Política
SOB PROTESTO: Servidores municipais receberão reajuste de 10,06% em oito parcelas

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, realizou na tarde da última segunda-feira, 31, a primeira reunião de 2022 com as entidades representativas dos servidores públicos e sindicatos na Mesa de Diálogo, para debater duas pautas do funcionalismo: a revisão geral anual dos servidores e a alteração na Lei Complementar 08/2021 que trata sobre o desconto previdenciário dos inativos.
De acordo com o texto divulgado pela Prefeitura, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, o secretário da pasta, Fabio Cannas, apresentou a proposta da administração municipal com a correção que alcançaria o montante de 10,06%, parcelados entre os meses de fevereiro a novembro de 2022, para a revisão geral anual do funcionalismo.
Representantes de dez entidades foram contrários à proposta do Executivo, e solicitaram a possibilidade do pagamento à vista, ou diminuição das parcelas e aumento percentual mensal maior, e o pedido foi levado ao prefeito Jairo Jorge.
Votação
O texto foi votado e aprovado em Sessão Extraordinária nesta quinta-feira, 3, na Câmara de Vereadores, sob protesto do Sindicato dos Profissionais em Educação de Canoas (Sinprocan), que reuniu integrantes em frente ao órgão para cobrar que o pagamento fosse feito à vista e reivindicar aumento real de salário da classe, que não ocorre há 20 anos, conforme relatou a vice-presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart. Apenas cinco vereadores se manifestaram contra a proposta: Juares Hoy (PTB), Eric Douglas (PTB), Alexandre Gonçalves (PDT) e Jonas Dalagna (Novo).
Os vereadores citados chegaram a criar uma emenda que baixava de oito para duas parcelas, mas ela foi rejeitada pela maioria.
Entidades que participaram da Mesa de Diálogo
SIMCA – Sindicato dos Municipários de Canoas;
SINPROCAM – Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas;
ASMC – Associação dos Servidores Municipais de Canoas;
AGMC – Associação da Guarda Municipal de Canoas;
AFTEC – Associação dos Funcionários de Carreira Típica de Estado do Município de Canoas Fiscais Tributários;
AGEA – Associação dos Geólogos, Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Prefeitura Municipal de Canoas;
APADIMC – Associação dos Procuradores da Administração Direta e Indireta do Município de Canoas;
AATC – Associação dos Agentes Municipais de Trânsito de Canoas;
ASACSECAN – Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias;
ASSEPREV – Associação dos Servidores do CanoasPrev.
As parcelas seguirão os percentuais abaixo
– Janeiro: 0,28%
– Fevereiro, março e abril: 1,5%
– Maio, junho e julho: 1,4%
– Agosto: 1,08%
Lei Complementar 08/2021
Sobre a alteração na Lei Complementar 08/2021, foi apresentado um escalonamento de acordo com a faixa salarial para o início dos descontos, iniciando em fevereiro até o mês de agosto. Até o momento da publicação deste texto, a votação ainda não havia sido encerrada.
A proposta do escalonamento é de 14%, incidindo da seguinte forma:
– Fevereiro: para valor que supere 5,5 salários-mínimos;
– Março: para valor que supere 5 salários-mínimos;
– Abril: para valor que supere 4,5 salários-mínimos;
– Maio: para valor que supere 4 salários-mínimos;
– Junho: para valor que supere 3,5 salários-mínimos;
– Julho: para valor que supere 3 salários-mínimos;
– Agosto: para valor que supere 2 salários-mínimos.
Nota de repúdio
No final da tarde desta quinta-feira, o Sinprocan publicou uma nota de repúdio à decisão, na qual diz que o chefe do executivo zomba dos profissionais da educação, “dedicados ao máximo no seu fazer pedagógico, com uma proposta de reposição da inflação ridícula e sem cabimento algum”. O texto ainda diz que o “Executivo canoense terá a resposta que merece”.
Política
Câmara aprova PL 2083/22 e endurece punições contra agressores de mulheres

Com relatoria do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 15, o Projeto de Lei (PL) 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que agrava punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após a condenação.
O texto altera a Lei de Execução Penal (LEP) e passa a definir como falta grave o ato de o preso se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima durante saídas autorizadas ou no cumprimento dos regimes aberto ou semiaberto.
Segundo a legislação, presos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, corte de visitas e perda de até um terço do tempo remido por trabalho ou estudo. Além disso, podem ser transferidos para regime mais rigoroso, como o fechado, e ter reiniciado o prazo para progressão de regime.
De autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), a proposta foi inspirada no caso de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo após sua prisão. Na primeira semana de março, Barbara esteve no Congresso Nacional a convite do deputado Busato.
O projeto também permite a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em casos de novas ameaças ou agressões. O RDD prevê regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.
Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura, passando a considerar como tortura a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão.
Só nos três primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 83% dos casos, as vítimas não tinham medidas protetivas, e 75% dos agressores já possuíam antecedentes.
Para o relator, deputado Luiz Carlos Busato, endurecer a lei é proteger quem está em risco.
“Quando a gente olha para esses números, não está falando de estatística. Está falando de vidas interrompidas, de famílias destruídas, de histórias que poderiam ter sido diferentes. A Lei Barbara Penna nasce dessa dor real. Da necessidade de impedir que a violência continue mesmo depois da condenação. Não podemos permitir que uma mulher siga sendo ameaçada por quem já deveria estar impedido de se aproximar”, declara Busato.
Conforme a ativista de proteção dos direitos das mulheres Barbara Penna, a legislação precisa continuar evoluindo para acompanhar a gravidade dos casos.
“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”
O texto agora segue para sanção presidencial.
ELEIÇÕES
Justiça Eleitoral amplia horário de atendimento em Canoas para regularização do título de eleitor

A Justiça Eleitoral do Brasil, em Canoas, vai ampliar o horário de atendimento para facilitar o acesso de eleitoras e eleitores que precisam regularizar a situação cadastral como emitir o primeiro título revisar dados ou solicitar transferência.
Conforme o órgão o atendimento terá horários especiais em diferentes datas. Nos dias 25 de abril, 1º, 2 e 3 de maio o funcionamento será das 12h às 17h. Já nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril, além de 4, 5, e 6 de maio, o atendimento será estendido das 8h às 19h.
Também haverá atendimento descentralizado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No dia 22 de abril, das 9h às 15h, o serviço será realizado no Restaurante Popular do bairro Guajuviras. Já no dia 24 de abril, no mesmo horário, a ação ocorre no Restaurante Popular do bairro Mathias Velho.
Para realizar os procedimentos é necessário apresentar documento de identidade e comprovante de residência atualizado referente aos meses de fevereiro março ou abril de 2026.
Política
Audiência pública em Canoas discute proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar

Uma audiência pública realizada na segunda-feira, 13, reuniu representantes do Executivo, Judiciário e da rede de proteção para discutir medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes no ambiente escolar, em Canoas. O encontro foi proposto pela vereadora Larissa Rodrigues (PL) e teve como foco a integração entre órgãos públicos e o fortalecimento de estratégias de conscientização e acolhimento.
Participaram do debate o promotor de Justiça João Paulo Fontoura de Medeiros, a juíza do Juizado da Infância e Juventude Paula Yoshino Valério, a secretária municipal de Educação Beth Colombo, o secretário de Comunicação Edson Gandolfi, o coordenador-geral do Conselho Tutelar Alexandre Cunha e a representante da Ação Social Santa Isabel, Mariana Bonatto, entre outros convidados.
Ao abrir a audiência, a vereadora Larissa Rodrigues destacou a importância da articulação entre os diferentes setores envolvidos na proteção da infância.
“O intuito dessa audiência pública é justamente trazer unidade e esclarecimento. Não adianta sermos apenas bem-intencionados, é preciso estar preparado para lidar com situações dessa gravidade”, afirmou. Ela também alertou que casos de abuso podem ocorrer em diversos contextos, inclusive nas escolas, o que exige atenção constante e uma rede de apoio fortalecida.
Durante o encontro, o secretário de Comunicação, Edson Gandolfi, apresentou ações desenvolvidas pelo município para ampliar a conscientização sobre o tema. Segundo ele, dados de denúncias permitiram identificar áreas com maior incidência de casos e orientar campanhas informativas.
“A gente não pode se calar diante de um problema que é global. Precisamos comunicar de forma responsável e ampliar o alcance dessas informações”, disse. Entre as iniciativas citadas estão campanhas nas redes sociais, produção de materiais informativos e ações presenciais nas escolas, em parceria com diferentes secretarias.
A secretária de Educação, Beth Colombo, ressaltou o papel das instituições de ensino na identificação de sinais de violência.
“A escola é o lugar onde conhecemos de verdade as nossas crianças. É ali que comportamentos e mudanças podem indicar situações de violência, seja física, sexual ou psicológica”, afirmou. Ela também defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado contínuo dos alunos.
Na mesma linha, a juíza Paula Yoshino Valério destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e reforçou o papel da escola como ponto inicial de muitas denúncias.
“É na escola que o poder público toma conhecimento de muitas dessas violências, que em geral acontecem no ambiente familiar ou em círculos próximos”, explicou. A magistrada também orientou sobre a necessidade de escuta especializada das vítimas, evitando a revitimização.
Além das falas, o encontro abordou a necessidade de capacitação dos profissionais da educação e o fortalecimento dos fluxos de atendimento, com a participação do Conselho Tutelar e demais instituições da rede de proteção. A proposta é ampliar o acesso à informação e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante de situações de risco.

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