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30/10/2026
 

Clima

Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Redação

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Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Com a presença da economista Sara Ahmed, conselheira do V20, grupo de países mais vulneráveis às mudanças do clima, e da diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, realiza-se, em 14 de março (sexta-feira), a partir das 9 horas, a Conferência Científica de encerramento do projeto RS:Resiliência&Sustentabilidade, promovido pela então Secretaria para Apoio à Reconstrução do RS (SERS), do governo federal, em cooperação com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Projeto

Maneco Hassen, que foi secretário-executivo da SERS e atualmente chefia o escritório de representação do governo federal no RS, explica que o projeto foi pensado para servir como um legado de reflexões sobre as perspectivas do RS frente à nova realidade de mudanças climáticas.

“O desastre que vivemos há quase um ano foi paradigmático de uma mudança de era. Existem vários indícios de que a mudança do clima já está interferindo em vários aspectos da vida das pessoas e da economia gaúcha. É preciso pensar sobre isso e não ter medo de assumir as condutas necessárias para enfrentar esse problema, sempre com foco nas pessoas e na sociedade”, diz.

Para Maneco, os cientistas precisam ser chamados a investigar, refletir e falar, apontando caminhos de superação dos danos potenciais desta nova realidade do clima.

“Essa é um pouco a síntese desse projeto, que iniciamos ainda na SERS e que está gerando os seus resultados agora. O mais importante, eu acho, é que são cientistas gaúchos, professores em nossas universidades federais, que estão falando”, arremata.

Ricardo Pereira, diretor de projetos da FESPSP, relata que o envolvimento da fundação paulista para cooperar com a SERS, ocorre em função da relevância social e ambiental de um problema de caráter regional, com repercussão nacional.

“A FESPSP, possui expertise nesta área e não poderia deixar de contribuir para ajudar a buscar soluções que possam mitigar os problemas ambientais urbanos”, diz.

Conforme o diretor da FESPSP, os estudos desenvolvidos pelos professores das universidades federais do RS tratam da realidade regional, mas têm grande valia para o país e para o mundo.

“São estudos sobre questões específicas do RS, mas que revelam uma nova realidade que poderá se manifestar em qualquer estado e mesmo em qualquer país. Entender a mudança climática e pesquisar medidas para mitigar ou mesmo evitar a ampliação dos desastres, é fundamental para todos. As mudanças do clima são um problema global e estão sendo sentidas, em maior ou menor grau, em todas as regiões”, argumenta.

De acordo com Pereira, a cooperação da FESPSP neste projeto deu-se a partir de sua experiência anterior nas áreas ambiental e de saneamento e, conjugada com a participação de universidades gaúchas, foi a maneira que a instituição de estudo e pesquisa de São Paulo encontrou para ajudar concretamente o RS frente à tragédia das enchentes de 2024.

“Quando conhecemos o projeto, não hesitamos. A reflexão e a pesquisa são nosso campo de atuação”, conclui.

O projeto subsidiou linhas de pesquisas já existentes nas universidades federais com sede no Rio Grande do Sul, contou com o apoio das reitorias para a escolha e foi financiado através de uma doação dirigida à FESPSP pela Open Society Foundations, instituição global de filantropia privada que apoia grupos independentes que trabalham pela justiça, governança democrática e direitos humanos.

“Fizemos um processo de busca ativa”, explica João Ferrer, um dos consultores dedicados ao projeto.

“Primeiro, reunimos com as reitorias, explicamos os objetivos do projeto e fizemos uma lista de pesquisas que estavam sendo realizadas sobre a temática da mudança climática ou especificamente sobre as cheias. Após essa fase, representantes da SERS e da FESPSP escolheram 10 pesquisas para serem subsidiadas, com o compromisso que fossem apresentadas, num prazo de seis meses, em formato de Policy Papers. Esses artigos foram compilados e comporão um livro, que será entregue durante o evento e, depois, disponibilizado para pesquisadores, gestores e outros interessados na temática”, complementa.

Evento

A Conferência Científica de encerramento do projeto ocorrerá durante todo o dia 14 de março (sexta-feira), no salão de atos da UFRGS, e contará com um painel de abertura com uma das principais autoridades mundiais em mudanças do clima, a economista filipina Sara Ahmed, conselheira do V20.

Estará presente, também, para o painel de encerramento, a diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, ex-secretária de Meio Ambiente de Pernambuco. Entre a abertura e o encerramento, os professores pesquisadores apresentarão seus artigos para o público presente.

A programação completa pode ser acessada no site rs-resiliente.com.br, onde é possível, também, realizar a inscrição, que é gratuita.

Clima

Inmet emite alerta de tempestade para regiões do RS com risco de granizo e ventos de até 60 km/h

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Ciclone extratropical provoca ventos de mais de 100 km/h no RS e muda o tempo nesta semana

A previsão do tempo para esta quarta-feira, 21, indica mudança nas condições climáticas em parte do Rio Grande do Sul, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para as regiões das Missões, Noroeste e áreas do Norte e da Fronteira Oeste.

O aviso é válido das 15h às 23h59min e prevê chuva de até 50 milímetros, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

Nas demais regiões do Estado, o sol deve aparecer entre nuvens. Durante a tarde, as temperaturas máximas podem chegar a 24°C, como em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste.

Na quinta-feira, 22, será marcada por temperaturas baixas, com mínimas entre 7°C e 8°C em municípios como São José dos Ausentes e Cambará do Sul, na Serra, além de São José do Erval, no Vale do Taquari, e Fontoura Xavier, na região Norte. As informações são da Climatempo.

Chuva avança pelo Estado nos próximos dias

Na quinta-feira, 22, a instabilidade deve avançar pelas regiões Oeste, Missões, Noroeste, Norte e Centro. Há possibilidade de temporais isolados e granizo, principalmente durante a tarde e a noite.

Na sexta-feira, 23, a chuva deve atingir mais regiões, incluindo a Serra e a Região Metropolitana. Os maiores volumes são esperados no Noroeste, onde os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros.

Temperaturas previstas para esta quarta-feira (21)

Confira as mínimas e máximas previstas para algumas cidades gaúchas:

  • Região Metropolitana: Porto Alegre terá mínima de 12°C e máxima de 23°C.
  • Serra: Caxias do Sul terá temperaturas entre 9°C e 22°C.
  • Campanha: Bagé terá mínima de 10°C e máxima de 21°C.
  • Fronteira Oeste: Uruguaiana terá temperaturas entre 15°C e 21°C.
  • Sul: Pelotas terá mínima de 12°C e máxima de 19°C.
  • Litoral Norte: Capão da Canoa terá temperaturas entre 15°C e 20°C.
  • Região Central: Santa Maria terá mínima de 12°C e máxima de 21°C.
  • Norte: Passo Fundo terá temperaturas entre 13°C e 22°C.
  • Noroeste: Santa Rosa terá mínima de 16°C e máxima de 20°C.
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Clima

Temporais avançam pelo RS nesta quarta-feira, 7, com risco de granizo e ventos de 100 km/h

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Foto: Lizele Garcia/OT

Apesar do tempo firme no início desta quarta-feira, 7, em grande parte do Rio Grande do Sul, a previsão indica retorno da chuva e possibilidade de temporais ao longo da tarde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, de perigo, válido das 12h às 23h59.

A instabilidade deve avançar pelo Estado em uma faixa que se estende de Quaraí, na Fronteira Oeste, até Frederico Westphalen, no Norte, atingindo também áreas das Missões e do Noroeste. Há possibilidade de chuva mais intensa nas regiões Centro, Campanha e Sul.

O alerta prevê acumulados entre 30 e 100 milímetros, rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

Na Região Metropolitana, Serra e em parte do Litoral Norte e do Norte, o Inmet mantém alerta amarelo, de perigo potencial, com início às 18h e validade até as 23h59. Nessas áreas, os volumes de chuva podem variar entre 20 e 50 milímetros, com ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

A previsão também indica instabilidade nos próximos dias. Conforme a Climatempo, a quinta-feira, 8, deve ter temporais, rajadas superiores a 90 km/h e acumulados que podem chegar a 100 milímetros em pontos das Missões. A condição deve continuar na sexta-feira, 9.

Rios permanecem acima da cota de inundação

Além dos impactos provocados pelas tempestades, a Defesa Civil mantém o monitoramento dos níveis dos rios. Cinco pontos de acompanhamento permanecem acima da cota de inundação no Estado.

No Rio Uruguai, o nível chegou a 9,99 metros em São Borja, quase um metro acima da cota de inundação. Em Itaqui, o rio está em 9,08 metros, enquanto a cota é de 8,30 metros. Em Uruguaiana, o nível registrado é de 9,03 metros, acima da cota de 8,50 metros.

No Rio Ibirapuitã, em Alegrete, o nível é de 10,14 metros, diante de uma cota de inundação de 9,70 metros. Já o Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, está em 10,02 metros, acima da cota de 9 metros.

Com a previsão de novas chuvas, os níveis dos rios seguem sendo monitorados.

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Clima

Temporal deixa mais de 54 mil pessoas afetadas e danifica 8 mil casas no RS

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Frente fria que trará chuvas ao Estado

O Rio Grande do Sul registrou 146 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas adversas desde sexta-feira, 25. Segundo o balanço da Defesa Civil, atualizado até as 17h desta terça-feira, 29, o episódio atingiu 128 municípios e deixou 54.065 pessoas afetadas.

Quatro pessoas ficaram feridas: duas em Pontão, uma em Alegrete e uma em Capão do Cipó. Até o momento, não há registro de mortes ou desaparecidos relacionados ao evento.

Entre as ocorrências estão chuvas intensas, queda de granizo, vendavais, inundações, alagamentos, deslizamentos e corridas de massa, que envolvem o deslocamento de solo e lama.

Ao todo, 6.298 pessoas precisaram deixar suas casas. O levantamento aponta ainda 8.181 residências danificadas. Também foram registrados 171 imóveis destelhados e 46 casas atingidas por alagamentos. Não há registro de casas totalmente destruídas.

Além das residências, os temporais provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino, oito unidades de saúde, 27 prédios públicos e outros 93 estabelecimentos.

Os dados são preliminares e podem mudar à medida que os municípios encaminham novas informações à Defesa Civil. O órgão estadual informou que está auxiliando as cidades mais afetadas com o envio de materiais, como lonas e telhas.

Santiago concentra maior número de pessoas afetadas

Entre os municípios com maior número de pessoas afetadas estão Santiago, Capão do Cipó, Santo Antônio das Missões, Alegrete, Almirante Tamandaré do Sul, Santana do Livramento, Santa Margarida do Sul, Itaara, São Luiz Gonzaga e Casca.

Santiago registra o maior número de pessoas afetadas. Segundo o levantamento, mais de 26 mil moradores foram atingidos pela queda de granizo. O município contabiliza 13 pessoas desabrigadas e cerca de 6 mil desalojadas.

Na cidade, 5 mil residências foram danificadas. Também foram registrados danos em uma unidade de saúde e 20 escolas.

Capão do Cipó aparece entre os municípios mais atingidos tanto em número de pessoas afetadas quanto em danos materiais. Mais de 3 mil pessoas foram atingidas, incluindo uma pessoa ferida. O município registra ainda 12 desabrigados e 120 desalojados.

Na cidade, 500 casas foram danificadas. Também houve danos em duas unidades de saúde, duas escolas, seis estabelecimentos públicos e três estruturas de infraestrutura pública.

Municípios com mais danos materiais

Considerando o número de danos materiais registrados, os municípios que aparecem no levantamento são Santiago, Capão do Cipó, Santana do Livramento, Alegrete, São Luiz Gonzaga, Erval Grande, Santo Antônio das Missões, Catuípe, Benjamin Constant do Sul e Pejuçara.

A relação de pessoas afetadas e de danos materiais é atualizada conforme os municípios enviam novos registros às autoridades estaduais.

Informações sobre abrigos e pessoas acolhidas são reunidas em um painel administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

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