Política
Ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de comandar golpe de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi formalmente acusado nesta terça-feira, 18, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de liderar um suposto plano de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta por cinco ministros, vai decidir se aceita a denúncia e abre um processo contra o ex-presidente, sem prazo definido para essa decisão.
A turma inclui os ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A PGR pede que Bolsonaro seja responsabilizado por crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Além de Bolsonaro, outras 33 pessoas, incluindo o ex-ministro da Casa Civil, general Braga Netto, também foram denunciadas.
A denúncia ocorre quase quatro meses após o ex-presidente ser indiciado pela Polícia Federal (PF), que o apontou como líder do suposto esquema golpista. O texto acusa Bolsonaro de coordenar uma estrutura com militares, policiais e aliados para impedir a transição de poder após a vitória de Lula.
O procurador-geral Paulo Gonet afirma que Bolsonaro fez parte do “núcleo crucial” do plano, agindo desde 2021 para implementá-lo, inclusive com discursos públicos contra o sistema eleitoral e pressionando o Alto Comando das Forças Armadas para apoiar um decreto golpista, a “minuta do golpe”.
Gonet também cita ações para prejudicar as eleições, como os bloqueios realizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia da votação em áreas favoráveis a Lula. Bolsonaro, por sua vez, afirmou que nunca apoiou qualquer movimento golpista e que a acusação não apresenta provas concretas contra ele. A defesa do ex-presidente classificou a denúncia como “inepta” e contraditória, alegando que se baseia apenas na delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro.
Mais cedo, Bolsonaro afirmou não ter preocupação com a denúncia e questionou a veracidade das evidências. “Você já viu a minuta de golpe? Não viu. Eu também não vi”, disse, em referência à acusação. Em entrevistas anteriores, o ex-presidente negou qualquer envolvimento em golpes, inclusive mencionando discussões sobre o Estado de Sítio como uma medida constitucional, mas não golpista.
Além dessa investigação, Bolsonaro também é alvo da PF em outros dois casos: o das joias sauditas e a fraude no cartão de vacinas, mas a PGR ainda não decidiu se irá apresentar denúncias sobre essas questões.
A denúncia não implica em prisão imediata; o processo só segue para julgamento com possível condenação após esgotados os recursos. Após a acusação, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, dará 15 dias para que a defesa se manifeste. Caso haja contestação, a PGR terá cinco dias para responder. Depois disso, Moraes decidirá se aceita a denúncia, e o caso será julgado pela Primeira Turma do STF.
Se a denúncia for aceita, Bolsonaro e os outros denunciados se tornarão réus, e o processo criminal começará. A defesa poderá apresentar recursos ao STF, que é a instância final para esses casos. O processo está sendo conduzido no STF porque o tribunal entende que casos relacionados a ataques às instituições democráticas devem ser julgados pela Corte, mesmo sem o foro privilegiado de Bolsonaro após seu mandato.
Política
Câmara de Canoas concede título de Cidadão Canoense ao pastor Sinésio Luis da Silva Neto

A Câmara Municipal de Canoas realizou, na terça-feira, 28, a entrega do título de Cidadão Canoense ao pastor Sinésio Luis da Silva Neto, líder da Igreja Batista da Lagoinha no município. A homenagem reconhece os serviços prestados à comunidade, com destaque para a atuação social e comunitária desenvolvida na cidade.
Natural de Mari, na Paraíba, Sinésio chegou ao Rio Grande do Sul ainda jovem e passou a viver em Canoas em 2007. Formado em Direito, atuou como advogado antes de iniciar a trajetória pastoral. Em 2017, fundou a Igreja Batista da Lagoinha de Canoas, que começou em sua residência e atualmente reúne mais de 3 mil membros.
A proposta da homenagem foi apresentada pela vereadora Larissa Rodrigues (PL), que destacou a trajetória do pastor e a participação em ações comunitárias, especialmente durante a enchente de 2024, quando liderou mobilizações de voluntários e ações de resgate nos bairros Fátima e Rio Branco.
“Mais do que uma homenagem, este reconhecimento representa a gratidão da nossa cidade a alguém que escolheu Canoas para construir a sua história e seu compromisso com as pessoas”, afirmou a vereadora.
O presidente da Câmara, vereador Abmael Almeida, também ressaltou o crescimento da igreja ao longo dos anos e a atuação social da instituição no município. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Lagoinha contribui de forma significativa para a comunidade canoense.
Além da atuação religiosa, Sinésio é um dos fundadores do Instituto Transformando Histórias, organização que oferece apoio psicológico, jurídico e capacitação profissional, além de promover ações sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade.
Ao receber a honraria, o pastor agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso com a cidade.
“Recebo este título com gratidão e senso de responsabilidade. Canoas é o lugar onde construí minha história e onde sigo servindo à comunidade com propósito”, declarou.
Política
Cachoeirinha avança na implantação de nova delegacia, mas demanda por DPPA segue sem definição

A deputada estadual Patrícia Alba (MDB) destacou a cessão de um terreno pela Prefeitura de Cachoeirinha para a construção da sede própria da 2ª Delegacia de Polícia, que será instalada no bairro Colinas.
Segundo ela, apesar do avanço, a principal demanda do município segue sendo a implantação de uma Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e de uma Delegacia da Mulher.
“É inconcebível que Cachoeirinha, com mais de 140 mil habitantes, ainda não tenha uma estrutura de segurança com operação 24 horas. Muitas mulheres deixam de registrar ocorrências, pois acabam desistindo de ir a Gravataí para denunciar agressores. Nós reiteramos essa demanda com o vice-governador do Estado, Gabriel Souza, que já encaminhou o assunto para análise junto aos órgãos competentes no governo”, afirmou.
Patrícia citou ainda um caso ocorrido no município envolvendo a família Aguiar. Segundo ela, um casal de idosos procurou atendimento em um fim de semana para registrar o desaparecimento da filha, mas não conseguiu formalizar a ocorrência porque a delegacia estava fechada.
A deputada informou que as demandas são tratadas em conjunto com a presidente da Subseção Cachoeirinha da OAB, Flávia Casotti, o promotor Michael Flach, o conselheiro seccional da OAB André Lima de Moraes e outras lideranças locais. Segundo as entidades, a estrutura da 1ª Delegacia de Polícia poderia ser utilizada para viabilizar uma DPPA em caráter emergencial.
A pauta já foi discutida em reunião com o vice-governador Gabriel Souza em novembro de 2025, com a participação do ex-prefeito Cristian Wasen e do ex-vice-prefeito delegado João Paulo.
Em setembro de 2025, durante audiência pública na Câmara de Cachoeirinha sobre a elevação de entrância, a deputada também tratou do tema junto ao vice-governador. O encontro contou com a presença do promotor Bill Jerônimo Scherer e dos delegados André Lobo Anicet, da 1ª DP, e Ernesto Prestes, da 2ª DP.
Patrícia afirmou que o trabalho busca melhorias na estrutura de segurança do município.
“Seguimos trabalhando para que Cachoeirinha tenha uma estrutura completa, capaz de atender os cidadãos com rapidez e dignidade”, disse.
Política
Vereador Alexandre Gonçalves mobiliza população por dragagem do Guaíba e petição passa de 3 mil assinaturas

O vereador Alexandre Gonçalves (PDT) lançou uma petição online em defesa da dragagem do Rio Guaíba. Segundo o parlamentar, o objetivo é mobilizar a população e pressionar o poder público para a realização da obra. De acordo com o vereador, a petição já ultrapassou 3 mil assinaturas e a meta é alcançar 10 mil apoios.
A mobilização ocorreu após a divulgação de vídeos nas redes sociais mostrando pontos de assoreamento no leito do rio. Nas imagens publicadas pelo vereador, aparecem trechos com baixo nível de água em áreas que, segundo ele, antes apresentavam maior profundidade.
Segundo Alexandre Gonçalves, a dragagem é necessária para melhorar o escoamento da água e reduzir riscos de enchentes na região. O parlamentar afirmou que a medida faz parte de uma ação preventiva diante de possíveis eventos climáticos.
“O Guaíba precisa de atenção agora, antes que a população enfrente tudo de novo”, declarou o vereador.
Alexandre Gonçalves também informou que participou de reuniões com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, onde, segundo ele, foram apresentados possíveis cronogramas para a dragagem. O vereador afirmou que a intenção é ampliar o número de assinaturas para cobrar uma ação do Governo do Estado.
“A ideia é reunir o maior número de assinaturas e pressionar o Governo do Estado a agir. Tivemos reuniões importantes, mas acreditamos que isso não pode mais esperar”, disse.
Além da mobilização online, o vereador informou que tem realizado visitas em áreas afetadas e conversas com moradores para ampliar a discussão sobre o tema.

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