Geral
Morre o empresário Dario Capoani, aos 81 anos

Faleceu na noite desta terça-feira, 5, o empresário canoense Dario Capoani, aos 81 anos de idade. Dario era formado em Direito e juntamente com seu pai João e o irmão Jandir Capoani foi iniciador dos principais cinemas de Canoas, os Cines Rex, Vitória, São Luís, Rio Branco e Niterói. A família tinha uma parceria com o também empresário Francisco Busato (da Busato & Cia LTDA) – pai de prefeito nomeado Luiz Gerônimo Busato e avô do ex-prefeito Luiz Carlos Busato -, e fizeram desta união um enorme sucesso à época, no início dos anos 50, com a inauguração de casas de espetáculos que traziam telões que iam do Calçadão aos bairros da cidade.
A morte de Dario foi lamentada nas redes sociais e sua participação no engrandecimento da vida cultural do município enfatizada por diversos órgãos locais.
Capoani teve sua cerimônia de despedida na tarde desta quarta-feira, 6, na Capela São Cristóvão, Cap. 4, em Canoas (Rua Luiz Carlos Muller, n° 36, Estrada Velha, esquina com a Av. Santos Ferreira).
Ele deixa a esposa Lígia, os filhos Juliano e Fabiano e os irmãos Zemira e Jandir.
História com os cinemas
Terceiro cinema de Canoas (os cinemas Porcello e Central chegaram em 1914 e 1941, respectivamente), de propriedade da Empresa Capoani & Cia Busato Ltda., era inaugurado o Cinema e Teatro São Luiz em setembro de 1950. Nas Décadas de 50, 60, até 1975, este foi o principal cinema da Cidade de Canoas. Localizado na faixa federal, bairro Niterói, com seus 1.200 lugares aproximados, cadeiras de madeira, uma boa tela protegida por uma cortina de mensagens publicitárias, bons projetores e som, tinha o gongo que assinalava o início da projeção. Nas paredes internas da sala de projeção, cartazes de futuros programas. O cinema ainda mantinha um sistema de som (auto-falantes externos acima do telhado), entrava no ar uma hora antes das matines e das sessões noturnas, divulgando a programação, que era diversificada: às quartas-feiras em homenagem ao belo-sexo, nas sextas-feiras, era o dia do troco, com exibição de dois ou três filmes, e ainda era exibido dois episódios de filmes em série. O ingresso era meia-entrada, mas tinha que ser paga em moedas. Algo que chamava a atenção dos espectadores. Durante a exibição do trailer no sistema de som, o operador Sr. Anacleto anunciava ao microfone “MAIS UMA GRANDE EXIBIÇÃO NA ALVA TELA DO SEU CINEMA”.
Mais tarde, novas casas de espetáculo eram inauguradas.

Cine Rex em registro de 1962, foi palco de exibição de grande filmes, como a trilogia “Sissi”, “Sissi, a Imperatriz” e “Sissi e seu Destino”, produções de 1955, 1956 e 1957, respectivamente.
Geral
Atualização anual do DAS do MEI já está em vigor e altera valor da contribuição mensal
Geral
Consulta pública está aberta para reconhecer a pesca com botos como patrimônio cultural

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, mantém aberta a consulta pública que avalia o reconhecimento da pesca com botos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A participação da sociedade é aberta e considerada essencial para o andamento do processo.
A prática, registrada no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, é conhecida pela cooperação entre pescadores artesanais e botos na captura da tainha. Esse saber tradicional é transmitido há mais de cem anos entre gerações e permanece restrito a poucos estuários do sul do país.
Quem deseja participar pode enviar sua manifestação até o dia 28 de fevereiro. As contribuições podem ser feitas de forma digital ou presencial, por diferentes canais disponibilizados pelo Iphan.
As manifestações podem ser enviadas por e-mail para conselho.consultivo@iphan.gov.br.
Também é possível participar pelo Protocolo Digital do Iphan, disponível no site Aqui.
Outra opção é o envio de correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no endereço: SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º andar, Brasília, Distrito Federal, CEP 70390-135.
Policial
Operações da Polícia Civil resultam na prisão de 31 agressores de mulheres no Rio Grande do Sul

Duas operações especiais, realizadas pela Polícia Civil em janeiro, colocaram foco nos agressores para coibir a violência de gênero, doméstica e familiar, reforçando a proteção às vítimas. A ação policial foi organizada em resposta aos episódios violentos que marcaram o início do ano no Rio Grande do Sul. Foram executados 30 mandados de prisão e uma prisão em flagrante, relacionados ao descumprimento de medidas protetivas de urgência e a novas ocorrências.
Juntas, as operações “Ano-novo, Vida Nova” e “Mulher Segura” mobilizaram mais de 400 agentes da Polícia Civil e terminaram com a prisão de 31 agressores.
Policiais civis e militares de todo o Estado estão preparados para o atendimento às vítimas e, no âmbito da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o tema vem sendo monitorado diariamente, como informou a secretária-adjunta da pasta, Adriana da Costa.
“Com apoio de todas as instituições ligadas à SSP e em parceria com outras secretarias, como a da Mulher e da Saúde, temos realizado o combate e a prevenção aos casos, mas a mudança de mentalidade depende também de conscientização. Por isso, são realizados programas de prevenção e educação, além de parcerias com outros órgãos. Esse é um problema de toda a sociedade”, afirmou.
Janeiro
Coordenada pelo Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) e realizada pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), a operação “Ano-novo, Vida Nova” foi desencadeada em 20 de janeiro e durou 24 horas, com ordens judiciais cumpridas em 53 municípios gaúchos. A ação envolveu 363 policiais e resultou na apreensão de quatro armas de fogo, além de munições.
Na quarta-feira, 28, foi realizada uma operação integrada com as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher de Porto Alegre. Durante a ação, três armas e munições foram apreendidas. Dois homens foram presos, um deles em flagrante.
Feminicídios
O Rio Grande do Sul registrou 11 feminicídios em janeiro de 2026. Embora outros crimes tenham sido reduzidos no Rio Grande do Sul, a violência contra a mulher é um desafio para toda a sociedade.
“O feminicídio e a agressão à mulher não são um problema contemporâneo. Infelizmente, esse tipo de crime está arraigado em nossa cultura machista, onde o homem pensa que é dono da mulher. Acredito que a sociedade está se transformando: nunca se discutiu tanto esse tema e com tanta disponibilidade de instituições públicas e privadas unidas para combater esse tipo de crime”, disse o diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira.
Reforço nas operações e no atendimento às vítimas
O trabalho policial é sistemático e será intensificado. Na sexta-feira, 30, Ferreira anunciou que o departamento instituirá, no início de fevereiro, a Equipe de Pronta Resposta, voltada ao atendimento rápido e qualificado das vítimas em locais de crimes relacionados aos grupos vulneráveis. A ação representa um avanço significativo na capacidade operacional do DPGV, ao garantir a presença de policiais em todos os locais de crime.
Inicialmente, o trabalho dessas equipes se intensifica na capital e, em breve, será expandido para todo o Estado. “Nos casos de feminicídio e outras ocorrências que envolvem esses grupos vulneráveis, teremos agentes especializados para o atendimento de diligências específicas, o que vai melhorar muito nossa capacidade de resposta às ocorrências e reduzir o tempo das investigações”, afirmou o delegado.
Ferreira destacou que a ação será repetida, com a checagem de cada uma das denúncias. “O trabalho é repressivo e preventivo. Outra frente em que nos emprenharemos cada vez mais é a qualificação do trabalho do policial. Os agentes que atendem às vítimas estarão cada vez mais preparados para as abordagens e irão colaborar para o fortalecimento da rede de proteção dessas mulheres. Outro ponto importante é trazer atores sociais diversos para a discussão sobre o machismo estrutural, como empresas públicas e privadas, envolvendo também os cidadãos, afinal, é preciso conscientizar a todos sobre a violência, que não é um problema de polícia, mas uma questão que envolve toda a sociedade”, ressaltou.
A diretora da Dipam, delegada Waleska Alvarenga, anunciou que em fevereiro será realizada outra operação especial para o combate à violência contra a mulher. A ação dará continuidade às estratégias do governo estadual para o enfrentamento dos feminicídios e da violência doméstica e familiar, com apoio das instituições vinculadas à SSP – Polícia Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias.
Canais de denúncia
Em caso de urgência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo 190. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 ou pelo site da Delegacia Online.

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