Geral
Projeto leva contação de histórias, capacitação de professores e arrecadação de livros a escolas de Canoas

O Bibi Móvel, repleto de livros, percorrerá algumas cidades do estado para visitar escolas e convidar crianças e adolescentes a conhecerem novas histórias e universos.
Com um acervo formado por obras que fazem parte do Clube de Leitura ODS, alinhados aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), a biblioteca móvel será palco de leituras encenadas cheias de magia e encantamento.
A responsável pela execução do projeto Bibi, Luciana Tondo, comenta sobre a importância de incentivar e fortalecer o hábito da leitura em locais de acesso limitado à cultura.
“Vamos levar ações artísticas para circular em regiões em situação de vulnerabilidade, estimulando o hábito da leitura nas crianças através de uma proposta diferenciada, onde o livro ganha vida através da contação de histórias e a biblioteca se apresenta como algo móvel, dinâmico, que pode ir para qualquer lugar e abrir um universo de possibilidades, assim como o livro é na vida das pessoas”, explica Luciana.
A inspiração para a criação da leitura encenada, prevista nas ações do projeto, tem origem a partir de dois livros que falam sobre a importância da palavra e do quanto é fundamental ter cuidado ao usá-la: Planeta Caiqueria, do escritor e ilustrador gaúcho, Hermes Bernardi Jr. (em memória) e A Grande Fábrica de Palavras, da escritora francesa, Agnès de Lestrade.
Segundo Luciana, a ideia do projeto da biblioteca móvel surgiu durante a pandemia com o objetivo de oferecer arte a quem não tinha acesso às lives virtuais.
A proposta inicial era distribuir livros nos portões das residências e, com a retomada do presencial, evoluiu para o projeto que será executado em versão itinerante, presencial e totalmente gratuita em escolas.
“Queremos levar esta prática para dentro das instituições escolares e envolver professores e alunos ao apresentar uma nova forma de vivenciar o lúdico”, acrescenta Bruno Prandini, diretor artístico do projeto.
A iniciativa que pretende impactar 1.800 alunos e 90 professores é voltada, principalmente, às crianças e adolescentes de 6 a 12 anos de idade, das cidades de Porto Alegre, Canoas, Montenegro e Triunfo.
Além disso, a circulação do Bibi Móvel também traz ações de formação e fruição. Para os professores, será oferecida uma capacitação para trabalhar com A Hora do Conto em sala de aula. Nesta ação pedagógica, o orientador incentiva a interação da criança ou adolescente com a leitura por meio de contação de histórias, e desperta para a imaginação, desenvolvimento intelectual e o gosto pelos livros.
Além da programação educativa e cultural, uma campanha de arrecadação de livros será criada para beneficiar as instituições que o Bibi visitou e cada cidade contemplada receberá um acervo de 400 livros para estruturar as bibliotecas escolares de sua região.
Durante o processo de curadoria, foram selecionadas obras que possam contemplar tanto crianças quanto pré-adolescentes, em títulos que falam sobre o respeito, a empatia, a diversidade, a inclusão e a sustentabilidade.
O projeto conta com a produção da Amora Produções Culturais e patrocínio da empresa John Deere via Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.
Programação e escolas contempladas
– 03/07 – Apresentação POA (Escola Décio Costa)
– 07/07 – Apresentação Canoas (Primeiro Saque)
– 10/07 – Apresentação Canoas (Casa Acolhida)
– 14/07 – Apresentação (Escola Steigleder)
– 15/07 – Oficina para professores Montenegro
– 17/07 – Apresentação Triunfo (Escola Municipal de Ensino Médio Gonçalves Dias)
– 07/08 – Apresentação POA (Inst. Kinder)
– 11/08 – Apresentação POA (Projeto Wimbelendon)
– 26/08 – Oficina para professores Porto Alegre (Studio Stravaganza)
– 14/09 – Apresentação Santa Maria
– 15/09 – Apresentação Santa Maria
– 16/09 – Oficina para professores Santa Maria
Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.

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