Cultura
Enredos das escolas de samba destacam cultura nordestina e fazem homenagens a sambistas

Escolas do grupo especial do carnaval carioca prometem desfiles mais alegres e comunicativos em 2023. Sambas-enredo já estão disponíveis nas plataformas digitais.
*Por Daniela Uequed e Douglas Angeli
A tendência de temas políticos e de protesto registrada nos últimos anos nos enredos das escolas de samba do grupo especial parece ter se modificado em 2023, com as agremiações apresentando temas voltados à cultura e homenagens a sambistas. Dois dos principais nomes do gênero serão tema e geram grande expectativa: Arlindo Cruz, no Império Serrano, e Zeca Pagodinho na Grande Rio.

Sambistas – Campeão da série ouro em 2022, o Império Serrano retorna ao grupo especial com o enredo “Lugares de Arlindo”, homenageando o sambista ligado à escola e autor de grandes sucessos, incluindo “Meu lugar”, que exalta o bairro de Madureira – onde a agremiação, nove vezes campeã do primeiro grupo, foi fundada em 1947. Arlindo Cruz sofreu um AVC hemorrágico em 2017, estando desde então afastado dos palcos. Já a campeã do grupo especial, Grande Rio, levará Zeca Pagodinho para a avenida: “Ô Zeca, o pagode onde é que é? Andei descalço, carroça e trem, procurando por Xerém, pra te ver, pra te abraçar, pra beber e batucar!” é o nome do enredo. Zeca tem grande ligação com Xerém, distrito de Duque de Caxias, cidade onde fica a escola. Império e Grande Rio são as duas primeiras escolas do de domingo, 19 de fevereiro, prometendo abrir os desfiles da elite do carnaval carioca com emoções e grande interação com o público.

Celebração – Outra homenagem é a da Portela para si mesma: “O azul que vem do infinito” celebra os 100 anos da escola de samba, fundada como cordão carnavalesco de Oswaldo Cruz em 1923. A maior campeã do carnaval carioca vai exaltar seu centenário através da narrativa de personagens marcantes já falecidos: Paulo da Portela, compositor e fundador da escola, Dodô, porta-bandeira do primeiro título em 1935 e que desfilou até 2014, Natal, patrono da agremiação em suas décadas gloriosas, David Correa, compositor de sambas-enredo clássicos como “Macunaíma” (1975) e “Das maravilhas do mar” (1981), e o compositor Monarco, que liderou a Velha Guarda da Portela até sua morte em 2022. Já a Vila Isabel, apostando no carnavalesco Paulo Barros, promete um desfile alegre com o enredo “Nessa festa, eu levo fé!”, trazendo para a avenida as festas motivadas pela religiosidade em diferentes tempos e povos. Com o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”, o Salgueiro vai falar do pecado e da redenção a partir da obra do carnavalesco Joãozinho 30, que revolucionou os desfiles das escolas de samba na década de 1970 e começou sua carreira na vermelho e branco.

Norte e Nordeste – Apostando na experiência de Rosa Magalhães em parceria com o jovem carnavalesco João Vitor Araújo, a Paraíso do Tuiuti apresentará o “Mogangueiro da cara preta”, sobre os búfalos da Ilha de Marajó, mergulhando na cultura marajoara. Aspectos da cultura nordestina estarão presentes na avenida através dos enredos de outras quatro escolas do grupo especial: a Mocidade Independente de Padre Miguel se inspira nos discípulos de Mestre Vitalino, ceramista famoso por criar figuras do cotidiano do sertão, com o tema “Terra de meu céu, estrela de meu chão”. A Bahia terá dois momentos na avenida, um com a Unidos da Tijuca e outro com a Estação Primeira de Mangueira. A Tijuca vai exaltar as belezas naturais, história, tradições e celebrações da Baía de Todos os Santos: “É onda que vai… É onda que vem… Serei a Baía de Todos os Santos a se mirar no samba da minha terra”. Com dois novos carnavalescos, Annik Salmon e Guilherme Estevão, a Mangueira vai desfilar com “As Áfricas que a Bahia canta”, destacando como a herança e identidade africanas foram reconstruídas por meio das expressões carnavalescas na Bahia desde o século XIX.


História – O Nordeste também estará presente na avenida com a Imperatriz Leopoldinense. Saindo da Mangueira, onde foi campeão em 2016 e 2019, o carnavalesco Leandro Vieira está à frente do carnaval da Imperatriz com “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, para contar as histórias sobre a morte do cangaceiro Lampião a partir da Literatura de Cordel. Outros enredos abordam temáticas históricas, incluindo a Beija-Flor de Nilópolis, vice-campeã em 2022 e única a apostar em um enredo explicitamente político: “Brava Gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência”. A escola pretende contar a história da Independência do Brasil e dos últimos 200 anos do ponto de vista da luta dos excluídos.
Diversos personagens históricos africanos e afro-brasileiros se tornaram conhecidos do público a partir dos enredos das escolas de samba. Foi assim com Chica da Silva (Salgueiro em 1963), Tereza de Bengela (Viradouro 1994), Dom Obá (Mangueira 2001) e outros. Nesse sentido a Unidos do Viradouro promete comover o sambódromo com a história de “Rosa Maria Egipcíaca”, que dá nome ao enredo. Trazida da África como escrava no início do século XVIII, Rosa Maria tinha visões místicas e proféticas, experiência que resultou na sua prisão em processo da Inquisição na década de 1760. Esse é um dos melhores sambas-enredo de 2023, sendo que as obras das 12 escolas já estão disponíveis nas plataformas de música desde o final de novembro. Os desfiles do grupo especial ocorrem no domingo e segunda, 19 e 20 de fevereiro.
Cultura
Vitor Kley, Cachorro Grande e Ultramen comandam o St. Patrick’s Day em Canoas

Neste sábado e domingo, dias 21 e 22, o ParkShopping Canoas promove a 2ª edição do Festival St. Patrick’s Day, com dois dias de música ao vivo, gastronomia e entrada gratuita. Promovido em parceria com o Capim Burguer, o evento acontece das 14h às 22h, no Multiplan Hall, em área interna do shopping, com acesso sujeito à lotação do espaço.
Entre os destaques da programação estão o cantor e compositor Vitor Kley, fenômeno do pop nacional conhecido por sucessos como “O Sol” e “Morena”, e a banda Cachorro Grande, referência do rock brasileiro dos anos 2000. Também sobem ao palco a Ultramen, com sua mistura de rock, rap e reggae, além de Carlinhos Carneiro, Dudu Cardoso, Kupinshas e os DJs Cabral e Roger.
Inspirado na tradicional celebração irlandesa do dia 17 de março, o St. Patrick’s Day se popularizou no Brasil nos últimos anos e passou a integrar o calendário cultural de grandes cidades, reunindo público em torno da música, do chope e do clima festivo marcado pela cor verde.
Programação:
Sábado (21/03)
14h – DJ Cabral
16h – Dudu Cardoso
19h – Carlinhos Carneiro
21h – Vitor Kley
Domingo (22/03)
14h – DJ Roger
16h – Kupinshas
18h – Ultramen
20h – Cachorro Grande

banda Cachorro Grande

banda Ultramen
Cultura
Feira da Vivi de economia solidária feminina tem nova edição no sábado, 21, em Porto Alegre

A Feira da Vivi realiza mais uma edição no próximo sábado, 21, das 10h às 18h, na Praça do Tambor, localizada na Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre. Promovido pelo SindBancários, o evento integra a programação do Mês da Mulher.
A iniciativa busca incentivar a autonomia feminina por meio da economia solidária, reunindo exposição e comercialização de produtos artesanais produzidos por mulheres. Entre os itens disponíveis estarão peças em crochê, pinturas, cosméticos naturais, roupas e acessórios feitos à mão.
Além da feira, a programação contará com atividades culturais e de integração, como roda de conversa, apresentações de slam e dança. O evento também terá shows musicais com Roberta Moura, Trio Mandê e Preta Guedes, além de discotecagem com DJ convidada.
A estrutura inclui ainda venda de alimentos, bebidas e espaço voltado ao público infantil, com atividades para crianças. A entrada é gratuita.
Confira a programação:
10h – Abertura
11h – Roda de conversa
12h – Banco Vermelho
14h30 – Show com Roberta Moura e Trio Mandê
16h – Slam e Dança
17h – Show com Preta Guedes
10h às 18h – Exposição e venda de artigos da Economia Solidária
Homenagem e legado de Vivi
A Feira da Vivi é realizada anualmente desde 2023 e homenageia a ex-diretora Virginia Farias, a Vivi, que faleceu em decorrência da covid-19. Mais do que uma atividade cultural, o evento é um tributo ao seu legado de luta e compromisso com as mulheres.
Ao fortalecer redes, incentivar a geração de renda e criar espaços de escuta e expressão, o SindBancários mantém viva a memória de Vivi e reafirma que a organização coletiva é o caminho para transformar realidades.
Ao promover atividades como essa, o Sindicato também reafirma que cultura e economia não são neutras: são territórios de disputa. E as mulheres precisam estar no centro dessas construções.
Valorizar a produção das mulheres é fortalecer a luta por igualdade, dignidade e justiça social. Apoiar a economia solidária feminina é um ato político. Participe!
Acompanhe as atualizações da Feira da Vivi em www.instagram.com/feiradavivi.
Cultura
Esquenta Carnaval 2026 percorre bairros de Canoas e se prepara para desfile do dia 28 de março

As ruas de Canoas receberam, na tarde deste sábado, 14, o primeiro Esquenta Carnaval 2026. A programação serviu como preparação para o desfile participativo marcado para o dia 28 de março, no Parque Eduardo Gomes.
Por volta das 17h, um trio elétrico saiu da quadra da Escola de Samba Unidos do Guajuviras e percorreu diferentes bairros da cidade. O cortejo contou com integrantes da bateria da escola e também da Aquarela do Samba, passando ainda pelos bairros Mathias Velho e Niterói.
Durante a atividade, representantes do evento destacaram a retomada das ações relacionadas ao Carnaval no município.
“Juntos, unidos, sem soltar a mão de ninguém, vamos chegar no nosso objetivo que é colocar o Carnaval de Canoas no lugar que ele nunca deveria ter saído”, destaca o secretário-adjunto de Cultura, Jéferson Xavier, o Chico.
Coordenador do Carnaval 2026 e presidente da Escola de Samba Unidos do Guajuviras, Márcio Rodrigues explicou que o esquenta teve como proposta apresentar ao público um pouco do que as escolas devem levar para o desfile.
“Passamos por muitas dificuldades no nosso Município, mas agora estamos retomando com o Carnaval não competitivo, o nosso Carnaval da reconstrução. Hoje estamos aqui para fazer uma belíssima participação das nossas escolas na divulgação da nossa cultura popular e do nosso Carnaval”, diz.
A primeira vice Miss Trans Diversidade RS, Luka Keller, também participou da programação e ressaltou o significado social do evento.
“A gente sabe que o Carnaval é celebração, é festa, mas aqui em Canoas vai muito além disso. A gente fala sobre políticas públicas, sobre o combate à transfobia, ao feminicídio, ao racismo e à intolerância religiosa”, destaca.

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