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26/08/2026
 

Geral

Maior veículo solar do mundo faz parada em Canoas e inspira debate sobre sustentabilidade

Redação

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Com 9 metros de comprimento e visual que lembra uma borboleta gigante, o SolarButterfly, maior veículo movido a energia solar do mundo, fez uma parada estratégica em Canoas nesta semana. O projeto suíço, que está na reta final de uma volta ao mundo de quatro anos, esteve na Unilasalle para atividades com estudantes e professores da universidade.

Rebocado por um carro elétrico e abastecido por asas solares retráteis, o SolarButterfly consegue percorrer até 200 quilômetros por dia sem emitir qualquer poluente. A estrutura funciona como uma pequena casa sobre rodas, equipada com cozinha, camas, chuveiro, oficina e espaço de trabalho. Mais do que uma inovação tecnológica, o veículo é um símbolo da busca por soluções viáveis frente às mudanças climáticas.

Além do impacto visual, o projeto impressiona também pela proposta de sustentabilidade em sua construção: grande parte da estrutura foi feita com garrafas PET recicladas retiradas dos oceanos. Ao todo, o veículo conta com 80 metros quadrados de painéis solares que alimentam sua jornada.

O SolarButterfly partiu da Suíça e já percorreu mais de 86 mil quilômetros, passando por 43 países nos cinco continentes. A iniciativa é coordenada por uma ONG em parceria com a Universidade de Lucerna e tem como idealizador o suíço Louis Palmer, pioneiro em mobilidade solar. O objetivo principal é apresentar ao público soluções acessíveis e reais para enfrentar o aquecimento global.

Durante sua passagem por Canoas, a equipe do SolarButterfly foi recebida no pátio da Unilasalle para um encontro com alunos de diversos cursos, em uma atividade de integração e sensibilização ambiental. Entre os integrantes do grupo está o brasileiro Kaique Sergio dos Santos, estudante da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que se uniu ao projeto como voluntário.

A visita a Canoas integra o trajeto final do SolarButterfly até Belém do Pará, onde participará da Conferência do Clima da ONU, a COP 30, em novembro. De lá, o grupo deve seguir para a Colômbia, encerrando uma expedição que buscou, ao longo dos últimos quatro anos, unir ciência, educação e ação climática.

Segundo Simon Hofmann, um dos tripulantes do projeto, o nome SolarButterfly simboliza a transformação urgente que a humanidade precisa fazer. “Como uma borboleta que passa por mudanças para se tornar algo novo, também estamos mostrando que já existem soluções concretas para reduzir o impacto ambiental e construir um futuro melhor”, afirmou.

Em cada parada, o grupo coleta e compartilha iniciativas sustentáveis de baixo custo que estão dando certo em diferentes partes do mundo, como turbinas em forma de peixe que geram energia a partir de riachos, na Alemanha, ou silos de areia que armazenam calor no verão para aquecer casas no inverno, na Finlândia.

A passagem do SolarButterfly por Canoas reforça o papel da Unilasalle como espaço de conexão entre conhecimento, inovação e responsabilidade ambiental, e chama atenção para a necessidade de agir agora diante da crise climática global.

Geral

Exame toxicológico entra na lista de exigências para primeira habilitação nas categorias A e B no RS

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A partir de 1º de setembro, candidatos à primeira habilitação no Rio Grande do Sul deverão realizar exame toxicológico para obter a Permissão para Dirigir (PPD). A exigência vale para quem iniciar formalmente o processo de habilitação no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS), por meio de um Centro de Formação de Condutores (CFC), a partir dessa data.

A medida, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passa a alcançar também os candidatos às categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e automóveis. O exame já é exigido de condutores profissionais das categorias C, D e E em exames periódicos.

A nova regra tem como base a Lei 15.153, de 2025, que acrescentou os parágrafos 10 e 11 ao artigo 148-A do CTB. A legislação determina a apresentação de resultado negativo em exame toxicológico como condição para a obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B.

O teste deverá ser realizado em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e poderá ser feito em qualquer etapa do processo de habilitação. A relação dos laboratórios autorizados está disponível no site da Senatran.

A Permissão para Dirigir somente será emitida após o laboratório registrar no sistema o resultado negativo do exame toxicológico do candidato.

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Pedágios sobem novamente no RS; veja os novos valores

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Entrou em vigor nesta segunda-feira, 24, o reajuste de 4,64% nas tarifas de sete praças de pedágio de rodovias federais do Rio Grande do Sul. Os pontos estão localizados na freeway e nas BR-386 e BR-101, em trechos administrados pela Motiva ViaSul.

Com a atualização aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a tarifa para carros passou de R$ 6,60 para R$ 6,90. Para caminhões de dois eixos, o valor subiu de R$ 13,20 para R$ 13,80. Já as motocicletas passaram de R$ 3,30 para R$ 3,45.

Este é o segundo reajuste aplicado às tarifas em um intervalo de dois meses. A atualização ocorre após um período de dois anos sem alteração nos valores.

O primeiro aumento entrou em vigor em junho e considerou o período de 12 meses iniciado em agosto de 2024. O novo reajuste, aprovado na sexta-feira, 21, corresponde à atualização referente ao último ano.

Dos R$ 0,30 acrescentados à tarifa para carros, R$ 0,11 correspondem à inflação e R$ 0,19 são relacionados ao período em que o reajuste deixou de ser aplicado.

Com as duas atualizações, a tarifa, que era de R$ 5,50 antes do reajuste de junho, chega a R$ 6,90 nesta segunda-feira. A previsão é de que os valores permaneçam sem nova alteração até agosto de 2027.

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Famílias de desaparecidos podem fazer coleta de DNA no RS entre 24 e 28 de agosto

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Entre os dias 24 e 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético em pontos de coleta do Rio Grande do Sul durante a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorre simultaneamente em todo o país e busca ampliar os cruzamentos entre perfis genéticos de familiares e de pessoas não identificadas.

No Estado, todos os Postos Médico-Legais (PMLs) estarão mobilizados para realizar as coletas. Em Porto Alegre, o procedimento também será feito no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), localizado na Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40.

Na quinta-feira, 27, haverá ainda um ponto de coleta junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.

Quem deve participar

A mobilização é destinada principalmente a familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético à perícia oficial. O material coletado será comparado com perfis genéticos de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, que estão cadastrados nos bancos de DNA.

O cruzamento dos dados é realizado continuamente pelas equipes responsáveis pela busca e identificação de pessoas desaparecidas.

O material genético coletado será utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas. Quem já realizou a coleta junto à perícia oficial anteriormente não precisa repetir o procedimento.

Familiares prioritários

A orientação é que a coleta seja feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem:

Pai e/ou mãe biológicos;
Filhos biológicos da pessoa desaparecida e o outro genitor desses filhos;
Irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Em situações nas quais não seja possível seguir essa ordem, a equipe responsável poderá avaliar a coleta de material de outros familiares.

Como é feita a coleta

O material genético pode ser obtido por meio de um pequeno cotonete passado na parte interna da bochecha ou pela coleta de uma pequena gota de sangue da ponta de um dos dedos.

Familiares que não conseguirem comparecer a um dos pontos de atendimento devem entrar em contato por telefone com o local de coleta mais próximo. A equipe poderá avaliar a situação e buscar uma alternativa para viabilizar o procedimento.

Documentos necessários

Para realizar a coleta, é necessário apresentar documento de identidade e informações do boletim de ocorrência referente ao desaparecimento.

Também é recomendado levar, se possível, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente de leite guardado ou cordão umbilical.

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