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21/03/2026
 

Geral

Apurado caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica em Canoas

Redação

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De acordo com matéria enviada pela Agência de Notícias, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na reunião desta quarta-feira, 30, deliberou pelo envio de ofício à direção da Escola Estadual Marechal Rondon, de Canoas, para apurar caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica, fato ocorrido no início de novembro em sala de aula.

O tema, segundo a texto, foi abordado durante o período de Assuntos Gerais, sob a presidência do deputado Airton Lima (Podemos), que foi o autor da solicitação para a oitiva da mãe da menina de 16 anos agredida em sala de aula por colega durante atividade pedagógica denominada Projeto de Vida, quando são abordados temas sobre política, religião, sexualidade e outros assuntos.

Conforme o depoimento de Caroline Moreira de Souza, mãe da menor agredida, o fato ocorreu dentro da sala de aula, depois dela se apresentar como cristã no debate sobre a disciplina Projeto de Vida. Depois dessa manifestação, a menina sofreu perseguição com palavrões e passou a ser chamada de “crente safada”, resultando na agressão por uma colega na sala de aula, no dia 10 de novembro, resultando em ferimentos com sangramento na face e na mão. Caroline disse que a escola canoense não prestou nenhum tipo de serviço à sua filha, que foi orientada para ficar em casa alguns dias e retornar na outra semana, enquanto nenhuma advertência foi dada à agressora. Foi registrado Boletim de Ocorrência e a menina retornou à escola, mas tem medo de permanecer sozinha, temendo nova agressão. A escola registrou caso de racismo há pouco tempo e chegou a convidar o aluno a se retirar da Rondon, mas mobilização dos colegas evitou a transferência.

Por encaminhamento da deputada Sofia Cavedon (PT), a CCDH deverá solicitar manifestação da direção da Escola Estadual Marechal Rondon, uma vez que o depoimento evidencia falhas do estabelecimento no caso denunciado. A deputada Luciana  Genro (PSOL) considerou um “caso típico de intolerância religiosa”, que geralmente é contra as pessoas de religião de matriz africana, mas acontece contra toda as religiões, e defendeu o contato com a direção da escola. A deputada Stela Farias (PT) também orientou para o diálogo com a escola.

O deputado Sergio Peres (Republicanos) disse que “várias crianças, por serem evangélicas, cristãs, são perseguidas”, mas a repercussão é inferior aos casos denunciados que envolvem a comunidade LGBT. Sugeriu que também a Secretaria Estadual da Educação seja ouvida sobre a situação. Airton Lima lembrou do recente episódio no Espírito Santo, onde jovem de 16 anos promoveu massacre com arma de fogo em escola pública e privada. Ele orientou pelo envio de ofício ao governador, Seduc e também à Polícia Civil, para saber se há inquérito sobre o caso.

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Geral

“Água para quem?”; programa debate saneamento, urbanização e preservação em Canoas

Redação

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O Canoas Podcast trouxe ao centro do debate a relação da sociedade com os recursos hídricos no episódio intitulado “Água para quem? Reflexões sobre saneamento, urbanização e vida”. A discussão reuniu a ambientalista Inês, do Projeto Rio Guri, e o engenheiro Eduardo Carvalho, vice-presidente da ABES-RS.

Durante a entrevista, os convidados abordaram os desafios da universalização do saneamento básico, especialmente diante dos impactos climáticos que marcaram a cidade de Canoas em 2024. A conversa destacou como a urbanização acelerada e a impermeabilização do solo, causada pelo avanço do asfalto, alteram o ciclo natural da água, contribuindo para o aumento de alagamentos e a degradação de cursos hídricos.

Um dos exemplos citados foi o Arroio Araçá, apontado como um recurso natural essencial que, ao longo do tempo, passou a ser negligenciado pela população. Segundo os especialistas, essa desconexão evidencia a necessidade urgente de reconectar as pessoas com o meio ambiente em que vivem.

A educação ambiental foi outro ponto central do debate. Os participantes ressaltaram que atitudes cotidianas, como a separação correta de resíduos e a preservação de nascentes, são fundamentais para a conservação dos recursos hídricos. Além disso, destacaram que a conscientização individual é o primeiro passo para fortalecer a cobrança por políticas públicas mais eficazes e inclusivas.

O episódio também marcou a divulgação da Semana Interamericana da Água, reforçando a importância de ampliar o debate sobre o uso e a preservação da água. A iniciativa busca destacar que esse recurso não deve ser visto apenas como fonte de consumo humano, mas como um bem comum essencial para a manutenção da vida em todos os seus aspectos, incluindo a fauna e a flora.

Ao longo da conversa, ficou evidente que enfrentar os desafios do saneamento e da preservação ambiental exige tanto ações coletivas quanto mudanças individuais. O episódio se apresenta, assim, como um convite à reflexão e à participação ativa da sociedade na construção de um futuro mais sustentável.

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Geral

Canoas promove 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados e reúne especialistas e gestores de todo o país

Redação

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Canoas é sede nesta sexta-feira, 20, do 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados dos Municípios, iniciativa que reúne representantes de diversas regiões do Brasil para debater a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na administração pública.  

O encontro ocorre no Canoas Parque Hotel, no Salão Dourado, com organização da Secretaria de Transparência, Controladoria e Governo Digital, reunindo gestores públicos, especialistas e autoridades de cidades como Recife, Brasília e Manaus. Ao longo da programação, o fórum se consolida como um dos principais espaços de diálogo e troca de experiências sobre proteção de dados no setor público municipal. 

O secretário municipal de Transparência, Controladoria e Governo Digital, Gustavo Ferenci, destacou:  

“A proteção de dados pessoais envolve informações como CPF, nome, endereço e telefone, que fazem parte da vida de todos. O fórum permite discutir como essas informações são utilizadas e como os municípios podem garantir mais segurança no tratamento desses dados”, afirmou.  

Entre os participantes, o encarregado de dados do Governo do Distrito Federal, Alberto Peres Neto, ressaltou:  

“Estamos compartilhando a experiência do Distrito Federal na implementação da LGPD, apresentando modelos que podem contribuir com os municípios na construção de soluções adequadas às suas estruturas”, explicou. 

Durante a programação da tarde da quinta-feira, 19, o advogado, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD), Rodrigo Pironti, abordou o tema da soberania de dados:  

“A soberania de dados é algo bastante importante, porque ela foca na necessidade dos órgãos públicos de ter um controle efetivo sobre os seus dados. Os dados pessoais, enfim, dos cidadãos e todos os dados manipulados pela estrutura de governo”, destacou. 

Pironti também alertou para os riscos relacionados ao compartilhamento e armazenamento dessas informações:  

“Qual o grande problema de não se ter um controle? O compartilhamento desses dados é feito com muitas estruturas. E, normalmente, essas estruturas têm um armazenamento inclusive fora do país. Portanto, a transferência internacional de dados é uma preocupação bastante presente”, explicou. 

O evento conta com a participação de representantes de 35 municípios de 13 estados brasileiros. Desde sua criação, em 2021, o fórum vem fortalecendo a construção coletiva de conhecimento, com grupos de trabalho, produção técnica e articulações institucionais junto a entidades nacionais.  

Entre os temas debatidos estão a educação para proteção de dados, a conscientização da alta gestão, a implementação prática da LGPD e os principais desafios enfrentados pelos municípios, demonstrando que, apesar das diferentes realidades, as demandas são semelhantes em todo o país. 

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Policial

Polícia Civil Prende Homem Investigado por Estupro de Vulnerável em Canoas

Redação

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Na tarde de quinta-feira, 19, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas efetuou a prisão preventiva de um homem de 54 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança de  apenas 11 anos.

De acordo com o Delegado Maurício Barison, titular da DPCA, a investigação foi iniciada após a criança relatar, em ambiente escolar, que vinha sofrendo abusos sexuais por parte do tio, com quem residia. A vítima morava no mesmo local que sua irmã de 5 anos. Os abusos teriam ocorrido desde que a menina tinha 7 anos.

As crianças estavam sob os cuidados do investigado devido à impossibilidade da mãe de permanecer com elas durante o dia e a noite, em função de sua atividade laboral. Após a revelação da vítima, a escola acionou a mãe e o Conselho Tutelar, resultando no registro da ocorrência policial.

A situação se agravou quando uma irmã mais velha da vítima, agora maior de idade, denunciou, através do canal Disque 100, que também havia sido vítima de abusos sexuais pelo mesmo suspeito durante sua infância. Durante a investigação, outros dois irmãos da vítima, também adultos, relataram terem sido abusados pelo investigado quando eram crianças, evidenciando um possível histórico de violência sexual intrafamiliar.

O Delegado Barison afirmou:

“A revelação da vítima foi fundamental para identificar possíveis outras vítimas e interromper um ciclo de violência que, ao que tudo indica, perdurava há anos no âmbito familiar.”

A DPCA Canoas reafirma seu compromisso no combate aos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, incentivando denúncias anônimas.

Contatos para Denúncias Anônimas:
– WhatsApp: (51) 9 8459-0259
– Linha direta: (51) 3425-9056
– www.pc.rs.gov.br  (http://www.pc.rs.gov.br)

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