Geral
Apurado caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica em Canoas

De acordo com matéria enviada pela Agência de Notícias, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na reunião desta quarta-feira, 30, deliberou pelo envio de ofício à direção da Escola Estadual Marechal Rondon, de Canoas, para apurar caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica, fato ocorrido no início de novembro em sala de aula.
O tema, segundo a texto, foi abordado durante o período de Assuntos Gerais, sob a presidência do deputado Airton Lima (Podemos), que foi o autor da solicitação para a oitiva da mãe da menina de 16 anos agredida em sala de aula por colega durante atividade pedagógica denominada Projeto de Vida, quando são abordados temas sobre política, religião, sexualidade e outros assuntos.
Conforme o depoimento de Caroline Moreira de Souza, mãe da menor agredida, o fato ocorreu dentro da sala de aula, depois dela se apresentar como cristã no debate sobre a disciplina Projeto de Vida. Depois dessa manifestação, a menina sofreu perseguição com palavrões e passou a ser chamada de “crente safada”, resultando na agressão por uma colega na sala de aula, no dia 10 de novembro, resultando em ferimentos com sangramento na face e na mão. Caroline disse que a escola canoense não prestou nenhum tipo de serviço à sua filha, que foi orientada para ficar em casa alguns dias e retornar na outra semana, enquanto nenhuma advertência foi dada à agressora. Foi registrado Boletim de Ocorrência e a menina retornou à escola, mas tem medo de permanecer sozinha, temendo nova agressão. A escola registrou caso de racismo há pouco tempo e chegou a convidar o aluno a se retirar da Rondon, mas mobilização dos colegas evitou a transferência.
Por encaminhamento da deputada Sofia Cavedon (PT), a CCDH deverá solicitar manifestação da direção da Escola Estadual Marechal Rondon, uma vez que o depoimento evidencia falhas do estabelecimento no caso denunciado. A deputada Luciana Genro (PSOL) considerou um “caso típico de intolerância religiosa”, que geralmente é contra as pessoas de religião de matriz africana, mas acontece contra toda as religiões, e defendeu o contato com a direção da escola. A deputada Stela Farias (PT) também orientou para o diálogo com a escola.
O deputado Sergio Peres (Republicanos) disse que “várias crianças, por serem evangélicas, cristãs, são perseguidas”, mas a repercussão é inferior aos casos denunciados que envolvem a comunidade LGBT. Sugeriu que também a Secretaria Estadual da Educação seja ouvida sobre a situação. Airton Lima lembrou do recente episódio no Espírito Santo, onde jovem de 16 anos promoveu massacre com arma de fogo em escola pública e privada. Ele orientou pelo envio de ofício ao governador, Seduc e também à Polícia Civil, para saber se há inquérito sobre o caso.
Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.

Obras7 dias atrásMuro da Cassol será inaugurado nesta quinta-feira em Canoas

Habitação1 semana atrásPrefeitura de Canoas publica lista com mais 100 suplentes para o Residencial Quero-Quero

Policial7 dias atrásOperação Cerco Fechado prende 13 pessoas e mira esquema de tráfico de drogas em Butiá

Feminicídio5 dias atrásMulher é morta a tiros em Caxias do Sul; guarda municipal é apontado como suspeito de feminicídio
Fazenda1 semana atrásIPVA 2026: prazo final termina na próxima quinta-feira, 30, no RS

Saúde7 dias atrásRio Grande do Sul recebe novo lote de vacinas contra a gripe nesta quarta-feira

Política6 dias atrásCâmara de Canoas concede título de Cidadão Canoense ao pastor Sinésio Luis da Silva Neto

Saúde1 semana atrásAnvisa suspende venda de xarope para tosse por risco de arritmia grave




















































