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11/06/2026
 

Geral

Com dívida bilionária, Ulbra anuncia plano de recuperação judicial

Redação

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em

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), maior instituição privada de educação do Rio Grande do Sul, com sua principal sede em Canoas, ingressou, na segunda-feira, 6, com um pedido de recuperação judicial.  A ação faz parte do plano de reestruturação iniciado em outubro de 2018 e busca renegociar uma dívida de R$ 2,4 bilhões.

De acordo com a instituição, o objetivo é quebrar um ciclo de dificuldades financeiras que impede a Universidade de estancar e solucionar sua dívida, considerando tributos, obrigações trabalhistas e fornecedores. “Atualmente, a Rede Ulbra de Educação é afetada por situações decorrentes do próprio endividamento, como bloqueios de recursos pela Justiça, que impossibilitam uma gestão de caixa mais eficiente. Além disso, enfrenta atrasos no repasse de recursos do Financiamento Estudantil (Fies) por parte do governo federal”.

Dívida

A dívida a ser renegociada será de R$ 2,4 bilhões, mas a dívida total da instituição é de R$ 8,2 bilhões (R$ 5,8 bilhões em dívidas tributárias, R$ 2,1 bilhões em dívidas financeiras e com fornecedores e R$ 315 milhões em dívidas trabalhistas). “A recuperação judicial se apresenta como a estratégia mais eficaz para quitar as obrigações com os credores, em especial os trabalhistas, atrair investimentos e voltar a crescer”, afirma a direção da Ulbra, em nota. Para enfrentar o endividamento de mais de uma década, agravado pela crise geral no setor, a Aelbra, mantenedora da Ulbra, afirma que colocou em prática uma série de ajustes voltados à saúde financeira da Instituição com o apoio da Starboard Restructuring Partners, empresa especializada em reestruturações complexas. Segundo eles, uma série de medidas adotadas no primeiro trimestre de 2019 já está produzindo uma economia mensal de cerca de R$ 6 milhões, 18% de redução em relação ao que era gasto no mesmo período do ano passado.

Impacto

A Instituição reforça que a medida não interfere na rotina acadêmica, nem nas atividades das escolas de Educação Básica. Todas as disciplinas previstas continuam ofertadas, os trabalhos acadêmicos e escolares seguem normalmente, assim como o calendário de aulas e demais atividades. Ainda assim, nos últimos meses, a instituição tem demitido grande número de funcionários, entre eles professores. Tal ação desencadeou protestos em Canoas, por parte de organizações estudantis.

A Rede Ulbra de Educação, com mais de 100 anos dedicados ao ensino, tem unidades presenciais em seis Estados e ensino a distância em todas as regiões do país, somando mais de 40 mil alunos.

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Geral

APAE Canoas e Nova Santa Rita realizam Campanha do Agasalho 2026 para doação de roupas

Redação

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Foto: Freepik

A instituição APAE Canoas, em parceria com a APAE Filial Nova Santa Rita, está promovendo a Campanha do Agasalho 2026 com foco na arrecadação de roupas de inverno e cobertores para distribuição a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A ação ocorre em um período em que as baixas temperaturas aumentam a necessidade de itens básicos para proteção contra o frio, especialmente entre famílias que não têm acesso adequado a vestuário térmico.

De acordo com a organização da campanha, as doações devem priorizar peças em boas condições de uso, incluindo agasalhos limpos, cobertores conservados e roupas sem rasgos, manchas ou outros danos.

Os pontos de coleta são:

APAE Canoas
Av. Victor Barreto, 3248 – Centro, Canoas

APAE Filial Nova Santa Rita
Av. Santa Rita, 1823 – Centro, Nova Santa Rita

A campanha segue até o período de inverno e tem como objetivo reunir materiais que serão destinados à população atendida pelas instituições.

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Geral

Rede de Bancos de Alimentos promove nova edição do Sábado Solidário no RS

Redação

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A Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul promove no próximo sábado,13, mais uma edição do Sábado Solidário, campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis realizada em supermercados parceiros de diversas cidades do Estado.

Durante a ação, consumidores poderão adquirir alimentos e entregá-los aos voluntários identificados com o jaleco do Banco de Alimentos, que estarão nos estabelecimentos participantes.

Participam desta edição os Bancos de Alimentos de Alegrete, Alvorada, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Porto Alegre, Região do Calçado (Campo Bom, Estância Velha, Novo Hamburgo e Sapiranga), Santa Maria, Torres, Tramandaí (Tramandaí e Imbé), Vale dos Sinos (Esteio, Portão, São Leopoldo e Sapucaia do Sul) e Viamão.

Segundo a organização, houve redução no volume de alimentos recebidos nos últimos meses. Em Porto Alegre, o estoque disponível corresponde atualmente a cerca de 40% da quantidade necessária para atender a demanda cadastrada.

Os alimentos arrecadados durante a campanha serão destinados às instituições sociais e famílias atendidas pelos Bancos de Alimentos participantes.

Entre os itens que podem ser doados estão arroz, feijão, massa, farinha, óleo e outros alimentos não perecíveis.

Como participar

Para colaborar com a campanha, o consumidor deve:

Fazer compras em um supermercado participante do Sábado Solidário;

Adquirir ao menos um quilo de alimento não perecível;

Entregar a doação aos voluntários do Banco de Alimentos presentes no local.

A campanha será realizada durante o horário de funcionamento dos supermercados participantes nas cidades envolvidas.

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Policial

Investigação iniciada em Canoas leva à prisão de 14 suspeitos de golpes em empresas

Redação

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira, 9, uma operação contra um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes em empresas de diferentes regiões do país. Até o momento, 14 pessoas foram presas.

A ação, denominada Operação Ciberlab, cumpre 27 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em seis cidades dos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, locais de onde os investigados atuariam. Segundo a polícia, os suspeitos se passavam por executivos de empresas para convencer funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias.

As investigações tiveram início após o registro de um caso envolvendo uma empresa de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ocorrido no ano passado. De acordo com a Polícia Civil, uma operadora financeira recebeu mensagens de um contato que utilizava a foto do presidente da companhia. Como o executivo estava em viagem, a funcionária não desconfiou da abordagem.

O golpista alegou ter trocado de número de telefone e passou a solicitar pagamentos que, supostamente, seriam destinados a fornecedores, procedimento considerado comum na rotina da empresa.

Conforme a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e responsável pela investigação, foram realizadas dez transferências antes que a funcionária percebesse a frequência incomum dos pedidos. Até então, cerca de R$ 200 mil já haviam sido enviados aos criminosos.

“A finalidade, de acordo com o golpista que se passava pelo presidente da empresa, era fazer pagamentos para fornecedores. É algo muito comum na atividade deles do dia a dia”, afirmou a delegada.

Luciane Bertoletti destacou ainda que a estratégia utilizada pelos suspeitos foi baseada em técnicas de engenharia social, reproduzindo detalhes da rotina da empresa para dar credibilidade às mensagens enviadas.

“A forma como eles abordaram ela, a engenharia social, foi muito bem feita. Era realmente a forma como esse presidente solicitava os pagamentos. Como ele estava viajando e estava em reunião, falou que teve de trocar de número, teve um problema. Ela não desconfiou porque a conversa era muito verossímil”, completou.

A Polícia Civil informou que ainda apura a existência de outras vítimas em diferentes estados brasileiros. Segundo os investigadores, empresas de médio e grande porte eram os principais alvos do grupo. Após os repasses, os valores eram distribuídos para diversas contas bancárias, numa tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema e dimensionar o prejuízo causado às empresas atingidas.

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