unidade.

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Policial

Brigada Militar socorre bebê de 7 meses após engasgamento em Canoas

Redação

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Policiais militares da Brigada Militar salvaram um bebê de 7 meses que havia parado de respirar durante um episódio de engasgamento em Canoas.

De acordo com informações divulgadas pela corporação, a ocorrência foi registrada no Condomínio Arlindo, no bairro Rio Branco. Durante patrulhamento na região, policiais da 4ª Companhia do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM) foram acionados por moradores que pediram ajuda para a criança.

Os soldados Timm e Hugo iniciaram imediatamente os primeiros socorros, realizando a manobra de Heimlich para lactentes. A técnica permitiu a desobstrução das vias aéreas e fez com que o bebê voltasse a respirar.

Após o atendimento inicial, a criança, identificada como Samuel, foi encaminhada à UPA Niterói para avaliação médica.

Segundo a Brigada Militar, a rápida intervenção dos policiais foi decisiva para preservar a vida do bebê.

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Policial

Menino de 3 anos morre após agressões em Viamão; pai, missionário norte-americano, segue preso

Redação

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Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira, 9, a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que estava internado em estado gravíssimo após ser violentamente agredido em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O principal suspeito é o próprio pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, missionário norte-americano de 33 anos, que permanece preso preventivamente.

Durante depoimento à polícia, o investigado admitiu ter cometido as agressões e afirmou que a violência foi motivada porque o filho não lhe deu “bom dia”.

Conforme a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, Dandre Jermaine Grayson confessou ter desferido socos no tórax e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão. O caso ocorreu no distrito de Águas Claras, onde a família residia.

Após as agressões, o próprio pai levou o menino ao hospital de Viamão, no último domingo, 5. Em razão da gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, onde não resistiu.

Ao identificar diversas lesões compatíveis com violência, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar. Dandre Jermaine Grayson foi preso em flagrante ainda na unidade hospitalar. No dia seguinte, durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

As investigações também apontam que outros filhos do casal podem ter sido vítimas de maus-tratos. Segundo a Polícia Civil, há registros em pelo menos dois estados brasileiros indicando que três crianças, de 5, 7 e 9 anos, apresentaram indícios de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano segue sendo apurada e, até o momento, não há confirmação de que ele tenha sofrido violência.

Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Além das suspeitas de maus-tratos contra as crianças, a Polícia Civil investiga possíveis episódios de violência doméstica praticados contra a esposa do investigado, para quem foi solicitada uma medida protetiva.

De acordo com as autoridades, a família mora no Brasil há cerca de nove anos e havia se estabelecido em Viamão aproximadamente seis meses antes do crime.

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