Conecte-se conosco

header-top

sulgas publicidade







 

04/11/2026
 

Política

Ranolfo Vieira Junior é expulso do PTB por Roberto Jefferon via Twitter

Redação

Publicado

em

O Delegado Ranolfo Vieira Junior, ex-secretário de Segurança de Canos e atual vice-governador do Rio Grande do Sul, foi expulso do Partido Trabalhista Brasileiro, via Twitter, pelo presidente nacional do partido Roberto Jefferson, com a justificativa de que “não era fiel ao programa e o estatuto do PTB”.

Através das redes sociais, o presidente do PTB anunciou “estamos colocando para fora do PTB o vice-governador do RS, Delegado Ranolfo, ele age contra o partido, contra o que a executiva nacional decidiu. Não aceitamos medidas ditatoriais contra os brasileiros. Não aceitamos prender cidadãos em suas casas. Ele que vá para outro lugar”.

Tudo indica que a questão tenha a ver com os protocolos que o Estado tem adotado em relação ao combate à Covid-19.

Ranolfo se manifestou em vídeo

“Caros gaúchos, infelizmente, no meio de uma pandemia, preciso vir a público para responder a uma atitude grotesca, ofensiva, preconceituosa e equivocada do senhor Roberto Jefferson, presidente nacional do meu partido.

Em entrevista a uma rádio de Porto Alegre, ele atacou não somente a mim, mas também ao governador Eduardo Leite e às forças de segurança do nosso Estado.

Tenha respeito com o Rio Grande do Sul!

Tenha respeito com o governador, tenha respeito comigo, tenha respeito com o PTB do nosso Estado – que tem uma linda história!

Tenha respeito com os agentes que estão cuidando da segurança da população!

Tenha respeito com os profissionais da saúde!

Tenha respeito com o povo gaúcho!

Todo o esforço que estamos fazendo no combate à pandemia é para salvar vidas e preservar a economia. O tempo inteiro buscamos esse equilíbrio, mas sem negar o momento de urgência pelo qual estamos passando, com os hospitais lotados e o aumento de número de mortes.

Não somos negacionistas, não somos demagogos, não somos fanfarrões, não somos frios e calculistas.

E lamento muito que o senhor esteja dirigindo o partido para um rumo tão equivocado e na contramão de nossas origens democráticas. Esse, definitivamente, não é o nosso rumo.

O governador Eduardo Leite, e eu ao lado dele como vice-governador e secretário da Segurança, além da competente equipe que formamos, estamos fazendo reformas estruturais que nenhum outro estado do país fez. Especificamente na área que está sob o meu comando, alcançamos os melhores índices de redução da criminalidade das últimas décadas. Estamos reprimindo o crime e os criminosos, isso sim – e lamento que o presidente do nosso partido esteja tão mal informado sobre isso.

Tenho uma carreira de 23 anos como delegado de Polícia, já chefiei a Polícia Civil do Rio Grande, sou vice-governador eleito. Não aceito vossa vil reprimenda, não aceito vossa ameaça e não aceito também o vosso projeto. E além de não aceitar, também não temo – porque tenho a consciência tranquila do trabalho que estamos fazendo e dos valores que nos movem. 

Nos próximos dias, vou me reunir com os companheiros do nosso honrado PTB gaúcho para decidir os próximos passos que tomarei. Mas não fujo à luta, disso podem ter certeza. E peço desculpas ao povo gaúcho por ter que tratar disso em meio a uma pandemia. Vamos seguir unidos, focados no combate ao vírus e solidários com quem precisa da nossa ajuda. Muito obrigado”.

Confira o vídeo em https://twitter.com/delegadoranolfo/status/1371434574627147780.

Nota de apoio

No dia 15 de março, Luís Augusto Lara, presidente do PTB/RS e deputado estadual, junto dos deputados estaduais Aloísio Classmann (Líder da Bancada do PTB/RS), Kelly Moraes, Dirceu Franciscon e Elizandro Sabino, e os deputados federais Maurício Dziedricki, Marcelo Moraes e Ronaldo Santini, formalizaram uma nota de apoio e solidariedade ao vice-governador Ranolfo. Leia na íntegra abaixo:

“O Diretório Estadual do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB/RS), e as suas bancadas estadual e federal, manifestam o presente ato de repúdio contra as palavras do Sr. Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, em emissora de rádio local, que ofendeu de forma grosseira o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, o governador Eduardo Leite, todas as forças de segurança e o povo gaúcho. O trabalho do secretário Ranolfo na Segurança Pública é um demarcador histórico de sua competência, legado que o nosso partido tem orgulho de ter ajudado a construir. Uma conquista que conta com a dedicação abnegada dos homens e mulheres de nossas forças de segurança — a quem reafirmamos nossa admiração. Discordamos frontalmente da abordagem do presidente nacional do partido, e na condição de partidários petebistas renovamos a confiança e o apoio ao nosso vice-governador Ranolfo, escolhido pelas urnas para esse posto. Estamos ao lado dele, solidários e unidos. Não permitiremos que o PTB gaúcho, maior representação da legenda no país, submeta-se a aceitar eventuais sanções ao nosso vice-governador. Qualquer punição imposta ao vice-governador, que seja estendida aos deputados estaduais e federais da legenda no Rio Grande do Sul, que subscrevem a presente manifestação”.

Continuar a ler
Clique em Comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Aroldo Medina anuncia pré-candidatura à Prefeitura de Canoas nas eleições de 2028

Avatar

Publicado

em

Aroldo Medina, de 62 anos, deve disputar a Prefeitura de Canoas nas eleições municipais de 2028 pelo Partido Missão. Militar da reserva da Brigada Militar, bombeiro militar especializado em Defesa Civil, jornalista, escritor e professor, ele foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Renan Santos nas eleições de 2026, que recebeu 2,67 milhões de votos.

A definição da pré-candidatura ocorreu no domingo, 1º, durante uma reunião no Quiero Café, no bairro Marechal Rondon, em Canoas. O encontro contou com a presença de 35 apoiadores.

Trajetória em Canoas

Medina mora em Canoas há 55 anos e mantém ligação com a cidade desde a infância. Seu primeiro emprego foi aos 12 anos, com carteira assinada, no Supermercado Spader, que funcionava na Rua Araçá.

Estudou durante dez anos no Colégio Maria Auxiliadora, onde presidiu o Grêmio Estudantil em 1982. Em 1983, serviu no Quartel-General do V Comando Aéreo Regional (V COMAR). Três anos depois, ingressou na Brigada Militar.

Entre 1991 e 1993, frequentou o curso de Jornalismo na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, período em que também foi presidente do Diretório Acadêmico dos estudantes de Comunicação Social.

Saúde e prevenção de enchentes entre as pautas

Morador do bairro Mathias Velho desde 1978, Medina aponta a gestão da saúde pública e a prevenção de enchentes como temas que pretende discutir em relação ao município.

Sobre a saúde, ele afirma que os recursos disponíveis no orçamento municipal devem ser aplicados na qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Canoas e seus moradores merecem uma cidade onde os serviços públicos funcionem com qualidade. A cidade tem dinheiro de sobra. Seu orçamento é de R$ 3,57 bilhões de reais. Todo esse recurso precisa ser investido na qualidade de vida do povo de Canoas, com honestidade”, declarou.

O pré-candidato também mencionou a enchente de 2024, que atingiu o bairro Mathias Velho e inundou a casa de seus pais. Ao comentar os impactos do episódio, afirmou que a população ficou sem assistência adequada durante a crise.

“A população foi abandonada pelo governo. Era o povo pelo povo. Essa história não pode se repetir. A cidade precisa ter obras confiáveis que protejam os moradores contra novas inundações”, disse.

A pré-candidatura deverá ser desenvolvida até as eleições municipais de 2028.

Continuar a ler

Política

Governo do RS inicia pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores nesta terça-feira

Avatar

Publicado

em

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Os servidores públicos do Rio Grande do Sul começam a receber nesta terça-feira, 3, a primeira parcela do 13º salário de 2026. Nesta etapa, será depositado o equivalente a 90% do benefício. Os 10% restantes serão pagos em 18 de dezembro.

O pagamento contempla 338,7 mil vínculos, entre servidores ativos, aposentados, pensionistas e empregados públicos estaduais. O valor total destinado aos depósitos é de aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

O calendário de pagamento foi estabelecido por decreto publicado no Diário Oficial do Estado. A antecipação havia sido anunciada pelo governador Eduardo Leite em setembro.

Nos últimos anos, o governo estadual adotou o pagamento antecipado do benefício. Até 2020, porém, o 13º salário chegou a ser parcelado em até 12 vezes, com pagamentos que avançavam para o ano seguinte.

O 13º salário, também chamado de Gratificação de Natal, foi instituído pela Lei Federal nº 4.090, de 1962, e garante aos trabalhadores o recebimento de um valor adicional ao longo do ano.

Continuar a ler

Política

Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF apura possível saída do Brasil pela Argentina

Avatar

Publicado

em

Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF apura possível saída do Brasil pela Argentina

A Polícia Federal (PF) apura se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, possivelmente passando pela Argentina, após ser proibido de viajar para o exterior por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso ganhou repercussão nesta terça-feira, 27, depois que o prazo para a entrega dos passaportes terminou sem confirmação de que os documentos haviam sido recebidos pela corporação.

A investigação sobre o possível deslocamento do parlamentar foi iniciada após informações divulgadas pela imprensa argentina indicarem que ele teria atravessado a fronteira brasileira e planejado seguir viagem em uma aeronave particular. Até o momento, porém, as informações sobre sua saída do território nacional são contraditórias e não há confirmação independente de que ele tenha deixado o país.

Ordem judicial foi comunicada na segunda-feira, 26

O caso começou a ganhar repercussão na segunda-feira, 26, quando Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes.

Segundo o senador, a abordagem ocorreu naquela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Na ocasião, Flávio afirmou que os agentes comunicaram uma determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil.

A decisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e está relacionada a uma investigação em andamento no STF. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a medida estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega dos documentos de viagem e determinou restrições adicionais ao parlamentar.

A decisão tramita sob sigilo judicial. Por isso, parte de seus fundamentos e detalhes não está disponível publicamente. Reportagens que tiveram acesso a informações do processo indicam que a ordem também prevê o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz, que é investigado no mesmo caso.

Em sua manifestação pública, Flávio declarou que cumpriria a determinação e que iria se defender da medida, a qual classificou como uma tentativa de intimidação. Ele também questionou os fundamentos da decisão e relacionou sua adoção a declarações feitas pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral.

Prazo terminou nesta terça-feira, 27

O prazo de 24 horas concedido para a entrega dos passaportes terminou nesta terça-feira, 27. Na manhã do mesmo dia, reportagens informaram que a Polícia Federal ainda não havia confirmado o recebimento dos documentos.

A ausência de confirmação levou a novas diligências para verificar o cumprimento da ordem judicial. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a PF também se mobilizou para recolher os documentos e checar o paradeiro do senador.

O ponto central é que a determinação judicial não se limitava à entrega dos passaportes: ela também proibia Flávio de deixar o território brasileiro. Por isso, a possibilidade de uma viagem internacional passou a ser investigada pelas autoridades.

Até o momento das informações divulgadas nesta terça-feira, não havia confirmação pública de que o senador tivesse entregue os documentos nem de que tivesse cruzado a fronteira. A falta de confirmação da entrega, por si só, não esclarece onde ele está nem comprova uma eventual saída clandestina do país.

Imprensa argentina relata possível passagem pela fronteira

A suspeita de uma possível saída do Brasil ganhou força após uma reportagem do jornal argentino Infobae indicar que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira com a Argentina e planejado seguir para os Estados Unidos em um avião particular.

Segundo os relatos reproduzidos por veículos brasileiros, a viagem teria passado por Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A informação mencionava uma aeronave particular e procedimentos de imigração e alfândega para passageiros e tripulantes.

A Polícia Federal passou a verificar informações sobre possíveis deslocamentos e registros de fronteira, além de buscar esclarecimentos junto às autoridades argentinas.

Entretanto, a versão não foi confirmada de maneira independente. O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, negou, em declaração à Bloomberg reproduzida pelo SBT News, que Flávio tivesse entrado na Argentina. Ele também contestou a informação sobre um voo com as características descritas na reportagem.

Há, portanto, versões divergentes: de um lado, relatos atribuídos a aliados do senador e informações publicadas pela imprensa argentina; de outro, a negativa apresentada por um representante do governo argentino. A apuração da PF busca esclarecer se houve deslocamento internacional e, caso tenha ocorrido, em quais circunstâncias.

O que motivou a decisão do STF?

A ordem judicial está ligada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os investigadores analisam movimentações financeiras e possíveis vínculos entre empresas relacionadas ao advogado e negócios do setor de apostas. A apuração também envolve suspeitas relacionadas à origem e à circulação de recursos.

As informações disponíveis apontam que a Polícia Federal investiga a possível participação de Flávio no caso, enquanto Willer Tomaz também é alvo das apurações. A existência de uma investigação, contudo, não equivale a uma condenação, e as suspeitas precisam ser examinadas pelas autoridades competentes.

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada no âmbito desse processo, mas, como o procedimento corre sob sigilo, não é possível atribuir com certeza todos os fundamentos da medida a informações que não foram oficialmente divulgadas.

Flávio questiona a decisão e nega intenção de deixar o país

Ao tornar pública a intimação, Flávio Bolsonaro contestou a decisão judicial e afirmou que pretendia entregar os passaportes e se defender. O senador também questionou o momento em que a ordem foi determinada.

Em sua manifestação, ele relacionou a medida a declarações de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Em entrevista divulgada na semana anterior, Eduardo havia defendido que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota na eleição presidencial.

Flávio argumentou que não havia manifestado intenção de sair do país e criticou a proibição de viagem. A declaração pública de que cumpriria a ordem, entretanto, não substitui a confirmação formal da entrega dos documentos, que ainda precisava ser esclarecida pelas autoridades nesta terça-feira.

As informações sobre uma possível viagem também precisam ser analisadas separadamente das declarações políticas e das suspeitas investigadas no STF. Até que surjam evidências verificáveis, não é possível afirmar que o senador tenha fugido do Brasil.

O que acontece agora?

A Polícia Federal trabalha para esclarecer dois pontos principais: se Flávio Bolsonaro cumpriu a determinação de entregar os passaportes e se deixou o território nacional após a proibição judicial.

A verificação de registros migratórios, a troca de informações com autoridades argentinas e a checagem de eventuais voos podem ajudar a esclarecer o caso. Se forem identificados elementos que indiquem descumprimento da ordem, caberá às autoridades competentes avaliar as medidas legais aplicáveis.

Até a divulgação das informações disponíveis nesta terça-feira, 27, o cenário permanecia em aberto. A não confirmação da entrega dos passaportes e os relatos sobre uma possível passagem pela Argentina motivaram a apuração, mas não comprovam, isoladamente, que Flávio Bolsonaro tenha deixado o país.

O caso reúne, assim, três questões distintas: o cumprimento de uma determinação judicial, a investigação financeira em curso no STF e a verificação de uma possível viagem internacional. A confirmação dos fatos dependerá das diligências das autoridades e de informações oficiais sobre o paradeiro do senador.

A reportagem poderá ser atualizada à medida que a Polícia Federal, o STF, as autoridades argentinas ou a defesa do senador apresentarem novas informações.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques

Merdekawin hokitoto