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11/06/2026
 

Saúde

Canoas decreta emergência em Saúde devido ao aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Redação

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Canoas decreta emergência em Saúde devido ao aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Em decorrência do aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Canoas emitiu um decreto que declara situação de emergência em saúde pública no município.

O documento, assinado pelo prefeito Airton Souza, declara situação de emergência no âmbito da saúde pública no município de Canoas para fins de enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), considerando o cenário epidemiológico das doenças respiratórias e a superlotação de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Canoas e na Região Metropolitana, com risco de desassistência à população por esgotamento dos serviços de saúde municipais, conforme apontado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O estado de emergência terá a vigência de 90 dias, contados a partir da sua publicação, podendo o prazo ser prorrogado conforme evolução dos indicadores epidemiológicos e assistenciais.

“A Saúde do Rio Grande do Sul pede socorro. Canoas está entre as cidades mais afetadas pela escassez de recursos. A única forma de vencermos esta batalha é com união. Com a decretação da emergência, poderemos agilizar processos e concentrar esforços no atendimento dos casos mais graves, evitando a sobrecarga completa do nosso sistema de saúde. Essa é uma decisão técnica, respaldada pela Secretaria Municipal de Saúde, e que visa proteger vidas”, disse o Prefeito Airton Souza.

“Com o aumento de casos de síndrome respiratória, a decisão de decretar emergência em Saúde foi a melhor que poderíamos tomar para garantir a assistência e o cuidado aos canoenses. É importante que todos façam sua parte e que a população vá às nossas unidades de saúde e tome a vacina contra a gripe. É desta forma que conseguiremos amenizar a situação mais tarde, uma vez que o inverno ainda nem chegou”, avaliou o vice-prefeito Rodrigo Busato.

Devido à situação de emergência, o decreto autoriza a adoção de todas as medidas administrativas necessárias a garantir a assistência em saúde, e cita, em especial, a aquisição de insumos e materiais, a doação e a cessão de equipamentos e bens, assim como a contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial.

Da mesma forma, autoriza também a prorrogação, na forma da lei, de contratos e convênios administrativos que favoreçam a assistência à saúde dos pacientes acometidos por doenças respiratórias, de acordo com a necessidade apurada pelas áreas técnicas da SMS.

O decreto estabelece que cabe à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elaborar diretrizes gerais para a execução das medidas de enfrentamento da situação de emergência em saúde pública, assim como editar normas complementares para a fiel execução do que foi decretado.

“Desta forma, se necessário, mediante justificativa do titular da pasta, poderão ser adotadas as medidas excepcionais para o enfrentamento da situação de emergência, como a suspensão de férias e folgas dos servidores municipais envolvidos no enfrentamento à Emergência em Saúde Pública (ESP) do Município lotados na SMS”.

Por fim, o decreto estabelece que, enquanto persistir o estado de emergência em saúde pública, as redes hospitalares que prestam serviços ao SUS no Município de Canoas deverão adotar medidas administrativas para priorizar a disponibilização dos leitos clínicos de suporte ventilatórios e de UTI para os casos de SRAG.

Com o decreto de emergência, as equipes da SMS agora traçam as estratégias de atuação e as próximas medidas a serem tomadas.

“Estamos avaliando o decreto do Estado, o quanto teremos de recursos e o que poderemos fazer com essas verbas, e também o decreto municipal. Vamos habilitar mais dez leitos de internação no Hospital Universitário (HU) e estamos verificando a disponibilidade de leitos de retaguarda, tanto pediátricos quanto adultos. Todos os serviços serão ampliados, tanto na atenção básica, nas unidades de saúde, quanto nas UPAs e hospitais”, afirma o secretário municipal da Saúde, Marcelo Reis.

Emergência lotada em Canoas

Conforme o texto divulgado pela gestão municipal, a lotação dos hospitais em toda a Região Metropolitana é reflexo do aumento da demanda típica desta época do ano e também do referenciamento de pacientes do interior do Estado para serem atendidos na região. Na manhã desta quarta-feira, 21, a taxa de ocupação da Sala Verde do Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC), instalado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), é de 550%.

“São 55 pacientes sendo atendidos onde a capacidade seria para dez. Há pacientes com problemas respiratórios, oncológicos, casos clínicos e de trauma. Destes, seis pacientes apresentavam quadros de síndrome respiratória aguda grave”.

O texto afirma que as medidas necessárias para a garantia do atendimento da população já vêm sendo tomadas nos hospitais de Canoas desde o início do ano, segundo a Prefeitura. As escalas de funcionários vêm sendo reorganizadas, foram disponibilizados mais leitos e os pacientes vêm passando por reavaliação constante para que possam ser encaminhados para outras unidades ou liberados.

Ainda de acordo com a nota da Prefeitura, nas últimas semanas, o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) reabriu 24 leitos de internação que estavam fechados para manutenção, e deve reabrir outros oito ainda essa semana e mais 28 nos próximos dias.

A administração municipal diz que também está revitalizando a gestão do hospital e implementando novas ferramentas administrativas e melhores condições de trabalho e de atendimento da população. A Prefeitura também está trabalhando junto com o governo do Estado para abrir uma porta de Emergência no Hospital Universitário para que o HNSG possa volta a atuar dentro de suas características próprias.

“Canoas também está mobilizada, em conjunto com os municípios integrantes do Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana da Grande Porto Alegre (Granpal), para buscar junto aos governos estadual e federal o repasse mais apropriado de verbas para o sistema de saúde da região. Os municípios da região pleiteiam mais incentivos estaduais para hospitais públicos municipais; distribuição de recursos proporcionalmente de acordo com a população de cada cidade; melhor complementação das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) do Rio Grande do Sul; composição de recursos de acordo com a perda de arrecadação relacionada às enchentes de 2024; e a criação de uma câmara de compensação financeira para o ressarcimento dos municípios que atendem demanda espontânea de moradores de outras cidades, entre outras demandas”.

Saúde

Nova Santa Rita oferece Implanon gratuitamente pelo SUS; veja como solicitar o implante

Redação

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A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Santa Rita está oferecendo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a aplicação do Implanon, método contraceptivo de longa duração com eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez.

O Implanon é um pequeno implante subdérmico inserido sob a pele do braço. O dispositivo libera hormônios do tipo progesterona e pode atuar por até três anos. O procedimento de colocação é realizado com anestesia local e, após a retirada do implante, a fertilidade retorna rapidamente.

Para ter acesso ao método pelo SUS no município, é necessário ter entre 14 e 49 anos e realizar uma pré-consulta de enfermagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Durante essa etapa, as pacientes recebem orientações sobre o procedimento, passam por avaliação clínica e fazem o preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

De acordo com as informações divulgadas pela prefeitura, as aplicações para quem já concluiu a pré-consulta começam a partir da próxima sexta-feira, 12, e serão realizadas nas unidades de saúde do município.

A Secretaria de Saúde orienta que as interessadas procurem a UBS de referência para obter mais informações sobre o processo e verificar os critérios necessários para a inserção do implante.

 

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Saúde

Ministério da Saúde suspende temporariamente vacinação contra a dengue após investigação de reações

Redação

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 8, a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante Butantan-DV, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de reações adversas graves que estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa em Brasília. Segundo a pasta, foram identificados 42 casos de reações severas entre os vacinados, além de dois óbitos que seguem sob investigação para determinar se há relação com a aplicação da vacina.

De acordo com o ministério, os eventos observados não haviam sido registrados nos estudos clínicos que embasaram a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes da liberação, a vacina foi testada em cerca de 16 mil voluntários acompanhados durante cinco anos.

Entre janeiro e 30 de maio deste ano, foram aplicadas 501.044 doses da vacina. O público-alvo incluía pessoas entre 15 e 59 anos, além de profissionais da área da saúde.

Casos investigados

O Ministério da Saúde informou que foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, representando cerca de 0,7% do total de vacinados.

Entre os registros, 42 pessoas apresentaram sinais de alerta, como dores abdominais intensas, vômitos persistentes e sangramentos. Três casos foram classificados como graves.

Um deles envolveu uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas de dengue grave, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A paciente recebeu alta posteriormente.

Os dois casos que resultaram em morte também seguem sendo analisados. Uma mulher de 48 anos desenvolveu sintomas compatíveis com dengue grave e comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação. O quadro evoluiu para óbito.

O segundo caso envolveu um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber a dose. A condição evoluiu rapidamente para um quadro grave, com choque refratário, resultando em morte. Segundo o ministro, os óbitos ocorreram nos meses de março e abril.

Padilha ressaltou que, até o momento, não existem evidências suficientes para comprovar uma relação direta entre a vacina e os casos graves registrados.

Vacinação permanece suspensa

A suspensão permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde, Anvisa, estados e municípios.

As doses já distribuídas continuarão armazenadas nos estados e municípios até que uma decisão definitiva seja tomada sobre a retomada da campanha.

Segundo o governo federal, os três casos graves ocorreram entre profissionais da Atenção Primária à Saúde vacinados pela estratégia destinada a esse público. Nenhum deles foi registrado nos municípios que participaram da ampliação da vacinação.

Orientação para quem recebeu a vacina

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde caso apresentem sintomas como:

Febre;
Dor abdominal intensa e contínua;
Vômitos persistentes;
Tontura;
Sangramentos;
Sonolência excessiva;
Irritabilidade;
Sinais de desidratação;
Piora do estado geral.

A pasta também informou que realizará reuniões com estados e municípios para intensificar a busca ativa de casos e ampliar o monitoramento dos eventos adversos.

Primeira vacina brasileira contra dengue

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025. O imunizante é considerado a primeira vacina contra a dengue de dose única do mundo e a primeira desenvolvida integralmente no Brasil.

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que a interrupção temporária segue orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa e tem como objetivo garantir a segurança da população enquanto os casos são analisados.

A instituição destacou que os três casos graves foram registrados em um universo de aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas e que ainda não há confirmação de vínculo entre os eventos adversos e a aplicação do imunizante.

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Saúde

Panvel inaugura primeira unidade de farmácia em Nova Santa Rita

Redação

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A rede de farmácias Panvel inaugurou sua primeira unidade em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A loja está localizada na Rua Juvenal Machado, nº 1, esquina com a Avenida Santa Rita, na área central do município.

Segundo o diretor executivo da rede, Roberto Coimbra, a chegada da empresa ao município faz parte da estratégia de ampliar a presença da marca na região.

“Nossa chegada a Nova Santa Rita faz parte de um movimento da Panvel de estar presente onde as pessoas vivem, com uma experiência de compra completa, acessível e conectada”, afirmou.

Com a abertura da unidade, os moradores passam a contar com serviços farmacêuticos como aferição de pressão arterial, testes rápidos e orientações sobre o uso de medicamentos, realizados por profissionais da área.

Além da comercialização de medicamentos, a farmácia oferece produtos de higiene, beleza, cuidados pessoais, suplementos e itens de conveniência. A unidade também aceita convênios e programas de benefícios ligados ao setor farmacêutico.

A empresa informou ainda que os serviços também estão disponíveis em canais digitais, por meio do site, aplicativo e atendimento remoto, com opções de retirada na loja ou entrega em domicílio.

A loja funciona de segunda a sábado, das 7h às 23h. Aos domingos e feriados, o atendimento ocorre das 8h às 22h. A unidade está localizada na Rua Juvenal Machado, nº 1, esquina com a Avenida Santa Rita.

A Panvel possui mais de 660 lojas distribuídas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

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