Conecte-se conosco

header-top







 

14/04/2026
 

Educação

Ir. Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS cobram lei de regulamentação em Brasília

Redação

Publicado

em

Paulo Fossatti e reitores de universidades comunitárias do RS vão a Brasília pedir lei de regulamentação

Ir. Paulo Fossatti, conselheiro Nacional de Educação e que foi reitor do Unilasalle até 2022, é relator do parecer sobre a regulamentação da Lei das Universidades Comunitárias, 12.881, de 2013, assinada pela Presidenta Dilma Roussef.

Esta lei normatiza para que as universidades que não têm um dono, que não visam lucros, cujos resultados são investidos nas comunidades e projetos federais, possam se beneficiar de fomento, editais, parcerias do governo federal, inclusive de emendas parlamentares, sempre para fins de de projetos sociais, bolsas de estudo voltadas para a população mais pobre.

Diante disto, o Conselho Nacional de Educação aprovou este parecer no mês de agosto e entregou para o Ministro de Educação, Camilo Santana, para que ele homologue, e sendo assim, entregue para o presidente Lula para que, através de um Decreto Presidencial, seja regulamentada a lei que está no limbo desde 2013.

Encontro em Brasília

Fossatti contou à nossa reportagem que, como o Ministro ainda não homologou, os reitores das universidades, que são 14 no Rio Grande do Sul, como Unilasalle, Feevale, Unisinos, PUC, dentre outras, foram a Brasília para, na terça-feira, 3,  junto ao parlamento, tentar sensibilizar os deputados e senadores, e, na quarta-feira,  4, no Conselho Nacional de Educação, fazer manifestações pedindo apoio do Conselho para que este pleito possa ir adiante a assim galgar a regulamentação e podermos avançar ainda neste ano.

“Eu creio que o movimento sensibilizou os parlamentares, foi muito bem acolhido no Conselho Nacional de Educação, pois é uma causa justa, de instituições que não estão competindo com universidades públicas, estatais, federais e estaduais ou municipais, mas pelo contrário, são parceiras na inclusão e na permanência do estudante do ensino superior”, contou Fossatti.

“Sabemos que a virada de chave para nosso brasil somente vai se dar com uma educação séria e comprometida”, finalizou o relator.

Entenda a lei

A Lei 12.881, de 2013, é a Lei das Comunitárias (ICES). Define o que são essas instituições e estabelece o direito das universidades comunitárias receberem recursos do poder público e firmarem parcerias para a oferta de serviços públicos.

Mais de 10 anos se passaram e a lei não saiu do papel. Em agosto deste ano o Conselho Nacional de Educação aprovou resolução de regulamentação para as ICES. Agora o governo federal precisa agir para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional. É no Rio Grande do Sul que estão a maioria das instituições comunitárias do Brasil.

‎Instituições Comunitárias de Educação Superior

As Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) constituem um importante segmento da educação superior no Brasil. Surgiram na primeira metade do século XX, pioneiras dessa modalidade de ensino. Elas foram protagonistas da interiorização do ensino superior, diante da ausência do Estado.

Distinguem-se pela excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na geração de conhecimento, na inovação e na ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade, desempenhando um papel proativo, indispensável e de grande relevância pública, política, econômica, cultural e histórica nas regiões onde atuam.

As instituições comunitárias, seus cursos de graduação e programas de pós-graduação são reconhecidos pela excelência acadêmica em avaliações do MEC, da Capes e em rankings nacionais e internacionais. As ICES mantêm quadro docente altamente qualificado, com mais de 25 mil professores, sendo 87% mestres e doutores e 70% em tempo integral ou parcial, e um quadro técnico de mais de 30 mil funcionários, predominantemente com formação superior.

No Brasil há 79 ICES certificadas pelo MEC, com mais de 450 mil estudantes matriculados na graduação, predominantemente em universidades (84%) e em cursos presenciais (80%) de alta qualidade e em contato direto com professores (razão de 18 alunos por professor).

A extensão e a ação comunitária é uma marca das instituições comunitárias. Há décadas desenvolvem programas de extensão em diálogo com suas comunidades. Desenvolvem o padrão-ouro da extensão universitária, indissociada da pesquisa e do ensino. A maioria das universidades comunitárias são instituições de ciência e tecnologia, possuem parques científicos e tecnológicos e programas de pós-graduação.

Mais de 32% dos estudantes possuem algum tipo de financiamento estudantil, principalmente, em programas mantidos pelas próprias instituições. No passado, a expansão do acesso com inclusão foi acelerada nas instituições comunitárias, com o ProUni e o FIES, entre 2010 e 2014.

Hoje, o FIES alcança menos de 2% dos estudantes (cerca de 9 mil) das ICES. É que o atual modelo do FIES privilegia as instituições privadas mercantis. Ou seja, não há uma política de financiamento público projetada para o estudante das instituições comunitárias, restringindo, assim, o acesso à educação de qualidade nas regiões em que essas instituições atuam.

Unilasalle esteve presente no encontro

Universidade La Salle (Unilasalle) também se fez presente no encontro das Instituições Comunitárias de Ensino Superior (ICES) em Brasília nos dias 3 e 4/12, engajada ao esforço conjunto das nossas instituições comunitárias brasileiras, visando a regulamentação da Lei 12.881/2013, mesmo passados 11 anos da lei, a regulamentação que precisamos nos aproxima e legitima nossas ICES.

Agora o governo federal precisa agir imediatamente para reconhecer as ICES através de um Decreto de Regulamentação das Lei 12.881 e da inclusão dessas instituições na política pública nacional.

“As agendas de reuniões foram intensas, produtivas e voltamos muito esperançosos com a força que as lideranças políticas que nos receberam e articularam nossos encontros, sendo fundamentais para mostrar a importância e a força das ICES no contexto da formação de qualidade e excelência”, destaca a nota da universidade.

Os direitos e prerrogativas legais das ICES

  • As Comunitárias podem e têm o direito de receber recursos públicos
  • ICES podem e devem ter o direito de acessar editais destinados às IES públicas
  • As ICES são alternativas legal para expansão da educação superior e parceira com órgãos públicos estatais
  • O Termo de Parceria é o instrumento jurídico oficial entre o poder público e ICES* 

O artigo 6º da Lei 12.881/2013 estabelece que o Termo de Parceria é o instrumento destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes [poder público e ICES], para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas nesta Lei.

Educação

Canoas lança projeto que aproxima escritores de alunos e incentiva leitura nas escolas municipais

Redação

Publicado

em

Foto: Vinícius Thormann/PMC

A Prefeitura de Canoas iniciou, na segunda-feira, 13, um novo projeto voltado ao incentivo à leitura nas escolas da rede municipal. Intitulada “Blá Blá Blá com Autor”, a iniciativa promove encontros entre escritores e estudantes, aproximando os alunos do universo literário e facilitando o acesso a livros por meio da oferta de exemplares a preço de custo.

O lançamento ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gonçalves Dias, no bairro Harmonia. Ao longo do dia, em atividades realizadas nos turnos da manhã e da tarde, turmas do 1º ao 5º ano participaram de um bate-papo com o escritor Pedro Paulo Graczcki.

Durante o encontro, o autor apresentou a obra “Animal na Pista”, que mistura elementos de imaginação com orientações educativas. A narrativa aborda temas relacionados à segurança no trânsito, destacando a importância do respeito às regras e do comportamento responsável.

Em função da temática do livro, a atividade contou também com a participação da Secretaria de Mobilidade Urbana, por meio da Polícia de Trânsito, que realizou uma palestra e ações educativas com os estudantes.

O secretário de Cultura e Turismo, Caio Flávio dos Santos, acompanhou o lançamento do projeto.

“Este é um projeto maravilhoso, que aproxima os escritores do público de suas obras e que estimula a leitura entre as crianças através deste contato direto com os autores e também pelo acesso a livros infantis de qualidade a baixo custo”, comenta.

Idealizadora do projeto a professora e contadora de histórias, Christiane Oliveira, que dá vida à personagem Professora Maluquinha, destaca que os escritores que participam do projeto não cobram cachê e comercializam seus livros a preço de custo.

“O que possibilita o acesso das crianças a uma literatura de qualidade. Os livros que estamos escolhendo são obras maravilhosas, com mensagens muito importantes”, diz.

Escolhido para o lançamento do projeto, o escritor Pedro Paulo Graczcki elogiou a iniciativa.

“Canoas está de parabéns por desenvolver este trabalho junto com as escolas. Uma ação que conta com essa aproximação e intermediação, que são fundamentais para a formação de novos leitores. Para nós, escritores, é fundamental essa participação junto com as crianças porque a gente consegue captar nos olhares, no modo como foi trabalhada a história em sala de aula, no contato com o livro, se a gente seguiu transmitir a mensagem que se propôs”, destaca.

Continuar a ler

Educação

Profissionais da rede municipal de Educação de Canoas aprovam paralisação na próxima terça-feira, 14

Redação

Publicado

em

Profissionais da rede municipal de Educação de Canoas aprovaram, em reunião, a paralisação das atividades no dia 14 de abril. A medida foi definida como forma de protesto diante da falta de respostas do Executivo às reivindicações da categoria.

Entre as principais demandas estão a reposição salarial, o pagamento do piso nacional do magistério, a aplicação da lei do “Descongela” e a valorização dos profissionais. Segundo a categoria, os pedidos já foram apresentados ao governo municipal, mas ainda não tiveram encaminhamentos efetivos.

De acordo com o que foi deliberado, a paralisação ocorrerá no turno da manhã nas escolas da rede municipal, com ações de conscientização e diálogo com a comunidade escolar. À tarde, os profissionais devem se reunir em frente à Prefeitura de Canoas para um ato público.

Continuar a ler

Educação

Sinprocan manifesta solidariedade a professora agredida e cobra proteção nas escolas

Redação

Publicado

em

O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (SINPROCAN) divulgou uma nota pública em defesa dos profissionais da educação, manifestando preocupação e solidariedade à professora da Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, em Guajuviras, vítima de agressão física no ambiente escolar na última quarta-feira, 8 de abril.

O sindicato destacou que casos de violência contra educadores têm se tornado cada vez mais frequentes, gerando medo, insegurança e estresse entre profissionais que já enfrentam grandes responsabilidades pedagógicas e sociais. Além disso, o SINPROCAN cobra do Poder Público medidas efetivas de proteção.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques