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04/08/2026
 

Geral

Apurado caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica em Canoas

Redação

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De acordo com matéria enviada pela Agência de Notícias, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na reunião desta quarta-feira, 30, deliberou pelo envio de ofício à direção da Escola Estadual Marechal Rondon, de Canoas, para apurar caso de intolerância religiosa e agressão contra aluna evangélica, fato ocorrido no início de novembro em sala de aula.

O tema, segundo a texto, foi abordado durante o período de Assuntos Gerais, sob a presidência do deputado Airton Lima (Podemos), que foi o autor da solicitação para a oitiva da mãe da menina de 16 anos agredida em sala de aula por colega durante atividade pedagógica denominada Projeto de Vida, quando são abordados temas sobre política, religião, sexualidade e outros assuntos.

Conforme o depoimento de Caroline Moreira de Souza, mãe da menor agredida, o fato ocorreu dentro da sala de aula, depois dela se apresentar como cristã no debate sobre a disciplina Projeto de Vida. Depois dessa manifestação, a menina sofreu perseguição com palavrões e passou a ser chamada de “crente safada”, resultando na agressão por uma colega na sala de aula, no dia 10 de novembro, resultando em ferimentos com sangramento na face e na mão. Caroline disse que a escola canoense não prestou nenhum tipo de serviço à sua filha, que foi orientada para ficar em casa alguns dias e retornar na outra semana, enquanto nenhuma advertência foi dada à agressora. Foi registrado Boletim de Ocorrência e a menina retornou à escola, mas tem medo de permanecer sozinha, temendo nova agressão. A escola registrou caso de racismo há pouco tempo e chegou a convidar o aluno a se retirar da Rondon, mas mobilização dos colegas evitou a transferência.

Por encaminhamento da deputada Sofia Cavedon (PT), a CCDH deverá solicitar manifestação da direção da Escola Estadual Marechal Rondon, uma vez que o depoimento evidencia falhas do estabelecimento no caso denunciado. A deputada Luciana  Genro (PSOL) considerou um “caso típico de intolerância religiosa”, que geralmente é contra as pessoas de religião de matriz africana, mas acontece contra toda as religiões, e defendeu o contato com a direção da escola. A deputada Stela Farias (PT) também orientou para o diálogo com a escola.

O deputado Sergio Peres (Republicanos) disse que “várias crianças, por serem evangélicas, cristãs, são perseguidas”, mas a repercussão é inferior aos casos denunciados que envolvem a comunidade LGBT. Sugeriu que também a Secretaria Estadual da Educação seja ouvida sobre a situação. Airton Lima lembrou do recente episódio no Espírito Santo, onde jovem de 16 anos promoveu massacre com arma de fogo em escola pública e privada. Ele orientou pelo envio de ofício ao governador, Seduc e também à Polícia Civil, para saber se há inquérito sobre o caso.

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Geral

Canoas retira toneladas de resíduos em ação contra descarte irregular no Mathias Velho

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Foto: Vinicius Medeiros

A Prefeitura de Canoas realizou, na segunda-feira, 3, uma força-tarefa de limpeza na Rua Curitiba, no bairro Mathias Velho. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana, removeu resíduos e entulhos descartados de forma irregular em um dos pontos da região.

De acordo com a prefeitura, a operação contou com uma retroescavadeira e três caminhões truck. O serviço faz parte das ações permanentes de limpeza urbana desenvolvidas no município. Segundo a administração municipal, cerca de 1.400 toneladas de resíduos e entulhos são recolhidas semanalmente em diferentes bairros.

O secretário adjunto operacional da Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana, Márcio Oliveira, afirmou que o descarte irregular de lixo compromete o sistema de drenagem da cidade.

“Estamos retirando uma grande quantidade de lixo descartado de forma irregular. Quando chove, esse material é levado para as bocas de lobo e acaba chegando às casas de bombas, comprometendo o funcionamento do sistema e aumentando o risco de alagamentos. A Prefeitura está fazendo a sua parte, mas é fundamental que a população também colabore, descartando corretamente seus resíduos e preservando os espaços públicos”, disse.

Moradora da Rua São Gabriel há mais de 20 anos, Marli Terezinha relata que o descarte irregular é frequente na região e que o problema se intensifica em dias de chuva.

“Moro aqui há mais de 20 anos e vejo muitas pessoas jogando lixo nesse local. Sempre que chove, os alagamentos aparecem e quem sofre somos nós, moradores. A Prefeitura realiza a limpeza constantemente, mas, sem a colaboração da população, o problema continua. Precisamos que cada um faça a sua parte”, afirmou.

Segundo a prefeitura, a ação integra o programa Cidade Limpa, voltado à orientação sobre o descarte adequado de resíduos sólidos e ao combate ao descarte irregular em vias e espaços públicos.

O município também mantém o programa “Quem Suja, Paga a Conta”, que prevê fiscalização e aplicação de multas para quem descartar lixo ou entulho de forma irregular. Conforme a administração municipal, a prática é considerada infração administrativa pela Lei Municipal nº 4.980/2005 (Código Municipal de Limpeza Urbana).

As multas variam de 50 a 400 Unidades de Referência Municipal (URMs), conforme a gravidade da infração. Atualmente, cada URM corresponde a R$ 4,62, de acordo com o Decreto Municipal nº 008/2026.

Como denunciar

Quem flagrar o descarte irregular de lixo ou entulho pode fazer denúncias pelos seguintes canais:

Central de Atendimento ao Cidadão (CAC): 0800 510 1234;

WhatsApp da Diretoria de Limpeza Urbana: (51) 98255-2777;

E-mail: atendimento.cidadao@canoas.rs.gov.br.

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Policial

Canoense de 23 anos é investigado em operação contra grupo suspeito de planejar ataque nas eleições

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, 4, a Operação Rede Interrompida para investigar um grupo suspeito de planejar um atentado durante o período eleitoral de 2026. A ofensiva ocorreu simultaneamente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Pernambuco, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em Canoas, um dos mandados foi cumprido no bairro Rio Branco. No local, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros objetos que serão encaminhados para perícia. O investigado não foi preso e seguirá sendo apurado.

A ação no município foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, em apoio à investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que integrantes do grupo discutiam a possibilidade de realizar um ataque durante um debate presidencial do segundo turno das eleições, incluindo o uso de explosivos no local do evento. As apurações também identificaram conversas sobre invasão de prédios públicos, compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas de edifícios em Brasília, recrutamento de participantes e manuais para fabricação de artefatos explosivos.

Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam grupos em aplicativos de mensagens e ambientes da chamada “dark web” para fazer referências a uma possível mobilização durante o período eleitoral. As diligências buscam esclarecer a natureza dessas comunicações e verificar se houve planejamento de ações criminosas.

A investigação teve início após a análise de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e são investigados, em tese, pelos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. Até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. A responsabilização individual dependerá da análise pericial do material apreendido e da conclusão do inquérito.

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Geral

Defesa Civil de Nova Santa Rita retira mais de 50 pessoas de áreas ribeirinhas por causa da elevação dos rios

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A Defesa Civil de Nova Santa Rita intensificou o atendimento às comunidades ribeirinhas devido à elevação dos rios que passam pelo município. As equipes seguem realizando monitoramento das áreas consideradas de risco, orientando moradores e auxiliando famílias afetadas pela cheia.

Até o início da noite de quinta-feira, 30, mais de 50 pessoas haviam deixado suas residências de forma preventiva com apoio da Defesa Civil. Além da retirada dos moradores, as equipes também estão auxiliando no transporte de móveis, eletrodomésticos e outros pertences para reduzir possíveis prejuízos.

O Centro Humanitário do município permanece preparado para receber famílias que precisem sair de suas casas. Uma família já está abrigada no local, que tem capacidade para atender até 300 pessoas, com estrutura de alimentação e acolhimento.

Segundo o prefeito Rodrigo Battistella, as equipes estão acompanhando a situação dos rios e atuando nas comunidades ribeirinhas para atender os moradores.

“Desde o primeiro momento estamos acompanhando de perto a situação dos rios e atuando nas comunidades ribeirinhas. Nossa prioridade é preservar vidas. As equipes estão nas ruas auxiliando as famílias, retirando móveis e oferecendo toda a estrutura necessária para quem precisar deixar sua residência”, afirmou.

O coordenador da Defesa Civil de Nova Santa Rita, Tiago Chuaste, informou que o trabalho de monitoramento segue de forma contínua e preventiva.

“Nossas equipes permanecem em campo durante todo o dia monitorando as áreas mais vulneráveis e mantendo contato direto com os moradores. As remoções estão sendo realizadas de forma preventiva, sempre priorizando a segurança das famílias”, disse.

A Defesa Civil orienta que moradores de áreas de risco acompanhem as informações divulgadas pelos canais oficiais do município. Em caso de emergência, o contato pode ser feito pelo telefone (51) 98922-8949.

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